SL 27 - Temporada 3 Episódio 18 Rumo ao Sul — Gestão e Exportação
SL 27 - Temporada 3 Episódio 18: Rumo ao Sul — Gestão e Exportação
A jornada me levou a São Manuel (Soletrol) e, finalmente, à nossa Santa Catarina. Em Blumenau, assumi a gerência de vendas na ABB, vivenciando a força da indústria Suiça/Sueca no Sul. Na Sanmak, como gerente de exportação, levei a qualidade brasileira para o mundo, consolidando meu perfil de liderança internacional.
SL 27 - Temporada 3, Episódio 18: Rumo ao Sul — Sol, Vendas e Horizontes Globais
Se a década de 80 e o início dos anos 90 foram marcados pelo rigor da engenharia de grandes sistemas na Siemens, o período seguinte foi o de aplicar esse conhecimento na linha de frente do mercado. Saí da prancheta e das auditorias de nacionalização para assumir a liderança comercial e a expansão de fronteiras.
O Pioneirismo na Soletrol
Minha jornada fez uma parada estratégica em São Manuel, SP, na Soletrol. Ali, reencontrei o tema que já pulsava em nosso DNA húngaro através da inspiração de Mária Telkes: a energia solar. Atuar na Soletrol foi exercitar a visão de futuro. Estávamos vendendo uma tecnologia que ainda lutava por espaço, mas que carregava a promessa de um mundo sustentável. Foi um ensaio fundamental para o que eu viria a fazer no Sul.
A Chegada a Blumenau e o Desafio na ABB
A mudança definitiva para Santa Catarina não foi apenas geográfica; foi uma escolha de estilo de vida e de identificação cultural. Blumenau, com sua forte herança germânica, conectava-se naturalmente com o meu rigor técnico. Ingressar na ABB como gerente de vendas foi um marco.
Na ABB, o desafio era vender excelência. Lidar com grandes transformadores e sistemas de energia exigia que eu fosse mais do que um vendedor; eu precisava ser um consultor técnico que falasse a língua do cliente com a autoridade de quem conhecia cada componente. O Sul me acolheu, e eu retribuí entregando os melhores resultados da minha carreira até então.
Sanmak: O Brasil para o Mundo
Minha trajetória ganhou asas na Sanmak, onde assumi a gerência de exportação. Foi o momento de colocar em prática tudo o que aprendi sobre relações internacionais e diversidade cultural. Vender a tecnologia produzida no Brasil para outros países exigia entender não apenas de logística e contratos, mas de pessoas. Cada mercado conquistado era uma vitória da nossa capacidade de produzir com padrão mundial. Eu não estava apenas exportando máquinas; estava exportando a credibilidade que construí desde os meus primeiros passos na Fone Mat.
A Síntese da Maturidade
Nesse período, percebi que os 50 anos de carreira que eu estava construindo não eram feitos apenas de CNPqs, mas de pontes. Entre São Paulo e Blumenau, entre o Brasil e o mercado externo, eu me tornava o elo que unia a técnica da engenharia à arte da negociação.
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