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Mostrando postagens com o rótulo Tininha

Capítulo 40: O Café da Manhã da Infância da Tininha

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Capítulo 40: O Café da Manhã da Infância da Tininha O sabor da memória e a simplicidade do afeto. Há histórias que a gente escuta com os ouvidos e há histórias que a gente escuta com o coração. As memórias da infância da Tininha sempre foram narradas de uma forma que me fazia sentir como se eu estivesse lá, sentado à mesa com ela, décadas antes de nos conhecermos. Entre todas as lembranças que ela compartilhava, o café da manhã tinha um lugar sagrado. Era na fazenda do meu sogro, o Coronel Mandú, um banquete digno de hotel cinco estrelas, como estes brunches sofisticados que vemos no Instagram hoje em dia, mas com sustança, como se diz. Era a riqueza da simplicidade. Ela me descrevia a mesa posta com uma reverência quase religiosa. O cheiro do café sendo coado na hora — no coador de pano, claro, porque segundo ela (e quem sou eu para discordar?), o filtro de papel rouba a alma do grão — invadia a casa e servia como o despertador oficial da família. Ela falava do pão fresco. Não o p...

Capítulo 39: A Cultura da Tininha – O Contraponto Suave

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Capítulo 39: A Cultura da Tininha – O Contraponto Suave A mistura que formou a nossa casa. Dizem que os opostos se atraem, mas acredito que, na verdade, os opostos se completam. Eu sempre fui o homem dos números, da precisão alemã (ou húngara, para ser exato), das tabelas, da tecnologia e da resolução prática de problemas. Minha mente funcionava — e ainda funciona — como um diagrama de fluxo. A Tininha era a poesia que quebrava essa minha prosa rígida. A "cultura da Tininha" não se resumia apenas aos livros que ela leu ou à educação formal que recebeu. Era algo mais profundo. Era uma sabedoria de vida, uma sensibilidade brasileira e acolhedora que eu, com minha herança europeia e às vezes fria, precisava desesperadamente, mesmo sem saber. Enquanto eu me preocupava em como as coisas funcionavam, ela se preocupava em como as pessoas se sentiam. Ela trazia para dentro de casa uma riqueza de detalhes que, aos meus olhos de engenheiro, poderiam passar despercebidos. O cuidado ...

Capítulo 29 A Tininha e a Fortaleza Invisível

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Capítulo 29 A Tininha e a Fortaleza Invisível O Coronel Mandú, pai da Tininha, era um homem de ferro. Diziam que ele tinha uma resistência sobre-humana, mas a verdade é que ele convivia com um inimigo invisível. Ele tinha muitas dores, dores que na época não tinham nome, mas jamais se queixou. Sofria em silêncio, mantendo a postura ereta de militar. A Tininha, a caçula amada, herdou do Coronel muito mais do que o gênio forte e a inteligência lúcida. Herdou também a maldita herança genética. Só que, no caso dela, o inimigo ganhou nome e sobrenome na década de 90, em São Paulo: Fibromialgia. Foi um terremoto lento. Gastamos o que tínhamos e o que não tínhamos — fortunas, tempos, esperanças — em busca da cura, ou pelo menos de uma trégua. Médicos, tratamentos, promessas. Mas a fibromialgia é um hóspede indesejado que se recusa a ir embora. Hoje, em 2025, nossa vida em Indaial foi redesenhada por essa realidade. A Tininha, aquela mulher que subia em árvores e cuidava de roseirais, hoje ...

Capítulo 16 - Quando os meninos eram meninos (e hoje são homens)

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Capítulo 16 - Quando os meninos eram meninos (e hoje são homens) Tininha com os filhos pequenos e a Tininha hoje. A paternidade é uma estranha máquina do tempo. Os dias parecem longos, mas os anos passam num piscar de olhos. Lembro-me de quando a nossa casa em Guarulhos era um território dominado por brinquedos, fraldas e aquele barulho constante de vida. Jorge Luis chegou em 1982 e Daniel Luis em 1984. Uma "escadinha" de dois anos que garantiu que o silêncio fosse banido do nosso lar por pelo menos duas décadas. Criar meninos na década de 80 era diferente. Não havia telas de toque, tablets ou internet para distraí-los. A diversão era analógica, tátil e, muitas vezes, ralava os joelhos. Nossa sala se transformava num campo de batalha estratégico. As noites de War e Banco Imobiliário não eram apenas jogos; eram aulas de negociação, paciência e controle emocional (especialmente quando alguém perdia um território na África ou caía na prisão do tabuleiro). Eu via ali,...

Capítulo 13 - O Roseiral da Tininha

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Capítulo 13 - O Roseiral da Tininha Houve um tempo, antes de o horizonte se limitar às paredes do nosso quarto, em que o mundo da Tininha tinha o cheiro de terra molhada e o vermelho vibrante das pétalas. Ela sempre teve o que chamam de "dedo verde", mas sua verdadeira paixão era o roseiral. Não eram apenas flores; eram as filhas silenciosas que ela cultivava com uma paciência que hoje me comove lembrar. Ela sabia o tempo exato da poda, a quantidade certa de água e conversava com os botões como se fossem segredos prestes a serem revelados. O roseiral da Tininha era um espetáculo. Quem passava e via, não imaginava o trabalho que dava. E talvez aí esteja a grande ironia da vida. As rosas são a metáfora botânica perfeita da minha esposa. Elas são de uma beleza que impõe respeito. Têm cor, têm perfume, têm uma altivez régia. Mas, para serem o que são, convivem intimamente com os espinhos. Hoje, a fibromialgia é o espinheiro que cerca a Tininha. Aquelas mãos que antes manejav...

O Capítulo 12 - A Infância da Tininha

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O Capítulo 12 - A Infância da Tininha Tininha com os filhos pequenos e a Tininha hoje. Para quem vê a Tininha hoje, lutando bravamente contra as dores da fibromialgia no silêncio do nosso quarto, talvez seja difícil imaginar o furacão que ela foi — e que, em essência, ainda é. Catarina Maria, a minha Tininha, não nasceu para ser frágil. Ela veio ao mundo como a caçula do Coronel Mandú. Ser a filha mais nova de um militar "casca grossa" é um tipo de formação que nenhuma escola oferece. A infância da Tininha foi marcada por essa dualidade: a disciplina da caserna e o dengo de ser a "queridinha do papai". O Coronel Mandú era um homem de fibra, que, curiosamente, também sofria de dores que nunca reclamava (hoje sabemos que a fibromialgia dela é uma herança genética dele, um fardo silencioso que o velho militar carregava sem dar baixa). Ela cresceu nesse ambiente de ordem e força. Herdou do pai não só a dor, mas o gênio forte e a inteligência lúcida. Dizem que a f...

Tininha minha esposa é Septa sobrinha do Papa Adriano VI

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Tininha, minha esposa, é a Septa sobrinha do Papa Adriano VI Papa Adriano VI - Adriaan Floriszoon Boeyens Catarina Maria de Vasconcelos Purgly Parentesco Relação de Papa Adriano VI - Adriaan Floriszoon Boeyens com Catarina Maria Purgly: Descendente direta (7 gerações) da irmã Aqui como: 1.    Margarida Florentz de Hollanda (Barão de Rodenburg) é irmã de Papa Adriano VI - Adriaan Floriszoon Boeyens 2.    Arnaud de Hollanda é um filho de Margarida Florentz de Hollanda (Barão de Rodenburg) 3.    Agostinho de Hollanda de Vasconcelos, Alcaide-Mor de Porto Calvo é um filho de Arnaud de Hollanda 4.    Baltazar Leitão Leitão de Paiva Holanda é um filho de Agostinho de Hollanda de Vasconcelos, Alcaide-Mor de Porto Calvo 5.    Vasco Leitão Leitão de Vasconcelos é um filho de Baltazar Leitão Leitão de Paiva Holanda 6.    Francisco Correa de Vasconcellos é um filho de Vasco Leitão L...

Tininha minha esposa e septa sobrinha do Papa Adriano VI

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Tininha minha esposa é septa sobrinha do Papa Adriano VI Papa Adriano VI Fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Adriano_VI Genealogia é algo incrível. Esta descoberta veio após alguns anos de estudo e pesquisa. Minha esposa Tininha é septa sobrinha do Papa Adriano VI

Frases de amor que excitam a namorada a distancia

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Frases de amor que excitam a namorada a distancia O Amor salva todos os abismos. "Não importa quanto tempo eu tenha que esperar, nunca vou desistir de você. Te amo!" (Dedico esta frase para o amor da minha vida, que eu amo já há muitas vidas, a minha esposa Tininha.) Estimado leitor esta postagem é a de número 600 deste blog que já tem mais de 2 milhões de visitantes. Gostaria aqui de revelar um segredo que as vezes me perguntam em meus atendimentos de tarot. Sabemos que as imagens sejam elas mentais ou mesmo figuras excitam o homem. Então o homens perguntam, se as imagens não excitam as mulheres, o que as excitam então? Resposta: a fala. A fala bonita excita as mulheres, mesmo à distância e são muito importantes para elas . Principalmente as frases de amor ditas com ternura. Para facilitar aos homens a escolha de algumas frase excitantes para elas seguem alguns exemplos obtidos do site http://www.belasfrasesdeamor.com.br/frases/assunto/namorada/ ...