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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Reggae Jamaica Bob Marley

Bob Marley


Bob Marley

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley


Bob Marley
Informação geral
Nome completo Robert Nesta Marley
Também conhecido(a) como Rei do Reggae
Nascimento 6 de Fevereiro de 1945
Nine Mile, Saint Ann
Jamaica
Data de morte 11 de maio de 1981 (36 anos)
Miami, Flórida
Estados Unidos
Gênero(s) Reggae, ska, rocksteady
Instrumento(s) Guitarra, violão, percussão
Período em atividade 1962 - 1981
Gravadora(s) Studio One, Beverley's, Upsetter/Trojan,Island/Tuff Gong
Afiliação(ões) The Wailers, Bob Marley & The Wailers, I Threes, The Upsetters, Lee Scratch Perry
Página oficial Site Oficial


Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley OM (Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945Miami, 11 de maio de 1981), foi um cantor, guitarristacompositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. 

A maior parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Levou, através de sua música, o movimento rastafári e suas ideias de paz, irmandade, igualdade social, libertação, resistência, liberdade e amor universal ao mundo. 

A música de Marley foi fortemente influenciada pelas questões sociais e políticas de sua terra natal, fazendo com que considerassem-no a voz do povo negro, pobre e oprimido da Jamaica. A África e seus problemas como a miséria, guerras e domínio europeu também foram centro de assunto de suas músicas, por tratar-se da terra sagrada do movimento rastafári

Hoje pode ser considerado o primeiro e maior astro musical do Terceiro Mundo e a maior voz deste. Suas músicas mais conhecidas são " I Shot the Sheriff "," No Woman, No Cry"," Could You Be Loved "," Stir It Up "," Get Up, Stand Up "," Jamming ","Redemption Song "," One Love/People Get Ready "e," Three Little Birds ", e tambem lançamentos póstumos como " Buffalo Soldier "e" Iron Lion Zion ".


 A coletânea Legend, lançada três anos após sua morte e que reúne algumas músicas de álbuns do artista, é o álbum de reggae mais vendido da história.

http://www.youtube.com/watch?v=koJIscC8sAE

Bob foi casado com Rita Marley de 1966 até a morte, uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outros de seus filhos, Kymani Marley,Julian Marley e Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiram carreira musical.

Foi eleito pela revista Rolling Stone o 11º maior artista da música de todos os tempos.1

Para saber mais, clique em Mais informações abaixo.


Índice
1 Juventude
2 Carreira musical
2.1 A jornada
2.2 Tiroteio e a violência eleitoral
2.3 A continuação da jornada musical
3 A descoberta do câncer e a batalha contra a doença
3.1 Diagnóstico
3.2 Colapso e tratamento
3.3 Morte
4 Reputação póstuma
5 Convicções políticas e religiosas
5.1 Controvérsia sobre o local do túmulo
6 Prêmios e honrarias
7 Discografia
7.1 Álbuns de estúdio
7.2 Álbuns ao vivo
8 Videografia
9 Referências
10 Bibliografia
11 Ver também
12 Ligações externas

Juventude

Bob Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Sinclair Marley, um militar branco, capitão do exército inglês Britânico e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944. No dia seguinte ao seu casamento, Norval abandonou-a, porém continuou dando apoio financeiro para sua mulher e filho. Raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Cedella Booker casou-se com Toddy Livingstone, também de Saint Ann, e mudou-se com Marley para Trenchtown, a maior e mais miserávelfavela de Kingston, onde o garoto era provocado e rejeitado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura. Bob teve uma juventude muito difícil, e isso o ajudou a ter personalidade e um ponto de vista bastante crítico sobre os problemas sociais.

Casa de Marley em Nine Mile, onde ele dividia com sua mãe.
Carreira musical
A jornada

Quando foi morar em Trenchtown, o garotinho Bob já tinha uma ligação forte com a música. Ele e seu amigo Bunny, filho do homem com quem a mãe de Bob havia casado ainda em Saint Ann improvisavam guitarras feitas de lata e acompanhavam os sucessos vindos da América, particularmente de New Orleans, sintonizados em um mini-rádio transistorizado. Eles captavam Ray Charles, Fats Domino, Brook Benton (um dos preferidos de Marley) e grupos como os Drifters, que eram muito populares na Jamaica.

Nesta época, a juventude jamaicana fervia com esta gama variada de R&Bamericanos, mas ter um rádio transistor para captar a nova onda era luxo, por isto nomes como Coxsone Dodd, Leslie Kong e outros, ficaram famosos por seus Sound Systems (sistemas de som), normalmente um furgão equipado com aparelhagem suficiente para fazer a rapaziada se animar com os últimos sucessos chegados dos EUA nas ruas dos guetos.

Por volta do início dos anos 60, o movimento R&B começou a decair nos Estados Unidos e tornou-se difícil a aquisição de discos para satisfazer a dieta insaciável de lançamentos que o povo jamaicano exigia. Os donos dos Sound Systems se viram então obrigados a investir no talento dos músicos locais. Começava-se a desenvolver nesta época na ilha, uma música que incorporava as tradições musicais jamaicanas com influências do R&B e das Big Bands, resultando no vibrante e agitado som do Ska. A independência da Jamaica em 1962, deixando de ser uma colônia britânica, ajudou a compôr o momento de criação de uma música originalmente jamaicana.

Os donos de Sound Systems tornaram-se então produtores. Alugavam algum estúdio de duas pistas, descobriam algum rapaz que tivesse o talento de cantar suas emoções vividas nos guetos de Kingston, e faziam discos de Ska.

Apartamento de Bob Marley em Londres, onde ele viveu em 1972.

Quando Bob Marley deixou a escola aos 14 anos, parecia ter apenas uma ambição: a música. Mas, muito para agradar sua mãe, que temia que ele se tornasse um rude boy (como são conhecidos os delinqüentes juvenis na Jamaica), Bob arranjou um emprego de soldador.

Passava suas horas livres ao lado de Bunny aperfeiçoando suas habilidades vocais. Eles eram ajudados por um dos mais célebres habitantes de Trenchtown na época, o cantor Joe Higgs, que dava aulas informais de canto para artistas aspirantes que estivessem interessados em aperfeiçoar suas habilidades. Foi numa destas sessões que Bob e Bunny Wailer conheceram Peter Tosh, outro jovem com grande ambição na música.

Em 1962 Bob fez uma audiência para o produtor Leslie Kong, que veio a bancar suas primeiras gravações. "Judge Not", de composição de Marley, foi a primeira. Apesar de as músicas gravadas não terem sido executadas nas rádios e chamado pouca atenção do público, só vieram confirmar a ambição de Marley de se tornar cantor.

No ano seguinte, Bob decidiu que o caminho a seguir seria montar um grupo. Se juntou com seus amigos Bunny Wailer e Peter Tosh para formar os "Wailing Wailers". Os garotos escolheram este nome à banda porque diziam que, ao nascer no gueto, nasciam a lamentar, e "wail" signifca "lamentar". O novo grupo tinha um mentor: o percussionista rastafári chamado Alvin Patterson, que apresentou os garotos para o produtor Coxsone Dodd. No verão de 1963, Coxsone ouviu os Wailing Wailers e, satisfeito com o som do grupo, resolveu gravá-los e os pôr pra valer nas paradas jamaicanas.

Os Wailing Wailers finalizaram seu primeiro single, "Simmer Down" através do selo de Coxsone, durante as últimas semanas de 1963. Já em janeiro do ano seguinte era a primeira nas paradas jamaicanas, e se manteve nesta posição durante os próximos dois meses.

O grupo, Bob, Bunny e Peter juntamente com outro cantor, Junior Braithwaite e mais duas backing vocals, Berverly Kelso e Cherry Smith, eram a grande novidade no cenário jamaicano. "Simmer Down" causou grande sensação na ilha e os Wailing Wailers começaram a gravar com regularidade para o lendário Studio One de Coxsone Dodd. O grupo agora criava novos temas se indentificando com os Rude Boys das ruas de Kingston. A música jamaicana finalmente tinha uma identidade e alguém que falava a mais pura linguagem do gueto.

Nos anos seguintes, a banda de Marley colocou mais alguns hits nas paradas da ilha, o que estabeleceu a popularidade do grupo mas, apesar disto as dificuldades econômicas que atravessavam fez com que Junior Braithwaite, Berverly Kelso e Cherry Smith deixassem a banda. Além disso, a mãe de Marley havia se casado novamente e se mudado para Delaware, nos Estados Unidos, aonde economizou algum dinheiro para mandar uma passagem de avião para o jovem Marley, naquela altura com 20 anos. A intenção da mãe de Bob era que lá ele começasse uma nova vida. Antes de se mudar para a América do Norte, ele conheceu uma jovem chamada Rita Anderson, e no dia 10 de fevereiro de 1966 casaram-se.

A estadia de Marley nos Estados Unidos teve vida curta. Ele só trabalhou lá o suficiente para financiar sua verdadeira ambição: a música. Em outubro de 1966, Bob Marley, depois de oito meses na América do Norte, retornou à Jamaica. Este foi um período decisivo na sua formação, pois o imperador da Etiópia, Haile Selassie, havia feito uma visita de estado na Jamaica em abril daquele ano, e durante o período em que Bob esteve fora, o movimento rastafári ganhou nova vida nas ruas de Kingston. Marley começou cada vez mais a se aprofundar dentro do espírito e cultura rastafári.

Em 1967, a música de Bob já refletia sua nova crença. Ao invés de cantar hinos para os Rude Boys, Marley começou a compôr temas sociais e espirituais, o que se tornou sua marca registrada e seu maior legado. Uniu-se novamente a Peter Tosh e Bunny Wailer para reorganizar o grupo. Eles simplificaram o nome original "Wailling Wailers" para "The Wailers". Rita tinha iniciado sua carreira como cantora e alcançou um grande sucesso nas paradas com a música "Pied Piper", uma versão cover de uma música pop inglesa. A música jamaicana, por sua vez, estava se transformando: o agitado Ska tinha sido substituído por um ritmo mais lento e sensual chamado Rocksteady.

O compromisso que os Wailers vinham assumindo com o movimento rastafári provocou um certo conflito com o produtor Coxsone Dodd. Então, decidiram controlar seu destino fundando seu próprio selo, Waili'N'Soul. Devido à ingenuidade dos garotos nos negócios, apesar de terem conseguido algum sucesso no princípio, a firma acabou falindo no final de 1967. Apesar disto, o grupo sobreviveu inicialmente como compositores para uma companhia associada ao cantor americano Johnny Nash, que na década seguinte teve um grande sucesso internacional com a música "Stir it Up" de Marley.

No final da década de 1960 e início de 1970, os Wailers também se uniram ao produtor Lee Perry, o mago dos estúdios, que transformou as possibilidades técnicas de gravação em uma forma requintada de arte. A união dos Wailers com Lee Perry resultou em algumas das mais belas produções da banda. Faixas como "Soul Rebel", "Duppy Conqueror", "400 Years" e "Small Axe" não foram apenas clássicos, mas definiram a direção do Reggae. Nesta mesma época, o baixista Aston "Family Man" Barret e seu irmão, o baterista Carlton se uniram aos Wailers. Eram eles que formavam a base rítmica dos "Upsetters", o grupo de estúdio de Lee Perry com quem os Wailers tinham gravado em todas aquelas sessões junto ao produtor. Os dois irmãos eram, indiscutivelmente, a melhor sessão rítmica da época e o The Wailers, junto a eles, começou a ganhar forma. Anos mais tarde, Family Man, numa declaração, disse:

- "Nós éramos a melhor cozinha e os Wailers o melhor grupo vocal da Jamaica, então nos perguntamos: por que não pôr o mundo de joelhos?"

A reputação do grupo era aclamada por todo Caribe, mas continuavam desconhecidos internacionalmente.

No verão de 1971, Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo até a Suécia, onde o cantor americano tinha sido encarregado de produzir a trilha sonora para um filme suéco. Enquanto estava na Europa, Marley assinou um contrato com a CBS, que naturalmente também era a gravadora de Nash. No verão de 72 todos integrantes dos Wailers estavam em Londres promovendo ostensivamente um single para a CBS: "Reggae on Broadway". Mas assim como o filme de Nash, o projeto fracassou e os Wailers se viram em maus lençóis numa terra distante. Como última cartada na Europa naquele ano, Marley dirigiu-se aos estúdios da Island Records, em Londres, e perguntou se podia ver seu fundador Chris Blackwell.

Bob Marley em concerto em 1980.

Chris Blackwell, um jamaicano branco, descendente de ingleses, pertencente a uma rica e tradicional família da ilha, havia fundado a Island Records na Jamaica ainda no final dos anos 50 e já estava envolvido com a cultura musical jamaicana, mesmo antes da época do Ska. A companhia foi uma das pioneiras em exportar a música jamaicana para o mundo e na década de 60 se tornou a principal responsável por lançamentos e divulgação da música da ilha no Reino Unido, desde o Ska, passando pelo Rocksteady até o Reggae. A Island, ainda nos anos 60, também expandiu seus negócios para o rock'n roll, tendo em seu "casting" artistas comoTraffic, Jethro Tull, King Crimson, Cat Stevens, Free e Fairport Convention. Assim, quando Marley fez seus primeiros passos dentro da Island em 1971, ele estava se conectando com a mais quente das gravadoras independentes na época.

Blackwell sabia da reputação de Marley na ilha caribenha. Tanto o lado no qual eram conhecidos como um bando de Rude Boys, quanto a de que eram de qualidade e fibra inigualáveis e que, acima de tudo eram muito populares e respeitados tanto na Jamaica como, já na época, em todo Caribe. Foi oferecida ao grupo uma oferta de confiança aonde Chris Blackwell, o contratante, dava um adiantamento de £ 4.000 (o equivalente aproximadamente a US $ 8.000), e uma carta branca para eles irem para Jamaica e produzirem o material para o primeiro álbum do The Wailers na Island Records. Pela primeira vez uma banda de Reggae tinha este tipo de tratamento, comparável à seus contemporâneos do rock n' roll, com acesso ao mais alto nível de gravação. Antes disso, considerava-se que Reggae só vendia discos "singles" ou coletâneas de baixo custo. Blackwell foi advertido por várias pessoas a não confiar tanto assim nos garotos e que possivelmente eles sumiriam com o dinheiro sem que se visse resultado de gravação alguma. Depois de alguns meses, os Wailers estavam de volta a Londres com o material que haviam gravado nos estúdios da Island em Kingston.

Para tornar o material mais palatável aos ouvidos do público internacional, foram acrescentadas às gravações originais, solos de guitarra e linha de teclados executadas por músicos ingleses. A estratégia de Blackwell consistia em lançar os Wailers como uma nova banda de Rock, composta por negros jamaicanos. O resultado disso foi o álbum "Catch a Fire", com uma sugestiva embalagem em forma de isqueiro, de onde se retira o vinil abrindo a tampa. O disco foi pesadamente promovido, iniciando a partir daí a escalada internacional do sucesso e reconhecimento de Bob Marley.

A cadência de Marley, aliada a suas letras de paz, protesto e engajamento social contrastavam completamente com o que rolava no cenário do rock da época. A gravadora decidiu que os Wailers deveriam excursionar fazendo shows tanto no Reino Unido, como também nos Estados Unidos, de novo uma completa novidade para uma banda de Reggae. A banda embarcou numa excursão pela Europa, o que a solidificou em suas performances ao vivo. Depois de três meses, voltaram à Jamaica, e Bunny, decepcionado com a vida na estrada e o pouco dinheiro que ganhavam, se recusou a participar da tour pelos Estados Unidos. Foi substituído por Joe Higgs, o mestre musical dos ainda adolescentes Wailers, nos tempos de Trenchtown. Nos Estados Unidos, Bob Marley e seus parceiros lotaram alguns clubes noturnos e abriram shows para outros artistas. A repercussão da banda em sua turnê andava tão bem que foram arranjadas 17 datas para os Wailers abrirem os shows de Sly & The Family Stone, na época a maior banda de Black Music da América. Depois de abrir quatro shows para Sly, Bob Marley e sua banda foram retirados da turnê. Pelo que parece, Bob Marley & The Wailers destacavam-se mais do que a banda que deveria ser a atração principal.

Sede da Tuff Gong Records, gravadora fundada por Bob.

O primeiro sinal da projeção de Bob Marley como astro internacional viria através de um presente de Chris Blackwell, para o proeminente novo artista. Logo após o impacto do álbum "Catch a Fire" no mercado europeu, Blackwell entregou à Marley as chaves da Island House, uma imponente mansão situada na Hope Road Avenue, parte rica de Kingston, inclusive muito próxima à sede do governo, que ficava rua abaixo com seus imensos jardins. Em pouco tempo o novo "yard" de Marley se tornaria um núcleo de criação e uma espécie de comunidade, com livre acesso para toda família, amigos do gueto, rastas, namoradas de uns e outros, músicos, jornalistas estrangeiros, e mais alguns outros que eventualmente apareciam pra jogar o famoso futebol de fim de tarde no estacionamento da casa. Bob Marley, como revelam relatos de amigos e família, dava dinheiro e comida para pessoas que vinham da favela pedir. Era comum formar filas de mulheres com bebês, crianças, jovens e até mesmo homens que queriam começar um pequeno negócio, na porta da casa do músico.

Este clima de euforia de uma nova vida comunitária religiosa e criativa encontraria sua tradução no disco "Burnin", segundo lançamento dos Wailers pela Island Records, no final de 1973. As músicas, com um conteúdo ainda mais politizado e social que as do álbum anterior, atingiam o público branco da Europa e Estados Unidos com clássicos como "Get Up, Stand Up", na qual Bob alerta as pessoas para que lutem por seus direitos , "I Shot the Sheriff", etc. Estava acontecendo uma verdadeira revolução musical e ideológica.

Celebridades como Paul McCartney, Mick Jagger começavam a admirar o ascendente trabalho do jamaicano. O lendário Eric Claptonressurgiu regravando "I Shot the Sherif", de Marley, versão que atingiu os primeiros lugares nas paradas, colocou o guitarrista inglês novamente no cenário musical e ajudou a alavancar ainda mais a carreira de Bob Marley & The Wailers.

Em outubro de 1974, "Natty Dread" foi lançado. Graças ao sucesso da faixa "No Woman No Cry", que atingiu o primeiro lugar na parada inglesa, Marley se tornou ainda mais popular. A essa altura, o grupo já não contava mais com Bunny Wailer e Peter Tosh, que partiram para suas carreiras solo e foram substituídos pelas I-Threes: as cantoras Judy Mowatt, Marcia Griffiths e a mulher de Bob,Rita Marley.

Com o lançamento do próximo disco, "Rastaman Vibration", em 1976, o cantor conquistou a fama nos Estados Unidos. Na Jamaica, sua fama já era quase mística, e em grande parte graças às mensagens de suas músicas, o pensamento rastafári estava se tornando muito popular nos guetos jamaicanos. Em meio a este quadro, também havia o fato de o imperador etíope Haile Selassie, considerado pelos rastas como a representação de Deus na Terra, ter falecido no final de 1975.
Tiroteio e a violência eleitoral

Bob Marley & The Wailers ao Vivo noCrystal Palace Park durante a Uprising Tour.

Em 1976, ano de eleições parlamentares na Jamaica, a ilha vivia um de seus períodos mais sangrentos da história. Havia, praticamente, uma guerra civil entre jovens militantes que defendiam partidos distintos. Bob Marley quis dar um show gratuito pela paz e pela união da juventude. O então primeiro-ministro, líder do partido PNP, Michael Manley, apoiou e deu força à ideia do concerto pela paz, para supostamente apaziguar as tensões antes das eleições, marcadas para dali uns dias. Dois dias antes do show, porém, a casa de Bob Marley na Hope Road Avenue foi invadida por um grupo de pistoleiros defensores do candidato opositor a Michael Manley, que adentrou a sala onde Marley estava ensaiando, e disparou tiros em todas as direções, com o intuito de matá-lo. Miraculosamente, ninguém foi morto no ataque noturno. Don Taylor, empresário de Marley, estava se aproximando dele no exato momento em que os homens começaram a disparar, levando vários tiros e tendo, como legado deste fato, uma vida sobre a cadeira de rodas. Rita Marley levou um tiro de raspão na cabeça. O projétil ficou alojado em seu couro cabeludo. Marley recebeu um tiro que raspou seu peito logo abaixo do coração e penetrou profundamente em seu braço esquerdo. O caso de Marley foi o menos grave entre os atingidos, sendo o primeiro a sair do hospital. No dia 5 de Dezembro, Bob, depois de muitos alertas, resolveu subir ao palco do festival mesmo baleado. Ainda com os curativos, Marley se apresentou no concerto "Smile Jamaica", pela paz, e depois mostrou para o público seus ferimentos. Nesta ocasião, ao ser questionado sobre o fato de comparecer ao show mesmo baleado, o músico disse uma de suas mais conhecidas frases: "As pessoas que fazem de tudo para piorar o mundo não descansam. Por que eu, que quero melhorar, tenho que descansar?".
A continuação da jornada musical

Logo após o concerto "Smile Jamaica", o cantor mudou-se para Londres, temendo que fosse vítima de outro atentado político, devido aos temas e críticas políticas e sociais de suas músicas. Em Londres, gravou seu disco "Exodus". A partir de então, o sucesso dos Wailers só aumentou e cada disco lançado figurava nas primeiras posições das paradas inglesas e americanas.

Bob Marley voltou a morar na Jamaica em 1978. O músico resolveu conceder um concerto gratuito em Kingston para comemorar seu retorno. No dia 22 de abril de 1978, Bob Marley & The Wailers apresentaram-se no Estádio Nacional de Kingston, no famoso "One Love Peace Concert". Neste show, Marley chamou ao palco o então primeiro-ministro jamaicano, Michael Manley, líder do partido PNP, e Edward Seaga, líder do partido da oposição, para que dessem as mãos e fizessem um juramento de paz. A multidão que assistia ao concerto foi à loucura.

Estátua de Bob Marley em Kingston.

Ainda em 1978, Bob foi, pela primeira vez, à África, onde visitou o Quênia e aEtiópia, país sagrado reverenciado pelo movimento rastafári. Depois de uma nova turnê pela Europa e EUA, o grupo lançou o disco ao vivo "Babylon By Bus", e tocou na Austrália, Japão e Nova Zelândia. Em 1979, Bob Marley & The Wailers lançaram seu álbum mais politizaodo de todos. "Survival" tinha como tema de suas músicas os problemas socias e políticos pelos quais o continente africano passava, como guerras, fome e domínio branco. Neste álbum, foi lançada a música "Zimbabwe": uma música de apoio aos rebeldes negros da Rodésia, que estavam prestes a conquistarem sua independência do domínio branco, criando o estado do Zimbabwe. "Africa Unite" também é uma música clássica deste álbum, que mistura assuntos da fé rastafári com a situação social dos africanos. "Survival" chegou a ser censurado pelo regime do Apartheid na África do Sul. Mas, por sua vez, a África era o único continente em que o grupo ainda não havia se apresentado. Porém, em 1980, após terem apresentado-se no início do ano no Gabão, Bob Marley e sua banda foram convidados a se apresentarem na cerimônia de independência do Zimbabwe. Bob Marley & The Wailers apresentaram-se em 18 e 19 de abril na festa de independência, em Harare, no Zimbabwe.

Em maio de 1980, foi lançado "Uprising", sucesso instantâneo no mundo inteiro com hits como "Could you be Loved" e a comovente faixa de encerramento "Redemption Song". Os Wailers embarcaram na sua maior turnê européia, arrasando quarteirões em todos os lugares em que passaram, incluindo o legendário show em Milão, Itália, com público estimado em 100.000 pessoas, recorde absoluto até então para qualquer banda do mundo. Bob Marley & the Wailers eram simplesmente a banda em turnê mais importante daquele ano e o álbum "Uprising" bateu todas as paradas de sucesso no continente europeu. Foi um período de máximo otimismo na carreira de Marley.
A descoberta do câncer e a batalha contra a doença
Diagnóstico

Após a turnê européia, com uma vasta agenda marcada, Bob Marley e a banda partiram para os Estados Unidos, quando fizeram dois shows no Madison Square Garden. Durante a segunda apresentação, Bob passou mal no palco e começou a ser averiguado o que se passava com o ídolo do reggae. Bob, embora com problemas de saúde, chegou a fazer ainda mais um show em Pittsburgh, no dia 23 de setembro de 1980 (último show de Bob Marley), mas logo o mundo recebeu a triste notícia de que o astro do Reggae estava com câncer. A doença teria sido decorrente de um ferimento infeccionado no dedão do pé, que ele teria sofrido em 1977, durante uma partida de futebol em Londres. A ferida, quando feita, não havia cicatrizado, e sua unha posteriormente havia caído; foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos aconselharam-no a amputar o dedo, porém Marley recusou-se a fazê-lo devido à sua filosofia rastafári, de que o corpo é um templo que ninguém pode modificar (motivo pelos quais os rastas deixam crescer a barba e os dreadlocks). Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge.
Colapso e tratamento

O câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Ele lutou contra a doença durante oito meses buscando tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels na Alemanha, no final de 1980 e início de 1981. Durante algum tempo, o estado de Marley parecia ter se estabilizado com o tratamento naturalista do doutor alemão.
Morte

Em maio de 1981, quando o Dr. Joseph Issels anuncia que nada mais poderia ser feito, Bob Marley já abatido pela doença, resolveu retornar para sua casa na Jamaica para passar seus últimos dias junto à família e amigos. Ele não conseguiu completar a viagem, tendo que ser internado em um hospital de Miami. Sua mãe segurava sua mão aos prantos enquanto Marley a consolava pedindo que secasse as lágrimas. (Mãezinha não chora. Vou na frente pra preparar um lugar.) Faleceu pouco antes do meio-dia de 11 de maio de 1981. Menos de 40 horas depois de deixar a Alemanha.
Reputação póstuma

A música, a mensagem e a lenda de Bob Marley ganharam mais e mais força desde sua morte. Também deu a ele um status mítico, similar ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é enormemente popular e bastante conhecido ao redor do mundo do inteiro. É considerado o rei do Reggae e é visto como uma das maiores vozes do povo pobre e oprimido, e um dos maiores defensores da paz, da liberdade e da igualdade social e de direitos. Após a sua morte, a data de seu aniversário, o dia 6 de fevereiro, foi decretado feriado nacional na Jamaica.

Convicções políticas e religiosas

Bob Marley era adepto do movimento político-religioso rastafári, que proclama Haile Selassie (imperador da Etiópia falecido em 1975) como a representação divina na Terra e que defende o retorno do homem negro pelo mundo para a África. Bob Marley, altamente influenciado pela filosofia rastafári, expressava espiritualidade e defendia a liberdade, paz, igualdade social e de direitos, o amor universal e a irmandade para toda humanidade em suas músicas, fazendo com que o movimento rastafári fosse conhecido pelo mundo inteiro. Mortimer Planno foi um ancião rasta que deu-lhe ensinamentos sobre o movimento.
Se todos nos unirmos e dermos as mãos, quem sacará as armas? - Eu só tenho uma ambição: que a humanidade viva unida. Negros, brancos, orientais, todos juntos. - Eu não estou do lado dos negros nem dos brancos. Eu estou do lado de Deus, quem me fez vir do homem branco e do negro.

—Bob Marley


Marley era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido da comunhão. Na capa de Catch a Fire, inclusive, ele é visto fumando um cigarro de maconha, e o uso espiritual da cannabis, característico do movimento rastafári, é mencionado em muitas de suas músicas. No movimento rasta, os dreadlocks representam a força espiritual, as raízes (assemelham-se, literalmente, a raìzes) que une o homem à Mãe África.
Controvérsia sobre o local do túmulo

Em janeiro de 2005 foi divulgado que Rita Marley estava planejando exumar os restos de Bob Marley e enterrá-los em Shashamane,Etiópia. Ao anunciar sua decisão, Rita afirmou que "toda a vida de Bob foi centrada na África, não na Jamaica". Os jamaicanos foram amplamente contra a proposta, e a comemoração do aniversário de Bob em 6 de fevereiro de 2005 foi celebrada em Shashamane pela primeira vez, pois, antes todas as outras haviam sido realizadas na Jamaica.

Prêmios e honrarias

Estrela de Marley na Calçada da Fama, em Hollywood.
1976 - Banda do Ano (Rolling Stone)
Junho de 1978 - Premiado com a "Medalha de Paz do Terceiro Mundo" pelas Nações Unidas
Fevereiro de 1981 - Premiado com a mais alta condecoração jamaicana, a "Ordem ao Mérito"
1999 - Álbum do Século (Revista Time) por Exodus
Fevereiro de 2001 - Uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood
Fevereiro de 2001 - Premiado com um Grammy pelo "Conjunto da Obra"
2004: Rolling Stone Magazine classificou-o # 11 em sua lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos"2
"One Love" chamada canção do milênio pela BBC
Votado como um dos maiores letristas de todos os tempos por uma sondagem da BBC
Discografia
Álbuns de estúdio
ÁlbumBandaData de lançamentoGravadora
The Wailing Wailers The Wailers 1965 Studio One
Soul Rebels The Wailers Dezembro de 1970 Upsetter/Trojan
Soul Revolution The Wailers 1971 Upsetter/Trojan
Soul Revolution Part II The Wailers 1971 Upsetter/Trojan
Best of The Wailers The Wailers Agosto de 1971 Beverley's
Catch a Fire The Wailers 13 de abril de 1973 Island/Tuff Gong
Burnin' The Wailers 19 de outubro de 1973 Island/Tuff Gong
Natty Dread Bob Marley & The Wailers 25 de outubro de 1974 Island/Tuff Gong
Rastaman Vibration Bob Marley & The Wailers 30 de abril de 1976 Island/Tuff Gong
Exodus Bob Marley & The Wailers 3 de junho de 1977 Island/Tuff Gong
Kaya Bob Marley & The Wailers 23 de março de 1978 Island/Tuff Gong
Survival Bob Marley & The Wailers 2 de outubro de 1979 Island/Tuff Gong
Uprising Bob Marley & The Wailers 10 de junho de 1980 Island/Tuff Gong
Confrontation Bob Marley & The Wailers 23 de maio de 1983 (póstumo) Island/Tuff Gong

Álbuns ao vivo
ÁlbumDataGravadora
Live! 5 de dezembro de 1975 Island/Tuff Gong
Babylon by Bus 10 de novembro de 1978 Island/Tuff Gong
Talkin' Blues (gravado em 1973) 4 de fevereiro de 1991 Island/Tuff Gong
Live at the Roxy (gravado em 1976) 24 de junho de 2003 Island/Tuff Gong

Videografia
Rebel Music: The Bob Marley Story - documentário dirigido por Jeremy Marr, lançado em 2001 pela Universal Music3.
One Love: The Bob Marley All-Star Tribute - tributo de diversos artistas exibido originalmente pela TNT4 e lançado em 1999 pelaPalm Pictures5.
Legend - documentário e compilação de 23 canções com a banda The Wailers, lançada em 1979 pela Universal Music6.
Bob Marley Live At The Rainbow - show realizado no Teatro Rainbow em Londres no verão de 1977 e lançado em 2005 pelaUniversal Music7.
Marley - documentário-musical, dirigido por Kevin Macdonald, lançando em 2012 pela Magnolia Pictures.
Bibliografia
Marley, Rita e Jones, Rettie. No Woman No Cry: Minha Vida com Bob Marley
White, Timothy. Catch a Fire: The Life of Bob Marley. Owl Books (NY), 1998.
Ver também
Lista de recordistas de vendas de discos
Marley
Ligações externas
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Reggae
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reggae


Reggae

Bob Marley em um concerto em Zurique
Informações gerais
Origens estilísticas R&B · Jazz · Blues · Mento ·Calypso · Ska · Rocksteady · Soul
Contexto cultural Década de 1960 Jamaica, especialmente Kingston
Instrumentos típicos Baixo - Bateria - Órgão - Metais -Escaleta - Guitarra - Tambor de aço
Popularidade Da década de 1970 em diante, a popularidade variou
Formas derivadas Dancehall - Dub - Ragga
Subgêneros
Roots reggae - Lovers rock
Gêneros de fusão
Reggaeton · Reggae fusion · Seggae · 2 Tone ·Samba reggae · Reggae punk
Outros tópicos
Música da Jamaica - Anexo:Lista de músicos de reggae


Reggae é um gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady.

O reggae se baseia num estilo rítmico caracterizado pela acentuação no tempo fraco, conhecido como skank. O estilo normalmente é mais lento que o ska porém mais rápido que o rocksteady, e seus compassos normalmente são acentuados na segunda e na quarta batida, com a guitarra base servindo ou para enfatizar a terceira batida, ou para segurar o acorde da segunda até que o quarto seja tocado. É principalmente essa "terceira batida", sua velocidade e o uso de linhas de baixo complexas que diferencia o reggae do rocksteady, embora estilos posteriores tenham incorporado estas inovações de maneira independente.

O cantor e compositor Bob Marley é o ícone deste estilo musical[1].


Índice
1 Etimologia
2 Precursores
3 História
4 Reggae e sociedade
5 Ver também
6 Referências
7 Ligações externas

Etimologia

A edição de 1967 do Dictionary of Jamaican English ("Dicionário de inglês jamaicano") lista reggae como "a recently estab. sp. for rege", as in rege-rege, a word that can mean either "rags, ragged clothing" or "a quarrel, a row". ("uma grafia recentemente estabelecida de rege", como em rege-rege, palavra que pode significar tanto "farrapos", "roupas rasgadas" quanto "uma confusão", "uma discussão".)[2]

Como um termo musical apareceu pela primeira vez no hit de 1968 "Do the Reggay", dos Maytals, porém já era usado em Kingston, capital da Jamaica, como nome de uma dança mais lenta e de um estilo de rocksteady.[3] Como declarou o artista do gênero Derrick Morgan:


Não gostávamos do nome 'rock steady' ("rock constante"), então tentei algo diferente numa versão de "Fat Man". A batida foi mudada novamente, e o órgão usado para assustar. Bunny Lee, o produtor, gostou daquilo. Ele criou o som com o órgão e a guitarra base. Soava como 'reggae, reggae', e aquele nome pegou. Bunny Lee começou a usar a palavra e logo todos os músicos estavam dizendo 'reggae, reggae, reggae'.[3]

O historiador do reggae Steve Barrow credita a Clancy Eccles a alteração do termo streggae ("mulher fácil"), do patois jamaicano, parareggae.[3] Toots Hibbert, no entanto, disse:


Existe uma palavra que usávamos na Jamaica, 'streggae'. Se uma garota estiver passando e os caras olharem para ela e disserem 'Man, she's streggae', significa que ela não se veste bem, parece esfarrapada. As garotas diziam isso sobre os homens também. Certa manhã eu e meus dois amigos estávamos tocando, e eu disse 'OK man, let's do the reggay.' Foi apenas algo que saiu da minha boca. E então começamos a cantar 'Do the reggay, do the reggay', e criamos uma batida. As pessoas me disseram mais tarde que tínhamos dado um nome ao som. Antes daquilo as pessoas o chamavam de blue-beat e todo tipo de coisa. Agora está no Guinness World of Records.[4]

Bob Marley teria alegado que a palavra reggae veio de um termo espanhol que se refere à "música do rei".[5] Os comentários em To the King, uma compilação de música gospel reggae cristã, sugere que o termo viria do latim regi, "para o rei".

Precursores

Embora tenha sido influenciado fortemente pela música tradicional africana e caribenha, assim como pelo rhythm and blues americano, o reggae traça sua origem direta ao desenvolvimento progressivo do ska e do rocksteady na Jamaica da década de 1960.

O ska surgiu pela primeira vez nos estúdios da Jamaica entre os anos de 1959 e 1961, desenvolvendo-se a partir de um gênero anterior, o mento.[3] O ska caracteriza-se por uma linha de walking bass, ritmos acentuados da guitarra ou do piano no tempo fraco, e, por vezes, riffs jazzísticos nos metais. Além de sua imensa popularidade entre os adeptos da moda rude boy, no país, o estilo conquistou muitos adeptos entre os mods, na Grã-Bretanha, a partir de 1964. De acordo com Barrow, os rude boys começaram a tocar deliberadamente os seus discos de ska a meia velocidade, preferindo dançar mais lentamente como parte de sua imagem de durões.[3]

Em meados da década diversos músicos já haviam começado a tocar o ska num andamento mais lento, enfatizando a linha de baixo e os tempos fracos. O som mais lento foi chamado de rocksteady, o nome de um single de Alton Ellis. Esta fase da música jamaicana durou apenas até 1968, quando os músicos começaram a deixar ainda mais lento os andamentos das músicas, e lhes acrescentaram ainda mais efeitos; isto levou à criação do reggae.
História

Vocalista de UB40 no Raggamuffin 2009.

A mudança do rocksteady para o reggae foi ilustrada pelo shuffle de órgão cujo pioneiro foiBunny Lee, destaque nos singles de transição entre os dois gêneros, "Say What You're Saying" (1967), de Clancy Eccles, e "People Funny Boy" (1968), de Lee "Scratch" Perry. A faixa de 1967 dos Pioneers, "Long Shot Bus' Me Bet", já foi identificada como o exemplo mais antigo do novo ritmo que ficaria conhecido como reggae.[6] No início de 1968 as primeiras gravações de reggae foram feitas: "Nanny Goat", de Larry Marshall, e "No More Heartaches", dos Beltones. O hit de 1968 "Hold Me Tight", do artista americanoJohnny Nash, recebeu o crédito de ter colocado o reggae pela primeira vez nas paradas de sucesso dos Estados Unidos.[7]. O reggae começou a aparecer também no rock; um exemplo de canção do gênero que tinha uma levada de reggae foi "Ob-La-Di, Ob-La-Da", dos Beatles, de 1968.[8]

The Wailers, uma banda fundada por Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer em 1963, geralmente é tido como o grupo mais conhecido mundialmente a ter feito a transição por todos os três estágios da evolução do reggae - desde hits de ska como "Simmer Down", para o rocksteady mais lento, até o reggae. Além do Wailers, outros pioneiros importantes do gênero foram Prince Buster, Desmond Dekker, Jackie Mittoo, entre outros.

Os produtores jamaicanos foram influentes no desenvolvimento do ska para o rocksteady e o reggae na década de 1960. Alguns dos mais célebres produtores foram Coxsone Dodd, Lee "Scratch" Perry, Leslie Kong, Duke Reid, Joe Gibbs e King Tubby. Um destes primeiros produtores foi Chris Blackwell, fundador da Island Records em 1960, que se mudou para a Inglaterra em 1962, onde continuou a promover a música de seu país, formando uma parceria com a Trojan Records, fundada por Lee Gopthal em 1968, e que lançou obras de reggae no Reino Unido até 1974, quando foi comprada pela Saga. E pra compensar, já existindo um grupo amante de música negra os Mod, fez então chamar atenção desses jovens aos seus shows na Inglaterra, e dali surgindo um novo estilo de vida o Skinhead

O filme The Harder They Come, de 1972, com Jimmy Cliff, gerou popularidade e um interesse considerável para o reggae nos Estados Unidos e, consequentemente, no resto do mundo; o cover de 1974 da canção "I Shot the Sheriff", de Bob Marley, feita pelo guitarrista inglês Eric Clapton, ajudou a trazer o reggae ainda mais para o mainstream.[3] A partir da metade da década de 1970 o reggae começou a obter cada vez mais tempo de execução nas rádios do Reino Unido, especialmente no programa de John Peel. A chamada "Era de Ouro do Reggae" corresponde aproximadamente ao dias de glória do roots reggae, o chamado "reggae de raiz". Na segunda metade da década a cena punk do país começou a se formar, e alguns DJs de punk costumavam tocar canções de reggae durante suas apresentações. Algumas bandas de punk incorporaram influências do reggae em sua música, e ao mesmo tempo o gênero começou a passar por uma espécie de renascimento no Reino Unido, que prosseguiu até a década seguinte, exemplificado por grupos como Steel Pulse, Aswad, UB40 e Musical Youth. Entre outros artistas de reggae que gozaram de um destaque internacional no início da década de 1980 estão Third World, Black Uhuru e Sugar Minott. Os Prêmios Grammy introduziram a categoria de melhor álbum de reggae em 1985.
Reggae e sociedade

Original da década de 1960, o ritmo divide-se em dois subgêneros, o "roots reggae" (raízes do reggae) e o "dancehall reggae", que é originário da década de 1970. O reggae é constantemente associado ao movimento religioso rastafari, que, de fato, influenciou muitos dos músicos apologistas do estilo reggae nas décadas de 1970 e 1980. De qualquer maneira, o reggae trata de vários assuntos, não se restringindo à cultura rastafariana, como o amor, o sexo e principalmente a crítica social[9].

Uma das características que podem caracterizar o reggae é a crítica social, como por exemplo cantar a desigualdade, o preconceito, a fome e muitos outros problemas sociais[10].
Ver também
Lista de bandas de reggae
Rastafari
Referências

Bob Marley (the Complete Guide to his Music). ISBN: 9780711935501
1967 Dictionary of Jamaican English
a b c d e f History of Jamaican Music 1953–1973
Sturges, Fiona (2004) "Frederick "Toots" Hibbert: The reggae king of Kingston", The Independent, 4 de junho de 2004 (visitado em 11-12-2009; ver diversas declarações semelhantes feitas por Hibbert nos últimos anos. Em entrevistas mais antigas, Hibbert alegou que o termo seria derivado da palavra inglesa 'regular', referindo-se à batida.
Catch a Fire: The Life of Bob Marley, Timothy White, p. 16
"Shocks Of Mighty: An Upsetting Biography"
"A brief summary of Jamaican music" - trecho de A History of Popular Music, de Piero Scaruffi (2002)
Reggae [Relation to Rock & Roll] Richie Unterberger. All Music Guide.
Jamaican Music (English)ISBN: 9780193213333
King Jammy's (English)ISBN: 9781550225259
Ligações externas
Reggae Music no Open Directory Project
Críticas de livros e álbuns de reggae


Jamaica


http://pt.wikipedia.org/wiki/Jamaica

Jamaica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para outros significados, veja Jamaica (desambiguação).

Jamaica
Jamaica



Bandeira Brasão

Lema: Out of many, one people
("A partir de muitos, um só povo").
Hino nacional: Jamaica, Land We Love
("Jamaica, Terra que Amamos")

Gentílico: Jamaicano(a)




Capital Kingston
17°59′N 76°48′W
Língua oficial Inglês
Governo Monarquia constitucional
- Monarca Isabel II do Reino Unido
- Governador-geral Patrick Allen
- Primeira-ministra Portia Simpson-Miller
Independência do Reino Unido
- Declarada 6 de agosto de 1962
Área
- Total 10.991 km² (166.º)
- Água (%) 1,5
População
- Estimativa de 2010 2 804 3321 hab. (125.º)
- Densidade 252 hab./km² (49.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2011
- Total US$ 24,750 bilhões (71.º)
- Per capita US$ 4.856 [carece de fontes] (63.º)
IDH (2012) 0,730 (86.º) – elevado2
Moeda Dólar jamaicano (JMD)
Fuso horário (UTC-5)
- Verão (DST) -6
Cód. ISO JAM
Cód. Internet .jm
Cód. telef. +1-876
Website governamental www.cabinet.gov.jm





A Jamaica é uma nação insular localizada no mar das Caraíbas (mar do Caribe), extensa 234 quilômetros de leste a oeste e 80 quilômetros de norte a sul. Situa-se a cerca 145 quilômetros ao sul de Cuba e a 190 quilômetros a oeste da ilha de Hispaniola (onde se localizam o Haiti e a República Dominicana.3 É o terceiro país anglófono mais populoso das Américas, superada apenas pelos Estados Unidos e Canadá. Sua capital e maior cidade é Kingston.





Índice
1 História
2 Política
3 Subdivisões
4 Geografia
4.1 Clima
5 Economia
6 Demografia
6.1 Religião
6.2 Cidades mais populosas
7 Cultura
8 Ver também
9 Referências

História
Ver artigo principal: História da Jamaica

Estudos etnológicos mostram que o nome Xamayca (terra dos mananciais) foi dado à ilha caribenha pelos aruaques, devido à abundância de fontes existentes em suas luxuriantes florestas.

A Jamaica foi descoberta pela Espanha depois de Cristóvão Colombo ter chegado em 1494. Colombo usou a ilha como propriedade privada da sua família. Os ingleses conquistaram-na em 1670. Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se o maior exportador mundial de açúcar, o que se conseguiu pelo uso maciço de trabalho escravo africano.

O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida.

Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e é hoje uma nação soberana.

A deterioração das condições económicas durante a década de 1970 levou a um estado de violência endémica e à queda do turismo. Uma das antigas capitais da Jamaica era Port Royale, onde se acoitava o pirata e posteriormente governador Henry Morgan. Foi destruída por uma tempestade e um tremor de terra, e Spanish Town, na paróquia de St. Catherine, que foi o local da antiga capital colonial espanhola e da capital inglesa durante os séculos XVIII e XIX.

Política

Parlamento da Jamaica.
Ver artigo principal: Política da Jamaica

A Jamaica é uma monarquia parlamentarista e o chefe de estado é o monarca, atualmente, a RainhaIsabel II do Reino Unido. O representante da monarca na Jamaica é o Governador-Geral, que tem como papel a aprovação de leis e outras funções do estado. Em grande medida, a monarca (através do seu representante, o Governador-Geral) é uma figura cerimonial, e o pouco poder real que tem está reservado para tempos de crise. O parlamento jamaicano divide-se em duas câmaras: a câmara dos representantes (house of representatives) e o senado. Os membros da câmara são eleitos diretamente, e o líder do partido maioritário na câmara torna-se primeiro-ministro. O senado é nomeado pelo primeiro-ministro e pelo líder da oposição parlamentar. A Jamaica tem um sistema bipartidário, com o Partido Nacional do Povo (People's National Party) e o Partido Trabalhista Jamaicano (Jamaican Labour Party) a alternar no poder com frequência.
Subdivisões
Ver artigo principal: Subdivisões da Jamaica

Administrativamente, a Jamaica está dividida em 14 paróquias (parishes). As paróquias estão agrupadas em 3 condados históricos, que não possuem relevância administrativa. Os condados com as respectivas capitais tradicionais entre parênteses:
Condado de Cornwall (Montego Bay) - em verde no mapa;
Condado de Middlesex (Spanish Town) - em rosa no mapa;
Condado de Surrey (Kingston) - em amarelo no mapa.
Geografia

Paróquias da Jamaica aprupadas em condados.
Ver artigo principal: Geografia da Jamaica

A Jamaica é parte do arquipélago das Grandes Antilhas, no Mar do Caribe. Está separada deHispaníola pelo canal da Jamaica. As suas terras são os picos emersos de uma cadeia de montanhas submarina. O clima tropical alcança índices pluviométricos de até 5000 mm. A hidrografia é rica em cursos de água e cachoeiras. São rios importantes: o Rio Grande, o Wag Water, o Black River, estes ao norte dos Montes Santa Cruz, e o rio Cabarita. Seu ponto culminante é o Blue Mountain, no leste da ilha com mais de 2.000 metros. O relevo é composto principalmente de montanhas baixas e planaltos. A flora é exuberante com suas florestas tropicais e paisagens do litoral, com praias emolduradas pela vegetação de palmeiras e ervas rasteiras. Além da capital, Kingston, são cidades importantes: Port Antonio, Montego Bay e as litorâneas White Horses e Port Morant.
Clima

É uma Ilha de clima temperado, com ocorrência de ciclones e pequenas oscilações sazonais. Os ventos oceânicos aliviam o calor e a umidade. A estação chuvosa vai de maio a outubro. Os ventos fortes são frequentes, pois a ilha situa-se entre áreas de baixa e alta pressão, ocorrendo furacões. O clima tropical alcança índices pluviométricos de até 5000 mm.
Economia

James Bond Beach.
Ver artigo principal: Economia da Jamaica

Em termos de economia, a Jamaica se destaca pelas seguintes riquezas:
Produtos agrícolas: cana-de-açúcar, milho, mandioca, café, cacau, frutas cítricas,banana e tabaco.
Minerais: o país é o quarto principal produtor mundial de bauxita.
Indústria: alimentos, têxteis, cimento, máquinas agrícolas e o famoso rum jamaicano.
Turismo: a Jamaica atrai milhões de turistas por suas paisagens exuberantes em flora efauna, praias ensolaradas e uma infraestrutura que oferece bons hotéis, balneários litorâneos e eficiente sistema de transportes e comunicações.

A descoberta de jazidas de bauxita na década de 1940 mudou a economia do território, até então baseada apenas no cultivo de cana-de-açúcar e banana. O país possui muitas facilidades para investidores, incluindo facilidades para repatriar o capital, a postergação do pagamento de impostos por vários anos, além da isenção de impostos e taxas para a importação de bens de capital destinados a empreendimentos aprovados. Mas, apesar destes benefícios, a indústria de vestuário têm sofrido redução em suas receitas de exportação e também com o fechamento de fábricas.
Demografia
Ver artigo principal: Demografia da Jamaica

A Jamaica é um país que teve, em 2007, sua população estimada em 2,7 milhões de habitantes. Segundo dados de 2001, os jamaicanos residem principalmente na capital Kingston com 651.880 habitantes. Destacam-se também as cidades de Spanish Town(131.515), Portmore (175.000) e Montego Bay (120.000). A composição étnica da população total é acreditado para ser
80% são de origem africano, enquanto a maioria dos jamaicanos são descendentes de africanos, os estudos do genoma testei que apenas 20% dos jamaicanos são de puro para quase puro sangue africano e os outros 60% são compostos de mulatos.
20% são de ascendência principalmente europeu, também estão incluídos os indianos e sangue chinês ou pessoas e que representam cerca de 5% (cerca de 2,5% cada) de jamaicanos.
acredita-se que a composição dos povos indígenas de 0,04% para 3,8% da população jamaicana.

O país tem uma densidade demográfica média-alta com 245,66 hab./km². A população jamaicana vive na área urbana, com cerca de 54% da população.
Crescimento Populacional: 0,45%
Fecundidade: 2,32 filhos por mulher
Expectativa de vida (M/F): 69,3 / 72,7
Analfabetismo: 20%
Religião

De acordo com dados de 2010, divulgados pelo Pew Forum, a larga maioria do povo da Jamaica é seguidor do Cristianismo, sendo esta a religião de 77,1% da população.

As denominações protestantes apresentam a maior percentagem de aderentes, com 72,8% dos jamaicanos a considerarem-se protestantes.

Existem 70 000 fiéis do Catolicismo na Jamaica, o que corresponde a 2,6% da população, menos de 0,1% são ortodoxos e e 1,6% seguem outras vertentes do Cristianismo.4
Cidades mais populosas

vereditarCidades mais populosas da Jamaica
http://www.geonames.org/JM/largest-cities-in-jamaica.html

Kingston

New Kingston
PosiçãoCidadeParóquiaPop.
Spanish Town
1 Kingston Kingston 937 700
2 New Kingston Saint Andrew 583 958
3 Spanish Town Saint Catherine 145 018
4 Portmore Saint Catherine 102 861
5 Montego Bay Saint James 82 867
6 Mandeville Manchester 47 115
7 May Pen Clarendon 44 755
8 Old Harbour Saint Catherine 26 024
9 Linstead Saint Catherine 20 660
10 Half Way Tree Saint Andrew 18 552

Cultura
Ver artigo principal: Cultura da Jamaica

Praia do Doutor Cave, Jamaica.

A cultura jamaicana é caracterizada pelo sincretismo resultante da mistura dos vários povos que habitam a ilha desde os primórdios de sua descoberta pelos espanhóis, no século XVII. Aos nativos aruaques (aruwak) juntaram-se os latinos espanhóis, os negros africanos, os ingleses, que dominaram a ilha posteriormente além imigrantes que para lá se transferiram após a extinção do regime escravista. Destes, os imigrantes hindus são os mais notáveis pela influência que exerceram sobre vários aspectos do comportamento local, em especial, no âmbito da religião. Isto porque as coisas que dizem respeito à religiosidade despertam profundo interesse naquela comunidade, essencialmente mística apesar de oficialmente ser majoritariamente anglicana. O anglicanismo da ilha não pôde evitar a miscigenação das idéias e a teologia do jamaicano médio abriga tradições variadas que vão do cristianismo aos rituais tradicionais africanos, como oVodoo, por exemplo.

Religião e música são os elementos culturais mais emblemáticos da Jamaica. O país é berço do Rastafarianismo e da Reggae-music, duas expressões de subjetividade identitária que são intimamente ligadas. A religião rastafari representa uma reação original local contra os padrões de espiritualidade impostos pela religião européia. A população negra jamaicana é descendente de levas de escravos que foram aprisionados em diferentes regiões da África, mas sobretudo, a maioria pertencia a culturas refinadas do norte do continente que floresceram em países como Sudão, Somália e Etiópia. Nestas regiões, as populações negras do século XVII, há muitas gerações tinham contato com crenças variadas. As mais importantes eram: judaísmo, islamismo e cristianismo ortodoxo. Estes povos negros falavam línguas "exóticas" como o árabe e o aramaico, além das africana ioruba e kwa, entre outras.

Estas diferentes linhas de pensamento aparecem nas Congregações rastafari que se inclinam mais ou menos para o Cristianismo Ortodoxo, adotam mandamentos do Antigo Testamento (judaico) e costumes evidentemente islâmicos. A Proibição de cortar os dreadlocks, cabelos trançados, e a barba, é uma influência judaica, como consta no Antigo Testamento, (Levitico 19:27), e também de quem se submetia a um voto como Nazireu, onde se ficava sem cortar os cabelos e a barba, como o profeta Samuel consagrado como Nazireu desde e útero, e também Sansão, que como menciona no antigo Testamento a origem da sua força: "pois uma navalha nunca passou pela minha". (Jz 16,13.19). Algumas congregações prescrevem conduta e indumentária femininas de inspiração muçulmana e as "liturgias" ou encontros místicos, incluem performances com tambores que resgatam ritmos africanos. O uso dos tambores em ofícios religiosos chegou a ser adotado por Igrejas Cristãs Jamaicanas de orientação Ortodoxa. Essa percussão está na raiz da criação do gênero de música denominado reggae-raiz, que combina a cadência hipnótica dos tambores com harmonias simples e arranjos que utilizam guitarras e outros instrumentos com sonoridades do blues e do rock norte americano. Além da música e da religião, a cena cultural da Jamaica se completa com a coexistência harmônica de produtos industriais com artesanais. Roupas e acessórios coloridos e objetos de arte em madeira são combinados com o plástico e o alumínio da pós-modernidade.

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