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domingo, 28 de abril de 2013

28 de abril Dia da Educacao - A escola que queremos

28 de abril, Dia da Educação - A Escola que queremos



 "O que seria do mundo sem um professor ?

 Não há uma pessoa que não esteve ao lado de um professor, desde o ensino fundamental , ensino médio , geralmente faculdade ou mesmo curso técnico;  muitos deles nos acompanham até podermos seguir nosso próprio caminho  e  tomar nossas próprias decisões sem a sua ajuda e seus conselhos e alguns nos fazem o admirar e criar o nosso futuro seguindo sua imagem. 

Mas o que seria do mundo sem um professor ? 
Acho que a resposta perfeita seria um mundo sem história , sem tecnologia um nada ! 
Porque são os professores que movimentam o mundo pelo fato de que são sábios e criam gênios; por esse motivo  devem ser respeitados e valorizados sempre; por que todo país tem que ter uma boa educação para ser considerado um país digno.
    Finalizando todos nós somos dependentes dos professores até nos tornarmos 
 um ou criar nosso próprio caminho."

    Laisla Cristina Lamin, seguindo minha opinião.

O dia 28 de abril de 2013 é o dia da educação.








PARABÉNS!



Gostaria neste dia de agradecer a Deus pela benção de ter me tornado professor de educação profissional e professor de inglês além de coach e consultor empresarial, após ter me tornado engenheiro e ter feito carreira na indústria.

Gostaria de agradecer aos meus estudantes, profissionais, companheiros e colegas e me colocaram a caminho do aprendizado.
Obrigado aos Coordenadores Pedagógicos, Diretores, Gerentes de TI, Especialistas em Mídia Social e amigos virtuais em todo o mundo.

Gostaria de compartilhar algumas palavras de alguém a quem tenho grande admiração: Rubem Alves. Video de 55 minutos detalhado, abaixo.

"O que incentiva os alunos são os pensamentos e os sentimentos do professor."
"O papel do professor é ensinar os estudantes a pensar por conta própria."
"A avaliação do professor dever ser a avaliação da capacidade de pensar do estudante."
"É preciso medir a capacidade de pensar. Para se fazer isso é preciso fazer o estudante escrever uma redação."
"Cabe ao professor despertar a curiosidade no estudante; criar a alegria de pensar."
"Cabe aos pais, antes da criança dormi,r ler para ela, a fim de estabelecer uma relação amorosa com a leitura."
"Qual é o aprendizado? O aprendizado é o que fica após o processo natural de esquecimento."


Estimado leitor, em 2007, tive a oportunidade de conhecer o Professor José Pacheco da Escola da Ponte. Foi uma experiência esclarecedora para mim.

O Professor Rubem Alves escreveu o Livro: A Escola que sempre sonhei sem saber que existia, onde ele aborda a Escola da Ponte com admiração. Sempre que posso procuro aplicar estes princípios e sempre baseado nos grandes pensadores da educação.

Ensino o que sei desde a minha infância e sempre me pergunto: "Para que serve isto que estou ensinando? Qual a utilidade prática disto para os meus estudantes?"

Durante anos enfrentei algumas oposições veladas, partindo de alguns poucos alunos que na época ainda precisavam do alcance de compreender as minhas intenções e que esperavam um docente bem mais convencional. Eles buscavam alguém que dispensa-se-os de pensar, porque eles diziam que pensar dói...

Entretanto a esmagadora maioria de meus estudante de ontem são meus amigos hoje e ainda se lembram de muita coisa que estudamos e aprendemos juntos.  

Me sinto profundamente feliz e agradecido por ser professor e por ter recebido este dom que é um sacerdócio.


Video de 10 minutos - um resumo importante.

Fui desafiado a escrever sobre a Escola que Queremos - A Escola do Futuro - Como elaborar um Projeto Político Pedagógico que considere o paradigma da sociedade informacional em seu bojo contemplando novas metodologias de ensino e a gestão do conhecimento?

















Para saber mais, clique em Mais informações abaixo.







A Escola do Futuro

Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar.

O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico - o famoso PPP.


O PPP ganha a força de um guia - aquele que indica a direção a seguir, não apenas para gestores e professores mas também funcionários, alunos e famílias.

Ele precisa ser completo o suficiente para não deixar dúvidas sobre essa rota e flexível o bastante para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos estudantes.

É um documento a ser consultado, antes da tomada de cada decisão importante.

É uma declaração de Missão, Visão, Princípios e Valores, Planos de Ação e Metas, da Instituição de Ensino.

É muito importante mobilizar esforços para disseminar o PPP ao longo de toda a escola, professores, estudantes e comunidade e manter o PPP sempre atualizado.

Para haver comprometimento é preciso haver envolvimento.
O envolvimento é fundamental para o sucesso da aplicação do PPP.
Para isso ele precisa ser estudado.

Como estuda-lo? Pesquisa, pergunta, leia, recite, reveja.
Ou seja torne o PPP uma referência, após conhece-lo bem.

Na medida que o PPP serve de referência para discussões, comparações, experiências e ações de curto, médio e longo prazos.

Para isso é preciso que o PPP seja prático, relacionado à vida, além de cumprir as exigência da legislação e da LDB - Lei de Diretrizes e Base da Educação, número 9394 de 1996.

É preciso que a comunidade escolar participe da elaboração e atualização do documento.

É preciso que o PPP possa ser acessível a todos, para que ele possa ser um dos pilares de uma gestão democrática.

Envolver, comprometer, compartilhar a responsabilidade de definir os rumos da escola é um grande desafio.


O PPP deve ter uma redação em linguagem clara e acessível.

Alguns tópicos importantes que contemplam o PPP podem ser: 

1- Missão
2- Clientela
3- Dados sobre a aprendizagem
4- Relação com as famílias
5- Recursos
6- Diretrizes pedagógicas
7- Plano de ação




A LDB ressalta a importância do PPP em vários de seus artigos:

 No artigo 12, inciso I, que vem sendo chamado o artigo da escola, a Lei dá aos estabelecimentos de ensino a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. 
O artigo 12, inciso VII define como incumbência da escola, informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. 
No artigo 13, chamado o artigo dos professores , aparecem como incumbências desse segmento, entre outras, as de
 participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino (Inciso I) 
e elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino (Inciso II). 

No artigo 14, em que são definidos os princípios da gestão democrática, o primeiro deles é a participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. 

Dessa forma, essa é uma exigência legal que precisa ser transformada em realidade por todas as escolas do país. 

Entretanto, não se trata apenas de assegurar o cumprimento da legislação vigente, mas, sobretudo, de garantir um momento privilegiado de construção, organização, decisão e autonomia da escola. 

Por isso, é importante evitar que essa exigência se reduza a mais uma atividade burocrática e formal a ser cumprida.

Um projeto político-pedagógico voltado para construir e assegurar a gestão democrática se caracteriza por sua elaboração coletiva e não se constitui em um agrupamento de projetos individuais, ou em um plano apenas construído dentro de normas técnicas para ser apresentado às autoridades superiores.

Mas o que é mesmo o projeto político-pedagógico?
 Segundo Libâneo (2004), é o documento que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. 

Na verdade, o projeto político-pedagógico é a expressão da cultura da escola com sua (re) criação e desenvolvimento, pois expressa a cultura da escola, impregnada de crenças, valores, significados, modos de pensar e agir das pessoas que participaram da sua elaboração. Assim, o projeto orienta a prática de produzir uma realidade.

Como adequar o PPP a nossa realidade atual?
Como imaginamos a Escola do Futuro?
Como contemplar as novas metodologias de ensino?
Como considerar a gestão do conhecimento e a sociedade informacional?
Como as mídias sociais, internet, computadores, notebooks, tablets, celulares e outros dispositivos de acesso a informação devem ser considerados em sala de aula e fora dela?

Um PPP é constituído de diversas perguntas cujas respostas estão condicionadas à realidade de cada instituição de ensino atual e onde ela pretende chegar.
Por exemplo:
Quais os principais problemas dessa comunidade? Que formas a escola tem de inserção na comunidade? 
Como o seu espaço é utilizado pela comunidade? 

Que limitações ou possibilidades a escola percebe nas suas relações com a comunidade?

Quem é o aluno que frequenta a escola?

Há alunos em idade escolar fora da escola na comunidade?

Existem alunos com jornada formal de trabalho?
Como se vêm dando o desempenho escolar dos alunos nos últimos dois anos? 

Quais são os índices de aprovação, reprovação e evasão apresentados pela escola?

Qual a relação entre a idade dos alunos e a série que frequentam?

Quem são os profissionais que atuam na escola?

O número de professores é suficiente para atender os alunos?

Qual a qualificação dos professores?
A escola tem funcionários em número suficiente? 

Há agentes de apoio pedagógico?
Quais são as condições físicas e materiais da escola? 

Quais as condições de uso das dependências escolares?

Como vem sendo utilizado o tempo pedagógico?

Quantas turmas ela atende?
Como são organizadas as classes? 
Como está organizado o espaço da escola? 
Ele vem se constituindo em espaço de formação da cidadania? 

Segundo Vasconcellos (2002), a estrutura básica de um projeto político-pedagógico comporta três grandes elementos: marco referencial, diagnóstico e programação.

MARCO REFERENCIAL.

O marco referencial trabalha com a dimensão dafinalidade:

Como a sociedade se apresenta?

Que aspectos precisam ser transformados?

O que se espera da escola pública hoje?

Que cidadão queremos formar?

Com que concepções de educação, de ensino-aprendizagem e de avaliação queremos trabalhar?

DIAGNÓSTICO.

O diagnóstico trabalha a dimensão da realidade:

Que características (sociais, econômicas, culturais) têm a comunidade, a escola e a clientela a que a escola atende?

Como se apresenta à realidade da escola hoje?

Que características tem a gestão da escola?

Como se dá a participação da comunidade na gestão da escola?

Que formas de organização escolar são adotadas?

Como estão as relações interpessoais no interior da escola?

Que características têm o trabalho pedagógico desenvolvido na escola?

Como se apresentam os resultados da aprendizagem?

Que processos e instrumentos de avaliação são utilizados?

O diagnóstico não deve apenas ser descritivo, mas tem de ser também analítico.

Deve identificar necessidades de mudanças, ou seja, responder: o que nos falta para ser o que desejamos?

PROGRAMAÇÃO.

A programação é a dimensão do projeto, da mediação, do desejo coletivamente construído:

a definição do que vai ser feito e

dos meios para a superação dos problemas detetados,

em busca da qualidade da educação oferecida pela escola.

É a proposta de ação.

Ou seja: definição do que é necessário e possível fazer para diminuir a distância entre o que a escola é e o que deveria ser.

Quanto à periodicidade, a programação ou projeto pode ter abrangência anual, bianual ou outra definida pelo grupo.


Essas e outras questões, a depender do momento e do contexto, poderão ser utilizadas tanto para identificar quanto para avaliar os avanços alcançados pela escola na construção de sua identidade e contemplar essa questão no seu projeto político-pedagógico.

Um exemplo disso é a proposta da Escola Mandala da Rede FAETEC do Rio de Janeiro.





















Bibliografia

Planejamento Dialógico: Como Construir o Projeto Político-Pedagógico da Escola, Paulo Roberto Padilha,
160 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3611-9616, 28 reais
Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico, Celso dos Santos Vasconcellos, 208 pág., Ed. Libertad, tel. (11) 5062-8515, 40 reais
Projeto Político-Pedagógico: Construção e Implementação na Escola, Cássia Ravena Mulin de Assis Medel, 128 págs., Ed. Autores Associados, tel. (19) 3249-2800, 29 reais



BRASIL, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5.ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
MACHADO, José Nilson. Educação: Projetos e Valores. São Paulo. Escrituras Editora, 2000. (Coleção ensaios transversais)
MACHADO,L.M. e SILVA, C.S.B. da. Nova LDB. Trajetória para a cidadania?. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.
MADEIRA, Ana Isabel. A importância do diagnostico da situação na elaboração do projecto educativo de escola. IN: Inovação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, vol. 8, nºs 1 e 2, 1995.
MOREIRA, A. F. & SILVA, T. T. (orgs) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez Editora, 1994.
PORTELA,Adélia Luiza e ATTA, Dilza Maria Andrade. A Dimensão Pedagógica da Gestão da Educação. In:RODRIGUES Maristela e BRAGA Ana Catarina (orgs.) Guia de Consulta para o Programa de Apoio aos Secretários Municipais de Educação – PRASEM II Brasília: FUNDESCOLA/MEC, 1999. p. 77 a 114.
VASCONCELLOS, Celso S. Planejamento: projeto de ensino aprendizagem e político-pedagógico.São Paulo: Libertad, 2002.

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