DIV16- Bolivia e seus sitios arqueologicos

 DIV 16- Bolívia e seus sítios arqueológicos

Dedico esta postagem ao jovem médico, nascido em Natal, RN, dono de um vasto conhecimento e profundo estudioso da natureza humana, Dr. Luis Eduardo Soliz Jacinto que me apresentou a informação sobre o sítio arqueológico de Puma Punku. Médico dono de uma cultura ímpar, atende pelo SUS na Unidade Basica de Saúde Marcia Maria Andreatta no Bairro Tapajos em Indaial. 

Dr. Luis Eduardo, eu lhe reverencio.





Gemini said

A Bolívia possui um patrimônio arqueológico fascinante e muitas vezes subestimado em comparação ao seu vizinho Peru. Enquanto os Incas são os mais famosos, o território boliviano foi o berço de civilizações muito mais antigas e tecnologicamente avançadas, que floresceram tanto nos Andes (Altiplano) quanto na Amazônia.

Aqui estão os principais sítios arqueológicos, as descobertas recentes e as origens dessas civilizações.

1. Tiwanaku (Tiahuanaco): O Império Longevo

Localizado perto da margem sul do Lago Titicaca, a cerca de 4.000 metros de altitude, Tiwanaku é o sítio mais icônico da Bolívia.

  • A Civilização: A cultura Tiwanaku existiu por mais de mil anos (aprox. 400 a.C. a 1000 d.C.), muito antes dos Incas. Eles criaram um império baseado não apenas na conquista militar, mas na religião e no comércio.

  • As Descobertas: A cidade foi planejada com precisão astronômica.

    • Porta do Sol: Um monólito gigante com entalhes complexos que funcionava como um calendário agrícola e religioso, destacando a figura do "Deus dos Báculos" (que mais tarde influenciaria o deus Viracocha dos Incas).

    • Agricultura: Eles desenvolveram os Suka Kollus (campos elevados cercados por água), que criavam um microclima para proteger as batatas da geada do Altiplano e triplicavam a produção.

2. Puma Punku: O Mistério da Engenharia

Embora faça parte do complexo de Tiwanaku, Puma Punku merece destaque separado devido à sua complexidade inexplicável.

  • O Enigma: As ruínas consistem em blocos de andesito e arenito pesando até 130 toneladas. O que choca os arqueólogos é a precisão dos cortes. As pedras possuem ângulos retos perfeitos, furos de broca precisos e sistemas de encaixe modular (como blocos de montar) que não utilizavam argamassa.

  • Teorias: A tecnologia necessária para cortar e polir essas pedras com tal perfeição em uma era sem ferro ou aço moderno continua sendo objeto de intenso estudo e debate.

3. O Forte de Samaipata (El Fuerte)

Localizado na transição entre os Andes e a Amazônia, este sítio é único no mundo.

  • A Estrutura: Não é uma cidade construída com pedras, mas sim uma montanha inteira esculpida. É o maior petróglifo (pedra talhada) do mundo.

  • As Origens: Foi originalmente um centro cerimonial do povo Chané (uma cultura amazônica de língua Arawak). Mais tarde, foi ocupado e expandido pelos Incas como um posto avançado militar e religioso para conter as invasões dos povos guaranis das terras baixas.

4. Cultura Hidráulica de Moxos (A Descoberta da Amazônia)

Esta é talvez a descoberta arqueológica mais revolucionária das últimas décadas, mudando a visão de que a Amazônia era uma floresta virgem e intocada.

  • A Descoberta (Lidar): Em 2022, o uso de tecnologia LIDAR (laser que "vê" através da copa das árvores) revelou vastas cidades urbanas na região de Llanos de Moxos, pertencentes à Cultura Casarabe (500-1400 d.C.).

  • Urbanismo: Eles construíram pirâmides de terra de até 22 metros de altura, canais, reservatórios e calçadas elevadas que conectavam assentamentos por quilômetros. Isso prova que existia uma civilização densa e complexa na Amazônia boliviana que moldou a paisagem.

5. Iskanwaya e a Cultura Mollo

Localizada em um desfiladeiro íngreme ao norte de La Paz, Iskanwaya é frequentemente comparada a Machu Picchu, mas é anterior a ela.

  • A Cultura Mollo (1145-1425 d.C.): Surgiu após o colapso de Tiwanaku. Eles são considerados os precursores diretos dos Incas.

  • Engenharia: Construíram terraços agrícolas suspensos e sistemas de aquedutos sofisticados. A arquitetura trapezoidal, que se tornaria a marca registrada dos Incas, já era usada aqui.

Origens e Cronologia Simplificada

Para entender a Bolívia antiga, podemos dividir a história em três horizontes principais:

  1. Período Formativo (1500 a.C. - 400 d.C.):

    • Culturas como Wankarani e Chiripa começaram a domesticar lhamas e alpacas e a cultivar batata e quinoa. Foram os primeiros a usar a metalurgia do cobre na região.

  2. Horizonte Médio (400 d.C. - 1100 d.C.):

    • Domínio de Tiwanaku. Expansão cultural e tecnológica. Unificação dos povos do lago Titicaca.

  3. Período Intermediário Tardio e Horizonte Tardio (1100 d.C. - 1532 d.C.):

    • Com o colapso de Tiwanaku (provavelmente devido a uma seca severa de 80 anos), surgiram os Reinos Aymaras (como os Lupaca e Colla), que construíram torres funerárias chamadas Chullpas (vistas em Sillustani e outros locais).

    • Posteriormente, os Incas anexaram a região ao seu império (o Collasuyo) pouco antes da chegada dos espanhóis.


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