Assiste 05 - A Dignidade como Alicerce da Educação: Novos Pilares para o Reerguimento

 

 Assiste 05 - A Dignidade como Alicerce da Educação: Novos Pilares para o Reerguimento




Por Jorge Purgly

Nos últimos artigos da série "Assiste", viajamos ao Butão para entender a felicidade e mergulhamos no Eneagrama para entender as pessoas. Agora, precisamos falar sobre a ponte que leva da vulnerabilidade para a autonomia: a Educação e o Trabalho.

Mas não qualquer educação. Como engenheiro e gestor, olho para o futuro. E ao analisar as tendências de qualidade para 2026 trazidas pelo Prof. Antonio Esteca, percebo uma sintonia perfeita com o que buscamos na Assistência Social.

Afinal, para "reerguer" alguém, precisamos de dois tipos de recursos: os Diretos (o pão, o teto, o remédio) e os Indiretos (o conhecimento, a rede de apoio, a oportunidade).

1. A Árvore da Vida e o Fortalecimento de Vínculos

Antes de falar de mercado de trabalho, precisamos olhar para a base. Na imagem que ilustra este post, vemos pessoas diferentes conectadas ao redor de uma árvore que dá frutos essenciais: casa, saúde, justiça, tempo.

Isso é o que chamamos na Assistência Social de Fortalecimento de Vínculos. Ninguém se reergue sozinho. A "Vitalidade Comunitária" (um dos 9 pontos do Butão) é o solo onde essa árvore cresce. Sem essa rede de apoio, a educação não se sustenta. A dignidade começa quando o indivíduo sente que pertence a algo maior e que tem mãos dadas com ele para puxá-lo para cima.



2. Os 4 Novos Pilares do Reerguimento (Visão 2026)

O Prof. Antonio Esteca aponta que a qualidade na educação superior em 2026 não será mais medida apenas por títulos, mas por resultados práticos. Eu trago esses mesmos pilares para a nossa realidade na Assistência Social como ferramentas de "Obtenção Indireta de Recursos":

  • A) Empregabilidade como Critério de Dignidade: Esteca diz que a empregabilidade deixa de ser consequência e vira critério de qualidade. Na Assistência, isso significa que nosso sucesso não é medido por quantas cestas básicas entregamos, mas por quantas pessoas conseguimos reinserir no mercado de trabalho com dignidade. O trabalho é o maior programa social que existe.

  • B) Inovação e Empreendedorismo Real: Não é discurso. É criar ambientes onde o usuário da assistência possa testar hipóteses e gerar renda. Muitas vezes, a família em vulnerabilidade já empreende por sobrevivência. Nosso papel é dar técnica a esse instinto, transformando "bicos" em negócios sustentáveis.

  • C) Conexão com o Mundo do Trabalho: Precisamos reduzir a distância entre a formação e a prática. Não adianta oferecer cursos que não têm demanda em Indaial. A "obtenção de recursos indiretos" acontece quando conectamos o usuário diretamente com as empresas locais para mentorias e vivências, criando uma ponte real.

  • D) Inteligência Artificial (IA) Responsável: A IA entra no radar da qualidade e da inclusão. Não podemos deixar que a exclusão digital crie um novo abismo social. O uso responsável da IA pode ajudar a mapear vagas, otimizar currículos e até ensinar novas profissões para quem precisa se reinventar rapidamente.



3. Conclusão: O Ciclo da Dignidade

A verdadeira dignidade é construída em camadas:

  1. Acolhimento: Usamos o olhar do Eneagrama e do Butão para entender a dor humana.

  2. Vínculo: Usamos a "Árvore da Vida" para garantir que ninguém esteja sozinho.

  3. Autonomia: Usamos os pilares da Educação 2026 (empregabilidade e inovação) para entregar o recurso mais valioso de todos: a capacidade de caminhar com as próprias pernas.

Aqui na Secretaria, meu compromisso é buscar esses recursos — diretos e indiretos — para que cada cidadão possa escrever sua própria história de reerguimento.


Nota Técnica para o Jorge:

  • Esta postagem une a teoria educacional com a prática assistencial.

  • O termo "Recursos Indiretos" aqui foi posicionado como capacitação e networking, que valem mais a longo prazo que o recurso financeiro imediato.

  • As imagens sugeridas para o post são a da "Árvore" (destaque) e um print das postagens anteriores para mostrar a continuidade.

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