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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Memoria do Almirante Miklos Horthy - Capítulo VII





Memórias do Almirante Miklós Horthy - Capítulo VII 
Fonte:

O Almirante Horthy, último comandante da Esquadra Austro-Húngara, relata os dias finais da invicta força.

O FIM - Em dois de abril de 1917, os Estados Unidos entraram na guerra no lado da Inglaterra, França e Itália. 

A já considerável superioridade da coalizão inimiga foi assim acrescida em tal extensão que o resultado da guerra dificilmente poderia ser visto como estando em dúvida. 

Mesmo a cessação de pressão no leste, trazida pela tratado de Brest-Litovsk, não poderia re-estabelecer o equilíbrio das forças. 

Uma das primeiras medidas americanas foi enviar Franklin D. Roosevelt, o então Secretário Adjunto para Assuntos Navais, para Roma, para incentivar os italianos a uma ação naval mais intensiva. 

Thaon de Revel, o Ministro de Assuntos Navais, reconheceu que os austro-húngaros estavam em inferioridade numérica em navios e canhões, mas acrescentou que tinham excelentes abrigos ao longo das Ilhas Dálmatas e que tinham alguns comandantes audazes. 

Meu nome também foi mencionado e Roosevelt, ao contar essa história para J.F. Montgomery, o futuro embaixador americano em Budapest, comentou, “Esta foi minha primeira derrota diplomática, e devo isso ao Almirante Horthy” (J. F. Montgomery: Hungary the Unwilling Satellite, New York, 1947). 

Menciono isso como um dos muitos testemunhos de que nossa marinha nunca foi derrotada no mar. 

A débâcle foi causada por derrotas em terra. 

O enfraquecimento da frente interna através da fome e carestias, gerando um colapso interno que se espalhou para a marinha. 

Depois que meus ferimentos [da batalha da barreira de Otranto] estarem curados, fui nomeado comandante de um couraçado, o Prinz Eugen. 

Em Pola, a frota de batalha não estava em boa forma. 

Desde o dia da declaração de guerra pelos italianos, por três anos portanto, as tripulações tinham estado, em grande parte inativas. 

Tinham sido condenados a um tipo de existência de aquartelamento, que é fatal ao melhor tipo de homem. 

Uma situação muito semelhante prevalecia em Kiel e a mesma atmosfera desenvolveu-se, desmoralizando o pessoal naval lá. 

Em nosso caso, as dificuldades eram exacerbadas pelo fato que todas as nacionalidades da monarquia estavam representadas em nossos navios, de forma que as atividades clandestinas dos socialistas se somavam a agitação política dos nacionalistas iugoslavos, tchecos e italianos [obs.: a composição da frota em 1914 era a seguinte: croatas - 31%; húngaros - 20,4%; alemães e austríacos - 16,3%; italianos 14,1%; tchecos/eslovacos/rutenos - 11,8%; poloneses/romenos - 3%; eslovenos - 2,8%].


Durante minha primeira noite a bordo do Prinz Eugen, fiquei ouvindo gritos de “Hurrah!”. Chamei o meu imediato, que me disse que a tripulação tinha se recusado a comer a refeição da noite sem razão aparente e que uma mania por gritos irracionais tinha se espalhado pela frota. [Obs.: “Hurrah” era o grito de batalha tradicional dos poloneses].

Fui ao convés e a minha presença foi suficiente para re-estabelecer a ordem. 

Quando descia para a bateria, aproximei-me de um marinheiro na escadaria que, ignorando minha aproximação, estava gritando “Hurrah!”. 

Empurrei-o sem cerimônias e, chamando a tripulação junta, nacionalidade por nacionalidade, em grupos separados, fiz um grave alerta sobre escutar os criadores de caso.

Os magiares foram chamados ao convés de popa, pois eles, pensava, eram o menor grupo. 

Para minha surpresa, encontrei mais de trezentos homens reunidos, e daquele momento em diante soube que, não importasse o que acontecesse, eu teria o controle da situação.

Este comando específico não me deu alegrias. Inativos, estávamos ancorados a uma bóia, e tínhamos que ver cruzadores, contratorpedeiros, torpedeiros e submarinos zarparem e retornarem, alegremente engajados em seus pesados afazeres. 

Entre aqueles que estavam, dia após dia, arriscando suas vidas, não se encontravam traidores.

Nas noites, enquanto caminhava no convés, podia ouvir o fogo de artilharia da frente do Isonzo. 

Enquanto isso, o portal para o Adriático, que tínhamos forçado em maio passado, tinha se fechado de novo. 

Em uma conferência naval das Potências Aliadas em Roma em fevereiro de 1918, tinha se decidido “prestar a maior atenção” ao bloqueio de Otranto. 

O número de contratorpedeiros britânicos aumentou para quarenta e a eles se somaram doze contratorpedeiros franceses. 

Setenta e seis traineiras e uma flotilha de caça-submarinos americanos mantinha guarda sobre o bloqueio. 

Estações da força aérea naval tinham sido gradualmente reforçadas e a velocidade e alcance dos aviões aumentava.

Nessas condições fui novamente chamado, junto com dois de meus velhos colegas de academia, os contra-almirantes Ritter von Keil e [Franz] Holub, para ir ao Supremo Comando Imperial, que tinha seu quartel general em Baden.

 Lá fui levado à Sua Majestade o Imperador Charles, que me nomeou comandante-em-chefe da frota do Adriático [em 1 de março de 1918]. 

Fui tomado de surpresa e implorei a Sua Majestade para mudar de idéia. 

Disse a ele que, em vista do número de oficiais competentes, com patente superior a minha na Marinha, muitos se considerariam preteridos e que minha indicação iria causar muita controvérsia. 

Era sem precedente. 

Mais ainda, não se poderia esperar que um Comandante da Frota pudesse executar milagres nesse quarto ano de hostilidades. 

Certamente não poderia ter esperança de ter influência no curso da guerra. 

O Imperador se recusou a mudar de idéia e manteve sua decisão, pois acreditava que era necessário sangue novo nos escalões mais altos da marinha.

O contra-almirante Holub foi nomeado Chefe da Seção Naval do Ministério da Guerra. O contra-almirante Keil deveria permanecer à disposição do Comando Supremo em Baden. Fui nomeado para contra-almirante, de uma frota que estava à beira do motim.

Pouco depois de ter assumido, descobriu-se um plano a bordo de um contratorpedeiro destinado a escoltar transportes para a Albânia. 

Dois marinheiros, um tcheco e o outro croata de fé ortodoxa, tinham tentado convencer o resto da tripulação a assassinar os oficiais no mar e se reunirem ao inimigo em Ancona. 

O plano, entretanto, foi delatado e os dois marinheiros presos e sentenciados a morte pelo tribunal naval. 

Confirmei o veredicto e ordenei a execução para o dia seguinte, na presença de vinte homens de cada navio. 

Durante algum tempo foi suficiente para trazer de volta os homens para seus sentidos.

Era muito claro para mim, entretanto, que o efeito de tais medidas repressivas não poderia ser permanente. 

Mais cedo no ano [1 de fevereiro de 1918], um sério caso de motim tinha eclodido na Bocche di Cattaro [Albânia]; a bandeira vermelha tinha sido hasteada em alguns navios com o pedido de uma greve geral em Viena e outras cidades. 

A Terceira Divisão de Encouraçados teve que ser chamada a Bocche e não tinha sido fácil suprimir o motim.

Parecia-me que a melhor forma de restaurar a disciplina na marinha seria colocar os navios em ação, um ponto de vista que era compartilhado com nossos colegas da marinha alemã. 

Os homens que ainda não tinham ouvido um tiro disparado com ódio, tinham que ser sacudidos de sua letargia.

Desta forma decidi sair com a frota e mais uma vez tentar romper o bloqueio de Otranto. 

Toda a frota deveria se engajar nessa operação, pois era razoavelmente certo que, depois de sua experiência de 15 de maio de 1917 [batalha da barreira de Otranto], o inimigo iria jogar na lide pelo menos cruzadores de batalha, numa tentativa de interceptar e destruir nossos navios que voltavam. 

Esperava que nossa frota fosse capaz de cercá-los e destruí-los.

O ataque foi feito em 11 de junho de 1918, depois da autorização do Alto-Comando ter sido obtida. 

Ao anoitecer, ordenei que a primeira divisão zarpasse, e antes da alvorada tinha ancorado em Slano, um ancoradouro bem abrigado ao norte de Gravossa, não longe de Ragusa. A segunda divisão, sob o comando do capitão Seitz tinha que percorrer somente metade da distância para alcançar seu ancoradouro ao largo de Isola Grossa e, desta forma, partiu vinte e quatro horas mais tarde.

Por alguma razão não explicada, a corrente de defesa portuária não tinha sido removida e a saída da segunda divisão foi retardada, parcialmente por causa disso e parcialmente porque o Tegetthoff teve problemas de motor. 

Ela chegou tarde ao ancoradouro, e pouco antes da madrugada o Szent István foi perfurado por dois torpedos, disparados por uma lancha torpedeira italiana que não tinha sido avistado na luz incerta. 

Ele afundou em menos de três horas e o barco italiano escapou, o que significava que o inimigo não poderia mais ser pego de surpresa, pois o italiano teria dado o alarme. 

Teríamos que enfrentar forças inimigas bem superiores às que tínhamos previsto nas vizinhanças da barreira de Otranto. 

Com o coração pesado, decidi cancelar o ataque e ordenei aos navios que voltassem ao porto.

No outono de 1918, a Albânia teve que ser evacuada e o comando costeiro foi removido de Durazzo para Alassio. 

A frota deu cobertura a essas operações, salvaguardando a retirada de parte do Exército de Pfanzer-Baltin. 

Belonaves italianas, britânicas e americanas fizeram um aguçado ataque aos transportes em Durazzo, mas foram repelidos pela frota austro-húngara.

A situação estava se deteriorando. Em 29 de setembro, a Bulgária pediu um armistício, tornando assim a frente Balcânica praticamente indefensável. Os suprimentos do exército e do interior do país estavam se tornando crescentemente deficientes. O conde Tisza, o antigo primeiro ministro, foi enviado pelo Imperador para a Bósnia, para inspecionar as condições e reunir informações. Seu relatório deixava poucas esperanças de impedir a secessão dos eslavos do sul.

Em 17 de outubro, Sua Majestade lançou um manifesto, prometendo a transformação da Áustria em um estado federativo, a união das partes polonesas da Áustria com um estado independente polonês, um status especial para Trieste e a autodeterminação para todas as nacionalidades dentro da monarquia. 

Se este manifesto destinava-se a deter a dissolução da monarquia, os eventos mostraram que esta “chamada para a consciência de uma velha e venerável monarquia” meramente serviu para fortalecer as forças centrífugas. 

A dissolução da monarquia austro-húngara não podia mais ser sustada.

No parlamento de Budapest, o Conde Mihalyi Károlyi levantou-se e exigiu o retorno de todas as tropas húngaras para a defesa da pátria húngara. 

Em 1 de outubro, o Conselho Nacional dos Eslavos do Sul se reuniu; pela formação de um Estado dos Eslavos do Sul (isto é, Yugo-Slav, Iugoslávia), incorporando a Dalmácia e a área costeira setentrional. 

A monarquia seria, na prática, isolada do mar. 

Segundo ouvi, Sua Majestade foi convencido por generais de nacionalidade croata a entregar a frota aos Iugoslavos, para impedir que ela caísse nas mãos dos italianos. 

Talvez essa decisão tenha sido feito com base em promessas que nunca foram honradas.

Em 26 de outubro de 1918, o Imperador Carlos enviou o seguinte telegrama ao Imperador Guilherme II:

“Caro amigo, é meu dever, não importa quão difícil, lhe informar que meu povo não é mais capaz ou propenso a prosseguir com a guerra... Assim, lhe informo que tomei a decisão irrevogável de buscar, no espaço das próximas vinte e quatro horas, uma paz em separado e um armistício imediato...”

Não sabia de nada disso, e em 17 de outubro, enviei meu relatório no sentido de que estava preparado a tentar aquietar o motim que se disseminava a bordo dos navios usando de apelos pessoais aos homens. 

De fato, percorri a frota e discursei às tripulações. 

Ao mesmo tempo, tomei a precaução, se a situação tivesse o pior desfecho, de ver que todas as instruções secretas da Alemanha Imperial fossem destruídas. 

Um grande número de alemães já tinha partido para sua pátria, incluindo a maioria dos trabalhadores do estaleiro de submarinos em Pola, depois de explodirem todos os U-boat em construção.

Em 28 de outubro de 1918, recebi a ordem de Sua Majestade para entregar a frota ao Conselho dos Eslavos do Sul.

Esta ordem veio como um golpe esmagador. 

Prospectos para o futuro eram sombrios e tristes, mas ainda assim era calamitoso ter que abandonar nossa gloriosa e invicta frota sem lutar. 

Nenhum inimigo estava à espreita no porto, o Adriático estava vazio. Nada restava para mim, a não ser receber o Comitê dos Eslavos do Sul. 

O encontro foi marcado para as nove da manhã de 31 de outubro, a bordo de minha capitânia, o Viribus Unitis.

No camarote do almirante reuniram-se o Capitão von Konek, o meu chefe de estado maior naval; os capitães Lauffer e Schmidt, os comandantes da Segunda e Terceira Divisões; e o comandante da Segunda Divisão de Torpedeiras. 

O Conselho Nacional Iugoslavo foi representado pelo Dr. Tresic-Pavicic, Dr. Ivo Cok, Vilim Bukseg, e uns poucos delegados do Conselho local, entre os quais, para minha surpresa, estava nosso capitão de marinha Method Koch.

A discussão foi curta e fria. Recusei o pedido dos Iugoslavos de arriar a bandeira imperial vermelha, branca e vermelha e hastear a bandeira nacional Iugoslava. 

Até deixar o navio às quatro e meia daquela tarde, minha flâmula e a bandeira vermelha, branca e vermelha seria mantida.

O seguinte documento foi escrito e assinado:

“Atas relativas à entrega da frota austro-húngara aos delegados designados do Conselho Nacional de Eslovenos, Croatas e Sérvios em Zagreb, de acordo com as ordens de Sua Apostólica Majestade Imperial e Real. 

A frota austro-húngara, junto com todos os seus equipamentos, materiais e munições, é pelo presente entregue ao Conselho Nacional dos Eslovenos, Croatas e Sérvios em Zagreb, com cláusula especial que reivindicações de posse devem ser reservadas para os estados não Eslavos do Sul, e nações até o presente compondo a monarquia austro-húngara. Pola, 31 de outubro de 1918”.

Dr. Tresic-Pavicvic pediu-me para transmitir a todos os oficiais navais servindo na frota o pedido de seu Conselho Nacional, de que deveriam permanecer no serviço ativo, as condições de serviço permanecendo inalteradas. Eu o fiz, mas, aparte dos Croatas e Eslovenos, ninguém quis permanecer.

Perguntei a quem deveria entregar o comando de minha frota. 

Nenhum dos delegados tinha considerado este ponto. 
Assim propus o comandante de minha capitânia, von Vukovic; minha proposta foi aceita com algumas hesitações, apesar de von Vukovic ser de nacionalidade croata.

Tocou o sino de quatro e meia. 

Este foi um dos momentos mais tristes de minha vida, até então singularmente alegre. 

Assim que apareci no convés do Viribus Unitis, toda a tripulação se pôs em sentido, como um só homem. 

Fiquei tão comovido que, por alguns momentos fiquei sem fala, incapaz de começar meu curto discurso de adeus aos homens. 

O retrato presenteado por Sua Majestade, o Imperador Francisco José, à capitânia, que trazia sua divisa pessoal, Viribus Unitis [com as forças unidas], batizando-o, a bandeira cerimonial de seda e minha própria bandeira de almirante, levei comigo.

Assim que minha bandeira foi arriada, todas as bandeiras, em todos os navios também o foram: uma bandeira de guerra que nunca tinha sido arriada para um inimigo. 

A maior parte dos oficiais, incluindo muitos croatas e eslovenos, deixou os navios depois de mim, para sair de Pola na manhã seguinte.

Com este episódio, o serviço normal na frota acabou. 

Os postos principais permaneceram vagos. 

Luzes elétricas foram apagadas.

 As correntes de defesa do porto não eram mais vigiadas. 

sto fez com que fosse possível que dois oficiais italianos entrassem no porto de Pola no dia seguinte, com a ajuda de um aparelho recentemente inventado, e colocassem uma mina com uma espoleta de tempo abaixo da linha d’água do Viribus Unitis. 

Enquanto nadavam para longe, foram vistos por um mestre, que os perseguiu em um barco e os levou à bordo. 

Em um estado de grande excitação, exigiram ser levados a presença do capitão, a quem relataram que a mina que tinham prendido ao casco iria explodir em pouco tempo. 

O Capitão von Vukovic, comandante-em-chefe da frota, ordenou à tripulação que abandonasse o navio imediatamente. 

Ele mesmo foi para a ponte e esperou pela explosão. 

Foi ao fundo com seu navio. 

Toda a honra a sua memória.

Aqueles oficiais e inferiores que não tinham sido capazes de abandonar o navio a tempo conseguiram salvar suas vidas nadando para a praia, mas perderam todas suas posses. Vieram a minha vila e ouvi deles que a capitânia de nossa frota não tinha sobrevivido à mudança de seu destino. 

Compartilhei meu armário, uniformes e roupas civis, entre eles. 

Então fechei a casa na qual tinha passado tantos anos felizes, a casa que tinha visto o nascimento de minhas crianças, e parti para nunca mais voltar. 

Todos os utensílios domésticos: prataria, tapetes, retratos, foram deixados para trás.

Um trem especial levou embora de Pola os oficiais do estado-maior da frota, a maior parte dos oficiais da capitânia e eu próprio. 

Era triste ver todos esses jovens e enérgicos homens viajando adiante, para uma vida de incertezas.

Minha carreira também parecia estar no fim. O que poderia esperar na Hungria, um país sofrendo as agonias de uma revolução?

Nota: o Almirante Horthy voltou à Hungria sua pátria. 

Lá participou, em 1920, do movimento contra-revolucionário branco, apoiado pela Tchecoeslováquia e pela Romênia. 

Este deporia o governo revolucionário comunista de Bela Kun, que por sua vez tinha deposto do governo do Conde Mihalyi Károlyi, de após-guerra. Horthy, assumindo a regência em 1920, cargo que manteria por 24 anos, tornou-se um político conservador e autoritário, que empenharia seu país na Segunda Guerra ao lado do Eixo. 

Fez isso para recuperar territórios perdidos na I Guerra Mundial, notavelmente o Banat, na Iugoslávia. 

Em 1944, percebendo a inevitabilidade da derrota do Eixo, tentou interromper a deportação de judeus húngaros e fazer uma paz em separado com a União Soviética. Por isso foi deposto e preso pelos alemães. 

Libertado pelos aliados, depois da guerra se exilou em Portugal, onde viria a morrer em 1957. 

Durante toda a sua carreira política na Hungria, manteve o título e uniforme de almirante - o último comandante da esquadra do império austro-húngaro.

Traduzido de: http://historicaltextarchive.com/books.php?op=viewbook&bookid=9
Fonte deste artigo: Memórias do Almirante Horthy

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