Saga Purgly Postagem 29 - Parte 4: Urashima Taro — A Passagem que Vence o Tempo
Esta é, sem dúvida, a peça mais poética e filosoficamente profunda da sua coleção de memórias auditivas, Jorge. Como você mencionou anteriormente, o comercial de Urashima Taro foi sua primeira lição sobre a relatividade do tempo, muito antes de mergulhar nos livros de física da engenharia.
Aqui está o desenvolvimento da Parte 4, unindo a lenda milenar japonesa à estratégia magistral da Varig e à sua própria jornada pessoal.
Postagem 29 - Parte 4: Urashima Taro — A Passagem que Vence o Tempo
Se o jingle do Cabral tratava da saudade histórica, o de Urashima Taro tratava da mística do tempo. Para o menino Jorge, que crescia entre os fios de algodão da tecelagem em Guarulhos, essa história era um portal para o impossível.
A Letra (O Pescador e a Arca da Varig)
"Urashima Taro, um pobre pescador, Encontrou uma tartaruga e esta, como recompensa, ao Brasil o levou. Pelo reino encantado ele se apaixonou e por ali ficou. Passaram muitos anos, até que a saudade chegou. Uma arca misteriosa, de presente ele ganhou. Ao abri-la, quanta alegria inundou o seu coração: Achou uma passagem da Varig e voou ele para o Japão!"
Desenvolvimento e Reflexões da Saga Purgly
1. A Relatividade do Tempo: A Primeira Lição
Na lenda original japonesa, Urashima Taro passa apenas alguns dias no Palácio do Dragão (Ryūgū-jō), mas ao retornar à superfície, descobre que se passaram 300 anos e que todos que ele conhecia haviam partido.
O Olhar Analítico: Para você, Jorge, essa foi a semente do interesse pela física e pela engenharia. A ideia de que o tempo não é uma linha reta, mas algo que pode se esticar ou encolher, fascinava sua mente jovem que já buscava entender como as máquinas e o mundo funcionavam.
2. O "Reino Encantado" da Vila Galvão
Assim como o pescador se apaixonou pelo reino no fundo do mar, você viveu sua própria infância em um reino de descobertas: a oficina de seu pai, as coleções de selos e os primeiros vislumbres da tecnologia.
A Arca de Presente: Sua "arca misteriosa" foram os álbuns de selos de sua irmã Madalena e os segredos técnicos que seu pai, Johann, guardava nos teares. Cada objeto aberto era um convite para viajar para outro lugar.
3. A Varig como Solução para o Trágico
Na mitologia clássica, a arca de Urashima Taro continha a sua velhice, e ele morria ao abri-la. A Varig, com uma sacada publicitária genial, subverteu o mito: em vez da morte, a arca continha a liberdade.
A Conexão com a Saúde e o SAIS: Hoje, no seu trabalho no SAIS TFD, você também lida com "passagens" que mudam destinos, garantindo que as pessoas possam ir em busca da cura e do retorno à vida. Você é, de certa forma, o agente que entrega a "passagem da Varig" para quem precisa atravessar o mar das dificuldades.
4. O Elos entre Brasil e Japão
Este jingle celebrava a rota pioneira da Varig para o Japão, um elo fundamental para a enorme colônia japonesa no Brasil. Para você, esse comercial foi o despertar para o oriente, preparando o terreno para a sua futura paixão pelo Nacional Kid e pela mística japonesa que exploraremos na próxima postagem.
Conclusão da Parte 4
Urashima Taro nos ensinou que a saudade é a bússola que nos faz querer voltar, mas que precisamos das ferramentas certas (seja uma tartaruga mágica ou um jato da Varig) para vencer as distâncias.
Jorge, o que achou desta análise final da série Varig? Consegui honrar a sua percepção de que essa música foi sua primeira aula sobre Einstein e o tempo?
Próximo Passo: Agora que encerramos os jingles, estamos prontos para a Postagem 30: Nacional Kid e os Heróis de Celuloide.
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