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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Significado das pintas nas maos

Significado das pintas nas mãos




Significado de pintas nas mãos das tatuagens dos presos (vide abaixo).






Pintas nas mãos podem ser sinal de câncer. Cuidado!

Pintas tatuadas nas mãos podem ser símbolos de presidiários, cuidado antes de tatuar!




PINTAS NAS MÃOS

Pintas nas mãos

Muitas mulheres maduras, até mesmo as mais jovens, apresentam pintas ou as chamadas sardas nas mãos, que na verdade são melanoses ou lentigos solares.



Na maioria dos casos elas surgem na vida adulta devido à exposição solar continua e acumulada.



Os tratamentos são vários. Cremes clareadores de uso diário, peelings químicos ou abrasivos e até mesmo o laser e a luz intensa pulsada.



Segundo o Dr. Ademir Jr, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, o desaparecimento depende de cada caso e de cada paciente. “De qualquer forma se for apenas com cremes de uso domiciliar normalmente desaparecem mais lentamente do que com qualquer procedimento”, disse.



Para prevenir, os procedimentos são os básicos: usar filtro protetor solar e evitar exposição das áreas ao sol excessivo. “Dirigir, por exemplo é um ato que gera muito destes quadros e que pode ser prevenido com o uso do protetor solar”, completa o médico.



Fonte – MBPress – 2008



Fonte: http://www.daureamachado.com.br/dermatologia/pintas/tratamento-de-pintas.asp



Pintas

O sinal que aparece na epiderme é um nevo melanocítico, são células que se agrupam, formando a pinta.



Além disso, a predisposição genética também é um diferencial, para aqueles que possuem uma grande quantidade de sinais pelo corpo. Com uma média entre 10 e 40 por pessoa, as pintas começam a aparecer ainda na infância aumentando progressivamente até os 30 anos de idade, depois dos 50 anos, tornam-se raras.

Com diferentes tamanhos, as pintas também podem ser totalmente planas ou apresentarem uma pequena saliência.

As pintas saudáveis, geralmente, são pequenas e têm uma cor só. Porém, é importante realizar exames periódicos para verificar alteração na cor ou aumento no diâmetro do sinal, que pode ser um indicador de câncer de pele.

Como surgem as pintas?


As pintas, denominação popular das lesões névicas, aparecem devido ao acúmulo de melanócitos, células que produzem melanina, sob a pele.

Localizados abaixo da epiderme, estas células se agrupam e formam os chamados nevos melanociticos, que aparecem na tez como uma mancha mais escura.

Qual é o número normal de pintas nos adultos?


O número de pintas varia de pessoa para pessoa.

A maioria dos adultos brancos possui entre 10 a 40 pintas espalhadas pelo corpo, mas existem casos de pessoas com mais de 100.

O que são as sardas?


As sardas são lesões benignas, geralmente de cor castanho-amarelada ou castanha.

Aparecem durante a infância, com maior incidência em pessoas de pele clara, geralmente nas regiões do corpo mais expostas ao sol.

Como saber se a pinta deve ser retirada?


Existem algumas características que devem ser avaliadas: se o sinal sofre modificação de tamanho ou na cor, dentro de um curto período de tempo; pintas que sangram, coçam ou ardem e sinais escuros na palma das mãos ou nas plantas dos pés, couro cabeludo ou dentro da boca.

Diante destas situações deve-se procurar orientação de um especialista.

Quais cuidados devem ser tomados com as pintas para que não se transformem em câncer de pele?


É importante evitar a exposição solar excessiva, principalmente pessoas de pele clara e com muitas pintas.

Aplicar na pele filtro solar com fator de proteção 15, pelo menos trinta minutos antes de se expor ao sol, reaplicar a cada duas horas e evitar os horários de horários de maior incidência de raios UV, entre as 10h e 16h.

Como realizar o autoexame?
O autoexame pode ser realizado de três em três meses. Pode-se utilizar um espelho para visualizar as regiões mais difíceis.

Porém, é fundamental visitar, pelo menos uma vez por ano, um dermatologista para que as pintas sejam avaliadas.

Autoexame de pele em 8 etapas
Uma mancha que aparece o u que apresenta crescimento pode ser um tumor de pele.
Avalie sua pele periodicamente e procure seu dermatologista se notar alterações.


O que é a regra do ABCD?
Este método avalia: assimetria, bordas, cores, diâmetro e a evolução de cada pinta, verificando a possibilidade de malignidade.

Quanto existem 2 ou mais critérios positivos é necessário remover a lesão para analise microscópica.

Regra do ABCD clinico: Assimetria   Borda









Simétrico | Benigno 









Borda regular | Benigno










Assimétrico maligno




Borda irregular
Maligno














Assimétrico
Maligno

Borda irregular
Maligno



Os nevos comuns são redondos e simétricos.

Algumas formas iniciais de melanoma são assimétricas, ou seja, uma linha traçada no meio não irá criar metades comparáveis.



Os nevos apresentam as bordas regulares, enquanto os melanomas apresentam irregularidades com saliências e reentrâncias.

ABCD
Cor   Diâmetro




Tom único de cor
Benigno


Inferior a 6 mm
Benigno







Dois ou mais tons de cores
Maligno











Superior a 6 mm
Benigno




Os nevos comuns geralmente apresentam cor na mesma tonalidade. Os melanomas normalmente apresentam variação de tons



Os nevos comuns normalmente não ultrapassam 6 mm de diâmetro. Melanomas iniciais tendem a ser maiores




Bolinhas d'água nas mãos que coçam bastante.



Fonte: http://blogbulledebeaute.com/bolinhas-nas-maos-e-acido-urico/

O que muita gente chama de ácido úrico é na verdade disidrose. Tanto homens, quanto mulheres podem ter disidrose que é mais comum na faixa de adultos jovens ou seja, de 20 a 40 anos.

Ela é caracterizada por vesículas com líquido dentro (parecem um pouco com bolinhas de sagu) que coçam bastante.

A causa é desconhecida, mas acredita-se que esteja relacionada com o suor, uma vez que a disidrose tende a piorar no calor ou em situações de stresse.

O uso de antibióticos como penicilina também pode ser causa.

Alergias ou dermatites de contato podem dar um quadro semelhante, então é preciso diferenciar a desidrose desses outros problemas de pele.

Quando a pessoa tem crises frequentes de disidrose ela pode desenvolver uma pele mais grossa, ressecada e descamativa que é resultante de lesões repetitivas no local.

Na maioria das vezes a disidrose se resolve sozinha, em um período de cerca de 3 semanas.

Pode ajudar no tratamento manter a pele hidratada com cremes e pomadas a base de emolientes como uréia.



Algumas vezes pode ser necessário tratamento com medicamentos, especialmente se houver contaminação da pele ferida por fungos ou bactérias.

Assim, se o problema estiver aumentando, é muito importante procurar um médico que possa avaliar o problema e prescrever a medicação correta.



Qual é a pinta perigosa?

Atualizado em 30/07/2014

Cristina Nabuco - Edição: M de Mulher

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/vida-saudavel/quando-pinta-perigosa-792851.shtml






Foto: Chris Parente

Cobiçadas no tempo de Marilyn Monroe e sua charmosa versão instalada na bochecha, elas passaram a ser condenadas a partir da descoberta da relação com o câncer de pele. A ordem era remover sempre! Agora, reina o equilíbrio: a análise periódica permite diferenciar as pintas perigosas das inofensivas e só intervir se houver necessidade. Sorte dos apreciadores! O dermatologista Luís Torezan, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, esclarece as principais dúvidas sobre o assunto



Por que as pintas aparecem?

As pintas ou nevos, o nome científico, são pequenas formações planas ou em relevo, lisas ou rugosas na pele. A maioria apresenta tons de castanho e são compostas de células especiais, as névicas, que não têm outra função além de formar essas lesões. O que determina o aparecimento é a predisposição genética, mas a exposição solar também conta. Quanto mais toma sol, maiores os riscos de você ter pintas precocemente. Elas "nascem" geralmente na infância e adolescência, mas algumas podem surgir até a terceira década de vida.



Todas as pintas são perigosas?

Não. Algumas podem trazer prejuízo estético, mas não oferecem risco de transformação maligna. Já as discretas e instaladas em locais escondidos podem causar maior preocupação.



Pintas e sardas são a mesma coisa?

Não, são formações diferentes. As sardas sempre são planas, têm coloração castanho-claro e decorrem do aumento na quantidade de melanina, pigmento que colore a pele e é produzido por outra célula, o melanócito. O principal fator desencadeante para quem apresenta tendência hereditária para desenvolvê-las é a exposição à luz solar. Por isso deve tomar muito cuidado especialmente na praia e no alto verão: o sol pode aumentá-las em quantidade e tamanho e vir a escurecê-las.



Por que são mais comuns em quem tem pele clara?

Tanto as pintas quanto as sardas se desenvolvem mais em ruivos e loiros em decorrência da sensibilidade aos raios ultravioleta. Mas morenos e negros não estão imunes e, portanto, também devem evitar exposição ao sol em horários de pico.



Pessoas com muitas pintas correm mais risco de câncer de pele?

Sim, elas são mais vulneráveis aos tumores de pele, inclusive o tipo mais grave, o melanoma, que tem alto risco de metástase (quando surgem focos do tumor em outros locais) e não responde bem ao tratamento, a menos que seja removido em estágio precoce. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, porém o melanoma representa apenas 4% desses tumores. Para 2012, são esperados 6230 novos casos, 3170 em homens e 3060 em mulheres. A faixa de maior incidência é entre 30 e 40 anos.



O câncer sempre se desenvolve a partir de uma pinta perigosa?

O melanoma, sim. Mas os cientistas não sabem dizer se as pintas benignas se transformam em malignas por traumas e exposição exagerada ao sol ou se isso acontece apenas com as que já nascem predispostas a originar o tumor. Já os tipos menos severos de câncer de pele (carcinomas basocelular e espinocelular) não têm relação com pintas.



As piores são as de cor negra?

Apesar de chamarem mais atenção, pintas negras não estão sempre relacionadas ao melanoma. O mais importante é a alteração na pigmentação: era castanha e ficou com as bordas pretas, adquiriu tripla coloração ou a cor se tornou irregular. Então, ela deve ser avaliada por um dermatologista.



Se a pinta tiver pelo significa que é mais perigosa?

Em geral, essas pintas aparecem na primeira infância e são inofensivas, mas devem ser vistas pelo médico, especialmente se tiverem mais de 6 milímetros de diâmetro.



Que parâmetros são considerados para analisar uma pinta?

As associações médicas desenvolveram o padrão ABCDE, sendo A de assimetria (um lado difere muito do outro); B de bordas (os contornos são irregulares, há reentrâncias para dentro e para fora); C de cor (a coloração é irregular); D de diâmetro (acima de 6 milímetros, o risco de melanoma aumenta); e E de evolução (refere-se ao crescimento acelerado).



É preciso ficar mais atento às pintas localizadas nas áreas expostas?

Embora seja mais frequente em áreas expostas ao sol, o melanoma também pode aparecer em locais escondidos, como embaixo do braço, nos dedos dos pés, na palma das mãos e nos genitais. Uma pinta nova em área não exposta tem que ser rapidamente avaliada.



O exame feito no consultório pode afirmar que a pinta sinaliza câncer de pele?

O dermatoscópio, aparelho portátil com lentes que aumentam de 10 a 70 vezes o tamanho da pinta, identifica sinais precoces de câncer de pele. Mas o diagnóstico final só é dado após o exame no laboratório das células removidas da lesão.



Por segurança, todas as pintas devem ser extraídas?

Não. A tendência hoje é acompanhá-las. Se houver muitas, pode ser feito o mapeamento digital das pintas, uma técnica em que são feitas fotografias e comparadas em um programa de computador para estimar o risco de transformação maligna de cada uma. Quando alto, a orientação é a remoção cirúrgica. Do contrário, a pinta pode ser monitorada e reavaliada a cada três ou seis meses. Mas quando está localizada em área sujeita a atrito (sob o elástico do sutiã, na planta dos pés, embaixo do braço), recomenda-se a retirada, pois a agressão contínua pode favorecer a transformação maligna da pinta.



Em caso de câncer de pele, qual é o tratamento?

O mais importante é extrair a pinta e um pouco do tecido ao redor. Dependendo do estágio do tumor (essa avaliação é feita no laboratório), pode haver a indicação de quimioterapia e imunoterapia.



O ABCDE das pintas

As primeiras cinco letras do alfabeto são um guia para perceber os sinais de alerta do melanoma. Confira:





1. Assimetria

Dividida ao meio, os dois lados da pinta (à esquerda) devem ser simétricos. A assimetria (à direita), quando as metades não correspondem, é sinal de alerta de melanoma.



2. Bordas

As pintas benignas têm bordas uniformes e lisas. No caso de melanoma inicial (à direita), as bordas tendem a ser irregulares, e podem estar entrecortadas ou serreadas.



3. Cor

As pintas benignas costumam ter uma cor só. Cores variados (marrom, castanho, preto) também são sinal de alerta. O melanoma pode mudar para tons de vermelho, branco ou azul.



4. Diâmetro

As pintas benignas geralmente têm um diâmetro menor que o das malignas. O melanoma tem o diâmetro maior que 6 milímetros, mas pode ter um tamanho menor no início.



5. Evolução

As pintas benignas comuns têm sempre o mesmo aspecto. Mas se apresentarem mudança na cor, no formato, tamanho e relevo, sangrar, coçar ou formar crosta, consulte um médico.



Fonte: http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/ciencia_e_ps/quirologia.html

De acordo com a quirologia, todas as marcas que temos nas mãos tem um significado.



Por exemplo, as pintas indicam alguma coisa ruim em determinada área da vida.



Essas marcas podem estar nos dedos.

Cada dedo da mão está ligado a um planeta.

O polegar sofre influência de Vênus e está ligado a pessoa, ao seu eu, e por isso é único dedo que se move independente dos outros.

O dedo indicador é influenciado por Júpiter e está ligado a área de estudos e espiritualidade.

O dedo médio está ligado a Saturno e interfere na área profissional.

O dedo anelar recebe a influência do Sol e tem relação com a família.

O dedo mínimo que tem influência de mercúrio está ligado a comunicação.



O significado de Pintas Tatuadas nas mãos usadas por criminosos

Para saber mais, clique sobre Mais informações, abaixo.



O significado de algumas tatuagens utilizadas pelos criminosos



Fonte: http://www.dicaseg.com/

Por Carlos Rodrigues Costa*

A tatuagem é uma forma de expressão bastante antiga. Ao longo de toda sua existência, ela vem representando a arte e até mesmo o modo de vida de algumas sociedades. Elas são utilizadas pelas pessoas para retratar momentos particulares da vida ou simplesmente servir como ornamento.

O que se sabe é que essa arte milenar é praticada também no interior das penitenciárias pelos bandidos do mundo todo. Com isso, estudiosos vêm desenvolvendo novas pesquisas, novos estudos, os quais visam a análise de determinados símbolos tatuados por presidiários.

O conhecimento sobre os símbolos (tatuagens) utilizadas pelos bandidos é de suma importância para quem lida diretamente com estes marginais no dia-a-dia, sejam os policiais que todos os dias tentam combater o crime nas ruas, sejam os agentes penitenciários que precisam manter a ordem e a segurança do presídio.

Abaixo estão algumas imagens que selecionei sobre os símbolos (tatuagens) feitos nas cadeias do Brasil e seus significados.

Significado dos pontos no costado das mãos:









Âncora significa esperança, proteção, identifica o homem que pertence à arte do mar.





Uma pistola tatuada na perna, traduz o elemento praticante de assalto com morte.



Usada normalmente em referência à liberdade, anseio por ser livre; fugitivo ou praticante de fugas. Dependendo da região do corpo onde está tatuada, pode significar homossexualidade.



Tatuagem com a imagem de São Sebastião. Santo venerado e festejado em 20 de janeiro, tatuado na parte externa da perna, identifica o preso homossexual.


Uma pinta tatuada no rosto identifica um homossexual passivo, geralmente tatuado na lateral do rosto.



Identifica um matador de policiais.



Tatuada no corpo, acredita-se, serve para livrar de prisões e traições; traz vitórias.



Parecido com o anterior, mas com os dizeres "Amor de Mãe", indicava homossexualidade, hoje é usado normalmente, porém sem o mesmo significado.




Esta estrela significa, para o preso, a liberdade, amuleto para evitar prisões.



Estrela de Salomão, dizem que quem a tem tatuada está livre da bruxaria.



Tatuagens comuns na maioria das vezes representam as amantes e esposas, em alguns dos casos representam mães e até filhas.



A caravela tatuada, normalmente no coração, significa LIBERDADE.



Imagem de N. S. da Aparecida, tatuada no peito ou nas costas em tamanho pequeno, significa símbolo de proteção e esperança dos presos. Tatuada em tamanho grande, acima da metade e bem ao centro das costas identifica preso que foi violentado durante o cárcere, e ao mesmo tempo marca um estuprador.



Tatuagem de aproximadamente 15cm indica que seu possuidor é um elemento destemido, valente.



O Saci com um cachimbo na boca é usado por traficantes de drogas. Geralmente feito no braço. Porém tem se tornado raro nos dias de hoje.



A sereia tatuada na perna direita identifica os elementos condenados por crimes contra os costumes (estupro, sedução...)


Letras, qualquer que seja, grandes, tatuadas nos braços, significa recordação do nome de alguma pessoa (mulheres, família). Nomes por extenso, versos ou dizeres significam grande amizade.


Símbolos como Sol, Lua, Suástica ou o uso de colar de contas, medalhinhas de santos, guias espíritas e fitinhas representam tentativa de se livrar de delitos/acusações mais graves (das que já constam nos processos).


Quando usadas no peito identificam presos Latrocidas (mata para roubar).


Idem ao anterior.


A cruz com o crânio, tatuada no meio das costas, identifica um elemento "ponta firme". A cruz com as duas velas acesas na base, identifica o elemento de alta periculosidade. Geralmente tatuada em tamanho grande no meio das costas.


Tatuadas sempre em tamanho pequeno (10 cm), dizem servir para "livrar do diabo e do mau olhado", uma forma de estar protegido, um pedido constante de proteção (corpo fechado).


Diabo, uma variação é o diabo trazendo uma caveira nas mãos (preso de alta periculosidade). Significa matador (Usada por quem traz o doce prazer e sorriso da morte nos lábios).


A pomba simboliza sorte, bons ganhos, evita ser visto ou pressentido.

Outros exemplos reais:



Conhecer um pouco sobre o significado de determinadas tatuagens, na concepção de criminosos, é importante na medida em que nos previne quanto a um suspeito, ou mesmo, alguém que acabamos de conhecer, no entanto não sabemos ao certo quais suas origens.

Imagens e significados extraídos de: PAREDES, Cezinando Vieira. A influência e o significado das tatuagens nos presos no interior das penitenciárias. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, Abril/2003.



* Carlos Rodrigues Costa, Autor do DicaSeg, Consultor e Gerente de segurança Empresarial. Especialista em Segurança, graduado em segurança pública (Unisul). Atua na análise de riscos e vulnerabilidades no ambiente empresarial corporativo e na implementação de controles de segurança em ambientes de alto risco (Data Centers)





Dr. Drauzio Varella entrevista sobre câncer de pele.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/cancer/cancer-de-pele-2/

CÂNCER DE PELE

Ivan de Oliveira Santos é médico, especialista no tratamento de tumores de pele e professor de cirurgia na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo.

Hoje, é raro encontrar quem não saiba que a exposição excessiva aos raios solares aumenta, e muito, a incidência de câncer de pele especialmente nos indivíduos de pele muito clara. O problema é que tomar sol provoca uma sensação bastante agradável. A pele bronzeada adquire uma aparência teoricamente mais saudável e as pessoas se sentem mais bonitas e atraentes.

No entanto, são cumulativos os danos na pele causados pelo sol. Com o passar da idade, quanto mais frequente e duradoura tiver sido a exposição, maior a possibilidade de ocorrerem manchas e tumores malignos.

Apesar de esse fato ser conhecido praticamente por todos, é muito difícil uma pessoa convencer-se de que uma mudança de comportamento é fundamental. Praias, piscinas e represas sempre atulhadas de gente nos horários em que o sol pode provocar lesões importantes na pele são provas irrefutáveis de que esse tipo de informação não é levado muito a sério.

PERIGOS DA EXPOSIÇÃO AO SOL



Drauzio – O que revelou o estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo avaliando o conhecimento das pessoas em relação aos malefícios causados pelo excesso de sol?

Ivan de Oliveira Santos – Esse estudo revelou resultados bastante interessantes. Durante uma das campanhas promovidas pela universidade, fizemos uma enquete com a colaboração de alunos e residentes para verificar o que as pessoas sabiam a respeito dos danos causados pela exposição excessiva ao sol. Para tanto, entrevistamos um número grande e diversificado de indivíduos e chegamos à seguinte conclusão: 70% a 80% dos entrevistados sabiam que o sol pode causar câncer de pele e envelhecimento precoce especialmente nas pessoas de pele clara. Apesar disso, essas pessoas admitiam que, no verão seguinte, gostariam de tomar sol, porque se achavam mais bonitas quando bronzeadas. É interessante essa contradição. Entre dominar racionalmente a informação e mudar de hábitos, vai uma distância imensa.

Drauzio – Todo mundo sabe que no início da manhã e no final da tarde o sol traz menos prejuízos para pele o que não acontece nos outros horários. Como se explica essa diferença?

Ivan de Oliveira Santos – Das dez horas da manhã até as três ou quatro horas da tarde, há prevalência dos raios ultravioleta do tipo B. Embora o comprimento de onda desses raios não seja tão longo quanto o do tipo A, eles são mais cancerígenos e provocam mais alterações na pele, entre elas o carcinoma espinocelular.

Sempre se acreditou que os raios ultravioletas do tipo A, que incidem no restante do dia, fossem menos maléficos, apesar de provocarem o envelhecimento precoce da pele por serem mais profundos. Ultimamente, porém, uma série de trabalhos sobre o assunto está relacionando esse tipo de raios à incidência de melanoma, entre todos o mais perigoso dos tumores, pois pode levar o indivíduo ao óbito. O basocelular e o espinocelular são carcinomas mais facilmente curáveis, embora, algumas vezes, provoquem deformidades. O melanoma, no entanto, tem maior capacidade de desenvolver metástases, popularmente chamadas de raízes, e de comprometer o funcionamento de outros órgãos. Por isso, pessoas de pele clara, principalmente, devem saber tomar sol.

Drauzio – O que é saber tomar sol?

Ivan de Oliveira Santos – Como regra básica, todos podem e devem tomar sol, mas para cada um existe um limite tolerável de exposição que deve ser respeitado. A pessoa pode identificar seu limite, observando o eritema, ou seja, a vermelhidão ardida que se forma na pele e que incomoda à noite. Há pessoas com pele muito sensível que vão à praia, por exemplo, e nunca conseguem ficar morenas. Essas, infelizmente, não podem tomar muito sol, porque não foram preparadas pela natureza para morar em países tropicais como o Brasil ou a Austrália, onde o sol é intenso. Já uma pessoa com pele que chamamos do tipo 3, a que vai à praia e logo consegue ficar moreninha, não tem tanto problema, porque essa coloração funciona como um filtro solar que a natureza lhe deu, aliás, o melhor filtro solar que existe, pois protege bastante contra os raios ultravioleta do sol.

TIPOS DE PELE E REAÇÃO AO SOL



Drauzio – Vamos estabelecer como reagem ao sol os diferentes tipos de pele, do mais claro ao mais escuro?(imagem1)

Ivan de Oliveira Santos – Pessoas de pele clara como a retratada na foto II têm dificuldade para produzir o pigmento de melanina. A ruiva que aparece na foto I não fabrica eumelanina. Os ruivos têm um pigmento que se chama felmelanina, muito encontrado nos escoceses e irlandeses e com capacidade menor de defendê-los dos raios ultravioleta do sol. Por isso, esse tipo de pele é mais sensível até mesmo que a dos loiros, mas menos sensível do que a dos albinos que nunca ficam bronzeados. As fotos III e IV registram um tipo de pele com maior capacidade de defesa. Tomando um pouco de sol, essas pessoas praticamente não ficam vermelhas e, já no dia seguinte, estão moreninhas. Elas possuem uma defesa natural contra os raios ultravioleta e não precisam preocupar-se tanto, embora tenham que tomar cuidado, porque o sol envelhece a pele e não afasta a possibilidade de provocar um câncer.

Drauzio – Do ponto de vista da resistência ao sol, a pele negra (foto V) é a ideal, você não acha?


Ivan de Oliveira Santos – É a campeã. É raro encontrar um câncer de pele nos negros. Quando o problema aparece, principalmente o melanoma, ocorre na região plantar e na palma da mão, superfícies despigmentadas, onde não existe defesa. Nesses casos, a doença talvez se manifeste por causa do atrito a que essas áreas estão expostas. (vide imagem do pé)

Drauzio – Sempre digo que a pele negra é uma pele superior. Se alguma espécie de preconceito se justificasse, deveria ser da negra contra a pele branca.

Ivan de Oliveira Santos – Os negros são muito mais preparados para viver num país tropical como o nosso do que os brancos.

CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DO PROTETOR SOLAR

Drauzio – Que critério as pessoas devem adotar para escolher o fator de proteção solar dos protetores encontrados no mercado?

Ivan de Oliveira Santos – Para pessoas de pele normal sem casos de câncer de pele na família e que nunca tenham manifestado o problema, o fator de proteção solar número 15 é o que representa melhor custo-benefício, porque consegue oferecer 94% de proteção contra os raios ultravioleta do tipo B. Além disso, os produtos mais modernos protegem não só contra o UVB (ultravioleta do tipo B) como também contra o UVA (ultravioleta do tipo A), uma vez que a tendência atual é creditar uma serie de lesões, incluindo o melanoma e o envelhecimento precoce, à ação dos raios UVA.

Em relação ao custo-benefício, portanto, protetor solar fator 15 é o indicado, porque garante 94% de proteção. Se a pessoa usar o fator 33, aumentará esse índice para 97%, o que não representa uma diferença significativa.

Drauzio – As pessoas acham que se usarem o fator 60, por exemplo, estarão mais protegidas. Isso é verdade?

Ivan de Oliveira Santos – Atingir 100% de proteção é impossível nem vale a pena. É preciso tomar um pouco de sol para estimular a pele. O contraproducente é a pessoa ficar trancada no escritório o ano inteiro e, sem proteção alguma, querer bronzear-se de uma hora para outra. Além de estragar suas férias, vai provocar o envelhecimento da pele e o aparecimento de lesões.

Minha advertência é sempre a mesma: pode ficar moreno, o que não pode é ficar vermelho. Se a pessoa consegue bronzear-se mesmo sem o protetor solar é porque tem a pele adaptada para receber os raios solares. As outras precisam ficar atentas e o protetor fator 15 pode ajudá-las a defender-se dos danos causados pelo sol.

Drauzio – Para as crianças, vale a mesma indicação?

Ivan de Oliveira Santos – Vale também para as crianças. Muitas vezes, o problema não está no fator de proteção, está no saber passar o produto. Não basta aplicá-lo uma única vez antes de ir tomar sol. É preciso repetir a operação pelo menos a cada duas horas, porque 50% do efeito desaparecem com o tempo. Especialmente se a pessoa entrou na água ou suou muito deve refazer a aplicação. Às vezes, ela acha que, passando um protetor fator 60 pela manhã, estará protegida o dia todo, o que é um engano. Se estiver na praia, então, precisa repetir a aplicação com frequência para garantir o efeito desejado.

FERIDAS QUE NÃO CICATRIZAM

Drauzio – Vamos falar sobre as feridas que não cicatrizam (Imagem 12) e que são os primeiros sinais de câncer de pele.



Ivan de Oliveira Santos – Essas feridas que não cicatrizam, os carcinomas, são tumores ligados mais ao sol e aparecem predominantemente em áreas expostas, como a face e o dorso das mãos. Surgem sem causa aparente, primeiro sob a forma de uma pequena mancha avermelhada e, depois, de um nódulo que apresenta uma umbilicação central ou fica um pouco ulcerado. É uma ferida que começa a crescer e não responde ao uso de pomadas cicatrizantes normalmente colocados no local.

Outro indício importante é que ela não dói – “Puxa, doutor, não vi antes porque não doía.” – é o que se ouve com freqüência. O tumor de pele só vai doer quando estiver comprimindo outra estrutura, porque ele não tem enervação. Aliás, todos os cânceres são assim: só doem quando comprimem outras estruturas.

Em geral, esses carcinomas de pele aparecem sem causa aparente em pessoas de pele muito clara e que tomaram bastante sol.

Drauzio – E o que dizer dessas feridinhas que costumam aparecer no local em que os óculos se apoiam no nariz? (figura 11)



Ivan de Oliveira Santos – É muito comum ligar essas feridas no nariz aos óculos, porque geralmente elas aparecem em pessoas de certa idade que precisam deles para enxergar melhor. Essas feridas não doem, mas representam o tipo mais frequente de câncer de pele que se encontra na clínica.

Os óculos não são, porém, a causa de sua incidência. O nariz é o local mais exposto ao sol ao longo da vida e o fator cumulativo dessa exposição pesa muito nesse caso. Por isso, se aparecer uma feridinha no nariz que não cicatriza em um mês ou dois, é indispensável procurar um médico num posto de saúde ou numa clínica para avaliação. Na grande maioria das situações, ela não significa nada importante, mas medidas de prevenção devem ser tomadas.

MELANOMA: TUMOR MALIGNO

Drauzio – Em geral, o melanoma maligno é um tumor que aparece sobre pintas já existentes e apresenta alguns sinais importantes. Quais são eles?


Ivan de Oliveira Santos – Na imagem 2, aparece uma lesão pigmentada característica que exige, pelo menos, uma biópsia. Chama a atenção sua assimetria, ou seja, se cortarmos a lesão no meio, uma metade não vai se sobrepor sobre a outra horizontal e verticalmente. Outra característica importante são as bordas irregulares, semelhantes ao desenho do litoral num mapa geográfico. Não se trata de uma lesão redondinha, própria das lesões benignas. A terceira característica está na multiplicidade de cores. Há partes róseas, outras mais escuras, outras negras, marrons, cor de bronze e alaranjadas. Por fim, chama a atenção o diâmetro maior do que 6mm, uma medida que corresponde ao tamanho do fundo de um lápis.

Portanto, a regrinha básica para reconhecer um melanoma maligno e a do ABCD: A de assimetria, B de bordas irregulares, C de cor e D de diâmetro. Se a pessoa tiver uma pinta com três dessas características, deve procurar imediatamente um médico.

Drauzio – Na imagem 3, quais são as características que devem ser notadas?



Ivan de Oliveira Santos – Essa lesão parece ser grande, é assimétrica, tem bordas irregulares e cores diferentes. É negra apenas numa das pontas e de outra cor no restante do nevo. Na imagem 4, também existe uma multiplicidade de cores e contornos irregulares. No centro, há uma área despigmentada que, às vezes, pode indicar uma área de regressão, isto é, a pinta foi se modificando e perdeu a cor escura que havia naquele lugar. Já a imagem 5 apresenta um nevo difícil de ser encontrado. É provável que se trate de um nevo displásico e atípico que pode transformar-se numa lesão maligna. Como é uma lesão assimétrica, tem bordas irregulares e multiplicidade de cores precisa ser retirada.

Drauzio – Há uma crença que pintas com pelos como essa são sempre nevos benignos. Isso é verdade?

Ivan de Oliveira Santos – Não é. Principalmente os nevos congênitos podem ter pelos e apresentar sinais de malignidade ou transformar-se numa lesão maligna.

Drauzio – Quais as características da lesão configurada na imagem 6?



Ivan de Oliveira Santos – É uma lesão um pouco mais saliente, assimétrica, com bordas irregulares, cores diferentes e diâmetro maior. Essa lesão vegetante indica um caso grave de um melanoma em evolução. É evidente que quanto mais espessa a lesão, maior a possibilidade de ter-se aprofundado e dado origem a metástases, ou raízes.

Drauzio – Quanto mais espessa e alta a lesão e quanto mais profunda for, pior?



Ivan de Oliveira Santos - Pior. A imagem 7 mostra um melanoma
do tipo disseminativo e superficial. Possui multiplicidade de cores, assimetria e bordas irregulares, sinais indicativos de possível malignidade.

Outra característica que pode se manifestar nos melanomas é a coceira. Se a pessoa diz – “Doutor, esta pinta está coçando” – o médico deve observar bem a lesão. O prurido indica que a pinta não é estável e que pode estar crescendo.

Drauzio – Pinta que coça deve sempre ser retirada?

Ivan de Oliveira Santos – Deve sempre ser observada. Às vezes, trata-se de uma queratose seborreica, uma lesão superficial sem complicações. No entanto, isso não invalida que a lesão seja acompanhada atentamente.

Drauzio – Essa lesão da imagem 8 é irregular, mas bem redondinha. Que outras características apresentam?

Ivan de Oliveira Santos – Ela apresenta uma pigmentação diferente na parte inferior, é mais clara no meio e um pouco mais espessa, mais saliente. É um tipo de lesão que precisa ser retirada.

Provavelmente, trata-se de um melanoma nodular que nasceu em cima de uma pinta. Veja que na parte lateral direita parece uma pinta, mas na borda cresceu um nódulo, isto é, já se formou um caroço ali.

Nem todos os melanomas nascem em cima de pintas. Eles podem nascer numa pele normal e irem aumentando de tamanho. Muitas vezes, a primeira manifestação do melanoma nodular é um caroço que surge sem apresentar a fase pré-neoplásica.



A imagem 9 mostra um caso mais grave: um melanoma volumoso e já ulcerado. A ulceração sempre indica um prognóstico pior.

Drauzio – Pinta que sangra deve ser retirada sempre, não é mesmo?


Ivan de Oliveira Santos – Temos de retirar sempre. Antigamente, aprendia-se na escola que o melanoma era um caroço ulcerado do qual saía sangue e que, muitas vezes, doía. Por isso, o diagnóstico era feito tardiamente. Hoje, tentamos fazê-lo cada vez mais cedo, tanto observando as características preconizadas pela regrinha do ABCD como pela dermatoscopia. Assim, conseguimos curar muito mais casos de melanoma do que curávamos no passado.

No Hospital do Câncer, por exemplo, a maioria dos pacientes que recebíamos tinham lesões avançadas. Isso está mudando. As pessoas estão mais informadas o que facilita a prevenção secundária, ou seja, a possibilidade de acompanhar as pintas que nasceram ou estão crescendo e que apresentam características como assimetria, bordas irregulares e multiplicidade de cores. Resultado: pegamos lesões iniciais que podem ser curadas em quase 100% dos casos, dependendo da espessura. Se a espessura for maior do que 4mm, porém, aumenta a probabilidade de formação de metástases o que complica o quadro e dificulta a cura.

PESSOAS COM MUITAS PINTAS

Drauzio – Que cuidados têm que tomar as pessoas com muitas pintas espalhadas pelo corpo, essas que são chamadas popularmente de “bananas pintadinhas”, uma vez que não é possível retirar todas elas?

Ivan de Oliveira Santos – Em média, as pessoas têm de 17 a 25 pintas, mas há aquelas que chegam a ter mais de cem pintas, fato que se repete em outros membros da família. Essas precisam ser observadas, especialmente se houver um caso de melanoma num tio ou num avô, por exemplo, porque isso caracteriza a síndrome do nevo displásico ou síndrome do nevo atípico.

Como existe a possibilidade de o melanoma ter origem congênita (8% dos casos), há grupos familiares com incidência maior da doença por causa do número de pintas, pois é evidente que quanto maior ele seja, maior a incidência desses tumores.

No nosso País, talvez pela miscigenação das raças, em 100.000 habitantes apenas 7 ou 8 têm melanoma. No Estado de São Paulo, um levantamento realizado em 17 cidades revelou que apenas quatro pessoas em 100.000 desenvolvem a doença.

MISCIGENAÇÃO ÉTNICA: FATOR PROTETOR

Drauzio – Num país como a Austrália, em que a maioria dos habitantes tem pele muito clara e o sol é fortíssimo, esses números são outros, não é?

Ivan de Oliveira Santos – São dez vezes maiores do que no Brasil. A situação geográfica não justifica essa diferença. O Trópico de Capricórnio passa no Estado de São Paulo e na província de Queensland, no nordeste da Austrália. Praias existem aqui e lá. A diferença está na miscigenação étnica. O Brasil é um país relativamente protegido, porque grande parte significativa da população tem sangue índio e negro. Vários trabalhos mostram que essa miscigenação racial tornou nosso povo, de certa forma, mais resistente.

Na Austrália, a situação é outra. A maioria da população é branca, descendente de ingleses, escoceses e irlandeses e não se misturou com o aborígene australiano, que é negro, de cabelos escorridos (diferente do africano) e mais resistente ao sol. Como consequência, ali se verificou o mais alto índice de melanoma do mundo durante algum tempo. Diante disso, desde a década de 1960, foram criadas campanhas intensivas de esclarecimento mostrando lesões que ajudavam a identificar a doença e a realidade mudou, como mudou a maneira de fazer o diagnóstico. As lesões deixaram de ser avaliadas tardiamente e a conscientização das pessoas permitiu que 87% dos casos pudessem ser curados.

CÂNCER DE PELE E BRONZEAMENTO ARTIFICIAL

Drauzio – Existe relação entre bronzeamento artificial e câncer de pele?

Ivan de Oliveira Santos – O bronzeamento artificial é condenado pelos médicos do GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, porque faz uso dos raios ultravioleta do tipo A para deixar as pessoas mais morenas e, em geral, são as de pele mais clara e mais sensível que se valem desse recurso.

O risco elevado que os raios ultravioletas tipo A representam, somado ao fator cumulativo que, querendo ou não, existe num país de sol tropical como o nosso, justifica a preocupação de que a exposição por tempo prolongado possa provocar câncer de pele.



Antigamente se pensava que esses raios não tinham contraindicações. Hoje, há uma série de trabalhos indicando os malefícios que causam na pele e sua influência na formação de melanomas. Por isso, condenamos o bronzeamento artificial, embora reconheçamos que esses aparelhos possam ser benéficos em algumas situações especiais, como nos casos de psoríase, por exemplo.

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