Capítulo 30 A Estufa Mágica e o Olhar do Tio Barão
Capítulo 30 A Estufa Mágica e o Olhar do Tio Barão O mundo lá fora é barulhento. É feito de notificações de celular, de trânsito e de pressa. Mas, dentro do meu apartamento, existe um portal para outra dimensão: a minha Estufa Mágica. Ela não é grande, nem tem tecnologia de ponta. É o meu santuário verde, habitado por seres silenciosos e resistentes: as minhas suculentas. Tenho uma predileção especial por elas. A Zamioculcas zamiifolia, com suas folhas brilhantes que parecem enceradas à mão; a Crassula ovata (a Planta Jade); e a Portulacaria afra. Por que "mágica"? Porque é ali que o tempo desacelera. E é ali que eu sinto uma presença familiar muito forte. Não é o olhar de um avô camponês, mas o olhar meticuloso e aristocrático do meu tio: Dr. Baron Anton Ghillány. Meu tio não era apenas um nobre pelo título de Barão; ele era nobre na sua dedicação à natureza. Ele foi um renomado orquidólogo, um homem de ciência que dedicou a vida a catalogar e entender as belezas do Her...