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CB150 Capítulo 126 - O Engenheiro que Aprendeu a Fabricar Sorrisos

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  CB150 Capítulo  126 - O Engenheiro que Aprendeu a Fabricar Sorrisos Durante cinquenta anos, minha vida foi definida pela precisão. Como engenheiro elétrico, eu vivia num mundo de lógica, circuitos e exatidão. Fui criado sob a rigidez de uma educação húngara, onde a frase "Noblesse Oblige" — a nobreza obriga — era repetida como um mantra pelos meus pais, refugiados de guerra que reconstruíram a vida no Brasil. Eu era o Jorge da Siemens, o Jorge da ABB, o homem que viu o mundo passar das válvulas para os transistores e, finalmente, para a Inteligência Artificial. Mas, em paralelo a esse mundo de frieza técnica, eu carregava um segredo. Desde o meu nascimento "empelicado", um fato raro que minha mãe dizia ser sinal de proteção divina, eu sentia que havia algo mais. Uma vida espiritual interna que eu mantinha guardada, separada da minha persona pública. A virada aconteceu de forma inesperada, numa sala de aula, anos após eu ter me aposentado da engenharia e me tornad...

Capitulo 6 Esta é a minha história

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Capítulo 6 - Esta é a minha história Toda história começa antes mesmo de nascermos. A minha começou com uma fuga e uma esperança. Eu sou o fruto de uma árvore transplantada. Meus pais, Johann e Dora, deixaram a Hungria não porque queriam fazer turismo, mas porque a história os empurrou. Eles trouxeram nas malas pouca roupa, mas muita cultura. Trouxeram a resiliência dos Magiares, o gosto pela páprica, a fé inabalável e a nobreza de um sobrenome — Purgly — que, no Brasil, teve que ser reconstruído com trabalho, não com títulos. Nasci brasileiro, em 1956, mas cresci em uma casa que respirava a Europa. Minha infância foi um dueto de idiomas e costumes. Lá fora, o futebol, o samba e o calor tropical. Dentro de casa, a música clássica, o idioma húngaro (com sua gramática difícil e aglutinante) e as histórias de um país distante, de planícies e castelos, que eu aprendi a amar antes mesmo de conhecer. Minha história é a história de um "camaleão cultural". Tive que aprender a ser...

Capitulo 4 Quem é Jorge Purgly

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Capítulo 4 - Quem é Jorge Purgly Se alguém me parar na rua em Indaial e perguntar "Quem é você?", a resposta curta seria: "Sou o Jorge". Mas a resposta verdadeira é muito mais longa, porque eu nunca consegui caber em uma caixa só. Ao longo de quase sete décadas, fui acumulando camadas, como anéis no tronco de uma árvore. Sou o Engenheiro. Aquele formado na lógica cartesiana, que trabalhou na Siemens e na Icotron. O homem que entende de fitas perfuradas de Telex, de sistemas de energia e da precisão alemã. Aquele que vê o mundo como um sistema que precisa funcionar. Sou o Húngaro. Filho de Johann e Dora. Carrego no sobrenome Purgly a história de um país resiliente, de invernos rigorosos e de uma nobreza que perdeu títulos, mas não a dignidade. Sou o primo distante de Reis e Rainhas, mas que aprendeu que a verdadeira coroa é aquela que conquistamos pelo caráter. Sou o Místico. O homem que olha para uma mão ou para a íris de um olho e não vê apenas biologia, mas ...

Capítulo 1 Minhas Crônicas Biográficas - Ato 1 - Quem é Jorge - Capitulo 1 - Primo sexto da Rainha da Inglaterra

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 Minhas Crônicas Biográficas - Ato 1 - Quem é  Jorge - Capitulo 1 - Primo sexto da Rainha da Inglaterra Capítulo 1 Crônica 01 - Primo Sexto da Rainha da Inglaterra Tudo começou com um e-mail. Não era spam, nem aquelas correntes de "príncipe nigeriano" querendo doar fortuna. Era uma notificação do MyHeritage , o site onde venho montando o quebra-cabeça da minha ancestralidade. A mensagem era sóbria, mas o conteúdo era bombástico: "Encontramos uma nova correspondência para Jorge Purgly" . Ao abrir o diagrama, as linhas se cruzavam, subiam por gerações , passavam pela nobreza húngara, atravessavam fronteiras e desembocavam, nada mais, nada menos, que na Casa de Windsor. O algoritmo não mentia: Eu sou primo em sexto grau da Rainha Elizabeth II. Eu parei. Olhei para o computador. Olhei para a minha realidade em Indaial. A primeira reação foi uma gargalhada incrédula. Eu, Jorge, servidor público do SAIS, que pego fila no banco, que discuto com o reconhecimento facial ...