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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Historia da Cremer parte 4 de 4

História da Cremer,
Parte 4 de 4, continuação do post anterior.



História da Cremer Parte 4 – Valorização dos Empregados da Indústria


6  BENEFÍCIOS, LAZER  E BEM ESTAR 

A Cremer julga que os seus colaboradores são os principais responsáveis pelo seu desenvolvimento. Luiz Schlögl, um dos entrevistados, conta que “a empresa nunca esqueceu de seus empregados e sempre proporcionou a todos o melhor em treinamento e benefícios sociais. Para atende-los neste quesito, colocou à disposição refeitório, ambulatório com médicos, enfermeiros, farmácia, prêmio de assiduidade, bolsa de estudos, brigada de incêndio, centro de aperfeiçoamento de mão-de-obra industrial, biblioteca (1965). Iniciou seus trabalhos – por um período bem curto – no setor de depósito de fios (rocas), aguardando a vaga no Departamento Pessoal. Nesse departamento trabalhou de 1962 até o ano 2000. Suas principais atividades eram fazer as admissões e as demissões dos empregados. Conhecia a fundo a CLT, bem como as rotinas trabalhistas do setor. Nos anos finais foi responsável pelo recrutamento e seleção”.

 Conforme relata o entrevistado Osmerino Jerônymo de Oliveira, “a Associação Cultural e Esportiva Cremer – ACECREMER foi criada em1964 para o lazer dos funcionários e que foi um assíduo frequentador do jogo de bocha (quintafeirino). Trabalhou (1960-1991) na seção de espuladeira, passando a ser encarregado do setor. Na época em que a empresa não dispunha de um setor específico de segurança, colaborou muitos anos trabalhando como vigia nos fins de semana”.

Davino Rodrigues Pereira relata em sua entrevista que “os administradores da Cremer sempre se preocuparam com o bem estar dos funcionários. Para desativar a tecelagem manual, a mais antiga da empresa, o fizeram aos poucos, isto é, à medida que os tecelões iam se aposentando. Os remanescentes foram recolocados em outros setores da fábrica, não havendo necessidade de demissões. No início das atividades e até os anos 1970, conta que os funcionários executavam várias atividades. Afirma que exerceu função de telefonista, cuidava das correspondências, fazia despacho de mercadorias e atendia pessoas no balcão. Trabalhou nessa empresa de 1959 a 1992”.

A política da empresa era também de promover os empregados. O Sr. Manfred Kropp, conta que “sempre desejava trabalhar com consertos de máquinas de costura. Trabalhou inicialmente como tecelão. Fez vários cursos de mecânica e com o conhecimento que já havia adquirido antes, conseguiu sua transferência para a confecção de fraldas, responsabilizando-se pela manutenção de todas as máquinas de costura do setor. Sua permanência na Cremer foi de 1960 até 1997”.


7  CONCLUSÃO

A presente pesquisa se estendeu a diversos documentos escritos, tais como: revistas, livros, monografias, álbuns, fotografias, calendários,  bem como documentos orais obtidos por entrevistas. Estes só foram possíveis através da colaboração de ex funcionários que tiveram seu ingresso na empresa nos anos de 1959, 1960, 1961 e 1962. Arquivos particulares também foram consultados.

Esse foi o método que se usou para juntar o máximo de informações. Inicialmente, tudo pareceu muito distante e disperso. No entanto foi este o caminho trilhado para a compilação e conclusão do mesmo. Historiar é a arte de ajuntar fragmentos históricos espalhados em forma de documentos, ou em forma de memória de pessoas mais idosas que guardaram a tradição e os fatos de seus antepassados. Apesar das dificuldades em encontrar bibliografias adequadas, estas foram superadas pelo acervo particular dos entrevistados e do autor, que também trabalhou nessa empresa por quase 29 anos. Foi um trabalho árduo de garimpagem, no entanto, compensador.
A breve história da Cremer que acabou de ser apresentada, revelou muito bem os sonhos, as esperanças e o respeito pela dignidade do ser humano que os fundadores e administradores nos legaram. Tudo isso contribuiu para que a empresa pudesse atender as necessidades dos consumidores e dos seus colaboradores. E nesse ritmo de progresso a Cremer chega, enfim, aos seus 76 anos de atividade, mostrando ao País e ao mundo que: esforço, trabalho, sofrimentos e dedicação só podem gerar bons frutos. Certamente, este é o primeiro objetivo deste trabalho ora concluído.


8  REFERÊNCIAS

CREMER 50 ANOS. Blumenau: 1985. 32 p.

CREMER 1935 – 1995. Blumenau: 1995. 22 p.

NOTICIÁRIO CREMER. Blumenau: Centro de Treinamento, n.10, maio/junho 1969. 20 p.

RAULINO, Ivo. Crise e Reestruturação Produtiva na Grande Empresa Têxtil do Médio Vale do Itajaí. São Paulo, 2008. Tese (Doutorado em Geografia Humana: Ensino Superior). Coordenadoria de Pós-graduação, Universidade de São Paulo.

9  LOCAIS PESQUISADOS

Arquivo do autor, Delério A. Oechsler
Arquivo dos entrevistados
Biblioteca Martinho Cardoso da Veiga - FURB

10  ENTREVISTAS

NOME
FUNÇÃO
DATA DA ENTREVISTA
Davino Rodrigues Pereira
Vendas
03.07.2011
Luiz Schlögl
R H
03.07.2011
Manfred Kropp
Mecânico
10.07.2011
Osmerino J. de Oliveira
Supervisor de Produção
09.07.2011


Observações: As respectivas esposas também trabalharam na Cremer e foram consultadas, sendo que uma delas reside em frente à fábrica, desde 1940.

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