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segunda-feira, 11 de março de 2013

Biorritmo saiba quais sao os seus dias criticos

Biorritmo










Estimado leitor,

Na década de 70 o biorritmo era uma grande novidade.
Baseado no ciclo menstrual de 28 dias, chamado de ciclo emocional, cientistas definiram um ciclo físico de 23 dias e um ciclo intelectual de 33 dias, correlacionado às mudanças do comportamento feminino. Posteriormente, definiram o ciclo intuitivo ou instintivo de 38 dias e chegaram à conclusão que os homens passam por ciclos semelhantes.

Tabelinha 
Uma forma tradicional de se usar o biorritmo










As empresas tinham no RH um sistema que avisava o dia crítico das pessoas e estas recebiam uma pequena mensagem para tomar mais cuidado e prestar mais atenção evitando distrações nestes dias.

Muitas empresas chegaram a fazer estatísticas para comprovar a real redução de acidentes comprovando a veracidade do biorritmo.

Entretanto, como todo o modismo, isto também passa.
O biorritmo como instrumento de auto-conhecimento caiu no quase esquecimento.
Considerando que o biorritmo tem uma base científica ele pode ser muito útil se voce utilizar o biorritmo sem exageiros. Hoje, com acesso on-line isto é muito fácil.

Os dias críticos são quando dois ciclos coincidem na linha horizontal de um gráfico feito para este fim.

Os ritmos humanos são calculados em dias, a partir do dia do nascimento. Ou seja, o período P

23 dias para o ciclo físico: Força física, disposição, coordenação motora, vontade e resistência a dores e doenças.

28 dias para o ciclo emocional: TPM nas mulheres, humores, criatividade, afeto.

33 dias para o ciclo intelectual: Memória nos homens, tomada de decisão, capacidade de aprendizagem, pensamento analítico e lógico.

38 dias para o ciclo instintivo ou intuitivo: Instinto, inteligencias de Gartner, habilidades, atitudes, estabilidade comportamental.

Dias críticos são quando duas linhas (ciclos diferentes) se cruzam na horizontal no mesmo dia. Este é um dia em que se deve tomar mais cuidado.
Apenas para informação.
A formula de calculo é:
f(t) = sen2Pi.T/P

onde 
T = número de dias de vida 

P= ciclo considerado.
Saiba quais são os seus dias críticos









Desenvolvido na Alemanha, este é o programa mais simples que conheço on-line. confira na fonte. Lá também está em portugues. Confira, você vai gostar!

Fonte: http://www.bioduct.org/biorritmos.html

Cálculo do Biorritmo, o programa grátis no link acima.












Este programa é para ilustrar a teoria descrita abaixo. 

Você pode usar este software on-line para fins não comerciais, para calcular, criar e imprimir o gráfico de biorritmos grátis. 
Você não precisa de nenhum download ou instalação no seu computador. 
O cálculo é feito em incrementos de hora em hora, sem garantia de correção. 
Os seus dados (data de nascimento, mês de calcular e de texto livre) não serão enviadas através da Internet pelo programa e nunca pode ser armazenado externamente ou avaliado. 


O funcionamento do software on-line grátis







Para começar, selecione a data adequada e a hora de seu nascimento, no drop-down campos da calculadora. 
Se você não marcar uma hora especial, o software considera este como 12 (meio dia). 
Após o primeiro cálculo, você pode usar as teclas de navegação, bem como as teclas de setas para mover o mês de cálculo para trás ou para frente. 

Use o ícone da impressora para obter uma produção em escala na sua impressora.
A seqüência -'``'-.,_,.- pode ser alterada. Aqui você pode digitar o seu nome, por exemplo, antes de uma expressão das paradas.

A idéia: o biorritmo pode afetar a sua saúde

O Biorritmo é uma teoria sem comprovação científica que diz que você pode calcular os dias bons e ruins na sua saúde. 
A doutrina é baseada em quatro curvas com ciclos diferentes:
  • o biorritmo físico com 23 dias de ciclo,
  • o biorritmo emocional com 28 ciclos do dia,
  • o biorritmo intelecto com 33 dias de ciclo
  • O biorritmo intuitivo com 38 dias de ciclo, (este foi acrescentado recentemente e está fora do programa on-line. Trata-se de um complemento usado em algumas análises).
Esses biorritmos começam no nascimento em zero e são executados inicialmente no intervalo positivo. 

Todos os cruzamentos da linha de zero são críticos e, portanto, potencialmente um  mau dia em que, se possível, atividades sem risco deveriam ter lugar em substituição a atividades mais arriscadas porque a distração está presente com maior intensidade.

Pontos e pontos baixos das curvas são especialmente adequados ou inadequados para as atividades correspondentes. 

A base para este cálculo foi criada no início do século 20 pelo psicólogo vienense Hermann Swoboda e o médico de Berlim, Wilhelm Fliess.

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo



Biorritmo


Quase tudo o que acontece na natureza é periódico. 
Somos influenciados pelas 
mudanças cíclicas das estações do ano, pelas fases da Lua, pela 

alternância do dia e da noite, etc. e os setores de nossa 
vida acabam sendo influenciados por esses ritmos.


Cientistas descobriram períodos cíclicos no corpo humano e os denominaram biorritmos.

Estes ciclos podem influenciar a força física, a coordenação motora,
a resistência às enfermidades, a estabilidade mental,
os humores, o pensamento lógico,
o aprendizado, etc.

Os biorritmos vão mostrar as suas reais capacidades
- positivas ou negativas -
relativas a esses assuntos ao longo do mês.

São quatro os ciclos de biorritmo conhecidos:

Ciclo - Duração -  Tem Correspondência com . . .
Físico 23 dias Força física, disposição, coordenação motora, vontade,
resistência às doenças e às dores
Emocional 28 dias Criatividade, estabilidade mental, humores,
sensibilidade emocional
Intelectual 33 dias Habilidade para aprender, pensamento analítico,
lógica, memória, tomada de decisão
Intuitivo  38 dias Instinto e
percepção inconsciente

Cada um destes ciclos tem o seu ponto de partida no instante em que a pessoa nasce.
Neste exato momento, iniciam-se todos os seus ciclos biorrítmicos.

FASE POSITIVA ( + )
Inicia-se no nível zero ( 0 ), subindo até o ponto máximo do gráfico,
para em seguida descer até o nível zero novamente.
Durante toda a trajetória em que a linha colorida permanece acima do nível zero
é considerada a Fase Positiva do ciclo representado por essa linha.

Durante esta fase as habilidades associadas com esse ciclo estão altas.

FASE NEGATIVA ( - )
Inicia-se no nível zero ( 0 ), descendo até o ponto mínimo do gráfico,
para em seguida subir até o nível zero novamente.
Durante toda a trajetória em que a linha colorida permanece abaixo do nível zero
é considerada a Fase Negativa do ciclo representado por essa linha.

Durante esta fase, as habilidades associadas com esse ciclo estão diminuídas.

DIA CRÍTICO ()
Toda vez que um linha colorida cruza o nível zero no sentido descendente
diz-se que aquele é um Dia Crítico.
As habilidades associadas com o ciclo são instáveis nesse dia,
e você deverá tomar maiores cuidados.

Isto se justifica pois o ciclo está mudando de sua Fase Positiva para a Fase Negativa.

No gráfico, o Dia Crítico está representado por um quadrado vermelho
desenhado abaixo da coluna do dia do mês.

DIA SEMI-CRÍTICO ()
Quando a linha colorida estiver cruzando o nível zero no sentido ascendente,
diz-se que aquele é um Dia Semi-Crítico.
Quando o dia é Semi-Critico acontece a mesma instabilidade ocorrida em Dia Crítico, porém com menor intensidade, já que está havendo uma mudança
de sua Fase Negativa para a Fase Positiva do ciclo.

No gráfico, o Dia Semi-Crítico está representado por um quadrado azul
desenhado abaixo da coluna do dia do mês.

() ou ()
Quando o quadrado que representa os dias instáveis (críticos ou semi-críticos) estiver sobre a linha divisória do dia do mês, isto significa que cuidados maiores devem ser tomados em ambos os dias, com respeito aos assuntos associados ao ciclo.



DEFINIÇÃO:




Segundo descreve Felipe Porto em seu livro Bio-Ritmo: Leve a Vida, Não Seja Levado por Ela, o Biorritmo foi desenvolvido pelos pesquisadores Dr. Hermann Swoboda, professor de Psicologia em Viena, Dr. Wilhelm Fliess, otorrinolaringologista em Berlim, e Prof. Alfred Teltscher, da Universidade de Innsbrück na Áustria.

Segundo suas pesquisas, baseando-se nos ciclos físico, emocional e intelectual do ser humano, pode-se traçar um Ritmograma, que mostra a predisposição da pessoa nesses aspectos no período analisado, indicando-lhe os dias críticos em cada um dos ciclos, os quais devem merecer especial atenção.

É importante destacar que o Biorritmo não é uma arte divinatória, mas sim um instrumento que, levando em consideração três importantes ciclos biológicos humanos, mostra a predisposição do indivíduo.

Pelo acompanhamento diário do Ritmograma, é possível agir de acordo com o recomendado para cada período, evitando-se surpresas desagradáveis.
Acesse as abas laterais e informe-se melhor sobre o Biorritmo:

O QUE É BIORRITMO:
Várias grandes empresas, em todo o mundo, utilizam-se do Biorritmo para prevenir acidentes e aumentar a produtividade de seus funcionários. Veja em que se baseia a teoria do Biorritmo.

OS CICLOS BIOLÓGICOS HUMANOS:
O Ritmograma, o gráfico de evolução do Biorritmo ao longo dos dias do período, é traçado em função dos ciclos Físico, Emocional e Intelectual do ser humano. Leia mais sobre eles.

OS DIAS CRÍTICOS:
Os dias em que as curvas do Ritmograma cruzam a linha zero do gráfico são denominados Dias Críticos, e são os que mais inspiram cuidados.


Um exemplo, o ciclo menstrual

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_menstrual

Ciclo menstrual
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O ciclo menstrual médio tem cerca de 28 dias.



Ciclo menstrual
Ver também: Menstruação

O ciclo menstrual é o termo científico para as alterações fisiológicasque ocorrem nas mulheres férteis que têm como finalidade a reprodução sexual e fecundação. Este artigo foca-se apenas no ciclo menstrual humano.

O ciclo menstrual, regulado pelo sistema endócrino, é fundamental para a reprodução. É frequentemente dividido em três fases: a fase folicular, a ovulação e a fase luteínica, embora algumas fontes refiram um conjunto diferente de fases: a menstruação, a fase proliferativa e a fase secretora.[1] Os ciclos menstruais contam-se a partir do primeiro dia de hemorragia menstrual. A contracepção hormonal intervém nas alterações hormonais naturais de forma a impedir a reprodução.

Estimuladas por quantidades cada vez mais elevadas de estrogéniodurante a fase folicular, as hemorragias menstruais abrandam até cessarem por completo, e o endométrio do útero torna-se mais espesso. Inicia-se então o desenvolvimento dos folículos nos ovários, através da influência de um conjunto complexo de hormonas. Após vários dias, um ou ocasionalmente dois dos folículos tornam-se dominantes, e os restantes atrofiam e morrem. Por volta do meio do ciclo, e 24 a 36 horas depois do pico de afluência de hormona luteinizante (LH), o folículo dominante liberta um óvulo durante um estágio designado por ovulação. Depois deste estágio, o óvulo apenas sobrevive durante 24 horas ou menos caso não ocorra fertilização, enquanto que os resquícios do folículo dominante no ovário se tornam corpos lúteos, produzindo grandes quantidades de progesterona. Estimulado pela presença desta hormona, o endométrio altera-se de modo a preparar-se para potenciais nidações de um embrião iniciando-se assim a gravidez. Caso a nidação não ocorra em aproximadamente duas semanas, o corpo lúteo involui, causando quedas abruptas nos níveis de progesterona e de estrogénio. Estas quebras indicam ao útero o momento para eliminar o óvulo e a sua membrana de revestimento, num processo designado por menstruação, terminando assim um ciclo.

Durante o ciclo menstrual, ocorrem também alterações nos sistemas fisiológicos, sobretudo no sistema reprodutivo, que podem dar origem a mastodinia ou alterações de ânimo. A primeira menstruação da mulher é designada por menarca e ocorre frequentemente por volta dos 12 ou 13 anos. A idade média da menarca é de cerca de 12,2 anos em Portugal,[2] 12,5 anos nos Estados Unidos,[3] 12,72 no Canadá,[4] 12,9 no Reino Unido,[5] e 13,06 ± 0,1 anos na Islândia.[6] O fim da fase reprodutiva da mulher designa-se menopausa e ocorre normalmente entre os 45 e 55 anos de idade.


Índice
1 Terminologia
2 Fases
2.1 Menstruação
2.2 Fase folicular
2.3 Ovulação
2.4 Fase luteínica
3 Duração
4 Período fértil
5 Efeitos noutros sistemas
6 Anomalias e irregularidades no ciclo
7 Supressão da ovulação
7.1 Contracepção hormonal
7.2 Método de amenorreia lactacional
8 Referências

Terminologia

A menarca é um dos estágios mais avançados da puberdade feminina. A idade média para a sua ocorrência é entre os 12 e 13 anos nos humanos, mas são consideradas normais as ocorrências entre os 8 e os 16 anos. Esta variação pode ser influenciada e explicada por factores como a hereditariedade, a dieta alimentar e a condição geral de saúde da adolescente.[7] O fim dos ciclos menstruais após o período fértil da mulher é designado por menopausa. A idade média em que ocorre a menopausa são 52 anos nos países industrializados, sendo no entanto considerada normal a ocorrência entre os 45 e 55 anos. A menopausa que ocorra antes dos 45 anos é considerada prematura.[8] A idade a que ocorre é fundamentalmente resultado da genética. No entanto, determinadas doenças, cirurgias ou tratamentos clínicos podem fazer com que a menopausa se inicie mais cedo.[9]

A duração do ciclo menstrual normalmente varia entre ciclos mais curtos e outros ciclos mais longos. Uma variação de tempo entre os ciclos mais longos e mais curtos inferior a oito dias permite afirmar que a mulher tem ciclos regulares. Não é comum haver variações menores do que quatro dias. Uma variação entre 8 e 20 dias é considerada irregular. Variações superiores a 20 dias são consideradas muito irregulares.[10]

Fases

O ciclo menstrual pode ser dividido em diferentes fases. A duração média de cada fase pode ser vista embaixo. As primeiras três estão relacionadas com alterações no revestimento uterino, enquanto que as três últimas estão relacionadas com processos que decorrem nos ovários:
Fase Dia médio de início
assumindo um ciclo de 28 dias Dia médio do término
Menstruação 1 4
Fase proliferativa (Alguns autores incluem a menstruação nesta fase) 5 13
Ovulação 13 16
Fase luteínica (também designada por fase secretora) 16 28
Fase isquémica 27 28
Fase folicular 1 13

Menstruação
Ver artigo principal: Menstruação

A presença da menstruação, também designada por período, serve normalmente como indicador de que a mulher não se encontra grávida. Note-se, no entanto, que tal facto não pode ser encarado como garantia uma vez que existem inúmeras causas que levam a hemorragias vaginais durante a gravidez. Alguns destas causas são exclusivas do primeiro trimestre de gravidez, e alguns podem causar hemorragia obstétrica.[11][12]

Níveis de estradiol (o principal estrogénio), progesterona, hormona folículo-estimulante e hormona luteinizante durante o ciclo menstrual, levando em conta as variações entre ciclos e entre indivíduos.[13]

O termo eumenorreia designa a menstruação regular e normal que ocorre durante alguns dias; normalmente 3 a 5, mas qualquer valor entre 2 e 7 dias é considerado normal.[14][15] O valor de sangue perdido durante a menstruação é de cerca de 35 mililitros, sendo normal qualquer valor entre 10 e 80 ml.[16] Em consequência da hemorragia menstrual, as mulheres são mais susceptíveis à deficiência de ferro do que os homens.[17] Uma enzima chamadaplasmina impede a coagulação do fluido menstrual.[18]

Durante os primeiros dias da menstruação são comuns cólicas abdominais, assim como dores nas costas e nas ancas. A dor intensa no útero durante a menstruação designa-se por dismenorreia e é mais frequente entre adolescentes e mulheres jovens, afectando 67,2% das adolescentes.[19] Quando se inicia a menstruação, normalmente diminui também a intensidade dos sintomas associados à tensão pré-menstrual (TPM), como a mastodinia e irritabilidade.[15]

Fase folicular
Ver artigo principal: Fase folicular

Esta fase também é designada por fase proliferativa devido à acção hormonal que provoca o crescimento, ou proliferação, do revestimento uterino durante este período.[20]

O aumento dos valores da hormona folículo-estimulante (FSH) durante os primeiros dias do ciclo estimula alguns dos folículos ovarianos.[20] Estes folículos, presentes nos ovários desde o nascimento[20] e em desenvolvimento constante ao longo de um ano num processo designado por foliculogénese, competem entre si pelo domínio. Através da acção de várias hormonas, todos os folículos excepto um param de crescer, que será o dominante e continuará a crescer até à maturação. Um folículo que atinja a maturidade é designado por folículo terciário, ou folículo de Graaf, e formará o óvulo.[20]

À medida que amadurecem, os folículos segregam quantidades cada vez maiores de um estrogénio designado por estradiol. Os estrogénios dão início à formação de uma nova camada de endométrio no útero, classificado como endométrio proliferativo. O estrogénio também estimula as glândulas do colo do útero a produzir muco cervical fértil, o que pode ser registado por mulheres que pratiquem monitorização da fertilidade.[21]

Ovulação
Ver artigo principal: Ovulação

Um ovário prestes a libertar um óvulo.

Durante a fase folicular, o estradiol suprime a produção de hormonas luteinizantes (LH) naadenoipófise. À medida que o óvulo se aproxima da maturação, os níveis de estradiol alcançam um valor de referência acima do qual estimulam a produção de LH. As diferentes respostas das LH ao estradiol podem ser explicadas pela presença de dois receptores distintos de estrogénio no hipotálamo: o receptor de estrogénio alfa, responsável pelo ciclo estradiol-LH de retroalimentação negativa e o receptor de estrogénio beta, responsável pela relação estradiol-LH positiva. Num ciclo regular, a afluência de HL tem início no 12º dia e pode decorrer durante 48 horas. [22]

A libertação de LH amadurece o óvulo e enfraquece a parede do folículo no ovário, o que faz com que um folículo completamente desenvolvido liberte o seu ovócito secundário.[20] Este ovócito secundário tornar-se-à um óvulo, que no fim deste processo apresenta já um diâmetro de cerca de 0,2 mm.[23]

Qual dos dois ovários ovula - o direito ou esquerdo - aparenta ser de ordem aleatória, não sendo conhecido qualquer mecanismo de coordenação entre ambos.[24] Ocasionalmente, ambos os ovários podem libertar um óvulo,[24] e no caso de ambos serem fertilizados dão origem a gémeos bivitelinos.[25]

Depois de ser libertado pelo ovário, o óvulo é lançado nas trompas de falópio através dafímbria, uma pequena membrana de tecido no fim de cada trompa. Após cerca de um dia, um óvulo não fertilizado desintegra-se ou dissolve-se.[20]

A fertilização pelo espermatozoide, quando ocorre, dá-se normalmente na ampulla, a secção mais larga das trompas de falópio. Um óvulo fertilizado começa imediatamente o processo de embriogénese. O embrião em desenvolvimento leva cerca de três dias a alcançar o útero e mais três dias a implantar-se no endométrio, altura em que já atingiu o estágio de blastocisto.[20]

Nalgumas mulheres, a ovulação é acompanhada por uma dor característica designada por mittelschmerz.[15] A alteração hormonal súbita nas hormonas durante o período da ovulação pode por vezes causar hemorragias ligeiras a meio do ciclo.[26]

Fase luteínica
Ver artigo principal: Fase luteínica

A fase luteínica é também designada por fase secretora. O corpo lúteo, formado no ovário depois do do óvulo ser libertado na trompa de falópio, desempenha um papel importante durante esta fase, continuando a crescer durante algum tempo após a ovulação e produzindo quantidades significativas de hormonas, sobretudo progesterona.[20] A progesterona é fundamental ao fazer com que o endométrio se torne receptivo à nidação do blastocisto e capaz de oferecer condições para o primeiro estágio da gravidez. Como efeito secundário, aumenta também a temperatura corporal basal da mulher.[27]

Após a ovulação, as hormonas pituitárias FSH e LH fazem com que os resquícios do folículo dominante se transformem no corpo lúteo, que produz progesterona. O aumento desta hormona na glândula suprarrenal induz a produção de estrogénio. As hormonas produzidas pelo corpo lúteo também suprimem a produção de FSH e HL de que o corpo lúteo necessita. Consequentemente, os níveis de FSH e HL decrescem rapidamente, fazendo com que o corpo lúteo atrofie.[20] A queda dos níveis de progesterona activa a menstruação e o início do ciclo seguinte. Desde a ovulação até à supressão de progesterona que dá início à menstruação, decorrem em média duas semanas, sendo considerado normal um período de 14 dias. Em cada mulher, a duração da fase folicular varia frequentemente de ciclo para ciclo. Pelo contrário, a duração da fase luteínica demonstra ser bastante coerente entre cada ciclo.[28]

A perda do corpo lúteo não ocorre quando existe fertilização do óvulo. O embrião produz gonadotrofina coriónica humana, que é bastante similar à LH e capaz de preservar o corpo lúteo. Uma vez que esta hormona é apenas produzida pelo embrião, muitos testes de gravidez são reactivos à sua presença.[20]

Duração

Embora muitas pessoas acreditem que o ciclo menstrual médio dure cerca de 28 dias, um estudo que analisou mais de 30 000 ciclos em mais de 2300 mulheres veio a demonstrar que a duração média do ciclo é de 29,1 dias, com um desvio padrão de 7,5 dias e umintervalo de predição de 95% entre 15 a 45 dias.[29] No mesmo estudo, o subconjunto de dados com durações de ciclos entre 15 e 45 dias mostrava uma duração média de 28,1 dias, com um desvio padrão de 4 dias. Um estudo de menor escala, realizado em 2006 numa amostra de 140 mulheres, concluiu a existência de uma duração média de 28,9 dias.[30]

A variação da duração do ciclo menstrual é maior entre mulheres com 25 anos ou menos, e menor, ou seja, mais regular, entre os 35 e 39 anos de idade.[29] Normalmente, as variações entre 8 e 20 dias são consideradas ciclos menstruais moderadamente irregulares.[10]As variações de 21 ou mais dias são consideradas muito irregulares.[10]

Desde muito cedo que é proposto que o ciclo menstrual esteja de alguma forma associado às fases da lua. Um estudo realizado em 1979 com 305 mulheres demonstrou que cerca de um terço registava ciclos coincidentes com o ciclo lunar, isto é, uma duração média de 29,5 dias mais ou menos 1 dia. Quase dois terços revelaram que o seu ciclo se iniciava durante a fase mais brilhante do ciclo lunar, significativamente mais do que seria de esperar numa distribuição aleatória.[31] Outro estudo demonstrou que um número estatisticamente significativo de menstruações ocorria durante a lua nova.[32]

Período fértil

O período mais fértil, isto é, o período com maiores probabilidades de ocorrência de uma gravidez como resultado de uma relação sexual, ocorre durante os 5 dias que antecedem a ovulação até aos 1-2 dias que lhe sucedem.[33] Num ciclo de 28 dias com uma fase luteínica de 14 dias, isto corresponde à segunda e ao início da terceira semana. Foram desenvolvidos vários métodos para ajudar a mulher a fazer uma estimativa dos dias relativamente férteis ou inférteis durante o ciclo, designados por monitorização da fertilidade.

Os métodos de monitorização que apenas têm como base os registos de duração dos ciclos designam-se por métodos rítmicos.[34]Os métodos que requerem a observação de um ou mais dos três sinais básicos de fertilidade (temperatura corporal basal, muco do colo do útero e posição cervical)[35] são conhecidos como métodos de avaliação de sintomas.[34] Estão também disponíveis kits detestes de urina que detectam a afluência de HL que ocorre nas 24 a 36 horas antes da ovulação, conhecidos como kits de previsão de ovulação.[36]

A fertilidade feminina é também influenciada pela idade.[37] Uma vez que todos os óvulos de uma mulher se formam durante o feto,[38]para serem fertilizados apenas décadas mais tarde, tem sido proposto que este longo período de tempo pode fazer com que acromatina dos óvulos se vá tornando mais vulnerável a problemas decorrentes da divisão, quebras e mutações, em relação à cromatina do esperma, que é produzido de forma contínua durante a fase reprodutiva do homem.[39]

Efeitos noutros sistemas

Algumas mulheres que apresentam um quadro clínico de distúrbios ou sintomas neurológicos sentem um aumento da actividade sintomática por volta da mesma altura de cada ciclo menstrual. Por exemplo, está demonstrado que as quebras nos níveis de estrogénio são a causa directa de enxaquecas,[40] sobretudo quando a mulher também está a tomar a pílula. Muitas mulheres com epilepsia demonstram ter um número mais frequente de ataques (epilepsia catamenial) segundo um padrão relacionado com o ciclo menstrual.[41] Parecem existir diferentes padrões, tais como ataques coincidentes com a menstruação ou com a ovulação, mas a frequência a que ocorrem ainda não foi alvo de conclusões sólidas. Recorrendo a uma definição própria, um grupo de investigadores descobriu que cerca de um terço das mulheres com epilepsia parcial intratável demonstram igualmente epilepsia catamenial.[41][42][43]Tem sido sugerido que tal se possa dever ao efeito das hormonas, em que a quebra da progesterona e o aumento de estrogénio espoletariam os ataques.[44] Mais recentemente, os estudos têm demonstrado que doses elevadas de estrogénio podem causar ou piorar os ataques, enquanto que doses elevadas de progesterona podem agir como uma droga antiepiléptica.[45] Alguns estudos levados a cabo por publicações médicas revelaram que as mulheres durante a menstruação são 1,68 vezes mais susceptíveis de cometer suicídio.[46]

Recorrendo a experiências em ratos de laboratório, têm sido investigados possíveis mecanismos através dos quais os níveis de hormonas esteroides sexuais possam regular funções do sistema nervoso. Durante a parte do ciclo em que a fêmea do rato apresenta os valores mais altos de progesterona, os níveis dos receptores GABA subtipo delta são igualmente altos. Uma vez que os receptores GABA são inibitórios, as células nervosas com mais receptores delta são menos propensas a ser deflagradas que as células com menor número de receptores delta. Durante a parte do ciclo em que os níveis de estrogénio são mais altos do que os níveis de progesterona, o número de receptores delta diminui, aumentando a actividade nos neurónios, aumentando também a ansiedade e susceptibilidade aos ataques.[47]

Os níveis de estrogénio podem também afectar o comportamento da tiroide.[48] Por exemplo, durante a fase luteínica, quando os níveis de estrogénio apresentam os valores mais baixos, a velocidade da corrente sanguínea na tiroide é menor do que durante a fase folicular, quando os níveis de estrogénio são altos.[49]

Durante algum tempo foi proposta a existência de sincronia menstrual entre mulheres que vivessem juntas. Este efeito foi sugerido originalmente em 1971, tendo sido proposta em 1998 uma possível explicação através da acção das feromonas.[50] No entanto, estudos posteriores têm posto em causa esta hipótese.[51]

Anomalias e irregularidades no ciclo

A ovulação irregular ou pouco frequente designa-se por oligo-ovulação.[52] A ausência de ovulação designa-se por anovulação. Mesmo que não se processe a ovulação, a hemorragia menstrual pode decorrer normalmente, fenómeno que se designa por ciclo anovulatório. Nalguns ciclos, os folículos podem começar o processo de maturação, mas esse processo nunca chegar a ser completo; no entanto, o estrogénio continua a estimular a formação do revestimento da parede do útero. Níveis elevados, contínuos e prolongados de estrogénio que provocam um endométrio bastante espesso, podem levar à ocorrência de hemorragias menstruais anovulatórias fora do período normal de menstruação. A hemorragia anovulatória espoletada por uma queda súbita dos níveis de estrogénio é designada porhemorragia de privação.[53][54] Os ciclos anovulatórios ocorrem normalmente antes da menopausa e em mulheres com síndrome do ovário policístico.[55]

Um fluxo muito diminuto (menos de 10 ml) designa-se por hipomenorreia. ciclos regulares com intervalos de 21 dias ou menos designam-se por polimenorreia. A menstruação frequente, mas irregular, designa-se por metrorragia. Fluxos consideráveis e súbitos de quantidades superiores a 80 ml designam-se por menorragia.[56] A hemorragia abundante que ocorra frequente e irregularmente designa-se por menometrorragia. O termo para ciclos com intervalos que excedam 35 dias é oligomenorreia.[57] Por sua vez,amenorreia refere-se a períodos entre três a seis meses sem menstruação fora da gravidez e durante a idade fértil da mulher.[56][57]

Supressão da ovulação
Contracepção hormonal
Ver artigo principal: Contracepção hormonal

Blister parcialmente usado de pílula contraceptiva oral combinada. Os comprimidos brancos são placebos, destinados a tornar do uso da pílula um hábito diário.

Enquanto que algumas formas de planeamento familiar não afectam o ciclo menstrual, os contraceptivos hormonais actuam através da sua interrupção. A retroalimentação negativada progesterona diminui a frequência de libertação da hormona libertadora de gonadotrofina(GnRH) pelo hipotálamo, o que diminui a libertação de hormona folículo-estimulante (FSH) ehormona luteinizante (LH) pela adenoipófise. Os baixos níveis de FSH inibem o desenvolvimento folicular, impedindo o aumento dos níveis de estradiol. A retroalimentação negativa da progesterona e a ausência de retroalimentação positiva de estrogénio na libertação de LH impedem uma afluência de LH a meio do ciclo. Por sua vez, a inibição do desenvolvimento folicular e a ausência da afluência de LH impedem a ovulação.[58][59][60]

O grau de supressão de ovulação nos contraceptivos exclusivamente de progestágenosdepende da actividade e dosagem do progestágeno. Contraceptivos exclusivamente de progestágeno de baixa dosagem – como a pílula de progestágeno, implantes sub-dérmicos como o Norplant e o sistema intrauterino – inibem a ovulação apenas em cerca de metade dos ciclos e a sua eficácia anticoncepcional assenta sobretudo noutras acções, como o aumento da espessura do muco cervical.[61]Os contraceptivos com uma dosagem intermédia permitem algum desenvolvimento folicular, mas inibem a ovulação de forma mais frequente, em 97 a 99% dos ciclos. As alterações do muco cervical são semelhantes às que ocorrem com progestágeno de baixa dosagem. Os contraceptivos com doses elevadas de progestágeno, normalmente injectáveis, inibem completamente o desenvolvimento folicular e a ovulação.[61]

Os contraceptivos hormonais combinados são compostos tanto por um estrogénio como por um progestágeno. A retroalimentação negativa da progesterona, ao diminuir a frequência de libertação da hormona libertadora de gonadotrofina pelo hipotálamo, que diminui também a libertação de FSH, faz com que os contraceptivos combinados sejam mais eficazes na inibição do desenvolvimento folicular e na supressão da ovulação. O estrogénio reduz também a incidência de hemorragias irregulares.[58][59][60] Vários dos contraceptivos combinados são normalmente usados de forma a causar hemorragias regulares. Durante um ciclo normal, a menstruação ocorre quando os níveis de estrogénio e progesterona têm uma quebra abrupta.[27]

Método de amenorreia lactacional
Ver artigo principal: Método de amenorreia lactacional

A amamentação faz com que haja realimentação negativa nas secreções de hormona libertadora de gonadotrofina (GnRH) e hormona luteinizante (LH). Dependendo da intensidade desta realimentação negativa, pode dar-se o caso da suspensão completa do desenvolvimento folicular, ou desenvolvimento folicular em ovulação, ou então o retomar do ciclo menstrual normal.[62] A supressão da ovulação é mais provável nos casos em que a amamentação seja mais frequente.[63] A produção de prolactina é importante para manter a amenorreia lactacional.[64] As mulheres que amamentam os filhos a tempo inteiro cujos filhos mamam frequentemente observam, em média, um regresso da menstruação catorze meses e meio após o parto. No entanto, existe uma grande variedade na resposta entre mulheres, entre o regresso da menstruação apenas dois meses após o parto até casos de amenorreia até 42 meses pós-parto.[65]
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