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sábado, 11 de maio de 2013

Libido e Castracao Quimica







Libido


Libido
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Libido

Nota: Para outros significados, veja Libido (desambiguação).


Este artigo é parte da série sobre
A Biologia do Sexo
Anatomia
Mulher


Aparelho Reprodutor Feminino
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Fisiologia


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Ejaculação | Ejaculação Feminina
Libido | Disfunção Erétil | Frigidez
Orgasmo feminino
Ver também
Série Sexo


Libido (do latim, significando "desejo" ou "anseio") é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais."Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados" (1905a, livro 2, p. 113 na ed. bras.)

A libido apresenta uma característica importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área de atenção para outra.

No campo do desejo sexual está vinculada a aspectos emocionais e psicológicos.

Santo Agostinho foi o primeiro a distinguir três tipos de desejos: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual em sentido mais amplo, e a libido dominendi,desejo de dominar.

Psicanálise

A obra de Sigmund Freud retoma o conceito de libido e lhe confere um papel central. Em seus primeiros trabalhos, a libido é o impulso vital para a auto-preservação da espécie humana, e compreende a libido como a energia sexual no sentido estrito, como o fenômeno do "impulso" do desejo e do prazer. Mais tarde, ele volta a enfatizar essa visão mais geralista de que o impulso de auto-preservação tem origem libidinosa, e confronta a libido com o instinto de morte. Em seus escritos posteriores, especialmente em “Além do Princípio do Prazer” (1920), ele usa, em vez da palavra libido um sinônimo Eros, que descreve como sendo a energia que impulsiona a vida. Na obra “Em Psicologia de Grupo e Análise do Ego” (1921), ele definiu a libido como sendo a "energia de tais instintos, que tem a ver com tudo o que pode ser resumido como o amor."

A libido segundo Freud, não está relacionada somente com a sexualidade, mas também está presente em outras áreas da vida, como nas atividades culturais, caracterizadas pela sublimação da energia libidinosa de Freud.

Segundo a teoria da libido em Freud, na infância a libido se desenvolve por fases e por várias etapas características do desenvolvimento: oral, anal, fálica, edipiana e, finalmente, uma fase genital (ver artigo principal: Teoria da unidade). Distúrbio do desenvolvimento da libido pode levar a transtornos mentais, de acordo com Freud.

Carl Gustav Jung quis dizer com a libido, em geral, toda a energia mental de um homem. Ao contrário de Freud, Jung considera que esse poder como semelhante ao conceito do Extremo Oriente do chi ou prana, ou seja, como um esforço geral para alguma coisa.

Lacan disse que a libido marca a relação na qual o sujeito toma parte da sexualidade, com sua morte. 1
[1]

Disfunção libidinal

A falta de libido é referida como frigidez.

Muitas doenças, incluindo doenças mentais e doenças psicossomáticas, estão relacionadas com falta de libido ou a perda de libido, por exemplo:
Depressão
anorexia
Cirrose
Hemocromatose
Hipogonadismo, eunuco e ism
Falta de Testosterona no homem, e a Efeminização

Algumas doenças resultam em um aumento excessivo da libido, por exemplo:
Obsessão
hipertireoidismo leve
Sífilis

Alguns medicamentos, e muitas drogas provocam alterações na libido. Um aumento patológico da libido é também conhecido como vício do sexo ou ninfomania / Satiríase.

Catexia ou investimento é o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psiquê é vinculada à representação mental de uma pessoa, ideia ou coisa ou investida nesses mesmos conceitos. Em outras palavras, a raiva que se sente contra uma pessoa é uma catexia ou fixação de energia na representação mental dessa pessoa (e não nela como objeto externo) 2 .

Juntamente com o conceito de libido, Sigmund Freud dedicou os seus estudos a definir a catexia. Uma vez que a libido foi catexizada, ela perde sua mobilidade original e não pode mais ser alternada para novos objetos, como normalmente seria possível, ficando enraizada na parte da psiquê que a atraiu e reteve.

Estudos psicanalíticos sobre o luto interpretam o desinteresse por parte dos sobreviventes sobre as ocupações normais e a preocupação com o recente finado como uma migração da libido dos relacionamentos habituais e cotidianos e uma catexia extrema na pessoa perdida. Catexia é relacionada a sentimentos de amor, ódio, raiva, entre outros relacionados ao objeto. A decatexia é o processo inverso, a frieza total em relação ao objeto como ocorre na depressão, marcada por apatia e desinteresse.

Freud, ao estudar o atributo que os impulsos têm de impelir o homem à atividade, considerou-o análogo ao conceito de energia física, que se define como a capacidade de produzir trabalho. Assim, Freud entendeu que uma parte dos impulsos pode ser considerada energia psíquica. Tanto a energia física como a psíquica são hipóteses, já que os estados de energização não são passíveis de medida.

Portanto, presume-se que há um quantum de energia psíquica com o qual uma determinada pessoa ou objeto estão investidos. A palavra que Freud escolheu para designar esse conceito vem do alemão besetzung, traduzido para o inglês por cathexis – em português – catexia. Segundo Terzis (2001), a catexia é nada mais que o desejo. Parece que a motivação inerente ao ser humano possui um continuum de força que se torna perceptível em suas ações.
Referências

Fadiman,J. ; Frager, R. Teorias da Personalidade. São Paulo: Harbra,1986
Portal PsiqueWeb, Definição de catexia. [1]







Castração química
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castra%C3%A7%C3%A3o_qu%C3%ADmica



A castração química é uma forma temporária de castração ocasionada por medicamentos hormonais para reduzir o libido. 


Diferente da castração cirúrgica, quando os testículos e ovários são removidos através de incisão no corpo, castração química não castra a pessoa praticamente, e também não é uma forma de esterilização.

É uma medida preventiva ou de punição àqueles que tenham cometido crimes sexuais violentos, tais como estupro e abuso sexual infantil. Depo-Provera, uma progestina, é uma droga que é por vezes utilizada no tratamento.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro adiou a votação da inclusão da pena de castração química para abusadores sexuais de crianças. 


Essa pena já é aplicada em países como os Estados Unidos e o Canadá e está em fase de implantação na França e Espanha, destaca o relator Marcelo Crivella (PRB-RJ) em seu parecer. 

Pela proposta, na primeira condenação, o criminoso beneficiado pela liberdade condicional poderá voluntariamente ser submetido, antes de deixar a prisão, ao tratamento hormonal para contenção da libido, sem prejuízo da pena aplicada.

A partir da segunda condenação, uma vez beneficiado pela liberdade condicional, o criminoso será obrigado a passar pela castração química. Crivella ressalta em seu parecer que a pena, caso o projeto seja aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, deve ser aplicada como última opção a abusadores que não apresentarem melhoras com o uso de outras drogas e psicoterapia.

Uma das emendas apresentadas ao projeto de lei em análise na CCJ prevê a redução da pena em um terço para os condenados por abuso sexual infantil que se submeterem voluntariamente ao processo de castração química, caso os tratamentos alternativos não deem resultados.

Como tramita em caráter terminativo, se for aprovada na Comissão, a castração química de abusadores sexuais de crianças segue direto para apreciação da Câmara dos Deputados, sem necessidade de ser votada pelo plenário do Senado.


Índice
1 Benefícios
2 Os efeitos colaterais
3 Castração química em outros países
4 Críticas
5 Projetos de lei na Assembléia Legislativa
6 Referências

Benefícios

A Castração química reduz a libido.

 A reincidência de criminosos sexuais cai de 75% para 2% após a aplicação do hormônio feminino, segundo pesquisas realizadas.1
Os efeitos colaterais 

O uso de Depo-Provera pode causar vários efeitos colaterais, incluindo aumento de peso, fadiga, trombose, hipertensão, levedepressão, hipoglicemia e raras mudanças em enzimas hepáticas.

Além de questões éticas, a castração química pode aumentar a pressão arterial em indivíduos do sexo masculino, por vezes a níveis perigosos, além de poder causar ginecomastia, um efeito colateral que algumas vezes é tratado com tamoxifeno, um SERM

Outros efeitos secundários, tais como a formação de depósitos anormais de gordura no fígado, estão sendo investigados.

Castração química em outros países.

Pelo menos seis estados dos EUA já usaram a castração química, com a criação de leis, tais como Califórnia, Flórida, Geórgia, Texas,Louisiana, e Montana.2 
A Califórnia foi o primeiro estado a utilizar a castração química como pena para criminosos sexuais.
 Na Califórnia, os juízes podem exigir, num primeiro julgamento, a castração química a infratores, em caso de reincidência, o tratamento é obrigatório. 
Em Iowa e Flórida, a castração química está disponível em todos os casos que envolvem graves crimes sexuais. 
Tal como na Califórnia, o tratamento é obrigatório com a reincidência.3

Na Grã-Bretanha a castração química é facultativa ao condenado, que na hipótese de negação do tratamento permanecerá preso.4

Críticas

O American Civil Liberties Union demonstrou-se contrária à administração de qualquer droga, incluindo fármacos para criminosos sexuais. 

Alegaram, em 1997, que obrigar a química foi uma "punição cruel e incomum", e, assim, constitucionalmente proibida pela Oitava Emenda à Constituição Estados Unidos.

Grandes doses são necessárias para a eficácia em homens. 

A maioria dos homens recebem de 400mg a 500mg por semana. Em alguns casos, os homens recebem doses orais altas, como 700 mg/dia, e ainda têm excitação e fantasias sexuais.

A CPI da Pedofilia está avaliando medidas mais enérgicas para punir os abusadores sexuais infantis. 

Uma proposta é a do senador Gerson Camata, que sugere a castração química dos criminosos seguindo tratamento já existente num laboratório de Campinas.

Projetos de lei na Assembléia Legislativa

Projeto foi apresentado pelo deputado Rafael Silva de Ribeirão Preto - interior de SP no ano de 2009. Ainda em discussão na ALESP.

Referências

SILVA Jr, Antenor Costa. Castração química X Dignidade da pessoa humana. São Luís, Maranhão, 2010. Disponível em: <http://www.viajus.com.br/viajus.php?pagina=artigos&id=2989>.
2C + + Jeffrey L. Jeffrey Kirchmeier
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SILVA Jr, Antenor Costa. Castração química X Dignidade da pessoa humana. São Luís, Maranhão, 2010. Disponível em: <http://www.viajus.com.br/viajus.php?pagina=artigos&id=2989>.



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