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quinta-feira, 22 de maio de 2014

O que e Oraculo

O que é Oráculo?








Oráculo é uma resposta dada a uma questão pessoal por meio de um sistema ou intermediário humano, como o tarot e seu consulente. 

Quem recebe um Oráculo também deve estar preparado.
É a busca da compreensão por meio de arquétipos.
As respostas vem através de ritos ou procedimentos definidos e seu intermediário humano deve ter passado por uma iniciação.
O local do Oráculo deve ser sagrado.
Os antigos profetas eram Oráculos. 
Os Oráculos independem de religião e são fieis a verdade relativa de ponta no momento da sua profecia preferindo calar a deixar de praticar o bem.
O papel de um Oráculo é falar, informar e profetizar.
Objetos ou sistemas que possam dar uma resposta afirmativa ou negativa segundo um procedimento também são meios de consulta dos Oráculos.



Oráculo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Or%C3%A1culo

O oráculo é a caráter de significado etmológico, a resposta dada por uma divindade a uma questão pessoal através de artes divinatórias

Por extensão, o termo oráculo por vezes também designa o intermediário humano consultado, que transmite a resposta e até mesmo, no Mundo Antigo, o local que ganhava reputação por distribuir a sabedoria oracular, onde era notada a presença Divina sempre que chamada, que passava a ser considerado solo sagrado e previamente preparado para tal prática. 

Todavia, nos dias de hoje, ele é igualmente atribuído a um objeto ou meio pelo qual alguém possa obter respostas para um esclarecimento maior. 

A isso, o Dr. Urban explica como sendo uma busca por uma compreensão inspirada inicialmente pelo self, ou "si mesmo" no seu próprio inconsciente por meio de arquétipos, de acordo com a teoria junguiana de individuação, teoria esta aplicada em oráculos como o Tarot.



"Consultando o oráculo" por John William Waterhouse, exibe oito sacerdotisas num templo de profecia

As civilizações antigas consultavam oráculos para diversas finalidades. Na mitologia escandinava, Odin levou a cabeça do deus Mimir para Asgard para ser consultada como oráculo. 

Na tradição chinesa, o I Ching foi usado para adivinhação na dinastia Shang, embora seja muito mais antigo e tenha profundo significado filosófico.

Os oráculos gregos constituem um aspecto fundamental da religião e da cultura gregos. 

O oráculo é a resposta dada por um deus que foi consultado por uma dúvida pessoal, referente geralmente ao futuro. Estes oráculos só podem ser dados por certas divindades, em lugares determinados, por pessoas determinadas e se respeitando rigorosamente os ritos: a manifestação do oráculo se assemelha a um culto. Além disso, interpretar as respostas do deus, que se exprime de diversas maneiras, exige uma iniciação.

Por extensão, o termo oráculo designa tanto a divindade consultada como o intermediário humano que transmite a resposta, e ainda o lugar sagrado onde a resposta é dada.

 A língua grega distingue estes diferentes sentidos: 

1- entre numerosos termos, a resposta divina pode ser designada por χρησμός - khrêsmós, literalmente o fato de informar. 

2- Pode-se também dizer φάτις - phátis, o fato de falar. 

3- O intérprete da resposta divina é freqüentemente designado por προφήτης -prophêtê, aquele que fala em lugar (do deus), ou ainda μάντις - mántis. 

4- Por fim, o lugar do oráculo é χρηστήριον -kherêstêrion.

A mancia, isto é, o domínio da adivinhação, não é, no mundo grego antigo, constituído só pelas ciências oraculares. Os adivinhos como Tirésias são considerados personagens mitológicos: a adivinhação, na Grécia, não é assunto de mortais inspirados mas de pessoas que respeitam determinados ritos, embora a tradição tenha podido dar a impressão de tal inspiração, ou, literalmente, ἐνθουσιασμός - enthousiasmós, entusiasmo, isto é, o fato de ter deus em si.

Objetos

Objetos tais como moeda, cartas (tarô), búzios podem ser meios de consulta do oráculo.



Índice
1 Folclore
2 Sistemas de adivinhação
3 Divindades de adivinhação
4 Zeuses
5 Outros deuses
6 Apolo pítio
6.1 Vitalidade do oráculo de Delfos
6.2 Organização religiosa
6.3 Papel político do oráculo de Delfos
6.4 Papel espiritual e intelectual do oráculo de Delfos
7 Filosofia
8 Veja também
8.1 Outros oráculos
9 Referências


Folclore

No folclore, por exemplo, joga-se uma moeda para cima como método para se saber se irá ou não chover, e isso pode ser interpretado como oráculo. O mesmo se aplica ao costume do sertanejo nordestino de utilizar pedras de sal para adivinhar o mês em que virão as chuvas.

Sistemas de adivinhação

Qualquer objeto, moeda, cartas, búzios etc. podem dar resposta, afirmativa e ou negativas e também outros tipos de respostas desde que exista um padrão já determinado no sistema. Um ser humano, em geral uma sacerdotisa ou pitonisa, interpreta as respostas e estabelece a um elo iniciático para seres humanos.

Divindades de adivinhação

A faculdade de adivinhação, ou manteia, é uma capacidade puramente divina. Para compreender a adivinhação grega é preciso saber que o destino, personalizado pelas três Moiras (môirai, literalmente aquelas que dão [o destino] em partilha), é uma força independente dos deuses, que lhe são submissos e não a podem dobrar. No máximo eles podem retardá-lo e, sobretudo, pressenti-lo e denunciá-lo, de forma velada, aos mortais. Este poder de adivinhação parece, nos primeiros tempos da adivinhação, estar fortemente ligado à terra e às forças ctônicas, donde os oráculos obtidos por incubação, isto é, transmitidos aos mortais pelos sonhos, após uma noite passada no solo. 

Um dos mais conhecidos oráculos foi o monge chamado Toniello Campodonico, que viveu e morreu em um vilarejo próximo da região de Fabricio, na Itália.

Para saber mais, clique sobre Mais informações, abaixo.



Zeuses

O primeiro deus-adivinho conhecido é Zeus , cujos oráculos são obtidos em numerosos santuários, o mais antigo sendo o de Dodona, no Épiro, dedicado à deusa Reia ou Gaia

O santuário em Dodona era o maior centro religioso do noroeste grego na antiguidade. Segundo o mito relatado por Heródoto, o santuário foi fundado por indicação de uma pomba (do grego peleiades, pomba, significando simbolicamente uma sacerdotisa ou pítia), que havia saído de Tebas, no Egito, e chegado no local, pousando sobre um carvalho, árvore dedicada a Zeus, e falado em voz humana que ali deveria ser estabelecido um oráculo.

O santuário oracular de Dodona, citado por Homero, conheceu um declínio no século IV a.C.. Os oráculos de Zeus eram transmitidos, entre outros, por incubação das sacerdotisas. Estas, para estar em contato com o deus num aspecto ctônico (o que demonstra sua antiguidade), deviam dormir no chão, andar descalças e não lavar os pés. Mais tarde, era pelo ruído do vento nas folhas das calhas de Dódona que o deus se expressava. A interpretação podia também ser efetuada por duas sacerdotisas chamadas as Pombas (que praticavam talvez também a obtenção de auspícios, ou interpretação do vôo das aves). Algumas das perguntas feitas ao deus foram encontradas graças a placas de bronze na quais, mais tardiamente, eram escritas.

Dodona tornou-se o segundo mais importante dos oráculos na Grécia antiga, dedicado a deusa Gaia ou Reia e posteriormente a Zeus, Héracles e Diana.

Zeus-adivinho era consultado também em Olímpia, e se dirigia aos sacerdotes através das chamas do sacrifício. Estes se manifestavam também haruspícios , na leitura da resposta do deus nas entranhas retiradas da vítima. 

Na época clássica, Zeus oracular está presente sobretudo no Egito, identificado com Amon

Alexandre, o Grande visitou-o, e embora não haja nenhum registro de sua pergunta, o oráculo pode tê-lo chamado filho de Amon, o que teria influenciado suas concepções de sua própria divindade.

Outros deuses

Afrodite era consultada em Pafos, vila de ilha de Chipre, e se expressava nas entranhas e no fígado das vítimas sacrificiais; como Zeus em Olímpia, essa métodologia oracular se associa ao haruspício

Quanto a Atena, dava suas respostas através de um jogo de cascalhos e ossadas. Asclépio e Anfiarau, por incubação (ver acima), davam conselhos terapêuticos aos consulentes, que deviam passar pelo menos uma noite no santuário, principalmente em Epidauro e em Atenas para Asclépio, em Oropos (ao norte de Atenas) e em Tebas para Anfiaraum. A resposta vinha na forma de sonho a ser interpretado

Apolo pítio
Apolo se tornou o arquétipo do deus-adivinho, que se consultava por oráculo principalmente em Delfos, antes chamado de Píton (mas também em Délos, Patara e mesmo Claros). 

Os oráculos que aí foram dados são ainda célebres, e a importância do santuário oracular de Delfos nos permitiu seguir sua evolução, bem como conhecer certos detalhes importantes para apreender a mancia grega.

Em Creta existiu outro oráculo importante, consagrado ao deus Apolo. É tido como um dos mais exatos oráculos da Grécia.

Vitalidade do oráculo de Delfos

O oráculo de Delfos permaneceu muito ativo e consultado até o período cristão; os cristãos, contudo, ao caricaturá-lo, ao dar à Pítia - a intérprete oracular de Apolo - uma imagem falsa, a de uma mulher histérica e drogada (quando em êxtase de iniciação religiosa), e ao transmitir textos errôneos, contribuíram muito para o abandono. 

Entre os testemunhos mais seguros, temos os de Plutarco (circa 46-circa 120 de nossa era), que ocupou por longo tempo o cargo de sacerdote do templo de Apolo, encarregado do santuário oracular. Sabemos, graças às escavações realizadas em Delfos, que o santuário foi um dos mais frequentados e mais ricos.

A Pítia, Sibila ou Pitonisa foi consultada antes de vários empreendimentos importantes, como guerras e fundação de colônia. Os países helenizados em torno do mundo grego, como Macedônia, Lídia, Cária e até mesmo o Egito Antigo, respeitaram-no também.

Creso, rei da Lídia, consultou o oráculo antes de atacar o Império Aquemênida e, de acordo com Heródoto, recebeu a seguinte resposta: "Se lançares a guerra um império caírá." Creso atacou entendendo que seu inimigo cairia, mas foi derrotado e seu império caiu.

Organização religiosa

A profetisa, no sentido grego aquela que fala em lugar [do deus], é chamada "Pítia" (puthia hiéreia, sacerdotisa pítia), escolhida entre as mulheres da região. 

O nome (originalmente um adjetivo, mas se usou depois puthia apenas) vem de uma epiclese de Apolo, chamado píton em Delfos, porque havia matado a serpente Píton

Delfos, aliás, é frequentemente chamado putho (ver Apolo para mais detalhes). 

A Pítia era frequentemente velha e Plutarco nos informa que ele podia ter uns cinquenta anos, o que para a época era uma idade avançada. 

Ela se exprimia em versos (ao menos se exprimiu assim por longo tempo). Plutarco destaca que em sua época ela não o fazia mais, sem poder explicar porquê, e a proposição confusa devia ser interpretada por um colégio de sacerdotes, assistidos por cinco ministros do culto

Coisa excepcional, esses cargos eram vitalícios.

O caminho a seguir para consulta

O consulente (que não podia ser mulher) pagava uma taxa a uma confederação de cidades; as consultas podiam ser feitas individual ou coletivamente, por exemplo, para uma cidade. 

O pagamento de uma sobretaxa ou serviços prestados à cidade de Delfos permitiam adquirir o direito de "promancia", isto é, o de consultar antes dos outros, e assim de passar à frente da fila de espera que podia ser muito longa, visto que além de tudo não se podia consultar a pítia senão um dia por mês;

levava-se o consulente para o aditon do templo de Apolo;
lá ele encontrava a pítia, que se tinha purificado, havia bebido a água de uma fonte de Delfos e mastigava folhas de louro; estava instalada sobre um tripé:
o consulente oferecia um sacrifício sangrento ao deus, o qual era realizado pelos dois sacerdotes e seus assistentes; previamente, a vítima era borrifada com água fria e, se ela não tremesse, a obtenção do oráculo era anulada (com o risco, se não o fosse, de matar a Pítia: ela não podia contradizer o sinal do deus, que dava ou não seu acordo);
o consulente formulava sua pergunta à Pítia, pergunta que os sacerdotes havia antes reformulado (para que ela tomasse a forma de uma alternativa);
a sacerdotisa Pitia, enfim, dava o oráculo do deus, que falava através dela; esta resposta devia tornar-se clara para os dois sacerdotes de Apolo. Segundo o testemunho de Plutarco, a Pítia não era visível, apenas se ouvia sua voz.

Como foi visto, a Pítia estava em estado de "entusiasmo", isto é, de inspiração divina; a lenda conta que dentro do templo circulavam eflúvios mágicos, que eram responsáveis pelo estado experimentado pela Pítia. De acordo com historiadores gregos, que apenas repetem as lendas, estes efúvios podiam até levar ao suicídio os pastores e os simples mortais que os respirassem por acaso, antes que se destinasse a este papel perigoso apenas a Pítia. Era preciso portanto que esta, para receber a inspiração divina sem sofrer em consequência, fosse pura, virgem, e mantivesse uma vida sadia. Seu espírito devia estar disponível, calmo e sereno, a fim de que a possessão pelo deus não fosse rejeitada, sob o risco de levá-la à morte.

Após o fim da Antiguidade, tentou-se muitas hipóteses para explicar os transes da sacerdotisa, mas as provas concretas ou textuais sempre falharam. 

A Pítia, se disse, restringia-se ao adyton do templo. Ou, se as escavações atuais em Delfos não permitem reconstituir com precisão o que seria esse acyton (ele foi efetivamente arrasado pelos cristãos), as teorias mais comuns sustentam que se tratava de uma parte em desnível e não de uma sala secreta situada abaixo do templo, e menos ainda de um poço. Nenhuma fenda é mais visível.

Como foi dito, os cristãos transformaram em ridículo esta sacerdotisa e com isto o culto ao descrever a Pítia como uma louca de babar, embriagada por vapores de enxofre, psiquicamente possuída pelo Maligno, que se introduzia por sua vagina. 

Tais intenções se encontram, por exemplo, em Orígenes, ou João Crisóstomo. Fosse ela o que fosse, esta visão não coincide em nada com o que os gregos nos relataram sobre sua sacerdotisa. 

Além disso, o que contradiz os próprios gregos, não se encontrou em Delfos nenhuma fenda sob o templo de Apolo, nem qualquer exalação natural. Apesar de incoerente com os fatos históricos, esta imagem da Pítia foi imposta ao imaginário coletivo. De fato, não é raro encontrar tal Pítia louca nas obras mais sérias, ou alguma alusão a emanações gasosas das quais não existe qualquer prova real.

Papel político do oráculo de Delfos

Além de um papel religioso importante no mundo antigo - de fato, o oráculo de Apolo não era consultado apenas pelos gregos - os oráculos da Pítia ocuparam um lugar importante na organização política grega. Três fatos curiosos denotam a opinião atribuída ao deus sobre o poder grego. O oráculo, em efeito, nem sempre sustentava as ações de seu povo.

Quando das guerras médicas (que opôs os gregos aos medas), os cidadãos de Atenas consultaram o oráculo, em 490 a.C., para perguntar se seria bom que Esparta a ajudasse. O oráculo deu uma resposta negativa, embora tivesse sido justamente a intervenção do espartano Leônidas nas Termópilas, em 480 a.C., que permitiu aos atenienses ganhar tempo para obter a vitória em Salamina (vitória que se deveu, a propósito, a um oráculo da Pítia, que aconselhara construir um muro de madeira, o que simbolicamente representava a frota ateniense reunida no estreito de Salamina). Acusou-se a Pítia de "maldizer" (λακωνίζειν mêdizdein), de falar em favor dos Medas.

O segundo oráculo marcante teve lugar durante as guerras do Peloponeso, que opuseram Atenas a Esparta; este dava claramente razão aos espartanos. Acusou-se desta vez a Pítia de "laconizar" (λακωνίζειν lakônizdein), de falar em favor da Lacedemônia, outro nome de Esparta.

Por fim, durante as conquistas de Felipe, o oráculo, do lado do "bárbaro", foi acusado de "filipizar" (φιλιππίζειν philippizdein).

O oráculo se mostra desconfiado com os atenienses. Na verdade sofria, é óbvio, a influência do povo de Delfos, pró-aristocrata e bastante conservador. 

Isso explica sem dúvida porque a Pítia se mostrava com freqüência desfavorável a Atenas: a democracia não tinha odor de santidade nesta região do mundo grego.

Papel espiritual e intelectual do oráculo de Delfos

Apesar de muitas vezes desfavorável a Atenas, o oráculo apoiou sua ação colonizadora. 

A lenda conta que a colônia de Cirene, na Líbia, foi fundada graças a ele: um certo Bathos sofria de gagueira. O oráculo o aconselhara, para sua cura, a fundar uma cidade em Cirene; ao fazer isto, ele viu um leão. O medo causado por este encontro fortuito o curou definitivamente da doenças. 

Há muitos exemplos deste tipo.

A cidade de Delfos, por outro lado, tinha na Antiguidade um papel econômico importante: vila muito frequentada, o dinheiro circulava nela (das taxas de consulta, os numerosos tesouros oferecidos por aqueles que o oráculo havia "favorecido", as oferendas, as compras de vítimas sacrificiais que só os mercadores da vila podiam vender, etc,). Surgiram, para gerar este fluxo monetário criado pelas consultas oraculares, os cambistas e os sacerdotes. Foi, aliás, em Delfos, no século VI a.C., que surgiram os primeiros bancos.

Apolo não era o único deus em Delfos: dizia-se que Dionísio passava o inverno lá e o verão em Atenas, e era também venerado; a coexistência destes cultos levava os antigos a dizer que a presença do oráculo era uma prova de respeito mútuo.

Filosofia

Por fim, a vila de Delfos respirou um clima de piedade e de efervescência intelectual. Despojou-se de suas máscaras sociais, à imagem de Apolo que, ao fundar a cidade, teve que se purificar da morte de Píton. A filosofia foi praticada e encorajada, e foi um oráculo de Delfos que estimulou Sócrates a ensinar, depois que um de seus discípulos soube lá que seu mestre era o mais sábio dos homens. Muitos lemas filosóficos ornavam a vila: "nada demais" (mêdien ágan), inculcando a medida e rejeitando o excesso, "conhece-te a ti mesmo"(gno^~thi seautón), ensinando a importância da autonomia na busca da verdade (fórmula que Sócrates usará como sua) e a da introspecção, bem como uma muito estranha no frontão do templo de Apolo, sobre cujo significado os gregos são há muito interrogados, e que poderia ser uma forma de escrever a palavra ei~, "tu és", subentendendo-se "tu também és uma parte do divino"? 

Seja ele o que for, a presença do oráculo fez de Delfos o lugar ideal para a descoberta de si.

Veja também
Pítia
Píton
Outros oráculos
I Ching
Runas
Tarô
Referências
EVANS-PRITCHARD, Edward E. Bruxaria, Oráculos e Magia Entre os Azande. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.ISBN 85-7110-822-6. Parcialmente disponível online.
CURAE, CENTRO HOLÍSTICO. O tarot e o seu fator terapêutico, disponível em: <http://centroholisticocurae.wordpress.com/2013/05/13/o-tarot/>. Acessado em 13/05/2013

Portal da mitologia greco-romana
Categorias:
Mitologia grega
Artes divinatórias
Religião na Grécia Antiga
Mitologia egípcia

Pítia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%ADtia

Nota: Se procura pela primeira esposa de Aristóteles, consulte Pítia (Aristóteles).

Sacerdotisa de Delfos (1891), deJohn Collier; a pítia se inspirava através do pneuma, os vapores que sobem na parte inferior da tela.

A pítia (em grego: Πυθία, transl. Pythía) ou pitonisa (serpente) era a sacerdotisado templo de Apolo, em Delfos, Antiga Grécia, situado nas encostas do monte Parnasso. A pítia era amplamente renomada por suas profecias, inspiradas porApolo, que lhe davam uma importância pouco comum para uma mulher no mundo dominado pelos homens da Grécia Antiga. O oráculo délfico foi fundado no século VIII a.C.,1 e sua última resposta registrada ocorreu em 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I ordenou que os templos pagãos encerrassem suas operações. Até então o oráculo de Delfos era tido um dos mais prestigiosos e fiáveis oráculos do mundo grego.

O nome 'Pítia' vem de Pytho(cujo significado é serpente), o nome original de Delfos na mitologia. Os gregos derivaram este topônimo do verbo pythein (πύθειν, "serpente"), assim denominado por causa da sacerdotisa, a Pítia, que nele profetizava os oráculos.2

Para se tornar dono do oráculo, a mitologia grega apresenta Apolo matando Píton, e dividindo seu corpo em dois, como uma ação necessária para se tornar dono do oráculo de Delfos3 . Na mitologia babilônica a morte de Tiamat pelo deus Marduk, que divide seu corpo em dois, é considerada um grande exemplo de como correu a mudança de poder do matriarcado ao patriarcado: "Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduk, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado que obviamente ocorreu"4 .

Um ponto de vista comum a seu respeito afirmava que a pítia apresentava seus oráculos durante um estado de frenesi causado por vapores que subiam de uma fenda no rochedo sobre o qual o templo havia sido construído, e que ela falava coisas sem sentido que eram transformadas pelos sacerdotes do templo em enigmáticas profecias, preservadas na literatura grega.5

Este quadro foi questionado por acadêmicos como Joseph Fontenrose e Lisa Maurizio, que argumentam que as fontes antigas representam de maneira uniforme uma pitonisa que fala de maneira inteligível, e faz profecias com sua própria voz.6Investigações geológicas recentes mostraram que emissões de gás vindas de uma fenda geológica no solo local poderiam estar relacionadas ao oráculo de Delfos; alguns pesquisadores sugeriram a possibilidade de que o gás etileno causasse o estado de 'inspiração' da pítia. Outros argumentaram que o gás expelido poderia ser o metano, ou CO2 e sulfeto de hidrogênio (H2S), e que a fenda em si seria resultado de uma ruptura sísmica no solo.7 8

O oráculo é uma das instituições religiosas mais bem documentadas do mundo clássico grego. Entre os escritores que o mencionaram estão Heródoto, Tucídides, Eurípides, Sófocles, Platão, Aristóteles, Píndaro, Ésquilo, Xenofonte, Diodoro,Estrabão, Pausânia, Plutarco, Lívio, Justino, Ovídio, Lucano, Juliano, o Apóstata e Clemente de Alexandria.



Índice
1 Referências
2 Bibliografia
2.1 Fontes antigas
2.2 Fontes modernas


Referências

Ir para cima↑ Morgan 1990, p. 148.
Ir para cima↑ Hino Homérico a Apolo 363-369.
Ir para cima↑ Goddess-Pages
Ir para cima↑ Gateways to Babylon
Ir para cima↑ Para um exemplo, ver Lewis Farnell, The Cults of the Greek States, 1907, vol. IV, p.189. "But all this came to be merely considered as an accessory, leading up to the great moment when the Pythoness ascended into the tripod, and, filled with the divine afflatus which at least the latter ages believed to ascend in vapour from a fissure in the ground, burst forth into wild utterance, which was probably some kind of articulate speech, and which the Ὅσιοι [Osioi], 'the holy ones', who, with the prophet, sat around the tripod, knew well how to interpret. ... What was essential to Delphic divination, then, was the frenzy of the Pythoness and the sounds which she uttered in this state which were interpreted by the Ὅσιοι [Osioi] and the 'prophet' according to some conventional code of their own."
Ir para cima↑ Fontenrose 1978, pp. 196-227; Maurizio 2001, pp. 38-54.
Ir para cima↑ Piccardi, 2000; Spiller et al., 2000; de Boer, et al., 2001; Hale et al. 2003; Etiope et al., 2006; Piccardi et al., 2008.
Ir para cima↑ Mason, Betsy. The Prophet of Gases - ScienceNow Daily News, 2 de outubro de 2006. Visitado em 11-10-2006.

Bibliografia

Fontes antigas
Heródoto, Histórias, no Projeto Perseus (em inglês)
Homeric Hymn to Apollo, no Projeto Perseus (em inglês)
Pausânias, Descrição da Grécia. Cf. v.5
Plutarco, De defectu oraculorum ("Sobre o declínio dos oráculos") e De Pythiae Oraculis ("Sobre os oráculos da pítia"), em Moralia, vol. 5 (Loeb Library, Harvard University Press)

Fontes modernas
de Boer, J.Z., J.R. Hale, and J. Chanton, "New Evidence for the Geological Origins of the Ancient Delphic Oracle,"Geology 29.8 (2001) 707-711.
Bouché-Leclercq, Auguste, Histoire de la divination dans l'Antiquité, I-IV volumes, Paris, 1879-1882.
Bowden, Hugh. Classical Athens and the Delphic Oracle: Divination and Democracy. [S.l.]: Cambridge University Press, 2005. ISBN 0-521-53081-4
Broad, William J. (2007).The Oracle: Ancient Delphi and the Science Behind Its Lost Secrets. Nova York: Penguin Press. ISBN 978-0-14-303859-7. (publicado anteriormente como Broad, William J.. The Oracle: the lost secrets and hidden message of ancient Delphi. [S.l.]: Penguin Press, 2006. ISBN 1-59420-081-5 )
Burkert, Walter, Greek Religion 1985.
Connelly, Joan Breton, Portrait of a Priestess: Women and Ritual in Ancient Greece, Princeton University Press, 2007.ISBN 0-691-12746-8
Courby, Fernand Feuilles de Delphi: Tome 2, Topographie et Architecture, La Terrace du Temple, 1927.
Dempsey, T., Reverend, The Delphic oracle, its early history, influence and fall, Oxford : B.H. Blackwell, 1918.
Dodds, E. R. The Greeks and the Irrational (Berkeley, University of California Press, 1963).
Farnell, Lewis Richard, The Cults of the Greek States, in five volumes, Clarendon Press, 1896-1909. (Cf. especially,volume IV on the Pythoness and Delphi).
Fontenrose, Joseph Eddy, The Delphic oracle, its responses and operations, with a catalogue of responses, Berkeley : University of California Press, 1978. ISBN 0-520-03360-4
Fontenrose, Joseph Eddy, Python; a study of Delphic myth and its origins, Nova York, Biblio & Tannen, 1959, 1974. ISBN 0-8196-0285-X
Goodrich, Norma Lorre, Priestesses, New York : F. Watts, 1989. ISBN 0-531-15113-1; Harper Collins, Perennial, novembro de 1990, ISBN 0-06-097316-1
Guthrie, William Keith Chambers, The Greeks and their Gods, 1955.
Hale, John R., Jelle Zeilinga de Boer, Jeffrey P. Chandon and Henry A. Spiller, Questioning the Delphic Oracle, Scientific American August 2003.
Hall, Manly Palmer, The Secret Teachings of All Ages, 1928. Ch. 14 cf. Greek Oracles,www, PRS
Holland, Leicester B. "The Mantic Mechanism at Delphi," American Journal of Archaeology 37 (1933) 201-214.
Maass, E., De Sibyllarum Indicibus, Berlin, 1879.
Maurizio, Lisa, The Voice at the Centre of the World: The Pythia's Ambiguity and Authority pp. 46–50 in Andre Lardinois e Laura McClure, eds., Making Silence Speak: Women's Voices in Greek Literature and Society, (Princeton University Press 2001).
Miller, Water, Daedalus and Thespis Vol 1, 1929.
Morgan, Catherine. Athletes and Oracles (Cambridge 1990).
Mitford, William, The History of Greece, 1784. Cf. v.1, cap. III, seção 2, p. 177, Origin and Progress of the Oracles.
Parke, Herbert William, History of the Delphic Oracle, 1939.
Parke, Herbert William, Sibyls and Sibylline Prophecy, 1988.
Potter, David Stone, Prophecy and history in the crisis of the Roman Empire: a historical commentary on the Thirteenth Sibylline Oracle, 1990. Cf. cap. 3.
Poulson, Frederick. Dephi (London, Gleydenhall, 1920).
Rohde, Erwin, Psyche, 1925.
Spiller, Henry A., John R. Hale, and Jelle Z. de Boer. "The Delphic Oracle: A Multidisciplinary Defense of the Gaseous Vent Theory." Clinical Toxicology 40.2 (2000) 189-196.
West, Martin Litchfield. The Orphic Poems. [S.l.]: Oxford, 1983. ISBN 0-19-814854-2


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