O Tecido de Seda e a Chave Mestra do Destino
imagem criada por IA O Tecido de Seda e a Chave Mestra do Destino São Paulo, anos de 1950. Se você acha que a burocracia brasileira atual é um labirinto, imagine na época em que não existia internet, protocolo digital e nem mesmo o "Xerox". Conseguir uma vaga em escola pública para os filhos era quase como ganhar na loteria: as pessoas acampavam na calçada por dias, enfrentavam sol, chuva e o humor oscilante dos funcionários públicos. Meu padrinho de crisma, Ladislau Hommonay, recém-chegado ao Brasil e com aquela mentalidade europeia pragmática, desconhecia completamente essa nossa "ginástica nacional". Precisando matricular seu filho, o jovem Adão, Ladislau fez o que qualquer cidadão lógico faria: vestiu seu melhor terno, ajeitou a gravata e foi à escola perto de casa. O problema é que ele foi quase ao meio-dia. No relógio da burocracia, meio-dia é a hora sagrada do almoço, o momento em que as portas se fecham e os carimbos descansam. Dito e feito: deu com a cara...