SL 26 - Temporada 3 Episódio 17 O Império Siemens (Parte 2) — Sol, Energia e Grandes Obras

 

SL 26 - Temporada 3 Episódio 17: O Império Siemens (Parte 2) — Sol, Energia e Grandes Obras



A fase na Siemens Solar e na KWU elevou o nível do jogo. Participei de dois gigantes:

  • CTE2 da CSN: Onde fui o guardião do índice de nacionalização para o BNDES, garantindo que a tecnologia gerasse progresso no Brasil.

  • Termelétrica de Cuiabá: Onde atuei no complexo acompanhamento de Claims, unindo a precisão técnica à visão estratégica de negócios.

SL 26 - Temporada 3, Episódio 17: O Guardião do Progresso — Maxitec, BNDES e os Gigantes da Energia

Se a Icotron foi o mergulho no micro, a entrada na Maxitec e, posteriormente, na Siemens KWU, foi a minha ascensão para o macro. No grupo Siemens, a Maxitec representava o braço de sistemas e automação, e foi ali que minha carreira ganhou uma nova dimensão: a responsabilidade de ser o fiel da balança entre a tecnologia de ponta alemã e o desenvolvimento da indústria brasileira.

O Desafio da Nacionalização: CTE2 da CSN

Um dos momentos mais definidores dessa fase foi o projeto da CTE2 (Central Termoelétrica 2) da CSN. Minha missão era técnica, mas também diplomática: eu era o responsável pelo índice de nacionalização junto ao BNDES.

Naquela época, para que um projeto dessa magnitude recebesse financiamento público, precisávamos provar que o Brasil não estava apenas importando máquinas, mas absorvendo tecnologia e gerando empregos locais. Cada parafuso, cada painel e cada software precisava ser auditado. Eu me sentia o guardião dessa promessa: garantir que o progresso da CSN fosse, de fato, um progresso brasileiro. O rigor que aprendi com Johann na infância tornou-se a minha maior defesa nas auditorias do governo.

Gestão de Crises e Claims: Termelétrica de Cuiabá

Em seguida, a jornada me levou à KWU, onde mergulhei em um dos projetos mais desafiadores do setor energético: a Usina Termelétrica de Cuiabá. Ali, o jogo mudou. Saímos da auditoria de componentes para o complexo mundo dos Claims (pleitos de contrato).

Gerenciar claims em uma obra desse porte exige um sangue-frio peculiar. É preciso unir a lógica fria da engenharia com a precisão jurídica e comercial. Cada atraso, cada mudança de escopo e cada custo imprevisto precisava ser documentado e negociado. Foi nessa fase que consolidei minha visão de que a engenharia de grandes obras é, acima de tudo, uma engenharia de relacionamentos e transparência.

O Legado Técnico

Esses 50 anos de história profissional começaram a se cristalizar aqui. Eu percebi que minha herança de Battonya — a resiliência e a seriedade — era o que me permitia olhar nos olhos de um auditor do BNDES ou de um diretor de obra e transmitir confiança. Eu não estava apenas entregando turbinas ou sistemas de controle; eu estava tecendo a infraestrutura do país que acolheu meus pais em 1948.

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