Saga Purgly Postagem 6 A Rainha sem Coroa Subtítulo Magdolna Purgly, de menina do campo a Primeira-Dama da Hungria.
Jorge, esta é provavelmente a postagem que mais atrairá a curiosidade dos seus leitores externos. Ter uma parente tão próxima que viveu no centro do poder mundial durante a Segunda Guerra é algo raríssimo.
Aqui está o rascunho para a Postagem 6, focado na humanidade da "Tia Magdolna" antes, durante e depois do poder.
Postagem 6: A Rainha sem Coroa
Subtítulo: Magdolna Purgly, de menina do campo a Primeira-Dama da Hungria.
Se você olhar novamente para o meu gráfico genealógico, verá ao lado do meu avô, Emil Purgly, o nome de sua irmã: Magdolna Purgly (1881-1959).
Para os livros de história, ela foi a esposa do Almirante Miklós Horthy, o Regente que governou a Hungria entre as duas guerras mundiais. Mas na "Saga Purgly", ela é a Tia Magdolna. E sua trajetória é a prova definitiva de como o destino pode tirar alguém da tranquilidade do campo e colocá-la no olho do furacão da história.
O Encontro em Hejőbába
Magdolna não nasceu em um palácio real. Ela cresceu com os valores de Jószáshely e a elegância de sua mãe, Ilona Vásárhelyi. Dizem as crônicas familiares que ela conheceu Miklós Horthy em um baile casual. Ele era um oficial da Marinha Austro-Húngara, charmoso e viajado; ela, uma jovem da nobreza rural, culta e discreta.
Quando se casaram em Arad, em 1901, ninguém imaginava que aquele oficial naval se tornaria o Chefe de Estado. Eles esperavam uma vida de viagens pelo mar, não de política em Budapeste.
A Vida no Castelo de Buda
Quando Horthy se tornou Regente em 1920, Magdolna tornou-se a "Primeira Dama". Como a Hungria era um Reino sem rei, ela desempenhava, na prática, o papel de Rainha.
Mas ela nunca perdeu a essência dos Purgly. Enquanto o mundo desmoronava lá fora com a ascensão do nazismo e a pressão soviética, Magdolna tentava manter a normalidade e a dignidade dentro das paredes do Castelo de Buda. Ela era conhecida pela caridade e pela postura rígida contra a frivolidade. Ela foi o "freio moral" em tempos imorais.
A Conexão com o Avô Emil
É aqui que a história toca o meu sangue diretamente. Meu avô, Emil Purgly, era irmão dela. Essa proximidade não era apenas sanguínea, era política e geográfica. A ascensão de Magdolna colocou toda a família Purgly sob os holofotes — e sob o risco.
Ser irmão da mulher mais poderosa do país trouxe prestígio (lembra do título de Vitéz?), mas também um alvo nas costas quando a guerra virou contra a Hungria.
O Exílio e o Fim em Estoril
A saga de Magdolna não teve um final de conto de fadas. Em 1944, com a invasão alemã e depois a soviética, a família teve que fugir. O castelo ficou para trás. As terras de Jószáshely ficaram para trás.
Ela terminou seus dias em Estoril, Portugal, vivendo de forma modesta, longe da planície húngara que tanto amava.
Quando penso nela, não vejo a figura política. Vejo a irmã do meu avô, uma mulher que segurou a mão do marido enquanto o mundo deles desaparecia. Ela faleceu em 1959, levando consigo os segredos de uma era.
A lição que fica? Títulos e castelos podem ser tomados, mas a dignidade de quem sabe quem é, essa ninguém confisca.
Para saber mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Magdolna_Purgly

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