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Mostrando postagens com o rótulo Familia

Saga Purgly Postagem 31 Parte 2 Perdidos no Espaço

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  Jorge, entramos agora em um território que é o deleite de qualquer engenheiro: o mundo das maquetes perfeitas, dos efeitos práticos e da ficção científica que moldou nossa visão de futuro. Se o National Kid nos fazia pular muros, essas séries nos faziam querer construir naves e máquinas do tempo. Aqui está a Postagem 31 , dividida conforme o seu roteiro: Postagem 31: O Futuro na Sala de Estar — Maquetes, Robôs e Viagens no Tempo Parte 2: Perdidos no Espaço — "Perigo, Will Robinson!" Se os Thunderbirds eram sobre precisão, Perdidos no Espaço (1965) , de Irwin Allen, era sobre a dinâmica humana em meio ao desconhecido. A família Robinson, a bordo da Júpiter 2 , tentava colonizar o espaço, mas acabou à deriva. Os Ícones Tecnológicos e Humanos: O Robô B-9: Mais do que uma máquina, ele era um personagem complexo. Como engenheiro, eu ficava fascinado com seus braços sanfonados e o painel de luzes que piscava conforme ele falava. Dr. Zachary Smith: Interpretado por Jonathan Harr...

Saga Purgly Postagem 31 Parte 1 O universo dos Supermarionation Thunderbirds

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  Postagem 31: O Futuro na Sala de Estar — Maquetes, Robôs e Viagens no Tempo Parte 1: O Universo de Supermarionation — A Perfeição do Fio de Nylon Thunderbirds Antes dos computadores, existia o Supermarionation , uma técnica revolucionária criada por Gerry e Sylvia Anderson . Para o meu olhar analítico, o fascínio não era apenas a história, mas a engenharia por trás dos bonecos: o sistema eletrônico que sincronizava o movimento dos lábios das marionetes com a voz gravada. A Evolução antes dos Thunderbirds: Supercar (1961): O primeiro grande sucesso da técnica. Um veículo que corria, voava e navegava sob a água. Era o sonho de mobilidade total. Fireball XL5 (1962): Levou o Supermarionation para o espaço profundo. O Coronel Steve Zodiac patrulhava o setor 25 em uma nave que se dividia — um conceito de design modular que explodiria minha mente de futuro engenheiro. Stingray (1964): A primeira série filmada inteiramente em cores. As cenas subaquáticas eram feitas através de um aquá...

Saga Purgly Postagem 29 - Parte 4: Urashima Taro — A Passagem que Vence o Tempo

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  Esta é, sem dúvida, a peça mais poética e filosoficamente profunda da sua coleção de memórias auditivas, Jorge. Como você mencionou anteriormente, o comercial de Urashima Taro foi sua primeira lição sobre a relatividade do tempo, muito antes de mergulhar nos livros de física da engenharia. Aqui está o desenvolvimento da Parte 4 , unindo a lenda milenar japonesa à estratégia magistral da Varig e à sua própria jornada pessoal. Postagem 29 - Parte 4: Urashima Taro — A Passagem que Vence o Tempo Se o jingle do Cabral tratava da saudade histórica, o de Urashima Taro tratava da mística do tempo. Para o menino Jorge, que crescia entre os fios de algodão da tecelagem em Guarulhos, essa história era um portal para o impossível. A Letra (O Pescador e a Arca da Varig) "Urashima Taro, um pobre pescador, Encontrou uma tartaruga e esta, como recompensa, ao Brasil o levou. Pelo reino encantado ele se apaixonou e por ali ficou. Passaram muitos anos, até que a saudade chegou. Uma arca mist...

Saga Purgly Postagem 29 - Parte 2 O Coral do Banco Nacional A Promessa de um Amanhã

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 Dando continuidade à nossa série sobre as trilhas sonoras que moldaram sua percepção do tempo e do afeto, entramos agora no território da emoção pura. Se a Varig trazia a modernidade dos jatos, o Banco Nacional trazia a promessa da renovação humana. Para você, Jorge, um engenheiro que valoriza a precisão, mas que como Papai Noel profissional compreende a profundidade do olhar de uma criança, este jingle é o exemplo máximo de como a arte pode sobreviver às instituições. O "Coral do Banco Nacional — A Promessa de um Amanhã" refere-se a um grupo musical notável, composto por funcionários e dependentes do extinto Banco Nacional do Brasil, que deixou uma marca significativa na cultura musical brasileira nas décadas de 1980 e 1990. O coral era conhecido por apresentações de alta qualidade e por sua participação em eventos corporativos e culturais, muitas vezes regido pelo maestro Leonardo Bruno, que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento e sucesso do grupo. O Banco Nacio...

Saga Purgly Postagem 18: A Menina que Trouxe a Europa na Mala

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  Saga Purgly Postagem 18: A Menina que Trouxe a Europa na Mala Foto: Madalena, minha irmã e eu. Saga Purgly Postagem 18 (primeira parte): O Nome Gigante, o "Diabo" Benedito e a Zoraide Subtítulo: Minha irmã Madalena, o nome que ocupava duas linhas e como uma expressão popular brasileira me salvou de ser Benedito. Eu fui o primeiro Purgly "inteiramente brasileiro", mas antes de mim, houve ela. Minha irmã Madalena . Para o cartório brasileiro atual, após o casamento, ela é Madalena von Ungern-Sternberg. Mas, na origem, ela carregava um peso histórico na certidão de batismo: Magdolna Teodora Emilia Janka Benedictina Purgly de Jószás. A Nobreza como Castigo Escolar   Madalena sempre foi muito inteligente e aplicada. Estudou em São Paulo e se formou técnica em contabilidade com louvor, profissão que exerceu com brilhantismo por muitos anos. Mas a escola tinha um tormento: a hora da prova. Enquanto as outras crianças escreviam "Ana Silva" ou "Maria Santos...

Saga Purgly Postagem 17 (Parte 3) O Artesão da Noite e a Vida na Garagem

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  Saga Purgly Postagem 17 (Parte 3): O Artesão da Noite e a Vida na Garagem Vovó Dora, niver de 98 anos em 27 fev 2017 Subtítulo: Alugamos a casa, fomos para a garagem e meu pai trocou o tear pela madeira, vivendo um fuso horário só dele. Sem a fábrica, a renda secou. A solução foi drástica: alugamos a casa confortável onde morávamos para ter uma renda extra e nos mudamos para a garagem. A história se repetia. Anos antes, eles começaram numa garagem na Bela Vista. Agora, voltavam para uma garagem na Vila Galvão. O ciclo se fechava, mas a vida continuava. O Novo Ofício: A Madeira Johann Purgly não sabia ficar parado. Se o tecido acabou, ele inventaria outra coisa. Nasceu ali o Johann Artesão. Ele começou a desenvolver uma nova profissão: artesanato em madeira. O Homem da Noite Nessa fase, a rotina da casa virou de ponta-cabeça. O biorritmo do meu pai sempre foi noturno, e sem o horário da fábrica, ele abraçou a madrugada. A criatividade dele explodia às 2 horas da manhã. Enquanto a ...

Saga Purgly Postagem 17 (Parte 2) 1964 O Espião de Santa Catarina e o Fim do Sonho

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  Saga Purgly Postagem 17 (Parte 2): 1964: O Espião de Santa Catarina e o Fim do Sonho Subtítulo: Como a ingenuidade de um gênio e a má-fé de um visitante destruíram a Fiação Johann Purgly. 1964 foi um ano duro para o Brasil, mas para a família Purgly, o golpe veio de outro lugar. A nossa fábrica ia bem. Os tecidos Jacquard, os fios de ouro e prata, as inovações do meu pai eram exclusivos. Até que um homem bateu à nossa porta. A Visita do Lobo Ele veio de Santa Catarina. Apresentou-se como um empresário interessado em parcerias, cheio de sorrisos e promessas de crescimento e sociedade. Meu pai, Johann, tinha o coração puro dos inventores. Ele não viu um concorrente; viu um admirador. Encantado com o interesse, meu pai abriu tudo. Levou o homem para dentro da fábrica. Explicou a tecnologia dos teares Texmatic. Mostrou os segredos dos cartões perfurados. Deu amostras dos novos tecidos e fios fantasia. Entregou, de bandeja, a alma do seu negócio. O homem foi embora com a pasta cheia e...

Saga Purgly Postagem 17 (Parte 1) O "Pão de Bunda" e a Cozinha da Dona Dora

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  Saga Purgly Postagem 17 (Parte 1): O "Pão de Bunda" e a Cozinha da Dona Dora Subtítulo: Entre rabanadas salgadas e risadas infantis, o sabor de uma época feliz. Antes de falar das tempestades que viriam, preciso falar do sabor da nossa casa. Minha mãe, Theodora, minha querida mamãe, chamada por todos por Dóra-néni ou simplesmente Dora, fazia mágica na cozinha. E o prato campeão, aquele que nos fazia rir logo de manhã, era o Bundáskenyér. Para quem é de fora, o Bundáskenyér é a versão húngara da rabanada (ou French Toast), mas salgada. Pão amanhecido, passado no leite, no ovo batido e frito na banha ou óleo. Mas para mim, um menino brasileiro crescendo na Vila Galvão, o nome húngaro soava hilário. — Mãe, tem "pão de bunda" hoje? — eu perguntava, rindo da cacofonia. Era a nossa piada interna. O "pão de bunda" era o conforto, era o cheiro de fritura gostosa que se misturava ao pó de algodão dos teares. A Liturgia da Cozinha Minha mãe não tinha empregada. E...

Pesquisa da Familia Vasconcelos

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Pesquisa da Familia Vasconcelos Pesquisa sobre a familia Vasconcelos Por Luiz Henrique de Vasconcelos, Minas Gerais em 2010 de Vasconcelos Pesquisa sobre a família Vasconcelos. Minha origem - Roma - Espanha - Portugal - Brasil (Vasconcelos) da Torre. Dr. Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos Descendente de; Carlos Magno Hugo Capeto Fernando I de Leao e Castela Guilherme I de Inglaterra Afonso Henriques fonte: Biblioteca Genealógica de Lisboa. Nasceu a 28/12/l812, em Ouro Preto. Faleceu a 03/03/l863, no Rio de Janeiro, onde foi sepultado. Comendador da Ordem de Cristo e Oficial da Ordem da Rosa. Magistrado, Deputado Provincial de Minas Gerais, Deputado Geral, Senador do Império, Ministro da Justiça, Chefe de Polícia de Minas Gerais e da Corte, Presidente das Províncias de São Paulo e de Minas Gerais, esta por duas ocasiões, falecendo no exercício da Presidência. Em 1ªs núpcias, a 27/08/1839, em São João Del Rey, casou com sua sobrinha Bernarda Balbi...