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Capítulo 18- Beigli Húngaro: O Rocambole de Natal

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Capítulo 18- Beigli Húngaro: O Rocambole de Natal Se o Natal húngaro tivesse um gosto, ele seria agridoce. Teria o sabor denso das nozes, o toque misterioso da papoula e a doçura do mel. Em resumo: teria gosto de Beigli. Não existe Natal na Hungria (ou numa casa de descendentes) sem essas "frutas" de massa dourada sobre a mesa. O Beigli é um rocambole tradicional, mas chamá-lo apenas de "rocambole" é quase uma ofensa. É como chamar uma Ferrari de "carro". Existem dois times nessa disputa gastronômica: o time das Nozes (Diós) e o time da Papoula (Mákos). O de nozes, com seu recheio dourado e amendoado, dizem que protege contra o azar. O de papoula, com aquele recheio negro e intenso, promete riqueza e casamento. Na dúvida (e pela gula), a gente sempre comia os dois. Lembro-me da minha mãe, Dona Dora, na cozinha. Fazer Beigli não é para amadores. É uma arte que exige paciência. A massa precisa ser fina, mas não pode rasgar. O recheio tem que ser generoso...