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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Historia Judaica no Brasil

A história Judaica no Brasil e considerações relacionadas








Muito obrigado ao amigo Ademir Pfiffer, por ter descoberto e indicado este video.

Esta mensagem é muito importante para podermos entender a nossa história.
Entre os descendentes de portugueses existem muitos “Cristãos Novos”
Quem sabe você esteja nesta lista e seja um  privilegiado.
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O laço comum judaico com os indígenas americanos. A mesma relação colocada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Veja o Livro de Mórmon, trazida para nós por Joseph Smith Jr., que afirma o mesmo. com relação aos Nefitas, Lamanitas e os Amalequitas.

Assim como nos Estados Unidos assim também no Brasil,


existem coincidências fonéticas entre o Tupi-Guarani e o idioma Judaico.

Padre Antonio Vieira fez uma expedição para localizar os índios filhos de Israel, os índios.

Uma segunda arca de Noé que veio para as Américas?

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Eruditos Bíblicos Apóiam a Autoria do
Livro de Mórmon

Por George Potter


"Nephi Project" Nov/2000, Bear River CityUtah Copyright 2000. Todos os direitos reservados
por George D. Potter.

Traduzido por Élson Carlos Ferreira, Curitiba, Brasil - Janeiro/2004.

    Hoje em dia a Hipótese Documentária ou a Alta Crítica é a metodologia usada pelos estudiosos nas principais universidades do mundo tanto nos seminários judaicos quanto nos cristãos. A linha de estudo põe de lado suposições dogmáticas a respeito da autoria da Bíblia, e utiliza-se da lingüística, arqueologia, história e outras disciplinas para decifrar a autoria das escrituras.
    A escola de Hipótese Documentária de investigação bíblica precisou de um milênio para finalmente fosse aceita pelos estudiosos a teoria prevalecente da origem dos cinco livros de Moisés, o Pentateuco. Antes de 1830, ano da primeira edição do Livro de Mórmon, os estudiosos que apoiavam esta linha de raciocínio eram perseguidos. Um dos notáveis eruditos, Benedict Spinoza, escreveu em seu Tractaus político-teológico (1670 a.D.: "É ...mais claro que o sol da manhã que o Pentateuco não foi escrito por Moisés, mas por alguém que viveu muito depois de Moisés (i)
    Sob seu vigamento hipotético, eruditos bíblicos tem acumulado substanciais evidências de que nem Moisés nem nenhum outro homem foi o autor do Pentateuco. O corpo de evidencias para esta conclusão inclui um padrão de duplicatas (múltiplos registros de um mesmo evento), eventos que aconteceram depois do tempo de Moisés que ele não podia ter conhecimento, contradições ao informar os mesmos eventos, estilos de escrita indicativos de períodos posteriores, e considerável evidência histórica apoiando os motivos dos autores ao alegarem tempo e lugar no qual a hipótese alega que os livros foram escritos. Apesar de os líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ter geralmente criticado a Hipótese Documentária (ii), outros têm tido uma visão mais tolerante.
    J. Reuben Clark Jr. Escreveu: Eu não estou realmente preocupado, e nenhum homem de fé deveria estar, a respeito da exata autoria dos livros da Bíblia. Mais do que um dos profetas poderia muito bem ter escrito parte dos livros agora reunidos em um só título. Eu não sei. Nesse caso, o quê fazer? A literatura de Shakespeare não seria perdida nem diminuída porque Bacon a poderia ter escrito. (III)
    De acordo com a "Encyclopedia of Mormonism", A Igreja de Jesus Cristo dos S.U.D. não tomou posição oficial concernente à coleção e a transmissão destes textos no Pentateuco.
    Por que usar uma hipótese controversa para testar a autoria do Livro de Mórmon?        
Primeiro: é exatamente por esta razão. Sendo geralmente rejeitado pela maioria dos estudiosos do Livro de Mórmon, evidências da Hipótese Documentária provêm um teste mais imparcial do que é usualmente oferecido pelos estudiosos do Livro de Mórmon.
Segundo: as evidências compiladas pela Hipótese Documentária representa um enorme corpo de investigação bíblica. Usando as inferências da Hipótese Documentária para testar a autoria do Livro de Mórmon reúne as reivindicações dos registros sagrados contra o que há de melhor na atual erudição bíblica.
Terceiro: proponentes da Hipótese Documentária têm focalizado sua pesquisa a respeito do Pentateuco num lugar e período relevante para as origens do Livro de Mórmon: a Palestina, no tempo em que as tribos de Israel foram divididas em dois reinos no ano de 922 a.C., e da destruição de Jerusalém em 587 a.C. Esta era a época que se acredita que pelo menos quatro versões dos Livros de Moisés foram escritos, e inicialmente editados em um só texto.
Sjodahl usa o segundo versículo do Livro de Mórmon para explicar por que isto é importante quando tentamos conectar os autores iniciais do Livro de Mórmon a este mundo antigo.
É certo que, se este versículo tivesse sido escrito por um impostor moderno, ele não teria escrito "na linguagem de meu pai", mas "em hebreu", porque este é o termo agora usado para denotar a linguagem e a escrita dos judeus no tempo de Lei. Mas Néfi não a conhecia por este nome. A expressão usada é, portanto, uma evidência inconfundível da genuinidade do livro. (iv)
Ainda, o autor tem várias reservas em usar evidências da Hipótese Documentária para testar a autoria do Livro de Mórmon.
Primeiro: não há nenhuma hipótese ou sumário aceito na Alta Crítica a respeito de seu achado. É uma linha de pesquisa bíblica que está em todo o mundo e crescendo.
Segundo: qualquer tentativa para reduzir as evidências da Hipótese Documentária num modelo simples o suficiente para usar como comparação às reivindicações de autoria do Livro de Mórmon, seria uma simplificação extrema.
Terceiro: pode parecer ao leitor que o autor concorda com as conclusões da Hipótese Documentária a respeito da autoria do Pentateuco. Eu não concordo, entretanto, não diminui minha consideração para com a qualidade de seu inquérito dedutivo e pesquisa empírica.
Para minimizar estas preocupações eu escolhi usar uma recente viagem de trabalho para representar o recente livro de Hipótese Documentária de Elliott Friedman, "Who Wrote The Bible?" Friedman é a principal figura em Hipótese Documentária. (v) O estudioso SUD Kevin Cristensen chama o livro de Friedman de "uma pesquisa popular de evidência para a hipótese documentária que domina a moderna erudição bíblica"(vi). A "Harvard Magazine" avalizou o livro desta maneira: "É um acontecimento termos um livro tão legível e excitante como "Hwo Wrote The Bible?" Ele tem sobre isto a ressoante pancada da sólida verdade? Friedman escreveu de seu livro: "Eu falei quase exclusivamente em termos dos fatos em si mesmos. - significando a evidência do texto e da arqueologia - e escolhi este modo porque eu precisava que ele fosse uma apresentação de evidências e conclusões em vez de uma história erudita "(vii).
Se melhor estudioso bíblico provê evidências compeliatórias colocando os autores do Livro de Mórmon na Palestina, entre os anos 922 e 587 a.C., seria tolo e ingênuo afirmar que alguém tenha escrito o livro em Nova York, nos ano de 1920.
O Livro de Mórmon reivindica seu autor inicial como Néfi. O jovem profeta escriba escreveu que a família de seu pai viveu em Jerusalém contemporaneamente a Jeremias, mas que fugiram da cidade antes de sua destruição (587 a.C). Antes de deixar Jerusalém, em direção à terra prometida, Néfi adquiriu as placas de latão, que parece ter servido como base teológica (1 Néfi 4:15,16; 5:21) e lingüística (1 Néfi 3:19). As placas de latão continham a genealogia da família de Néfi, que indicava que ele era um descendente de José (1 Néfi 5:14), confirmando que ele não era judeu, isto é, das tribos que formaram o reino de Judá depois da divisão do reino após a morte do rei Salomão. As placas de ouro de Néfi nos dizem que ele era da tribo de Manasses (Alma 10:3), e que sua esposa era da tribo de Efraim (viii); ambas tribos que haviam sido parte do reino de Israel.
Néfi adquiriu as placas de latão em Jerusalém, a capital do reino do sul, Judá. Entretanto, Néfi tomou as placas da casa de um parente distante chamado Labão, também descendente de José, assim, do reino de Israel.
De particular interesse para este teste de autoria, é que as placas de latão continham uma versão dos cinco livros de Moisés (1 Néfi 5:11). Néfi copiou versículos das placas de latão em seu próprio registro para "instrução e proveito de meus (seus) filhos" (2 Néfi 4:15).
Dado que as placas de latão eram usadas para preservar a linguagem dos nefitas (1 Néfi 3:19) e para ensinar cada nova geração a ler (Mosias 1:2,3), nós podemos presumir que o estilo de escrita encontrado nas placas de latão foi adquirido pelos descendentes de Néfi e tornou-se um estilo que deve estar evidente no Livro de Mórmon. A este respeito, o estilo do autor original do Livro de Mórmon repousa em Néfi e em certo grau, sobre os escribas que gravaram as placas de latão. Em resumo, os primeiros autores do Livro de Mórmon eram das tribos que inicialmente formaram o reino de Israel. Eruditos bíblicos apóiam esta reivindicação de autoria?

Teste 1: Múltiplas Versões do Pentateuco

A premissa primária da Hipótese Documentária é que há evidências de que muitas versões dos livros de Moisés existiram durante o tempo em que as placas de latão foram escritas e por certo no tempo de Néfi. Richard Friedman sumariza esta hipótese: Há evidências de que os cinco livros de Moisés foram compostos pela combinação de quatro diferentes fontes de documentos em uma história contínua. Por propósitos práticos, os quatro documentos foram identificados por símbolos alfabéticos.
O documento que é associado com o divino nome Yahweh/Jeová foi chamado versão "J".
O documento que é identificado enquanto referindo-se à Deidade como Deus (o hebreu Eloim), foi chamado "E".
O terceiro documento, sem dúvida o maior, incluindo a maioria das seções legais e concentrando muitos assuntos que têm a ver com o sacerdócio foi, por isso, chamado "P" (Priesthood).
A fonte que foi achada somente no livro de Deuteronômio foi chamada "D" (ix)
O que Néfi vê nas placas de latão? J. M. Sjodahl sugere que " a coleção de Labão, conhecida no Livro de Mórmon como as Placas de Latão, deve ter sido não usualmente completa, a julgar pelo conteúdo. Ela deve ter sido uma coleção muito valiosa". (x)
Felizmente Néfi providenciou uma relação dos documentos contidos nas placas de latão, incluindo quatro tipos de escrituras, pelo menos três eram de natureza mosaica tendo profecias que datam de antes das placas iniciais (1 Néfi 5: 11-13).
As evidências da Hipótese Documentária para as versões J E D P correlacionam-se notavelmente bem com o que Néfi encontrou nas placas de latão. Este autor sugere uma possível comparação:
1- As placas de latão contêm "os cinco livros de Moisés" (v 11) o que compara-se à combinação das versões E e J do Pentateuco. As placas de latão incluem os cinco livros da versão D. (o completo  Exateuco E, J e P não foi combinado até Exra (xi).
2- As placas de latão continham um registro dos judeus desde o princípio (v 12). Compare com a versão J, cujo autor (ou autores) vieram do reino de Judá.
3- As placas de latão continham as "profecias dos santos profetas desde o princípio" (v 13). Compare com a versão E, cujo autor (autores) veio das tribos que formaram o reino de Israel.
4- as placas de latão registram as "muitas profecias faladas pela boca de Jeremias" (v 13). Compare com o livro de Jeremias.
5- Néfi não descreve nenhum conjunto de placas equivalente à versão P ou versão Sacerdotal.
    Se estas comparações são acuradas ou não, a conclusão dos estudiosos bíblicos de que durante o período em que Néfi viveu havia diferentes registros das histórias desde o princípio até Moisés, é apoiada pelo livro de Mórmon.

Teste 2: As Versões E e J dos Livros de Moisés

    Este segundo teste é mais explícito. As evidências no âmago da Hipótese Documentária afirmam que havia diferentes versões dos livros de Moisés usadas por cada um dos dois reinos. Friedman conclui, "se separarmos as histórias da versão E das histórias da versão J, nós teremos uma consistente série de indícios de que as histórias da versão E foram escritas por alguém preocupado com Israel e as histórias da versão J por alguém interessado por Judá" (xii).
    O Livro de Mórmon apóia a teoria de que existiam versões separadas dos livros de Moisés para cada reino? A resposta é, logicamente, sim, e ele distingue estes dois registros por suas origens tribais mais do que qualquer outro registro antigo. Néfi e as placas de latão tinham suas raízes no reino de Israel, a terra da Hipótese Documentária da versão E.
No livro de Mórmon lê-se: "Portanto o fruto de teus lombos escreverá; e o fruto dos lombos de Judá escreverá; e aquilo que for escrito pelo  fruto de teus lombos e também aquilo que for escrito pelo frutos dos lombos de Judá serão unidos, ..." (2 Néfi 3:12)
O livro de Mórmon vai muito mais longe para explicar como a versão nas placas de latão (presumivelmente uma versão E do reino de Israel) é diferente da Bíblia moderna, que é baseada na Torah judaica: "... O livro que vês é um registro dos judeus, que contém os convênios feitos pelo Senhor com a casa de Israel; e contém também muitas das profecias dos santos profetas; e é um registro semelhante às gravações encontradas nas placas de latão, sé que em menor número; não obstante, contém os convênios do Senhor com a casa de Israel, sendo, portanto, de grande valor para os gentios". (1 Néfi 13: 23)

Teste 3: Existiu uma versão dos livros de Moisés que poderiam ser identificados como "profecias dos santos profetas" (1 Néfi 5: 12)

    As "profecias dos santos profetas" das placas de latão não são identificadas como pertencente ao outro grupo, ou seja, os judeus. Pode-se assumir que este registro era sua versão tribal do livro de Moisés, a versão do reino de Israel, a versão E.
    A Hipótese Doutrinária apóia a idéia de que existia tal versão dos livros de Moisés nos tempos de Néfi. Friedman escreve: "Ambas as versões E e D dão maior ênfase no dever dos profetas - o que faz sentido, dado que seus heróis incluem figuras como Moisés, Samuel, Ahijah, e por último, Jeremias" (xiii). A versão D é identificada como Deuteronômio, a qual não cobre os eventos desde o princípio dos tempos. Entretanto, a versão E inclui a criação e enfatiza os profetas.
    Estudiosos bíblicos concluíram que a versão E foi escrita por autores do reino de Israel. Isto não somente apóia a reivindicação de autoria do Livro de Mórmon, como também explica como o coletor Labão, da mesma tribo, veio a possuir o manuscrito.
    Néfi explicou que a versão judaica diferia da versão de José ou Israel nas placas de latão. As placas de latão continha mais "profecias" (1 Néfi 13:23); ela enfatiza os profetas. Evidências para esse argumento são encontradas no Livro de Mórmon. Néfi escreve a respeito de seu pai recontando profecias de José do Egito (2 Néfi 3); presumivelmente da versão E, posto que, de acordo com Hipótese Documentária desta versão, dá-se especial tratamento a José (xix).  Esta profecia de José não é encontrada na Bíblia hebraica. Em resumo, a investigação bíblica confirma o que Néfi informou 2600 anos antes; havia uma versão dos livros de Moisés que enfatizava as profecias.

Teste 4: O Nome da Deidade, E (Eloim) e J (Yahweh/Jeová)

    De acordo com Friedman, " o grupo Eloim inclui os nomes de todas as trigos de Israel. O grupo de histórias que invocam o nome de Yahweh são histórias de Rubem, Simeão, Levi e Judá" (xv).
    Em concordância com esta conclusão da Hipótese Documentária, teria sido esperado  que Néfi, de Israel, chamasse a deidade "Deus" ou "Eloim". Quer dizer, mesmo apesar de ele ter vivido em Judá, ele deve ter sido ensinado sobre a terminologia religiosa pelos sacerdotes de Israel, incluindo seu pai. Entretanto, se Néfi invocou o nome de Jeová como deidade, ele teria usado a terminologia de Judá, e estudiosos bíblicos teriam questionado a autenticidade de autoria do Livro de Mórmon. Estudiosos do Livro de Mórmon tem aplicado esta técnica relacionada ao nome de Cristo para mostrar que o Livro de Mórmon foi escrito por mais do que um autor (xvi). Friedman escreve: "As duas histórias têm dois quadros diferentes do que aconteceu. Agora, as três investigações notaram que a primeira versão da história da criação sempre refere-se ao Criador como Deus - trinta e cinco vezes. A segunda versão sempre refere-se a ele por seu nome Yahweh Deus - onze vezes. A terceira versão nunca chama-o de Yahweh; a segunda versão nunca chama-o de Deus. (xvii)
    Ao traduzir o Livro de       Mórmon, Joseph Smith diferenciou "Deus" de "Jeová". O Livro de Mórmon refere-se à deidade como "Deus" 1339 vezes. O título "Jeová" é somente encontrado no Livro de Mórmon duas vezes, uma vez na citação de Isaias (um profeta de Jerusalém que teria escrito no estilo "J", veja 2 Néfi 22: 2), e na última sentença do Livro de Mórmon, onde Moroni está claramente referindo-se a Cristo, não ao Pai, como Jeová (Moroni 10:33, 34).

Teste 5: O texto do Livro de Mórmon contém um possível preconceito ou influência do autor que é descendente do reino de Israel, durante aquele período?

    Por si só, a preferência do Livro de Mórmon em nomear a deidade prova pouco. Néfi pode ter selecionado fortuitamente sua preferência pelo nome da deidade, o que foi seguido pelos autores subseqüentes. Entretanto, estudiosos da Hipótese Documentária argumentam que existem indicadores específicos que distinguem a autoria de E da autoria de J, e que quando considerados juntos estes indicadores provêm evidências compeliatórias quanto às origens dos autores dos livros de Moisés. Friedman explica: A acumulativa e consistente conclusão de todas essas evidências, parece-me, é (1) os primeiros investigadores estavam certos a respeito da existência de duas fontes, J e E; (2) a pessoa que escreveu a versão J estava particularmente interessada no reino de Judá, e a pessoa que escreveu a versão E estava mais interessada no reino de Israel". (vviii)
    O Livro de Mórmon atesta o preconceito do escrita do reino de Israel ou uma origem do reino de Judá?
    Por exemplo, uma chave símbolo no reino de Israel era a serpente de bronze que Moisés tinha feito ao Senhor (xix). Este ícone é mencionado na versão E e no Livro de Mórmon (1 Néfi 17: 41), mas não aparece na versão J (xx). O oposto é verdadeiro a respeito da arca do convênio, um importante ícone para Jerusalém e para o templo, e, portanto, para o reino de Judá. A arca é mencionada na versão J, mas ela não aparece na versão E ou no Livro de Mórmon.
    Friedman mostra que diferentes versões dos livros de Moisés contêm uma "corrente de indícios para identificar seus autores" (xxii). Entretanto, deve-se tomar cuidado ao comparar os indícios de E e J para a inclusão ou exclusão do Livro de Mórmon ou das placas de latão.
Primeiro: nós não temos uma lista de todas as histórias das placas de latão ou das placas maiores de Néfi.
Segundo: a inclusão ou exclusão de um evento bíblico no Livro de Mórmon é algo inexpressivo. Ambos os reinos compartilham todas as histórias bíblicas e a mesma fé básica.
Apenas se existir evidência história significativa mostrando um padrão que forneça uma base racional para explicar por que esta evidência está presente ou não, podemos então concluir que os autores do Livro de Mórmon eram de um reino ou de outro.
    Que padrão indicaria um preconceito seguro: A Hipótese Documentária aponta para a animosidade que existia entre os reinos de Israel e o reino de Judá naquele tempo. O autor inicial do Livro de Mórmon estava familiarizado com a inimizada entre os dois grupos. Ao selecionar versículos do livro de Isaias para copiar nas suas próprias placas menores, Néfi fornece possíveis indícios quanto aos sentimentos de sua família para com o povo do reino de Judá.       "Manasses, Efraim; e Efraim, Manasses; eles juntos serão contra Judá" (2 Néfi 19: 21), e "Porquanto a Síria, Efraim e o filho de Remalias tiveram contra ti maligno conselho, dizendo: Subamos contra Judá e atormentemo-la; repartamo-la entre nós e ponhamos um rei no meio dela, o filho de Tabeal". (2 Néfi 17: 5,6), e "O Senhor fará vir sobre ti e sobre o teu povo e sobre a casa de teu pai, pelo rei da Assíria, dias que nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Judá". (2 Néfi 17:17)
    Friedman fornece várias preferências iconográficas e téo-polícitas que podem ser usadas para distinguir o período dos dois reinos. Aqui estão três:
1- A posição de Moisés e Aarão: pensamentos da Hipótese Documentária atual sugerem que E é uma fonte que enfatiza particularmente a Moisés como um herói, muito mais do que se faz na versão J. Nesta história é a intercessão de Moisés para com Deus que salva o povo da destruição. E também revela especialmente o dever pessoal de Moisés na libertação do cativeiro de uma maneira que a versão J não faz (xxiii).
Na versão do reino de Israel, Moisés é um herói, enquanto que Aarão é mostrado numa luz desfavorável. As razões apontadas por Friedman são que o provável escritor da versão E era um sacerdote levita de Shiló (xxiv). Os sacerdotes de Shiló orgulhavam-se de serem descendentes de Moisés. Os sacerdotes em Judá eram descendentes de Aarão (xxv).
    O nome de Moisés é registrado 63 vezes no Livro de Mórmon, enquanto que Aarão, o primeiro sumo sacerdote da ordem Levítica nunca  é mencionado. De acordo com Friedman, a versão E de Moisés mostra "uma poderosa composição refletindo um especial interesse e simpatia pelo profeta (3 Êxodo 3:8), enquanto que a versão J focaliza-se na posição de Jeová na libertação" (3 Êxodo 3: 10) (xxvi).
    Aqui estão apenas umas poucas referências a Moisés no Livro de Mórmon:
"Sejamos fortes como Moisés; porque ele por certo falou às águas do Mar Vermelho e elas dividiram-se para um e outro lado" (1 Néfi 4:2)
"Ora, sabeis também que o Senhor ordenou a Moisés que fizesse esse grande trabalho;" (1 Néfi 17:26)
"E suscitarei Moisés pra tirar teu povo da terra do Egito."(2 Néfi 3:10)
2- O Convênio: Durante o período entre 922 a.C a 587 a.C. a Palestina era mais uma terra de tribos do que de nações-estado. Nenhuma outra rivalidade era mais intensa do que entre as tribos de José (Manasses/Efraim) e Judá. O centro da disputa era qual tribo tinha o direito à primogenitura ou o convênio com Deus. O reino de Israel clamava que a primogenitura pertencia aos reis efraimitas (1 Reis 11: 35-36), enquanto que o reino de Judá clamava o convênio de Davi no qual Deus prometeu o trono para a tribo de Judá (2 Samuel 7: 16). Estudiosos bíblicos notam que a versão E mostra a primogenitura como sendo dada a Efraim, filho de José (Gênesis 48: 8-20), enquanto que a versão J tem a primogenitura como sendo dada a Judá (Gênesis 49: 8) (xxvii). A pessoa de Judá é mencionada somente três vezes no Livro de Mórmon, e em cada uma delas o autor está apenas citando uma fonte bíblica. Isto é, os profetas do Livro de Mórmon nunca usam o nome de Judá enquanto estão fazendo uma escritura original (xxviii). O Livro de Mórmon menciona seu meio-irmão José 31 vezes.
Quem porta o convênio da primogenitura no Livro de Mórmon, José ou Judá? O livro não especifica; assim não é possível determinar a posição do autor com respeito a este assunto somente pelo texto. O Livro de Mórmon menciona quatro vezes a "promessa" que o Senhor fez a José, e provê a ele uma terra de herança. Ambos são indicativos de uma primogenitura (xxix). Entretanto, o livro declara em seis lugares que os Judeus são o povo do convênio do Senhor.
De acordo com a Hipótese Documentária, a condicionalidade do convênio com os judeus é um indicativo de que o escritor tem origens no reino de Israel. Os pesquisadores modernos estão confusos sobre estas inserções a respeito do convênio de Davi. Algumas vezes as inserções reiteram esta promessa de que os reis descendentes de Davi reinariam para sempre, mesmo se eles pecassem (2 Samuel 7); mas algumas vezes eles parecem dizer o oposto, que os reis poderiam governar somente se eles não cometessem pecados. (1 Reis 8: 25)(xxx)
Em alguns versículos, o Livro de Mórmon sugere que o convênio Judaico é condicional: "Pois eis que vos digo que todos os gentios que se arrependerem serão o povo do convênio do Senhor; e todos os judeus que não se arrependerem serão lançados fora, portanto o Senhor não faz convênios a não ser com os que se arrependem e acreditam em seu Filho, que é o Santo de Israel". (2 Néfi 30: 2)
Em outros lugares no livro o convênio parece ser uma eterna espera por parte dos judeus em serem restaurados a ele: "E eis que elas (minhas palavras) irão aos judeus incrédulos; e com esta finalidade irão - para que sejam persuadidos de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo; para que o Pai realiza, por meio de seu mui Amado, o seu grande e eterno propósito de restituir aos judeus, ou a toda a casa de Israel, a terra de sua herança, que o Senhor seu Deus lhes deu em cumprimento de seu convênio". (Mórmon 5:14)
O convênio judaico no Livro de Mórmon é eterno, portanto incondicional no sentido de que ele não será retirado; contudo é condicionalmente aplicado a cada judeu baseado em sua retidão. Compare os versículos acima com a descrição que Friedman dá do convênio judaico em Deuteronômio: "O convênio de Davi, portanto, tornou-se somente na promessa de que o trono estava eternamente disponível à família de Davi. Mesmo se ele estivesse desocupado, como presentemente, há sempre a possibilidade de que um descendente de Davi, um messias, pudesse algum dia vir a governar com justiça". (xxxi)
Friedman acredita que o autor de Deuteronômio é do reino de Israel e tinha conexão com os autores da versão E (xxxii). Ele resume as crenças do autor como tendo... descrito a promessa do convênio a Davi como sendo em parte condicional e em parte incondicional. O direito ao trono de Judá em Jerusalém era incondicional, ele deveria pertencer aos descendentes de Davi para sempre, mas o trono de toda Israel pertenceria a eles somente se eles fossem dignos. (xxxiii)
A doutrina contida em Deuteronômio e no Livro de Mórmon sobre o convênio de Davi são notavelmente semelhantes, mas se opõe à definição de convênio encontrada na versão J. Para os autores do reino de Judá o convênio é incondicional.
3- A Proibição dos Ídolos: As versões E e J diferem no mandamentos que proíbem os ídolos. A versão do reino de Judá proíbe somente imagens fundidas as quais os estudiosos bíblicos vêm como objetivando os bezerros de ouro de Jeroboão ou o El-touro que marcou os dois santuários do reino de Israel. Por um lado a versão E denuncia tanto as imagens fundidas quantos as gravuras, incluindo os querubins (xxxiv) do templo de Jerusalém. A lei, conforme encontrada no Livro de Mórmon, concorda com a versão E; ela proíbe tanto as imagens fundidas quanto as gravuras (v. Mosias 13: 13 e 1 Néfi 20:22). Néfi parece confirmar este princípio quando inscreve em seu registro as palavras de Isaias "Como fiz a Samaria (Efraim) e aos seus ídolos, não o farei igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos?"(2 Néfi 20: 11)
Quando comparado com as conclusões das pesquisas bíblicas, parece haver pouca dúvida de que o Livro de Mórmon foi escrito com um certo preconceito do autor do reino de Israel daquele período. Portanto, como o livro declara, os autores do Livro de Mórmon devem ter sido o produto da fé e das tradições daquele reino.

Teste 6: Haviam profecias "proferidas pela boca de Jeremias"?:

    À primeira vista, este pode parecer que seja um duro teste para a autoria do Livro de Mórmon. Cada Bíblia e a Torah contém o livro de Jeremias. A chave é que até há poucos anos foi amplamente afirmado pelos estudiosos que foi Jeremias quem escreveu o Livro de Jeremias. Hoje em dia os estudiosos acreditam que foi Baruque, filho de Nerias quem o escreveu. "Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; e escreveu Baruque da boca de Jeremias todas as palavras do Senhor, que ele lhe tinha revelado, no rolo de um livro".
    Friedman escreve: "Nós temos um retrato explícito de Jeremias ditando suas profecias a Baruque, o qual as escreveu no rolo de um livro." (Jeremias 36: 4) (xxxv) O livro de Mórmon é consistente com as evidências bíblicas ao declarar que as placas de latão, que continham as profecias  de Jeremias, não foram escritas por sua mão, mas foram "proferidas pela boca de Jeremias" (1 Néfi 5: 13)

Teste 7: Lei foi colega de Jeremias?

    O texto de Néfi sugere que seu pai era um colega espiritual do profeta Jeremias (1 Néfi 7: 14). Como isto pode ser confirmado?
Primeiro: Lei conhecia as escrituras que Jeremias havia citado (1 Néfi 5:13). Como Lei as poderia ter conhecido sem que ele tivesse seguido Jeremias e ouvido seus sermões?
Segundo: Parece que Néfi e seus descendentes admiravam Jeremias, pois ele é citado pelos profetas do Livro de Mórmon mais de quinhentos anos depois de sua morte (Helaman 8: 20).
Terceiro: Lei sabia quando Jeremias havia sido colocado na prisão (1 Néfi 7: 14).
Quarto: A mensagem de Lei parecia ser o eco da mensagem de Jeremias, "arrependei-vos ou sereis destruídos", e a reação dos judeus à mensagem de Lei era similar a como eles trataram Jeremias; ele foi ridicularizado (1 Néfi 1: 19-20) e procuraram tirar-lhe a vida (1 Néfi 2: 13).
    Considerando que Lei era do reino de Israel, o pensamento da Hipótese Documentária argumentaria que ele deveria ter as mesmas raízes religiosas que Jeremias. Há algumas pesquisas bíblicas que sugerem que a mensarem de Jeremias era realmente a mesma que a de Lei. Néfi, filho de Lei, falou de Moisés como uma grande figura heróica, cujo exemplo eles procuravam seguir (1 Néfi 4:2). Néfe usa a história da serpente de bronze enquanto ensinando seus irmãos (1 Néfi 17:41). O Livro de Mórmon inclui um profeta do Novo Mundo chamado Samuel, possivelmente indicando que o nome do Samuel bíblico aparecia nas placas de latão e que o profeta do Velho Mundo era tido em alta estima pelos descendentes de Lei.
    De acordo com as evidências da Hipótese Documentária, estes são paralelos diretos daquilo que Jeremias ensinou. Friedman acredita que Jeremias era um sacerdote levita de Shiló, que havia sido o centro religioso do reino de Israel. Jeremias, como Lei, provavelmente era um descendente dos refugiados que vieram do reino sulista de Israel para Judá antes da invasão de sua pátria pelos assírios. Friedman escreve que Jeremias " é o único profeta que alude a história da serpente de bronze de Moisés. A história dessa serpente vem da versãop E, a fonte escrituística de Shiló.
O rei Zedequias esmagou essa serpente. A destruição de uma velha relíquia que estava associada com o próprio Moisés provavelmente foi como um a bofetada nos sacerdotes de Shiló. Eles eram os únicos que contavam essa história, eles tinham Moisés em grande estima, e eles podiam ter sido descendentes de Moisés.
...Ele (Jeremias) é também o único profeta a referir-se a Samuel, o sacerdote-juiz-profeta que era a maior figura da história de Shiló. Jeremias fala de Samuel lado a lado com Moisés como os dois grandes homens da história do seu povo. (xxxvi). Entretanto, a maior evidência significativa de que eles ensinavam a mesma mensagem era o tratamento que davam ao convênio de Davi. Nós já vimos como a doutrina do Livro de Mórmon sobre o convênio condicional / incondicional compara-se exatamente com aquela do Deuteronômio. Mas o que isso tem a ver com Jeremias e Lei? De acordo com Friedman, todas as evidências sugerem que Jeremias ditou a Baruque os ensinamentos de Moisés, que se tornaram o livro de Deuteronômio. (xxxvii)

Teste 8: A versão P existiu no tempo de Néfi?

Em minha comparação entre as quatro versões da Hipótese Documentária dos livros de Moisés com as placas de latão, eu sugiro que a versão P, a versão dos códigos e leis sacerdotais, não estavam nas placas de latão. Entretanto, isto não é uma falha do Livro de Mórmon, mas sim um argumento convincente de que sua autoria é genuína. Por que?
Primeiro: do que a Hipótese Documentária nos fala do conteúdo desta versão, seria improvável que Labão, Néfi ou qualquer outro do reino de Israel a tivesse considerado como escritura sagrada.
Segundo: apesar de que a versão P não é explicitamente mencionada no Livro de Mórmon, há vários versículos no livro que sugere a existência dessa versão.
    Friedman credita a versão P como contendo "um tremendo corpo de leis, cobrindo quase trinta capítulos de Êxodo e Números, e todo o livro de Levíticos (xxxviii). Essas leis e códigos escriturísticos dos profetas do reino de Israel teriam sido incluídos nas placas de latão? São elas escrituras? Não há corpo de leis ou códigos no Livro de Mórmon. De acordo com o professor Eduard Reuss os escritos da versão P nunca foram mencionados pelos profetas antigos (xxxix). Se eles não foram mencionados pelos profetas, porque eles teriam que ser encontrados nas placas de latão? Certamente, a argumentação da Hipótese Documentária implicaria em que os autores do reino de Israel não teriam lugar para a versão P entre seus sagrados registros".
    Da mesma forma, o Livro de Mórmon sugere que doutrinas ou manuscritos que incluíam falsos ensinamentos circulavam entre os judeus no tempo de Lei. A versão Pe era, de acordo com a Hipótese Documentária, uma invenção dos sacerdotes de Judá; ela era refutação das versões J e E.
Jeremias era da escola da versão E, e ancestral reino de Israel. Estudiosos bíblicos apóiam que Jeremias era extremamente crítico à versão P. Friedman explica: Jeremias conhecia as leis sacerdotais e as histórias. Ele não gostava delas, mas ele as conhecia. Quão hostil ele era para com elas pode ser visto numa extraordinária passagem no livro de Jeremias. Ele diz ao povo: "Como dizeis, somos sábios, e a thrah de Yahweh está conosco? De fato, aqui, está feito como uma mentira, a pena mentirosa dos escribas". (xl)
    Jeremias era abertamente crítico à versão P. Por que? A Hipótese Documentária sugere que a versão Sacerdotal P diminui a importância dos profetas e da Torah e impulsiona a necessidade de uma adoração centralizada e dos sacerdotes. Sacrifícios e outros ritos podiam somente ser realizados através de um sacerdote e usualmente apenas num templo. Já a versão E enfatiza os profetas. Toda a versão P, de longe a maior de todas as versões, somente menciona os profetas uma vez. (xli) Realmente, a infrutífera missão de Jeremias e de Lei de persuadir os judeus a rejeitar a versão P é o que possivelmente levou ao fim do que os estudiosos chamam de "a grande época dos profetas". Este período terminou pouco depois da morte de Jeremias. (xlii) Um profeta em particular pareceu ter sido trivializado pelo autor da versão P. Foi José do Egito. Friedman explica: A história de José, por exemplo, é de quase dez capítulos nas versões J e E, mas é de apenas umas poucas sentenças na versão P. Nós podemos explicar isto parcialmente reconhecendo que a pessoa formou a versão P rejeitava os anjos, os sonhos, os animais falantes, e o antropomorfismo de J e E. Assim ele eliminou a maioria das histórias de José, que envolve seis sonhos. (xliii)
    Assumindo que a Hipótese Documentária da versão P existiu, Lei certamente estaria lado a lado de Jeremias ao proclamar essa falsidade. As própria revelações de Lei vieram em forma de sonhos (1 Néfi 2:2; 3:2, 8; 16:9) e a figura central dos ensinamentos de Lei era o profeta José, o grande patriarca de sua família (2 Néfi 3) Profetas e profecias eram a crença central de Leí e Néfi . A razão pela qual Néfi foi enviado para obter as placas de latão era que assim a família teria um registro das profecias dos santos profetas. (1 Néfi 3: 19-20) Néfi ensinava que "[as coisas espirituais] foram manifestadas ao profeta pela voz do Espírito" (1 Néfi 22:2), e que as palavras dos profetas são necessárias para a salvação.
    Realmente, a existência de uma versão P, que diminui a importância dos profetas, é fortemente incluída no texto de Néfi. Escrevendo a respeito da missão de seu pai, Néfi declara, "E quando ouviram estas coisas, os judeus iraram-se contra ele; sim, como haviam feito com os profetas antigos, a quem tinham expulsado e apedrejado e matado; e procuraram também tirar-lhe a vida." (1 Néfi 1: 20) Mais tarde ele escreveu que "Jerusalém deveria ser destruída por causa da iniqüidade do povo. Pois eis que rejeitaram as palavras dos profetas." (1 Néfi 3: 17-18) Néfi não está falando apenas de alguns eventos do passado, mas de uma rejeição dos profetas pela geração corrente em Jerusalém, talvez aqueles que estavam seguindo a versão P. Ele escreve: "Pois eis que o Espírito do Senhor logo cessará de lutar com eles; pois eis que eles rejeitaram os profetas e lançaram Jeremias na prisão. E procuraram tirar a vida de meu pai, a ponto de fazerem-no sair da terra." ( 1 Néfi 1: 14)

Teste 9: A versão D: Como Deuteronômio pode ter sido parte do Livro de Mormon?

Estudiosos da Hipótese Documentária acreditam que as versões E e J eram combinadas nos primeiros quatro livros de Moisés, antes da versão P ter sido escrito algum tempo entre os anos de 722 a.C e 609 a.C (xliv).
Portanto, uma versão dos quatro primeiros livros de Moisés realmente existia no tempo de Néfi. Entretanto, o jovem profeta identificou um conjunto de escrituras nas placas de latão que continham os cinco livros de Moisés. Era isso possível no tempo de Néfi analisando sob as conclusões trazidas pela moderna erudição bíblica? A Hipótese Documentária afirma que o livro de Deuteronômio, versão D, era o livro encontrado no Templo de Jerusalém por Hiquias em 622 a.C (xlv) e como Friedman afirma, ele foi provavelmente ditado por Jeremias. Estudiosos bíblicos declaram que o rei Josias usou esse livro pra instigar uma reforma religiosa em todo o seu reino. (xlvi) É razoável acreditar que o rico Labão, o qual era associado  aos anciãos da cidade de Jerusalém (1 Néfi 4: 22), teria estado de posse de tal código religioso e o teria inscrito nas placas, junto com outros registros sagrados. Labão parece ter sido um membro influente do reino de Israel na comunidade de refugiados instalada em Jerusalém depois da queda desse reino em 722 a.C. Os estudiosos sugerem que Jeremias era um sacerdote da ordem que tinha estado em Shiló, e fazia parte da mesma comunidade refugiada de Lei e Labão. Se Jeremias ditou o Deuteronômio, Labão indubitavelmente teria tido acesso a ele.
O registro do Livro de Mórmon de que o Deuteronômio estava nas placas de latão está em harmonia com as evidências dos estudos bíblicos. Se a afirmativa de Néfi de ter visto os cinco livros de Moisés tivesse ocorrido vinte e cinco anos antes, as atuais evidências bíblicas poderiam ser usadas para despachar o Livro de Mórmon como uma fraude. Entretanto, o oposto é que acontece. Néfi deixou Jerusalém com uma cópia dos cinco livros de Moisés antes da destruição dessa cidade pelo rei Nabucodonozor. As evidências da Hipótese Documentária implicariam que tal asserção apenas poderia ser verdadeira se o autor inicial do livro tivesse deixado Jerusalém entre os anos de 622 a.C (quando Deuteronômio foi descoberto no templo) e perto do ano 587 a.C (o ano em que Jerusalém foi destruída).
O Livro de Mórmon registra que Néfi deixou Jerusalém perto do ano 597 a.C. Sendo que os estudiosos bíblicos afirmam que o Deuteronômio foi descoberto em Jerusalém no ano de 622 a.C, o autor original do Livro de Mórmon devia estar situado em Jerusalém ou perto dela, na ocasião em que Néfi declara que sua família deixou a cidade. As evidências históricas sobre a autoria de Deuteronômio não eram conhecidas em 1830, e ainda determina que o primeiro autor do Livro de Mórmon devia ter estado em Jerusalém no tempo em que ele reivindica ter estado.
Em resumo, a principal escola de estudos bíblicos, a Hipótese Documentária, provê evidências convincentes nas áreas da lingüística, iconografia e história que podem ser usadas para mostrar que o primeiro autor do Livro de Mórmon veio de descendentes do reino de Israel e que eles estavam intimamente familiarizados e atentos com as comunidades teo-políticas de Jerusalém no ano 600 a.C.
Para ter escrito no Livro de Mórmon, seu autor inicial deveria ter vivido em Jerusalém, ter descendido das tribos do reino de Israel, e ter conhecimento de primeira mão as doutrinas que eram apoiadas e rejeitadas pelo profeta Jeremias.


Lista de personagens do Livro de Mórmon
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_personagens_do_Livro_de_M%C3%B3rmon

Nota: Esta lista não inclui personagens bíblicos citados ou coincidentes com os personagens do Livro de Mórmon (ex.: Abraão, Isaac, Jacó, Isaías, Jesus Cristo)

São personagens do Livro de Mórmon:
Nome Citado no Livro de Mórmon entre:1Aarão2 100 a.C. - 74 a.C.
Abinádi 160 a.C. - 148 a.C.
Alma, o filho3 100 a.C. - 73 a.C.
Alma, o pai3 173 a.C. - 91 a.C.
Amaliquias4 70 a.C.
Amaron
Amon, descendente de Zaraenla5
Amon, filho de Mosias5
Amoron
Amuleque
Anlici
Benjamim6
Coriânton
Coriântumr
Corior
Enos7
Éter8
Gadiânton
Gideão9
Hagote
Helamã, filho de Alma3 10
Helamã, filho de Helamã 10
Helamã, filho de Benjamim6 10
Hímni
Ismael11
Jacó12
Jarede13
Jarom
José14
Labão15
Lamã
Lamôni
Leí, pai de Néfi16 17
Leí, filho de Helamã, o filho10 16
Leí, comandante militar nefita16
Lemuel18
Leônti
Lími
Mahonri Moriâncumer (o irmão de Jarede)19
Mórmon20
Morôni, comandante militar nefita21
Morôni, filho de Mórmon20 21
Moronia
Mosias, filho de Benjamim6 22
Mosias, pai de Benjamim6 22
Muleque
Néfi, filho de Helamã, o filho10 17
Néfi, filho de Leí16 17
Néfi, filho de Néfi, neto de Helamã, o filho10 17
Noé23
Ômner
Ômni
Paorã
Quescúmen
Sam
Samuel, o lamanita24
Saria
Serém
Siblon
Teâncum
Zaraenla25
Zeezrom
Zênife
Zenoque26
Zenos26
Zorã

Ver também
Livro de Mórmon
Lista de livros do Livro de Mórmon
Joseph Smith Jr.
Bíblia
Doutrina e Convênios
Pérola de Grande Valor
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Comunidade de Cristo
Santos dos Últimos Dias

Notas de rodapé

Ir para cima↑ As datas aqui relacionadas são as encontradas nos resumos de capítulo e notas de rodapé do Livro de Mórmon (The Book of Mormon Portuguese, edição de 1997) e não se referem necessariamente à data de nascimento ou morte destes personagens, mas comumente à data em que foram citados pela primeira vez e/ou última vez na cronologia do livro.

Ir para cima↑ Não é o mesmo Aarão, personagens bíblico, irmão de Moisés.
Ir para:a b c Alma aqui, é um nome próprio, não o substantivo homônimo que pode ser interpretado, entre outras coisas como o espírito do homem. Ver também Alma (desambiguação).
Ir para cima↑ Não confundir com a tribo árabe adversária dos hebreus, os amalequitas, descrita no Velho Testamento.
Ir para:a b Não é odeus egípcio Amon. Ver também Amon (desambiguação).
Ir para:a b c d Não é o mesmo Benjamim, filho de Jacó, do Velho Testamento. Ver também Benjamim (desambiguação).
Ir para cima↑ Não é o mesmo Enos, filho de Sete, e neto de Adão.
Ir para cima↑ Éter aqui é um nome próprio, sem nenhuma relação aparente com qualquer de seus homônimos.
Ir para cima↑ Não é o mesmo Gideão, juiz israelita que livrou seu povo dos midianitas, no Velho Testamento.
Ir para:a b c d e f Vide Helamã (desambiguação).
Ir para cima↑ Não é o mesmo Ismael patriarca árabe, filho de Abraão e Agar, do Velho Testamento.
Ir para cima↑ Não é o mesmo Jacó, filho de Isaac, patriarca israelita que deu nome a este povo quando teve seu nome mudado para Israel. Ver também
Ir para cima↑ Não é o mesmo Jarede, tido como pai de Enoque, personagem do Velho Testamento.
Ir para cima↑ Filho de Leí, não se refere a José do Egito, José, marido de Maria, José de Arimatéia ou qualquer outro personagem bíblico. Ver também José (página de desambiguação).
Ir para cima↑ Não é o mesmo Labão, sogro de Jacó (Israel).
Ir para:a b c d Vide Leí (desambiguação).
Ir para:a b c d Vide Néfi (desambiguação).
Ir para cima↑ Não é o mesmo Lemuel é o rei de Massá, personagem do Velho Testamento.
Ir para cima↑ O nome Mahonri Moriâncumer não é citado nenhuma vez no Livro de Éter ou mesmo em qualquer outra parte do Livro de Mórmon. Lá ele é simplesmente designado como irmão de Jarede. Joseph Smith Jr. afirma ter recebido revelação de que seu nome seria este.
Ir para:a b Mórmon é aqui um nome próprio, e não a alcunha dada aos santos dos últimos dias. Ver também Mórmon (desambiguação).
Ir para:a b Vide Morôni (desambiguação).
Ir para:a b Vide Mosias (página de desambiguação).
Ir para cima↑ Não é o mesmo Noé, patriarca bíblico que construiu a arca.
Ir para cima↑ Não é o mesmo Samuel, profeta do Velho Testamento. Ver também Samuel (desambiguação).
Ir para cima↑ Vide Zaraenla (desambiguação).
Ir para:a b Não é de fato um personagem do Livro de Mórmon, mas é um profeta mencionado apenas nele.


O LIVRO DE MÓRMON
Fonte: http://scriptures.lds.org/pt/bm/explanation
O Livro de Mórmon é um registro sagrado de povos da América antiga e foi gravado em lâminas de metal. Quatro tipos de placas de metal são mencionados no próprio livro:
1. Placas de Néfi, que eram de dois tipos: as Placas Menores e as Placas Maiores. As primeiras eram mais particularmente dedicadas aos assuntos espirituais e ao ministério e ensinamentos dos profetas, enquanto as últimas continham, em sua maior parte, a história secular dos povos em questão (1 Néfi 9:2–4). Desde o tempo de Mosias, entretanto, as placas maiores passaram também a incluir assuntos de grande importância espiritual.
2. Placas de Mórmon, que contêm um resumo das Placas Maiores de Néfi, feito por Mórmon, com diversos comentários. Estas placas também contêm a continuação da história escrita por Mórmon e adições feitas por seu filho Morôni.
3. Placas de Éter, que contêm a história dos jareditas. Este registro foi resumido por Morôni, que inseriu comentários próprios e incorporou o registro à história geral, sob o título de “Livro de Éter”.
4. Placas de Latão, trazidas de Jerusalém pelo povo de Leí em 600 a.C. Estas placas continham “os cinco livros de Moisés... E também o registro dos judeus, desde o princípio até o começo do reinado de Zedequias, rei de Judá. E também as profecias dos santos profetas” (1 Néfi 5:11–13). Muitas citações de Isaías e de outros profetas bíblicos e não-bíblicos, que se encontram nestas placas, aparecem no Livro de Mórmon.

O Livro de Mórmon contém quinze partes ou divisões principais que, com exceção de uma, são chamadas livros, cada qual designado pelo nome de seu autor principal. A primeira parte (os primeiros seis livros, terminando em Ômni) é uma tradução das Placas Menores de Néfi. Entre os livros de Ômni e Mosias há uma inserção chamada As Palavras de Mórmon. Esta inserção liga o registro gravado nas Placas Menores ao resumo das Placas Maiores, feito por Mórmon.
A parte mais longa, de Mosias até o fim do capítulo 7 de Mórmon, é a tradução do resumo das Placas Maiores de Néfi, feito por Mórmon. A parte final, do capítulo 8 de Mórmon ao fim do volume, foi gravada por Morôni, filho de Mórmon, o qual, após terminar o registro da vida de seu pai, fez um resumo do registro jaredita (chamado Livro de Éter) e posteriormente adicionou as partes conhecidas como Livro de Morôni.
Por volta do ano 421 d.C., Morôni, o último dos profetas-historiadores nefitas, selou o registro sagrado e ocultou-o para o Senhor, para ser trazido à luz nos últimos dias, como foi predito pela voz de Deus por meio de seus profetas antigos. Em 1823 d.C., este mesmo Morôni, então um personagem ressurreto, visitou o Profeta Joseph Smith e subseqüentemente lhe entregou as placas gravadas.
Com respeito a esta edição: Nas edições anteriores do Livro de Mórmon publicadas em inglês perpetuaram-se alguns pequenos erros que se refletiram na tradução para o português. Esta edição contém as correções consideradas convenientes para que a obra se harmonize com os manuscritos originais, assim como com as primeiras edições revistas pelo Profeta Joseph Smith.

INVESTIGAÇÕES SOBRE A IGREJA SUD
DOUTRINA - 10 tribos perdidas


TEORIA DA TERRA OCA E AS DEZ TRIBOS DE ISRAEL

"A crença de que a Terra é oca e habitada em seu interior fez com que em Provo, Utah, um homem planejasse uma expedição ao Pólo Norte e, possivelmente, para o interior da Terra ..."

Volume 8, Número 48
17 de dezembro de 2003
Editor: Joseph Trainor

Sem reproduzir o artigo inteiro, aqui estão alguns dos destaques relevantes.

"De acordo com uma pesquisa realizada pelo autor SUD R. Clayton Brough, quatro por cento da população SUD acredita na teoria da Terra oca e que esta é uma provável explicação para a localização das Dez Tribos Perdidas".

"De acordo com Cluff, há pessoas no governo que estão conscientes desta abertura para o interior da Terra, mas que tem tentado manter esse conhecimento afastado do público." Temos indicações de que os militares americanos sabe sobre ela", disse ele."

"Descobrir o interior da Terra irá desencadear uma nova era e uma revolução na educação em todos os aspectos da sociedade, disse Cluff."

"Cluff [líder da expedição] disse que tem escrito sobre as crenças religiosas que ele espera comprovar quando ele for nesta expedição. Uma das crenças é que o interior da Terra é habitado pelo trono do Rei Davi da Bíblia e que a Reino de Deus político está ali localizado. Ele também acredita que o Jardim do Éden perdido está sob a terra, e seus habitantes são amigáveis, altamente civilizados e são membros das Dez Tribos Perdidas".

"Cluff também disse que o sol interior, que está localizado no céu do interior da Terra, é o trono de Jeová e um paraíso para os mortos.”

"Ele disse que espera provar outras crenças, que incluem a origem dos OVNI’s do interior da Terra, e que o vento solar e o sol interior causam as Luzes do Norte"

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Afinal, de onde surgiu essa teoria?

Inicialmente, o que são as Tribos de Israel?

Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do Antigo Povo de Israel e que, de acordo com a tradição judaico-cristã, teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), mais tarde batizado por Deus com o nome Israel.


Os 12 filhos de Jacó e suas famílias e criados obtiveram permissão para habitar a fértil região oriental do Delta do Nilo, onde teriam se multiplicado grandemente. Cada uma das 12 famílias teria mantido uma individualidade cultural, de forma que se identificassem entre si como tribos separadas.

As doze tribos teriam o nome dos dez filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), Manassés e Efraim. Todas as tribos foram abençoadas por Jacó como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, José e seus descendentes, Manassés e Efraim. 


Apesar desta suposta irmandade, as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. 


As tribos de Zebulun, Issacar, Asher, Naftali, Dan, Manasses, Efraim, Reuben e Gad, e alguns membros da tribo de Levi, que não tinham terras,faziam parte do Reino do Norte de Israel, e foram levadas em cativeiro para a Assíria. Estas tribos do Norte que foram exiladas tem seu destino, desde então, desconhecido - estas são as dez tribos perdidas.

As outras tribos, Judá e Benjamim (incluindo alguns membros de Levi e remanescentes e Simeão) localizavam-se no Reino do Sul. Na cultura popular judaica, apenas as tribos de Benjamim e Juda foram deixadas para tornarem-se os ancestrais dos judeus modernos.

O que teria acontecido com as Dez Tribos? 


Apesar deste ser um assunto de grande especulação, as escrituras mórmons, assim como os discursos das autoridades gerais (inclusive de Joseph Smith) oferecem três explicações:

1 – As Dez Tribos estão separadas e vivendo no norte

Em DeC 133: 23-24, 26-27 lemos:

"Ele ordenará ao grande abismo e este será empurrado para os países do norte e as ilhas se tornarão uma só terra;E a terra de Jerusalém e a terra de Sião voltarão para seu próprio lugar; e a Terra será como era antes de sua divisão.E aqueles que estiverem nos países do norte serão lembrados pelo Senhor; e seus profetas ouvirão sua voz e não mais se conterão; e ferirão as pedras e o gelo se derreterá diante deles. E erguer-se-á uma estrada no meio do grande abismo."

E também em 2 Nefi 29:12

"Pois eis que falarei aos judeus e eles escreverão; e também falarei aos nefitas e eles escreverão; e falarei também às outras tribos da casa de Israel, que levei para longe, e elas escreverão; e também falarei a todas as nações da Terra e elas escreverão."

Ou em 3 Nefi 15:19-20

"Mas em verdade vos digo que o Pai me ordenou e eu vos digo que fostes separados deles em virtude da iniquidade deles; portanto, é por causa de sua iniquidade que eles não sabem de vós.

"E em verdade vos digo outra vez que as outras tribos foram deles separadas pelo Pai; e é por causa de sua iniquidade que delas nada sabem."

Lendo estas citações, fica claro que as dez tribos foram separadas dos demais povos por causa da iniquidade destes povos. E foram separadas pela mão de Deus, sendo levadas aos países do norte.

Porém, estas escrituras abriram espaço para muita especulação, pois muitos mórmons acreditam que as tribos estão, de fato, vivendo dentro da terra.

Devemos lembrar que a "teoria da terra oca" foi proposta, oficialmente, por John C. Symmes, em 10 de abril de 1818 (veja AQUI em inglês). 

Posteriormente, essa teoria da terra oca encontrou guarida em um livro escrito no fim o seculo passado com o titulo "A Terra Oca”, que conta as experiências do aviador capitão Byrd. Ele afirmava ter encontrado uma misteriosa terra livre de geleiras e com vasta vegetação tanto ao extremo sul quanto ao extremo norte de nosso planeta. Os anos passaram-se, e ninguém descobriu "cientificamente" mais nada a esse respeito.

Teria Joseph Smith baseado sua profecia nas idéias correntes daquela época?

2 – As Dez Tribos estão dispersas entre os povos, e não separadas:

Em 1 Nefi 22:4, lemos:

"E eis que existem muitos que já são desconhecidos daqueles que estão em Jerusalém. Sim, a maior parte de todas as tribos foi levada embora; e estão dispersas aqui e ali, pelas ilhas do mar; e nenhum de nós sabe onde estão, salvo que foram levadas"

James E. Talmage escreveu:

"É evidente que, enquanto muitos daqueles pertencentes às dez tribos foram difundidos entre as nações, um número suficiente para justificar a manutenção do nome original foi levado como um corpo e agora estão na existência, em algum lugar que o Senhor tem escondido." (Talmage, James E. The Articles of Faith. p. 340) 

Bruce R. McConkie também aventurou-se a falar sobre o assuto: 

"Há algo de misterioso e fascinante sobre a crença de que as Dez Tribos estão atrás de um iceberg, em algum lugar da terra no norte, ou que estão em algum planeta distante, que um dia vai unir-se à terra, ou que a tribo de Dan está na Dinamarca, a tribo de Rúben, na Rússia, e assim por diante. Um clichê comum afirma: 'Se soubéssemos onde as Tribos Perdidas estão, elas não estariam perdidas'. 

"A verdade é que elas estão perdidas do conhecimento do mundo. Elas não são vistas e reconhecidas como o reino que um dia foram , mas em termos gerais, o seu paradeiro é desconhecido. Elas estão espalhadas em todas as nações da terra, principalmente nas nações das terras do norte, sua primeira herança." (Bruce R. McConkie, A New Witness for the Articles of Faith

Uma declaração de Talmage parece misturar os dois conceitos (de separação das tribos e da mistura delas entre os povos):

"Algumas pessoas dizem que a profecia [sobre as De Tribos] deve ser explicada da seguinte maneira: A coligação está em andamento, e está em curso desde os primeiros dias da Igreja. Assim, as Tribos Perdidas estão agora sendo recolhidas, mas que não estamos olhando para o retorno de qualquer grupo de pessoas cujos paradeiros são agora desconhecidos. Realmente, a reunião está em andamento, esta é uma dispensação de coligação. Mas a profecia afirma que as tribos devem ser tiradas de seu esconderijo ... [e suas] escrituras se tornarão uma das escrituras dos judeus, a Bíblia Sagrada, e com as escrituras dos nefitas, o Livro de Mórmon, e com as escrituras dos Santos dos Últimos Dias consagrados nos volumes da revelação moderna." (James E. Talmage, Conference Report, abril 1916, p. 130)

3 - As tribos perdidas estão no espaço

Wandle Mace escreveu o seguinte, sobre suas dúvidas em relação às Dez Tribos Perdidas:

"...Tinha lido tudo que poderia encontrar relativo à elas. Eu havia estudado cuidadosamente as estatísticas dos judeus, e não obstante terem sido perseguidos por centenas de anos, sendo assassinados e expulsos, e mesmo agora eles estarem espalhados por todo o mundo conhecido, ainda assim eles são contados em alguns milhões.

"Pensando dessa forma, tendo as “Dez Tribos” sofrido igual desastre e tendo eles crescido em número, na mesma razão dos judeus, seu número seria perto de dez vezes mais, ou nove vezes e meia, mesmo como nove tribos e meia em vez de dez.

"Se eles cresceram nessa proporção onde haveria terra habitável para esta vasta quantidade de pessoas que está escondida do resto da humanidade? Eu não poderia saber.

"Estava nessa linha de pensamento, impossibilitado de obter mais informação de alguma fonte, quando de costume numa manhã de domingo, peguei meu barco e cruzei o rio para Nauvoo, para assistir a reunião.

"Joseph dirigiu a reunião e, como se para meu especial benefício, tocou nesse assunto, o qual abriu um novo campo de reflexão pra mim. Seu assunto foi: 'A Restituição de todas as coisas faladas por todos os santos profetas desde que o mundo começou', citando o vigésimo primeiro versículo do terceiro capitulo de Atos dos Apóstolos.

"No curso de suas observações, Ele falou da terra sendo dividida várias vezes. Ele disse:

'Quando Enoque e sua Cidade foram levados, uma porção da terra também o foi e será novamente restaurada. Também nos dias de Pelegue, a terra foi dividida, veja Gênesis cap.10 ver. 25.'

"Ele então referiu-se às “Dez Tribos”, dizendo:

“ 'Vocês sabem há muito tempo atrás nos dias de Salmanazar, Rei da Assíria, quando as Dez Tribos foram levadas e nunca mais se ouviu falar delas desde então.'

"Ele disse:

" 'A terra será restaurada como no início, e o último a ser levado será o primeiro a retornar, pois o último será o primeiro e o primeiro, o último em todas as coisas.'

"Ele ilustrou o retorno dizendo:

" 'Alguns de seus irmãos que vieram rio acima num barco a vapor, quando sentados numa mesa, o barco correu contra um obstáculo e perturbou a mesa espalhando a louça. Assim será quando essas partes da terra retornarem. Isso fará com que a terra cambaleie de um lado a outro como um bêbado', citando o 24 cap.de Isaías vers.20.

"Quando falou do retorno das dez tribos, Ele disse:

" 'As montanhas de gelo derreter-se-ão à presença delas, e uma estrada será lançada no meio do grande abismo.'

"Essas observações me satisfizeram; não era mais necessário procurar o lugar nesta terra onde as dez tribos estavam escondidas, pois a terra foi dividida e foi levada embora, e [suas porções da terra] será a primeira a retornar porque foi a última a ser levada."

[Ele então cita DeC 133: 23-4 e insere o poema da Sister Eliza Snow entitulado “ Um Endereço para a Terra” do Millennial Star de 1851, (13:272), o qual se tornou o Hino SUD nº 322 citado nesta coleção.] (Jornal de Wandle Mace, BYU Coleções especiais datilografadas do original, p.48)

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Daniel Allen disse:

“Eu escutei Joseph, o profeta, dizer que vira João o Revelador e tivera uma longa conversa com ele. Ele disse-lhe que ele, João, era o líder delas [Dez Tribos], profeta, Sacerdote e Rei, e disse que estava preparando aquele povo para retornar.

"E disse mais: que os homens poderiam procurá-lo mas não o poderiam encontrar, pois ele estava numa porção retirada deste planeta. E que o mar tomou conta da região entre a Europa e a América, mas quando essa parte voltar, haverá um grande abalo. O mar então voltará para o norte, onde estava na manhã da criação.” (Minutas da Escola dos Profetas-Parowan, 17 de agosto de 1872; p.156-7).

Charles Walker:

“Sexta-feira, 11 de fevereiro de 1881. À noite fui a uma reunião de oração...Algumas observações foram feitas pela irmã Green, dizendo que ela ouviu de Eliza Snow sobre as nove e meia tribos perdidas estarem em um orbe, e que eventualmente voltariam a seus primitivos lugares e nós deveríamos saber quando elas viessem por certos sinais, etc.

“Terça-feira, 10 de março de 1881...À noite a irmã Eliza R. Snow fez uma pequena visita e tive com ela alguma conversa sobre a divisão da terra. Ela disse que ouviu do profeta Joseph Smith que quando as dez tribos foram levadas, o Senhor partiu a terra em duas, e Joseph golpeou sua mão esquerda com a da direita para ilustrar a idéia. 

"Disse que elas (as dez tribos) estavam num orbe ou planeta delas mesmas e quando elas voltarem com a porção de terra que foi levada com elas, a vinda desses dois orbes ou corpos causará um choque e fará com que a 'Terra cambaleie de um lado para o outro como um bêbado'. Ela também disse: 

" ‘Ele disse que a Terra é agora noventa vezes menor do que era quando foi primeiramente feita ou organizada’.” 
(Exato datilografado do exemplar do Jornal de Charles Walker sob datas de 1881; p. 37-8; BYU Coleções Especiais)

De qualquer forma, a posição oficial da igreja mórmon é que:

"Não temos conhecimento do local ou da condição de qual parte das dez tribos que entraram no norte do país." (Little, James A. and; Richards, Franklin D., Compendium. P. 88 (ver também 1 Néfi 22:4)


Dois livros foram escritos abordando este assunto, com vários testemunhos de líderes da igreja - incluindo Joseph Smith - que trazem mais luz sobre o assunto:

"The Lost Tribes" de R. Clayton Brough, e "The Ten Lost Tribes" de Clay McConkie.Infelizmente, ainda não tive acesso a qualquer um dos dois.

Apesar de Joseph Smith aparentemente ter ensinado sobre as Dez Tribos terem sido levadas desta terra, a ausência de uma postura oficial da igreja, as escrituras acima citadas e os diversos discursos abrem lacunas para interpretações. 

Vários SUDs acreditam e ainda hoje debatem sobre os três possíveis destinos das tribos, assim como mantém o ensinamento da "terra oca" na igreja.



Livro de Mórmon
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



O Livro de Mórmon - Um Outro Testamento de Jesus Cristo - edição missionária de 2006
Série temática sobre os
Santos dos Últimos Dias

História
Primeira Visão
Crise na sucessão

Escrituras-padrão
Livro de Mórmon
Doutrina e Convênios
Pérola de Grande Valor
Bíblia
Importantes líderes
Joseph Smith Jr. · Oliver Cowdery
Sidney Rigdon · Brigham Young
Thomas S. Monson
Publicações Periódicas (em português)
A Liahona
Doutrinas
Regras de fé
Estrutura
Primeira Presidência
Quórum dos Doze Apóstolos
Quórum dos Setenta
Conflitos
Guerra Mórmon · Guerra de Utah
Legião Nauvoo · Batalhão Mórmon
Ramificações
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Comunidade de Cristo
Bickertonitas · Strangitas
Igreja de Cristo (Lote do Templo)


O Livro de Mórmon é uma das quatro obras-padrão de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. As demais obras são a Bíblia, a Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor.

A exemplo da Bíblia, o Livro de Mórmon é uma coleção de pequenos livros, ou uma biblioteca. Note-se que dentre estes pequenos livros há um homônimoLivro de Mórmon escrito pelo mesmo Mórmon a quem se credita a compilação da biblioteca que leva seu nome. É chamado pelos mórmons de "O outro testamento de Jesus Cristo".

Os santos dos Últimos Dias são comumente chamados mórmons devido a este livro.



Índice
1 Resumo
2 Os nomes e a ordem dos livros do Livro de Mórmon
3 Críticas sobre o Livro de Mórmon
4 Ver também
5 Notas e referências
6 Ligações externas


Resumo
O Livro de Mórmon é um "volume de escrituras sagradas comparável à Bíblia" e faz um "registro da comunicação de Deus com os antigos habitantes das Américas" além de "conter a plenitude do Evangelho eterno".1

De acordo com o relato do próprio livro, ele foi escrito por muitos profetas antigos, pelo "espírito de profecia e revelação". Suas palavras, escritas originalmente em placas de ouro, foram resumidas por um profeta-historiador chamado Mórmon e por este motivo o livro tem este nome até hoje. O registro contém um relato de duas grandes civilizações. "'Uma' veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como nefitas e lamanitas. A 'outra' veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Este grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois (segundo a obra) foram todos destruídos, exceto os lamanitas, que (de acordo com os relatos descritos na obra) são os principais antepassados dos índios americanos".1

Estes registros teriam sido mantidos por profetas que viveram entre esses povos, até que Mórmon, um desses profetas, fez uma compilação desses anais num único volume, gravado em placas de metal. Morôni, filho de Mórmon, recebeu essas placas e acrescentou nas mesmas o seu próprio registro, e ocultou-as segundo orientação que acreditava ser divina.

O anjo Morôni, na Colina Cumorah, Nova York, entrega a Joseph Smith Jr. as placas de ouro em 1823

Na narrativa de Joseph Smith Jr, o restaurador da Igreja de Jesus Cristo, apelidada de "mórmon",Morôni visitou-o em 21 de setembro de 1823, instruindo‑o a respeito do antigo registro e da tradução que seria feita para o inglês. Smith também conta que quatro anos mais tarde as placas finalmente lhe foram entregues, traduzindo-as em seguida, acreditando ter auxílio divino. Joseph Smith Jr publicou sua obra pela primeira vez, em inglês, em 1830, como "The Book of Mormon", ou seja, O Livro de Mórmon, em referência ao personagem do livro responsável pela compilação dos registros. Como resultado do trabalho missionário intenso de membros da Igreja, o livro se acha publicado integralmente em 72 línguas, com excertos em mais 32, tendo sido já impressas mais de 120 milhões de cópias.[carece de fontes] Para os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias esse é um livro sagrado, lado a lado com a Bíblia.

Martin Harris, Oliver Cowdery e David Whitmer pediram a Joseph Smith que orasse e perguntasse ao Senhor se eles poderiam ser as testemunhas prometidas. Joseph assim o fez, sendo-lhe dito que se exercessem fé e tivessem sincero propósito de coração teriam o privilégio de ver as placas sagradas, o peitoral, a espada de Labão, o Urim e o Tumim usados pelo irmão de Jarede e a Liahona - a bússula miraculosa dada a Leí no deserto. Foi-lhes declarado que "É por vossa fé que os vereis, sim, por aquela fé que possuíam os profetas da antiguidade". Essas três testemunhas foram incumbidas de prestar testemunho dessas coisas e testificaram sobre a veracidade do Livro de Mórmon. Depois mais oito testemunhas testificaram essas coisas, sendo todos os testemunhos registrados nas páginas iniciais do Livro de Mórmon.

Para os Santos dos Últimos Dias, o Livro de Mórmon é uma escritura que complementa a Bíblia, sendo um "Outro Testamento de Jesus Cristo", "destina-se a mostrar aos remanescentes da casa de Israel as grandes coisas que o Senhor fez por seus antepassados; e para que possam conhecer os convênios do Senhor e saibam que não foram rejeitados para sempre, e também para convencer os judeus e os gentios de que Jesusé o Cristo, o Deus eterno, que se manifesta a todas as nações."2 "O livro expõe as doutrinas do evangelho, delineia o plano de salvação e explica aos homens o que devem fazer para ganhar paz nesta vida e salvação eterna no mundo vindouro."

1
Os nomes e a ordem dos livros do Livro de Mórmon
Primeiro Livro de Néfi
Segundo Livro de Néfi
Livro de Jacó
Livro de Enos
Livro de Jarom
Livro de Ômni
As Palavras de Mórmon
Livro de Mosias
Livro de Alma
Livro de Helamã
Terceiro Néfi
Quarto Néfi

Livros do Livro de Mórmon

Compilação feita por Mórmon
Placas Menores de Néfi
Primeiro Livro de Néfi
Segundo Livro de Néfi
Livro de Jacó
Livro de Enos
Livro de Jarom
Livro de Ômni
Palavras de Mórmon
Placas Maiores de Néfi
Livro de Mosias
Livro de Alma
Livro de Helamã
Terceiro Néfi
Quarto Néfi
Livro de Mórmon
Adições feitas por Morôni
Livro de Éter
Livro de Morôni

Livro de Mórmon
Livro de Éter
Livro de Morôni

Ver também: Lista de livros do Livro de Mórmon.
Críticas sobre o Livro de Mórmon[editar | editar código-fonte]

A autenticidade do Livro de Mórmon é contestada pela quase totalidade dos arqueólogos, etnólogos, linguistas e historiadores, que apresentam, entre outras, estas incoerências:
Os povos descritos no Livro de Mórmon já aparentam estar na Idade do Ferro, mas os ameríndios da época da chegada de Colombo ainda estavam na Idade da Pedra Polida (não fabricavam instrumentos metálicos). Porém arqueólogos mórmons atestam que esse não era necessariamente o caso; as espadas descritas nas batalhas do Livro de Mórmon poderiam ser feitas de outros materiais como a obsidiana, uma espécie de vidro vulcânico. Os espanhóis encontraram esse tipo de armas entre os guerreiros astecas, às quais chamavam de Macuahuitl. A descrição do começo do Livro em que o profeta Néfi, recém-chegado de Jerusalém, começa a ensinar seu povo a trabalhar com metais pode ter sido idiossincrática àquele curto período, não necessariamente criando uma Idade do Ferro. Além disso, recentes descobertas trazem à luz várias evidências sugerindo que os antigos ameríndios já trabalhavam com metais.3
Alguns acham difícil conciliar a idéia de que cerca de 20 judeus teriam partido de Jerusalém para as Américas, em 600 a.C, com a de que, em menos de 30 anos, eles se tivessem multiplicado e se dividido em duas nações.(2 Nefi 5:28) Dentro de 19 anos após a sua chegada, esse grupo pequeno supostamente construiu um templo "segundo o modelo do templo de Salomão, e sua obra, portanto, era consideravelmente formosa" — sem dúvida, uma tarefa colossal. A construção do templo de Salomão, em Jerusalém, levou sete anos e ocupou cerca de 200.000 trabalhadores, artífices e capatazes. — 2 Néfi 5:16; comparado com 1 Reis 5, 6 Na mesma forma, é difícil conciliar que Noé, um profeta Bíblico, construiu uma arca que continha um par de cada tipo de animal na Terra. Defensores argumentam que o templo descrito por Néfi poderia seguir o modelo do Templo de Salomão apenas no que diz respeito à sua planta (salas, corredores, etc), não necessariamente obedecendo a escala.
O Livro de Mórmon fala de vastos povoamentos no continente norte-americano. Helamã 3:8 escreve: "E sucedeu que se multiplicaram e se espalharam de forma tal que começou a ser povoada toda a face da terra." De acordo com Mórmon 1:7, a terra "se achava coberta com edifícios". Questiona-se, então, onde estão os vestígios dessas civilizações florescentes, tais como os artefatos dos nefitas, suas moedas de ouro, espadas, escudos e armaduras. — Alma 11:4; 43:18-20.
Alguns ainda afirmam que há uma certa discrepância entre os ensinamentos do Livro de Mormon e a Bíblia, como por exemplo o fato da Bíblia afirmar que Jesus Cristo nasceu em Belém (Mateus 1:20) e o Livro de Mórmon dizer que nasceu em a terra de Jerusalém. (Alma 7:10) O Livro de Mórmon, porém, nunca diz que Jesus Cristo nasceu na cidade de Jerusalém. Da tradução do Inglés desse versículo é difícil entender exatamente o que queria se dizer, uma vez que a preposição usada no original em Inglês é "at", não "in", enquanto esta última da mais a idéia de "dentro de", a primeira da idéia de "junto a", ambas são traduzidas como "em" no Português. Além disso o contexto da passagem em Alma 7:10 fala de Jerusalém como sendo a "terra de seus antepassados", não como "a cidade de seus antepassados". A expressão "terra de Jerusalém" é encontrada várias vezes no Livro de Mórmon, não é encontrada na Bíblia. Várias referências extra-bíblicas foram encontradas em apoio a expressão "terra de Jerusalém".

O Livro de Mórmon - Um Outro Testamento de Jesus Cristo - edição de 1981 - São Paulo, Brasil

Já em 1957, Hugh Nibley mostrou que uma das cartas de Amarna, escritas no século XIII a. C. e descoberta em 1887, relatando a captura de "uma cidade da terra de Jerusalém, Bet-Ninib".4 Como era esperado, esta e outras evidências acerca do uso deste tipo de terminologia no Mundo Antigo 5 foi ignorada por críticos do Livro de Mórmon. Dos Manuscritos do Mar Morto, chega-nos prova ainda mais específica da ocorrência da frase "terra de Jerusalém", ajudando-nos a perceber o seu significado, num texto que indiretamente relaciona a frase com a Jerusalém do tempo de Leí.
Existe ainda o uso de um nome de uma Capital para designar regiões circunvizinhas ou cidades satélites como por exemplo "Grande São Paulo" ou "Grande Rio", não sendo propriamente municípios de São Paulo ou Rio de Janeiro. Vale lembrar ainda que Alma estava ensinando aos descendentes de Néfi (nefitas), que nada sabiam sobre a terra da Palestina

"Mas eis que eu, Néfi , não ensinei meus filhos à maneira dos judeus…" (2 Néfi 25:6)
Robert Eisenmann e Michael Wise, (não mórmons), em The Dead Sea Scrolls Uncovered (1993), discutem um documento que chamaram provisoriamente "Pseudo-Jeremias" (manuscrito 4Q385). Começa assim este texto danificado:

…Jeremias o Profeta diante do Senhor […q]ue foram levados cativos da terra de Jerusalém [Eretz Yerushalayim, coluna 1, linha 2] (p. 58).
Na sua discussão deste texto, Eisenmann e Wise elaboraram o significado da frase "terra de Jerusalém," como o equivalente a Judah (Yehud):

"Uma outra interessante referência é a terra de Jerusalém na Linha 2 do Fragmento 1. Isto enormemente dá credibilidade ao sentido de historicidade como um todo, uma vez que Judá ou ‘Yehud’ (o nome da região em moedas do período Persa) por esta época consistia como sendo um pouco maior do que Jerusalém e suas regiões circunvizinha" (p. 57) Uma passagem das táboas de argila de El-Amarna, El-Amarna 290 que fala da "cidade na terra de Jerusalém" chamada Bît-Lahmi, que é o equivamente Cananita para o nome Hebreu conhecido com "Beth-lehen" nas Bíblias Inglesas e Belém nas Bíblias em Português. (Beth-Lehen signica Casa (=Beth) do Pão (Lehen) assim como o equivalente Cananita Bît-Lahmi!). Desta forma concluímos que nos tempos antigos a cidade de Belém foi considerada como sendo parte da "terra de Jerusalém".
Não há evidências arqueológicas, tais como moedas nefitas, ossadas humanas, ossadas de cavalos, couraças, espadas, escudos, artefatos, etc.. também nenhuma prova arqueológica que comprovam a existência das grandes cidades citadas no Livro de Mórmon, pois a localização dessas grandes cidades é uma incógnita, não sabemos exatamente em qual das três Américas se localizavam, ficando muito disperso o mapa de sua localização se basearmos pelo Livro de Mórmon. Principalmente se levarmos em consideração, que houve uma enorme mudança no relevo e geografia local na véspera da visita de Cristo a este continente, devido aos cataclismas e terremotos que precederam o evento (3Nefi 8:12-14,17-18) A Bíblia por exemplo, nos dá os locais exatos dos fatos relatados nos testamentos antigo e novo e podemos encontrar provas arqueológicas evidentes.
O Livro de Mórmon não cita a prática presente entre os mórmons - do batismo pelos mortos, ou o batismo em lugar e a favor dos mortos, assim como a Bíblia também não faz referência a essa prática, com exceção da menção do apóstolo Paulo aos membros de Corinto em I Coríntios 15:29: "Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?", nesta passagem Paulo procurava levar os Coríntios ao testemunho da Ressureição e neste versículo ele cita essa prática como mais uma prova da Ressureição de toda humanidade.
Ver também
Bíblia
Antigo Testamento
Novo Testamento
Doutrina e Convênios
Pérola de Grande Valor
Notas e referências

Ir para:a b c (O Livro de Mórmon | Pref. Introdução:3)
Ir para cima↑ (O Livro de Mórmon | Pref. Folha de rosto:2)
Ir para cima↑ [1]
Ir para cima↑ (CWHN 6:101 [Note from J.L.: CWHN = The Collected Works of Hugh Nibley. Volume 6 is An Approach to the Book of Mormon])
Ir para cima↑ (ler John W. Welch, ed., Reexploring the Book of Mormon, 170-72)

Belém fica a aproximadamente 10 quilômetros de Jerusalém.No livro de Mórmon em Alma 7:10,a escritura que diz que "Jesus nascerá de Maria em Jerusalém" nos dá a entender que Jesus nasceria na terra de Jerusalém e não na cidade de Jerusalém como os leigos tentam provar ser um erro no registro mórmon.
Ligações externas
Livro de Mórmon (em português)
Livro de Mórmon - versão oficial em PDF (em português)
Áudio de O Livro de Mórmon em Português (em português)
Livro de Mormon Cronologia Rapida
Site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Brasil (em português), nos EUA (em inglês).
Site não-oficial da Igreja no Brasil (em português).
Livro de Mórmon Film The Journey (YouTube) (em inglês)
Livro de Mórmon online em inglês, português, espanhol, e italiano


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Livro A Caminho da Luz
Link para a publicação on line em
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