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sábado, 28 de dezembro de 2013

Quiromancia o que as maos podem revelar

Quiromancia, o que as mãos de Moisés Duarte podem revelar

"
Boa Tarde, eu há muito tempo que ando há procura de alguém para me ler as linhas das mãos. 


Admiro o trabalho de quem trabalha nesta área. 

E gostaria de saber o que as minhas linhas falam. 

Será que poderia me ajudar?
Agradecido, Moisés Duarte 

As minhas informações sãos as seguintes:
Nome: Moisés Alexandre Silva Duarte
Data de Nascimento: 28-07-1995
Hora do Nascimento: 21:00 h
Lugar de nascimento: Braga Portugal"






Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nivel parte 2

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nível parte 2

Para ver a primeira parte deste artigo, visite

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nivel parte 


Jorge- Gostei muito das partidas sem Rei. É algo novo para mim e jamais consegui imaginar ser esse tipo de jogo possível e divertido.
Estou no passo 1, partida 5 jogos sem reis.

Julio- O Xadrez é um jogo extremamente complexo. Deve-se ter muita paciência e perseverança. Mas, principalmente saber que pode ser uma fonte inesgotável de prazer e beleza.
O fato é que o Xadrez se encaixa em habilidades para além da ciência. Se encaixa na Arte também.

Mas o importante é que podemos conhecer cada vez mais, o que aumentará o prazer de jogar, e de assistir as brilhantes partidas de outros grandes gênios. Posso te garantir: Cada vez acho mais belas as façanhas do genial cubano.  

O sucesso hoje em dia é medido somente pelo desempenho técnico. O sucesso na verdade deveria ser medido na quantidade de felicidade que podemos alcançar. Cada um têm seu caminho, mas com certeza, as "artes" ajudam o homem a encontrar este caminho.


Jorge - O xadrez faz parte da minha família há varias gerações.
Sou húngaro nascido no Brasil e a minha mãe que tem quase 95 anos de idade (faz em fevereiro) é lúcida, bem humorada e curte a vida. Ela sempre jogou xadrez e mesmo hoje, se eu não tomar cuidado, ganha de mim.
Notei que na medida que a gente melhora no jogo diminui o número de parceiros para jogar. Por isso nunca me esforcei para jogar muito bem. Gostava de jogar por diversão e para ver a cara de preocupação de meus parentes quando fazia algo inesperado.
O Natal era o dia das partidas. A família toda se reunia na casa do Patriarca (meu pai). Só havia um tabuleiro (de madeira) que por sinal era o mesmo modelo que havia em todas as casas dos parentes. Mas este tabuleiro ficava ocupado praticamente durante todo o dia. Nunca houve relógio ou tempo. A gente jogava até o final mesmo sabendo que ia perder e era comum no jogo acontecer surpreendentes viradas por mera distração. Todo mundo ria e se divertia.
Sinto falta desta época. Meus amigos de escola ao visitar a minha casa sempre eram perguntados pelo mai pai: voce joga xadrez?
A grande maioria aprendeu em casa e lamentavelmente hoje, retomando o contato através do Facebook, vejo que este hábito natalino deixou de existir com o falecimento do meu pai. Meus amigos de infância, agora vovôs, se lembram que a ultima partida que jogaram foi lá em casa há mais de 40 anos.
Eu resolvi retomar o xadrez porque estou próximo da aposentadoria. Começo a ter um pouco mais de tempo para mim e detesto ficar parado, mesmo sentindo muitas dores na coluna o que deixa a minha atividade incapacitante.
Meu pai foi um grande admirador de Smislov.
Julio, a notação usada pelo meu pai era diferente da notação que estou aprendendo no ChessTutor. Lá, a numeração das linhas é a mesma mas ao invés de letras havia a identificação das colunas pelas figuras que estas ocupavam tipo coluna da TD (torre da Dama) ou D (coluna da Dama) ou R (coluna do Rei). Julio, esta notação caiu em desuso?
Enfim sinto saudades daquela época. Já escrevi material didático para o Senai. Por exemplo, vários livros do Pronatec, que é um programa fantástico de desenvolvimento profissional, foram escritos por mim, embora todos os direitos e nomes sejam do Senai, pois como mensalista esta era uma das condições de emprego, ou seja, a plena seção do direito autoral. Tudo bem, eles pagaram por mes para a gente fazer isso. De qualquer forma, no Senai Blumenau, a biblioteca tem 20 tabuleiros e já varias vezes passei noções sobre o jogo em sala de aula. Infelizmente, pensar doi e a geração atual desaprendeu a pensar... De modo que o interesse nestas aulas sempre foi relativamente baixo. Mas minha notação é 1- P4R, P4R, etc. Isto ainda é válido?
Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava na Siemens, trouxe da Alemanha um computador de xadrez chamado Mephisto.
Era a ultima palavra em xadrez eletrônico.
Em um pequeno tabuleiro, com leds nas linhas e colunas você precisava apertar a peça que iria mover para baixo (ela tinha um pino) e ao coloca-la na casa de destino apertar de novo. Então o Mephisto pensava e respondia acendendo linha e coluna da peça que deveria ser movida por ele, ao que a gente apertava a peça para confirmar que entendeu qual era e o Mephisto indicava a linha e coluna de destino onde novamente a gente apertava a peça. Era incrível.
Meses depois vendi o Mephisto para um colega de Porto Alegre que realmente gostava mais de jogar xadrez do que eu, mero diletante. Mesmo assim foram incontáveis horas de diversão e outros incontáveis palavrões por ser difícil de ganhar do Mephisto nos níveis mais elevados. Hoje existe o produto a venda na internet em http://www.mephisto.net/jr.html e também em http://www.mephisto.net/master.html
Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era jogar contra a maquina até começar a perder e então inverter as cores e ver como a maquina se saía diante das dificuldades que estávamos enfrentando. Os lances eram surpreendentes.
Enfim, estou buscando resgatar esta época doce da minha infância, mas confesso que encontro dificuldades em encontrar parceiros tão ruins quanto eu que queiram jogar xadrez.
Também me inscrevi na versão free, do Playchess.com mas achei tudo muito complicado. Sinto falta do meu pai, ou de alguém que me ensine como fazer.

A maior jogadora de xadrez de todos os tempos e Hungara

A maior jogadora de xadrez de todos os tempos é Húngara.

Fonte: 
http://virgula.uol.com.br/esporte/olimpicos/enxadrista-ensina-estudantes-hungaros-serem-criativos

O papel do xadrez no ensino de crianças conta com o apoio do Parlamento Europeu desde 2012

30 de Junho de 2013 às 14:55 • Marcelo Nagy / EFE

fonte: Reprodução / Site Oficial Judit Polgár


Judit Polgár, enxadrista húngara

Conhecer e entender o mundo graças ao xadrez é o objetivo de um inovador projeto educativo criado pela professora Judit Polgár, que será colocado em prática em todas as escolas primárias da Hungria a partir de setembro de 2013.


"No programa não ensinamos xadrez, mas ensinamos com o xadrez", explicou Judit, considerada uma das melhores enxadristas de todos os tempos, em entrevista concedida à Agência Efe em Budapeste.

Elaborado junto com sua irmã mais velha Zsófia, também professora da disciplina, o programa desenvolve as capacidades das crianças através de um sistema que une as regras do xadrez, da matemática, da linguagem e outras disciplinas básicas.

As crianças trabalham com tabuleiros nos quais através de diferentes casinhas se conhecem, por exemplo, "histórias sobre os reis ou as origens do jogo", enquanto as peças que contam com valor numérico ajudam na aritmética, detalhou Judit.

O programa transmite uma forma complexa e criativa de pensar e constitui um sistema "que pode ser utilizado na vida cotidiana, por exemplo, no ensino de diferentes disciplinas", disse.

"Pode se construir todo o programa educativo sobre estas bases, pois para as crianças é muito importante relacionar as coisas com o visual", contou a enxadrista, que dirige a Fundação Judit Polgár, que administra o projeto.

No último ano letivo foi realizado um programa piloto em uma escola de Budapeste e, segundo a enxadrista de 36 anos, "tanto as crianças quanto os professores gostaram deste sistema".

De fato, o papel do xadrez no ensino de crianças conta com o apoio do Parlamento Europeu desde 2012.

Apesar de o xadrez ser o centro de sua vida desde seus primeiros anos, Judit disse que com seus próprios filhos - um menino de nove anos e uma menina de sete - não seguiu o exemplo de seus pais.

Aos cinco anos de idade Judit já dominava as regras do xadrez e, segundo lembra, viveu junto com suas duas irmãs "uma vida excepcional, focada no xadrez".

Como parte do chamado "Experimento Polgár", as três irmãs não frequentaram a escola normal, mas tiveram uma educação informal em sua casa, e depois faziam os exames correspondentes ao final de curso.

Nestes anos, Judit aprendeu, além do húngaro natal, esperanto, espanhol, inglês e russo.

Esta vida - tão diferente da dos demais jovens húngaros da época comunista - mostrou seus primeiros resultados quando Judit ganhou aos nove anos sua primeira medalha de ouro em um torneio internacional.

"Meus pais nos educaram pensando que cada criança saudável pode se transformar em uma pessoa excepcional, em um gênio", lembrou Judit, número um do xadrez feminino desde 1989.

Depois de 25 anos no topo deste esporte, a enxadrista se prepara atualmente para um torneio no final de junho de 2013 em Genebra. 

Lá, irá enfrentar, entre outros, jogadores como Vladimir Kramnik, Hikaru Nakamura, Etienne Bacrot, Romain Edouard e também a russa Alexandra Kosteniuk.

Judit considera que não existe diferença alguma entre homens e mulheres no xadrez atual.

"As mulheres sabem jogar como os homens e meus resultados demonstraram isso", declarou, destacando que desde cedo ela participava de torneios masculinos.

Em sua carreira, Judit derrotou vários mitos deste esporte como Anatoli Karpov, Boris Spassky eGarry Kasparov, entre muitos outros.

Seus títulos e conquistas são quase intermináveis: aos 15 anos se tornou a "mestre" mais jovem da história, recebeu sete "Oscars" do xadrez, e foi escolhida como "a melhor enxadrista do século".

Hoje a família "está em primeiro plano" para Judit Polgár e junto a seu marido, um veterinário, considera que "o mais importante" é que seus filhos conheçam idiomas, como o inglês e o espanhol. 

O mais importante de tudo, destacou a enxadrista, é que as crianças sejam felizes.

Para saber mais, clique em Mais Informações, abaixo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nivel parte 1

Entrevista com Julio Lapertosa - por Gérson Batista

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006 | 13:26

"Busco tirar o conhecimento técnico do abstrato e passar para o concreto..."

Temos o enorme prazer de levar ao ar esta reportagem com o principal ícone de nossa modalidade no Estado de Minas Gerais, uma unanimidade no quesito competência nos tabuleiros e um gentleman na vida. 

Meu primeiro contato com o hoje instrutor, escritor, jogador e árbitro Julio Lapertosa se deu na capital mineira em 1992, num Campeonato Estadual por Equipes. De lá para cá foram dezenas de torneios juntos, onde a cada evento Júlio demonstrava uma visível melhora em seu nivel como jogador e surgia com um maior número de alunos. 

Instrutor da Fide e ex-campeão brasileiro amador, é professor da Casa do Xadrez em Belo Horizonte, onde vem lapidando talentos de projeção nacional como Roberto Molina, Frederico Gazel, Francielle Cury, Fernanda Rodrigues, Igor Mota, Arthur Chiari, entre tantos outros alunos de expressão. 

Na Casa do Xadrez, que funciona como clube/escola e detém uma das melhores estruturas do país, Julio é reverenciado pelos alunos e respeitado pelos visitantes. Juntamente com sua esposa Luciane Sepúlveda, fez deste seu ambiente de trabalho a principal referência de empreendimento de sucesso do xadrez mineiro. 

Uma característica peculiar de sua personalidade aparece nitidamente nesta reportagem, que é a vontade de ajudar no progresso dos jogadores como um todo. Julio é muito claro ao apontar os rumos que devemos tomar para evoluir no jogo. Sempre prestativo com os enxadristas em formação - sejam alunos ou não -, vem dividindo também com outros técnicos sua experiência e métodos de treinamento. 

Com vocês... Julio Lapertosa Viana, uma das pessoas mais gabaritadas, sensatas e educadas que já convivi nesses dezessete anos de militância enxadrística. Realmente um orgulho para o xadrez de Minas Gerais e do Brasil.


Perfil

Julio Lapertosa VianaNome completo: Julio Lapertosa Viana.

Natural de: Belo Horizonte/MG.

Residência: Belo Horizonte/MG.

Data de nascimento: 30/12/1962.

Formação acadêmica: psicólogo.

Profissão: instrutor de xadrez.

Rating internacional: 2172 pontos.


Entrevista

Conte-nos como foi seu ingresso no mundo mágico das 64 casas.
Meu pai ensinou por volta dos dez anos, mas não me interessei. Com dezesseis anos sofri um acidente e fiquei três meses “de cama”. Usei o famoso livro “Xadrez Básico” para passar o tempo. Foi o suficiente para me apaixonar e nunca mais largar o nobre jogo. 

Em que momento sentiu que tinha afinidade para a arte de ensinar xadrez? A partir daí, que caminho trilhou para ser um dos principais treinadores do Brasil? 
Comecei a lecionar xadrez por acidente!! Trabalhava no ramo de restaurantes, aliás, cujo nome era Xeque-Mate, quando o MF Adriano Caldeira, ex-campeão mineiro, disse que havia recebido uma proposta irrecusável do Paulistano/SP. Precisava que o ajudasse no período de agosto a dezembro de 1996, somente para terminar o período escolar. Fiquei surpreso na primeira aula! Não conseguia parar de pensar em como era a melhor maneira de passar os segredos do jogo às crianças. O envolvimento foi tão violento que em menos de 1 ano tinha vendido os negócios paralelos (restaurantes) e me dedicava somente ao ensino do xadrez. Desde então, pesquiso técnicas de ensino e treinamento, faço cursos, utilizo na prática para ver o retorno, enfim busco uma forma de treinamento que facilite aos iniciantes. Trabalho que vem sendo reconhecido nacionalmente. 

A exemplo do Palácio dos Pioneiros, fundado na antiga União Soviética por Botvinnik, guardadas suas proporções podemos dizer sem sombra de dúvida que você criou em Minas uma Escola de Jovens Talentos, onde ano a ano novos alunos se destacam em nível nacional. Qual o segredo para um sucesso contínuo como esse? 
Na verdade seguindo a trilha do próprio Botvinnik. O Palácio dos Pioneiros é um modelo seguido em todo o mundo. Quando comecei a dar treinamento para interessados em competição, ensinava somente a parte técnica. Rapidamente descobri que apesar de acumular conhecimentos os pupilos não conseguiam aplicar corretamente na prática, cometendo erros que não condiziam com seu nível técnico. A Casa do Xadrez, em Belo Horizonte, segue as técnicas indicadas pelo grande Botvinnik. Basicamente busca tirar o conhecimento técnico do abstrato e passar para o concreto. 

Entrando mais especificamente no âmbito de treinamento, poderia nos indicar uma fórmula de como um enxadrista sairia da condição de "capivara" e atingiria o nível de mestre? Quais livros, softwares, tempo de estudo necessário, enfim, que roteiro o aluno deve cumprir? 
Hoje, sair de capivara a um nível de rating nacional por volta de 2000 é muito fácil. Na Internet aprende-se a regra em muitos sites, ou qualquer cartilha serviria a este propósito. A partir daí estudar um livro de aberturas, sem muitas linhas, somente para conhecer as idéias como o livro “O Espírito da Abertura”, Gérson Peres e Joel Cintra, escrito no estilo “idéias das aberturas”. Um livro de estratégia (“Mi Sistema”, do Nimzovich; “Estratégia Moderna do Xadrez”, do Pachman; “Estratégia”, de Darcy Lima e Julio Lapertosa) ou outro autor reconhecido. E um de final básico. De novo há várias boas opções: Pachman ou Averbach são excelentes autores, ou um mais moderno, o Seirawan. 
Mas o principal é bastante exercício tático e prática. Existem muitos livros e sites com exercícios, além de modernos softwares. Diria que a pessoa até alcançar um nível de mais ou menos 1800 de rating CBX deveria usar 80% de seu tempo nesta parte tática. Apesar de todo iniciante gostar de estudar abertura - e os mestres indicarem o contrário -, ao analisar suas partidas (abaixo de 2000 CBX) todas são decididas em erros táticos básicos. 
Para assimilar todo este material é necessário jogar o máximo possível, em torneios de preferência ou na Internet como opção. Tempos de jogo por volta de 20 a 30 minutos são aconselháveis. Partidas blitz, com menos 5 minutos, perdem muito o conteúdo e devem ser usadas somente como treino de rapidez (jogar sem cometer graves erros - ver tática básica rápido) e diversão. 
O ritmo para alcançar este nível depende do tempo disponível. Com três horas diárias de treino, um ano seria a média para alcançar 2000 de rating CBX. Para aumentar este nível começa um treinamento mais específico. É difícil explicar em poucas palavras, mas resumindo seria o seguinte: o objetivo da abertura é desenvolver as peças e controlar o centro, enfrentando a Siciliana jogamos 1.e4 c5 2.c4 chegando a uma formação de peões conhecida como Maroczy. De 2000 a 2200 pontos o jogador deve conhecer como manobrar nestas posições, que tipo de meio-jogo vai gerar, como avançar os peões próprios e restringir os bons avanços adversários. Uns dois esquemas de brancas e três de negras seriam suficientes. Como explicado no livro “Pawn Struture Chess”, de Andrew Soltis. 
Para passar de 2200 e alcançar o nível de mestre, deve-se aprofundar muito mais. Nesta mesma estrutura (Maroczy) saber se é melhor jogar o final de torres ou par de bispos contra bispo e cavalo; se é melhor manter o bispo de casas negras ou não. Em suma: ser um especialista em cada linha escolhida. O que até 2000 é só um conceito: Par de bispos em posição aberta é uma vantagem, se transforma em técnica prática. Quanto mais forte o jogador mais esquemas ele conhece podendo manobrar por várias posições com tranqüilidade. 
Não esqueço o que ocorreu durante um torneio em Brasília. Vários jogadores (com rating médio por volta de 2200 Fide) analisavam um final de torre + 2 peões x torre sem chegar a um acordo se ganhava ou empatava. O GM Darcy Lima aproximou-se da mesa, parou, deu uma olhada na posição por volta de 30s e disse: está empatado! E saiu. À noite perguntei como ele sabia. Em dez minutos ele me ensinou uma técnica simples que nenhum dos jogadores que analisavam (alguns até com mais de 2300) não conheciam. Enfim, os enxadristas devem acumular conhecimentos práticos. Saber que empata e quando jogar empatar! 

Sabemos que um bom professor e material adequado por si só não leva o jogador ao nível de mestre. Ele deve desenvolver qualidades pessoais que o distinguirá dos demais e o fortalecerá nos revezes freqüentes da atividade enxadrística. Quais requisitos você acredita que um aluno deva ter? 
Quem conhece o xadrez há mais tempo, sabe que ele é como a vida. Para vencer é necessária muita força de vontade, perseverança e objetivo. Muitos jogadores usam recursos extra-tabuleiro: bater peças, comer fazendo bastante barulho com a boca etc. Algumas vezes funciona, mas isso não pode ser considerado uma vitória. 
Recentemente vi um filme de um campeão amador de golf nos EUA que teve depressão no final da vida. Ele havia sido campeão alterando o peso da bola. Não conseguia conviver com um impostor - ele mesmo! Alguns valores mudam durante a vida. O valor da dignidade cresce com o passar dos anos. As vitórias de Ayrton Senna são imortais, dignas de um campeão. 
Meu pupilo Roberto Molina (2298 Fide) foi jogar com o MI Matsuura na Semifinal do Brasileiro Absoluto 2005 e estava passando muito mal. Matsuura perguntou se ele passava bem, se desejava interromper a partida para se medicar ou esperar melhorar. Esta sim é a atitude de um verdadeiro campeão. 

A feliz parceria com o GM Darcy Lima no campo da literatura enxadrística tem trazido à luz obras de grande relevância. Comente sobre os três livros já publicados e o que nós, ávidos leitores, podemos esperar para um futuro próximo. 
Todo o meu progresso técnico se deve ao Darcy. Não temos uma escola de ensino de xadrez no Brasil. É um verdadeiro "cada um por si". Nos últimos dez anos vêm se formando escolas regionais. O que tem elevado muito o nível dos jogadores. Em nossas conversas ele me mostrou técnicas de evolução. Nossos livros têm este objetivo. O livro "Estratégia", mais avançado, mostra as estratégias fundamentais a qualquer jogador moderno; o "Combinações", exercícios táticos tirados de partidas práticas para um nível intermediário e avançado; e o “ABC das Aberturas”, idéias básicas de aberturas e como formar o primeiro repertório. Muito do que está nesses livros nunca havia escutado, apesar do longo tempo que estudava. Agora com a Internet as coisas estão ficando mais fáceis. Estamos trabalhando há três anos em um novo projeto: um livro de como escolher planos a partir da avaliação de posições. 

Você é um dos mais ativos árbitros do estado, sendo, inclusive, árbitro nacional. O que tem a nos dizer desta faceta do xadrez? 
Não gosto muito de atuar como árbitro. Passei a atuar devido a falta de árbitros no estado. Mas agora que temos bons árbitros no quadro tenho atuado pouco. É muito bom aprofundar nas regras e ver um torneio pela perspectiva puramente técnica. Me deu muita "cancha" como jogador por aprender com experiências desagradáveis de outros. Tenho certeza de que você só pode ser um grande jogador atuando como um grande jogador. É exemplar a atitude dos GMs brasileiros no tabuleiro. Comportamento que pode ser seguido por qualquer um que aspire progressos no xadrez. Embora todos os leigos achem o inverso, arbitrar um torneio de mestres é muito mais fácil do que de iniciantes. Todos estão preocupados em ganhar sua partida jogando xadrez! Muito simples. 

Além de professor emérito você é um forte jogador, tendo obtido títulos expressivos como o de campeão brasileiro amador em 2003. Como consegue conciliar tão bem a arte de lecionar, escrever, arbitrar e jogar? 
O problema quanto a arbitrar e jogar é somente tempo disponível. Já dar aulas e jogar é muito complicado. Temos vários exemplos no Brasil de jogadores que ao começar a dar aulas passam a ter resultados ruins em torneios. No meu caso além da minha experiência tenho amigos e pupilos próximos que comprovam esta queda nos resultados. Rafael Sodré que com quatorze anos era muito forte, passou a me ajudar nas aulas e teve uma queda brutal no rendimento em eventos. Dar aulas a iniciantes auxilia em finais básicos e gravar conceitos básicos. Mas você passa a ter uma análise muito superficial para que o aluno possa acompanhar, isto prejudica bastante quando vai jogar em um nível mais alto. Para jogar o Brasileiro Amador eu parei de dar aulas para iniciantes um mês antes do torneio, o que permitiu um desempenho que surpreenderam a todos, inclusive a mim. Infelizmente no Brasil temos que nos desdobrar para conseguir um nível de vida digno. Portanto, escolha algo que goste para trabalhar, já que as 12 a 14 horas por dia serão fonte de grande prazer. 

Descreva os principais torneios de que participou e mostre a partida que mais lhe agrada, o seu "prêmio de beleza". 
O torneio inesquecível foi o Brasileiro Amador. Mas joguei uma Semifinal do Brasileiro e uma Final em 2004. Vários Campeonatos Mineiros, alguns Abertos do Brasil e uma vez os Jogos Regionais em São Paulo. Gufeld, que escreveu "Minha Monalisa no Xadrez", diz que não precisa ser o Kasparov para ter uma imortal. Cada um no seu nível têm sua partida inesquecível. Escuto muitas histórias a respeito dos Jogos do Interior de São Paulo, mas nunca havia participado. A convite de Gérson Peres participei dos Regionais em 2005 representando Paulínia. Uma excelente experiência para qualquer jogador. A equipe era o incansável Gérson (cobrindo notícias da Internet e jogando gripadíssimo), Danilo Epitácio, Érlon Braghini, os dois jovens e fortes jogadores; e Jair Domingues, um perigoso adversário, muito criativo (vários mestres já experimentaram) e de auxiliar técnico o jovem talento (tomou o lugar do Danilo como jovem) Evandro Barbosa, mais uma grata revelação do xadrez mineiro. Ficamos em segundo e joguei várias partidas interessantes. A que mais gostei foi: 

Giovane Bellotti - Julio Lapertosa [D94] 
Araras (6), 2005 
1.d4 Cf6 2.Cf3 d5 3.c4 g6 4.e3 Bg7 5.cxd5 Cxd5 6.Cc3 0–0 7.Bd3 c5 8.Cxd5 Dxd5 9.dxc5 Cc6 10.0–0 Dxc5 11.a3 Td8 12.Dc2 Db6 13.Tb1 Be6 14.b4 Tac8 15.De2 Ce5 16.Cxe5 Bxe5 17.Bb2 Bxb2 18.Txb2 Dd6 19.Td1 Dxd3 0–1
 

Considerações finais e agradecimentos. 
Fico muito feliz com o rumo que o xadrez no Brasil tomou. Apesar de ainda andar “empurrado” pelos apaixonados, ele vem há algum tempo recebendo um apoio em várias esferas. Muitos trabalhos escolares a nível municipal, estadual, federal e privado em ação. O nível técnico muito alto. Vários jogadores abaixo dos quatorze anos com excelente força. Agradeço a todos os amigos que fiz no xadrez e não posso deixar de ressaltar que devo tudo à minha amada esposa. Como enxadrista compreende o tempo que a atividade toma da família, como empresária fez da Casa do Xadrez um sucesso em todos os sentidos e, finalmente, como dirigente vem criando na FMX uma estrutura moderna e eficiente com mais de 150 cidades envolvidas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Feliz Natal em varios idiomas

Feliz Natal em vários idiomas



Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Papai_Noel

A frase "Feliz Natal" em várias línguas




A "bota" do Papai Noel em Brasília.
Albanês - Gëzuar Krishtilindjen
Alemão - Fröhliche Weihnachten
Armênio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari gaghand
Basco - Zorionak
Bósnio, Croata, Sérvio - Sretan Božić
Castelhano - Feliz Navidad ou Felices Pascuas
Catalão - Bon Nadal
Coreano - Chuk Sung Tan
Espanhol - Feliz Navidad
Esperanto - Gajan Kristnaskon
Esloveno - Vesel božič
Finlandês - Hyvää joulua
Francês - Joyeux Noël
Galego - Bo Nadal
Galês - Nadolig Llawen
Georgiano - Kristas Shobas
Grego - Καλά Χριστούγεννα
Holandês - Prettige Kerstfeest
Inglês - Merry Christmas ou Happy Christmas
Italiano - Buon Natale
Japonês - メリークリスマス Merīkurisumasu (adaptação de Merry Christmas)
Latim - Natale hilare
Macedônio - Sreken Božić
Mandarim - Shèngdàn jié kuàilè (no sistema de escrita simplificada 圣诞节快乐 e tradicional 聖誕節快樂)
Polonês - Wesołych Świąt
Português - Feliz Natal
Romeno - Crăciun Fericit!
Russo - S Rozdestvom
Sueco - God Jul
Ucraniano - Z Rizdvom Hrystovym

domingo, 1 de dezembro de 2013

Expectativa de Vida pela Leitura das Maos

Expectativa de Vida pela Leitura das Mãos

 A segunda linha, paralela a linha da vida é a linha do destino. Nem todas as mãos apresentam esta linha.

 Palma da mão grande e dedos nodoso indicam raciocínio claro e foco nas realizações materiais.
 O formato do polegar indica certa dificuldade em guardar dinheiro. As linhas da vida são bem delineadas e você é bem resolvida em relação a questões do sexo.
 Matemática e ciências exatas não é o ponto forte de Juliana. Já a família é muito importante.
 Voce tem 3 pulseiras de linhas no pulso..Considerando 20 anos para cada linha, temos pelo menos 60 anos.
Mande uma foto com as duas palmas das mãos uma do lado da outra com as linhas bem nítidas para comparação
 Os montes na base dos dedos são de tamanho e formato normal.
 Polegar virado para fora: indício de que se gasta mais do que se ganha.
 Existe um corte na sua linha da vida na mão esquerda que é a mão da execução. Tambem voce teve uma infância muito difícil. Tudo indica que haverá uma cirurgia por volta dos seus 65 anos de idade e que o resultado da mesma, dependendo de quanto a sua vida seja regrada até lá é que irá definir a vida restante.
Sua linha da vida principal na mão esquerda vai até o pulso o que demonstra chances bastante boas de uma vida longa.

O brilho nas mãos indica uma certa falta de vitalidade.
e-mail, de Juliana: 
"Li algumas das informações publicadas no seu site
 
 
Fiquei bastante apreensiva pois, notei que a linha da minha vida é curta demais nas mãos direita e esquerda  e dividida realmente por uma linha transversal, só que essa linha transversal não é longa e a linha da minha vida encosta em seguida numa linha maior, fiquei sem entender.
 
Segue as fotos das minhas mãos direita e esquerda
 
Data de Nascimento: 01.12.1981 às 03:00 horas da manhã em Camaragibe/PE.
 
Gostaria de saber se há condições de imaginar quanto de expectativa de vida tenho em relação a quiromancia.
 
Grata pela atenção."

Mandei, aguardo retorno, mas de qualquer maneira vou fazer pensamento positivo em pelo menos 60 anos, ou mais. Forte abraço e obrigada pela paciência, boa vontade, por tudo.
 
Realmente é impressionante como o mapa astral traz informações bem específicas de mim."
 
Para saber o mapa astral de Juliana, clique em Mais Informações, abaixo.

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