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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nivel parte 2

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nível parte 2

Para ver a primeira parte deste artigo, visite

Casa do Xadrez onde aprender a jogar Xadrez ou melhorar o seu nivel parte 


Jorge- Gostei muito das partidas sem Rei. É algo novo para mim e jamais consegui imaginar ser esse tipo de jogo possível e divertido.
Estou no passo 1, partida 5 jogos sem reis.

Julio- O Xadrez é um jogo extremamente complexo. Deve-se ter muita paciência e perseverança. Mas, principalmente saber que pode ser uma fonte inesgotável de prazer e beleza.
O fato é que o Xadrez se encaixa em habilidades para além da ciência. Se encaixa na Arte também.

Mas o importante é que podemos conhecer cada vez mais, o que aumentará o prazer de jogar, e de assistir as brilhantes partidas de outros grandes gênios. Posso te garantir: Cada vez acho mais belas as façanhas do genial cubano.  

O sucesso hoje em dia é medido somente pelo desempenho técnico. O sucesso na verdade deveria ser medido na quantidade de felicidade que podemos alcançar. Cada um têm seu caminho, mas com certeza, as "artes" ajudam o homem a encontrar este caminho.


Jorge - O xadrez faz parte da minha família há varias gerações.
Sou húngaro nascido no Brasil e a minha mãe que tem quase 95 anos de idade (faz em fevereiro) é lúcida, bem humorada e curte a vida. Ela sempre jogou xadrez e mesmo hoje, se eu não tomar cuidado, ganha de mim.
Notei que na medida que a gente melhora no jogo diminui o número de parceiros para jogar. Por isso nunca me esforcei para jogar muito bem. Gostava de jogar por diversão e para ver a cara de preocupação de meus parentes quando fazia algo inesperado.
O Natal era o dia das partidas. A família toda se reunia na casa do Patriarca (meu pai). Só havia um tabuleiro (de madeira) que por sinal era o mesmo modelo que havia em todas as casas dos parentes. Mas este tabuleiro ficava ocupado praticamente durante todo o dia. Nunca houve relógio ou tempo. A gente jogava até o final mesmo sabendo que ia perder e era comum no jogo acontecer surpreendentes viradas por mera distração. Todo mundo ria e se divertia.
Sinto falta desta época. Meus amigos de escola ao visitar a minha casa sempre eram perguntados pelo mai pai: voce joga xadrez?
A grande maioria aprendeu em casa e lamentavelmente hoje, retomando o contato através do Facebook, vejo que este hábito natalino deixou de existir com o falecimento do meu pai. Meus amigos de infância, agora vovôs, se lembram que a ultima partida que jogaram foi lá em casa há mais de 40 anos.
Eu resolvi retomar o xadrez porque estou próximo da aposentadoria. Começo a ter um pouco mais de tempo para mim e detesto ficar parado, mesmo sentindo muitas dores na coluna o que deixa a minha atividade incapacitante.
Meu pai foi um grande admirador de Smislov.
Julio, a notação usada pelo meu pai era diferente da notação que estou aprendendo no ChessTutor. Lá, a numeração das linhas é a mesma mas ao invés de letras havia a identificação das colunas pelas figuras que estas ocupavam tipo coluna da TD (torre da Dama) ou D (coluna da Dama) ou R (coluna do Rei). Julio, esta notação caiu em desuso?
Enfim sinto saudades daquela época. Já escrevi material didático para o Senai. Por exemplo, vários livros do Pronatec, que é um programa fantástico de desenvolvimento profissional, foram escritos por mim, embora todos os direitos e nomes sejam do Senai, pois como mensalista esta era uma das condições de emprego, ou seja, a plena seção do direito autoral. Tudo bem, eles pagaram por mes para a gente fazer isso. De qualquer forma, no Senai Blumenau, a biblioteca tem 20 tabuleiros e já varias vezes passei noções sobre o jogo em sala de aula. Infelizmente, pensar doi e a geração atual desaprendeu a pensar... De modo que o interesse nestas aulas sempre foi relativamente baixo. Mas minha notação é 1- P4R, P4R, etc. Isto ainda é válido?
Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava na Siemens, trouxe da Alemanha um computador de xadrez chamado Mephisto.
Era a ultima palavra em xadrez eletrônico.
Em um pequeno tabuleiro, com leds nas linhas e colunas você precisava apertar a peça que iria mover para baixo (ela tinha um pino) e ao coloca-la na casa de destino apertar de novo. Então o Mephisto pensava e respondia acendendo linha e coluna da peça que deveria ser movida por ele, ao que a gente apertava a peça para confirmar que entendeu qual era e o Mephisto indicava a linha e coluna de destino onde novamente a gente apertava a peça. Era incrível.
Meses depois vendi o Mephisto para um colega de Porto Alegre que realmente gostava mais de jogar xadrez do que eu, mero diletante. Mesmo assim foram incontáveis horas de diversão e outros incontáveis palavrões por ser difícil de ganhar do Mephisto nos níveis mais elevados. Hoje existe o produto a venda na internet em http://www.mephisto.net/jr.html e também em http://www.mephisto.net/master.html
Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era jogar contra a maquina até começar a perder e então inverter as cores e ver como a maquina se saía diante das dificuldades que estávamos enfrentando. Os lances eram surpreendentes.
Enfim, estou buscando resgatar esta época doce da minha infância, mas confesso que encontro dificuldades em encontrar parceiros tão ruins quanto eu que queiram jogar xadrez.
Também me inscrevi na versão free, do Playchess.com mas achei tudo muito complicado. Sinto falta do meu pai, ou de alguém que me ensine como fazer.

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