Como Estudar - Reflexoes e Preparo para a Docencia no Ensino Superior

Foto: Prof. João Luiz Gasparin

Como Estudar - Reflexões e Preparo para a Docência no Ensino Superior.

Um exercício para o desenvolvimento do patrimônio cultural do professor. 

O material aqui publicado é um resumo dos artigos publicados neste blog a respeito do assunto.

Estimado leitor, com base na experiência de meus pais que por sua vez aprenderam com os pais deles e assim sucessivamente, graças aos meus antepassados tenho um método de estudo que tem sido muito útil para mim e que gostaria de compartilhar aqui.

Se baseia em 5 passos que se seguidos cuidadosamente e pelo tempo adequado favorecem o aprendizado:

1- Pesquisa
2- Pergunta
3- Leia
4- Recite
5- Reveja.

Normalmente quem mais estuda é o professor, notadamente se estiver exercendo a docência no Ensino Superior.

Seguindo esta metodologia, gostaria de abordar alguns aspectos relevantes: 
- Psicologia da aprendizagem
- Didática
- Tecnologia
- Avaliação da Instituição
- Avaliação do Aluno
- Práxis
- Epistemologia
- Tecnologia
- Pedagogia Histórico-Crítica

Minha proposta a seguir é fazer uma revisão de conceitos de modo a fortalecer a metodologia de como estudar: Pesquisa, Pergunta, Leia, Recite e Reveja, no caso de um Professor se Preparar para a Docência no Ensino Superior.

Agradeço desde já, ao Professor e amigo, Pr.Dr. João Luiz Gasparin, que eu considero o Comênio Brasileiro.

Transcrevo aqui a dedicatória do seu livro:
Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica, já em quinta edição revista publicado pela editora Autores Associados.
www.autoresassociados.com.br

"Jorge, 
Desejando que seu trabalho docente seja um processo contínuo de unir a teoria à prática, tanto na dimensão quotidiana, quanto científica, envio-lhe com estima, este exemplar de meu trabalho.
Com votos de sucesso, Maringá, 30 de Julho de 2013." Assina, Prof. Dr. João Luiz Gasparin.

Desejo o mesmo ao estimado leitor.
No final do texto há uma correlação entre o método dos Freis Beniditinos que aprendi com os meus pais e a Pedagogia Histórico-Crítica.


Palavra-chave: Mudanças.
Estudiosos do desenvolvimento humano associam a três categorias básicas as mudanças que ocorrem durante a vida do sujeito (BEE, 1997), sendo estas: 

2-  Mudanças Comuns a um Subgrupo e 
3- Mudanças Individuais

1- As mudanças partilhadas estão ligadas ao que entendemos comumente como desenvolvimento, são partilhadas com membros da mesma espécie, geneticamente programadas e estão ligadas a idade do sujeito.

2 - As mudanças comuns a subgrupo são aquelas determinadas pela influência da cultura de uma determinada sociedade, e do momento histórico vivido pelo grupo em questão.

3- As mudanças individuais referem-se ao impacto que as experiências podem ter sobre as pessoas, e a maneira como essas irão afetar o desenvolvimento de alguém depende fundamentalmente do momento em que essas ocorrem.


ZDP
Em relação ao conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) criado por Vygotsky, a ZDP pode ser entendida como a distância entre o Nível de Desenvolvimento Potencial e o Nível de Desenvolvimento Real.


Para saber mais, clique sobre Mais informações, abaixo.



Psicologia Evolutiva
Na Psicologia Evolutiva os primeiro trabalhos que se preocuparam com as questões evolutivas numa perspectiva psicológica, datam da segunda metade do século XIX. No modelo mecanicista o importante não é o que há dentro das pessoas, mas sim, o que vem de fora e as moldam, ou seja, suas experiências e aprendizagens.


Os 4 Planos Genéticos
Segundo Oliveira (2004), todas as transformações pelas quais passam os indivíduos ao longo de seu desenvolvimento resultam de quatro planos genéticos:

1- a filogênese, 
2- a ontogênese, 
3- a sociogênese e 
4- a microgênese. 

A filogênese se refere às determinações biológicas advindas da pertinência da espécie humana.
A ontogênese se refere à etapa da vida na qual o indivíduo se encontra.

Teoria Piagetiana

Na teoria piagetiana um dos principais objetivos dessa abordagem foi o de procurar entender o desenvolvimento dos mecanismos mentais do sujeito a partir do desenvolvimento dos mecanismos mentais da criança, ou seja, o fato de investigar como a lógica do pensamento da criança se transforma na lógica do pensamento do adulto.

Os 4 Estágios de Piaget
Segundo Piaget, a criança passa por quatro estágios ao longo de seu desenvolvimento: 
1- sensório-motor, 
2- pré-operatório, 
3- operatório concreto e
4-  operatório formal. 

No sensório-motor existe a noção de que o objeto continua a existir apesar de não estar mais no seu campo visual. Esta noção é construída pela criança ao longo seis sub-estágios.

O estágio pré-operatório se caracteriza pelo egocentrismo infantil, no qual a criança partindo do seu próprio EU tem dificuldade em entender como os outros pensam ou sentem.

Desenvolvimento segundo a Psicanálise

De acordo com a abordagem Psicanalítica, as fases do desenvolvimento se dividem em:
1- oral, 
2- anal,
3- fálica, 
4- latência e 
5- genital. 

Na fase genital ocorre a ativação dos impulsos sexuais, reforçados pelo desenvolvimento dos órgãos sexuais.A característica psicológica da genitalidade é a maturidade emocional.

Mecanismos de Defesa
Os mecanismos de defesa têm, segundo a teoria Psicanalítica, a função de preservar a integridade psíquica do sujeito e seriam usados por qualquer individuo saudável em sua vida cotidiana.
A formação reativa é o mecanismo que substitui sentimentos e comportamentos, por serem inaceitáveis ou se apresentarem como uma ameaça para o próprio sujeito, por outros, opostos àqueles, muitas vezes de forma exagerada.

Escolha Profissional
Os motivos que levam uma pessoa a determinada escolha profissional, são geralmente analisados sob a ótica sociológica e a ótica psicológica.
Sob a perspectiva da ótica sociológica existe uma espécie de "herança ocupacional", manifestada na transmissão de profissões de pais para filhos.

Os 3 Meios Tradicionais de Avaliação
O modelo de avaliação decorrente da didática tradicional tem como foco o aluno e a sua promoção com vistas à mudança de uma série para outra. Neste processo, a avaliação segue as regras da forma de aprendizado; à medida que são cobrados os resultados da aprendizagem realizada com exatidão em acordo com a reprodução dos conteúdos. Assim, são adotadas formas de avaliação que são
1-Provas, 
2- Exames e 
3- Exercícios. 

Estes três meios são utilizados como a mais sistemática forma de comprovação de eficiência quanto ao patrimônio cultural do aluno.


Dificuldades da Teoria e Prática na Universidade para obter competência.
O quadro de referência dominante no ensino universitário é o de se reproduzirem métodos e técnicas de ensino a que os docentes foram expostos quando estudantes. Assim, como o sentido do seu uso no quadro de uma perspectiva didático-pedagógica inovadora que coloca a competência como um dos elementos principais a ser adquirido pelo aluno na graduação. Existem discrepâncias na forma de elaboração do conteúdo a ser trabalhado e na sua aplicação didática em sala de aula.

Existe a presença de dificuldades por parte daqueles que se acham prontos a assumirem o magistério, sem nenhum preparo didático-pedagógico.

Entre os professores universitários prevalece uma forma didática em que os conteúdos trabalhados seguem conceitos do "ensino", despido do conceito de "ensino-aprendizagem".

Os professores indicam que ouviram falar das teorias, mas que há pouca interação com seus conteúdos a serem ministrados.

Método Jesuita de Aprendizagem.
O Método Jesuita de Aprendizagem é em tudo semelhante ao Método Beneditino, dos Frades da Ordem de São Bento, que ensinaram os pais dos meus pais.

O papel da metodologia de ensino entendida pelos jesuítas esteve centrado no caráter formal dirigido ao intelecto a partir de uma visão essencialista no que diz respeito à formação humana.

 "Esta metodologia difundida pelos jesuítas foi o alicerce de uma tradição didática, centrada no método e em regras de bem conduzir a aula e o estudo, supostamente neutros e desvinculados da nossa realidade" (RODRIGUES apud VEIGA, 1989, p. 42). 

O método de ensino dos jesuítas compunha-se de cinco passos fundamentais que se correlacionam com o método de ensino dos beneditinos da seguinte forma:

1- Preleção  =  Pesquisa  = Aquisição do tema
2- Debates   =  Pergunta  = A discussão traz a luz.
3- Memorização = Leia    = Quem escreve lê cinco vezes.
4- Expressão      = Recite  = A melhor forma de aprende é ensinar
5-Imitação          = Reveja = Imitar até aperfeiçoar é uma forma de revisão.

Educação para a produção
Dentre a existência de inúmeras formas de conhecimento produzido em meio ao processo de grandes conquistas e rupturas que compreende a produção da vida humana no início desse novo milênio, a educação desponta como elemento indispensável. Por que isso acontece? Por que o processo de produção é endereçado à economia, à produção do trabalho, ao mercado consumidor.


Contribuição de Francis Bacon: ensinar coisas úteis.
Francis Bacon soube tomar consciência do pensamento de sua época e, interpretando-o, conseguiu difundir as bases de um grande e profundo movimento de ideias e práticas, que seriam largamente utilizadas nos séculos seguintes, imprimindo uma orientação menos formalista e mais concreta e humana ao pensamento pedagógico e aos processos de instrução escolar.
Houve a valorização de um método de ensino baseado na experiência e nas leis naturais em que cabe à escola ensinar coisas úteis para a vivência dos homens do período renascentista.

Comênio: Compreender, Reter e Praticar
Comênio propõe que o ensino deva ser transmitido por meio dos sentidos. As abstrações sensoriais deveriam ser internalizadas na criança ou no jovem, sendo que essas impressões seriam mais tarde interpretadas pela razão.
Os elementos que compõem o método de Comênio são: 
1- compreensão, 
2- retenção e 
3- práticas. 

A relação entre o método de Comênio e o Beneditino é:

1- Compreensão adquirida através do processo Pesquisa e Pergunta.

2- Retenção adquirida através do processo de leitura e recitação: Leia e Recite.

3- Práticas adquiridas através do processo de revisão: Reveja.

Por intermédio destes elementos é possível se chegar a qualidades como: erudição, virtude e religião; elementos importantes para a era de transição feudal-capitalista.
Comênio foi um legítimo representante da escola tradicional, ao valorizar o papel do professor como controlador da aprendizagem, em que a educação se faz pela ação, "só fazendo que se aprende a fazer".
Segundo Comênio, o conhecimento deve ser adquirido pelos ensinamentos em sua aplicação prática, de maneira direta e clara, partindo das causas da natureza.

Sistemas Nacionais de Ensino para difundir o conhecimento
A transmissão do conhecimento constitui uma força necessária para a sociedade que se organiza na era do conhecimento científico e tecnológico, que revolucionou as forças produtivas e o processo de produção durante os séculos XVIII, XIX e XX. 

Do ponto de vista político, a organização dos Sistemas Nacionais de ensino, estabelecido durante o século XIX, significou a busca pela consolidação da democracia burguesa.
A organização dos Sistemas Nacionais de ensino, estabelecido durante o século XIX serviu para ascender a um tipo de sociedade fundada no contrato social, celebrado 'livremente' entre os indivíduos.
Nesta organização a escola surge como um antídoto à ignorância.
O papel da escola nesta concepção é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade e sistematizados logicamente.

A Ideologia Liberal foge dos objetivos da Escola Pública
Embora as exigências postuladas pela ideologia política liberal fossem a de tornar a educação pública um bem de todos, rumo ao desenvolvimento de saberes que não fossem divorciados das necessidades da população, a mesma, empurrada pelas ondas nefastas da estrutura de produção, foi se distanciando das propostas iniciais. Assim
 a ideologia liberal foge dos objetivos da escola pública.
 A concepção de conhecimento (tradicional) no período do capitalismo liberal estava em sintonia com as "exigências sociais" emergentes, porque, na concepção de Saviani (1991), tinha como projeto eliminar a marginalidade.
A Ideologia liberal tinha como objetivo a manutenção de certas regalias sociais e benefícios de ordem econômica.

Conteúdo da Didática Magna de Comênio
João Amós Comênio (1592-1670) demonstra em sua Obra "Didática Magna" a preocupação com a experiência no processo de aprendizagem. Esteve presente, nesse momento, a percepção sobre as necessidades de um processo de sistematização dos conhecimentos por meio das observações e utilização de um método no ensino escolarizado.
Em sua Obra Didática Magna, Comênio propõe:
Que o ensino deva ser transmitido por meio dos sentidos, pois as abstrações sensoriais deveriam ser internalizadas na criança ou no jovem, sendo que essas impressões seriam mais tarde interpretadas pela razão.
O conhecimento deve ser adquirido pelos ensinamentos em sua aplicação prática, de maneira direta e clara, partindo das causas da natureza.
Inova a educação com o seu método e defende a escola única, universal, a cargo do Estado, revelando um método que estipula os passos da aprendizagem: Compreensão, Retenção e Práticas.
O bordão,  "Ensinar tudo a todos", enfatizado por Comênio, passa ser alvo de muita polêmica e possibilitou o início dos embates pela organização da escola pública e organização dos sistemas nacionais de ensino no século XIX.

Desde 1500 se busca uma nova forma de ensinar
Michel de Montaigne (1533-1592), apresenta a preocupação em colocar a criança e o jovem em contato com as experiências e observações sobre a natureza e a diversidade cultural de sua época.
A preocupação deixa entrever a necessidade de organizar um novo modelo de educação escolar que colabore para a formação humana e a urgência em trazer para a escola uma nova forma de ensinar.

Atribuições do CNE - Conselho Nacional de Educação
O Conselho Nacional de Educação (CNE) atua de forma democrática, como um elo entre a sociedade e a tomada de decisões do Ministério da Educação.
Possui atribuições normativas,
Possui atribuições deliberativas e
Vela pelo cumprimento da legislação educacional.

Atribuições do Pesquisador Institucional
Uma atividade criada recentemente (por volta de 2004), que trouxe inovação na gestão para as Instituições de Ensino Superior, é o papel do Pesquisador Institucional. São suas atribuições:
O Censo da Educação Superior, 
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes,
O acompanhamento do cadastro nacional de docentes da Educação Superior,
A atualização dos dados da IES, Instituição de Ensino Superior, junto ao Sistema Integrado de Informações da Educação Superior.

Atribuições da CAPES
A CAPES desempenha importante papel na expansão e consolidação da educação continuada; possui avaliação da pós-graduação stricto sensu, induz e fomenta a formação inicial e continuada de professores.

Cursos de Extensão
Cursos de Extensão, que conduzem à certificado, são abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino e são ofertados Nos níveis de Iniciação com vistas ao aperfeiçoamento e para atualização com o objetivo da qualificação e requalificação.



Credenciamento
Sistematicamente os processos de avaliação acontecem em períodos pré-definidos pelo MEC que avalia a IES e os Cursos. Avaliação Institucional nesses processos se inicia no credenciamento.

Competências dos Ministérios
Os ministros são escolhidos pelo Presidente da República.
As competências dos Ministérios são setoriais.
"Ministério" designa as principais repartições do governo.


Avaliação
Conforme Ribeiro (1990), "A avaliação é um instrumento fundamental para todo organismo social que busque desenvolvimento e qualidade, cujo propósito deve ser o de conduzir ao aperfeiçoamento constante dos empreendimentos humanos".

LDB 1996
Em 1996, uma nova reforma na educação brasileira referente à LDB (Lei de Diretrizes e Bases) foi implantada.
Foram necessários 13 anos para a implantação da nova LDB.
Trouxe diversas mudanças às leis anteriores.
Incluiu a educação infantil (creches e pré-escola).

Atribuições do SINAES
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) foi criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004.
Avalia as instituições superiores no credenciamento e recredenciamento.
Avalia todos os aspectos em torno do ensino, da pesquisa e da extensão.
Avalia os cursos das instituições.
Verifica o desempenho dos estudantes pelo ENADE.

Busca pela Nota
Por se tratar de números e conceitos, a avaliação torna-se uma espécie de competição em sala de aula, na qual o acadêmico busca não mais o conhecimento e sim a nota.

Avaliar segundo as necessidades da sala
Ao elaborar um questionário, é indispensável que o docente analise as diferentes necessidades da sala de aula, bem como as relações intrínsecas à prática pedagógica.
Os moldes tradicionais de avaliação não buscavam a reflexão do aluno e sim o famoso "decoreba".

Pós-Modernismo, início da reflexão sobre a avaliação.
Sabemos que na sociedade estamos sujeitos a passar por diferentes períodos, que são marcados, principalmente, pelos traços culturais, costumes e crenças de um povo. Ao iniciarmos o pós-modernismo, época que alguns estudiosos se referem como apenas uma tendência, várias transformações visíveis ocorreram na sociedade, mas as ideológicas são as que permanecem até os dias de hoje. É a partir deste período que começou a se pensar sobre o nosso método de avaliação e sobre a própria educação.

Avaliação excludente e antidemocrática
Quando nos propomos a discutir sobre a avaliação, observamos que há uma dicotomia atemporal, pois pode coexistir em uma única prática educacional, e alguns autores como Luckesi, (2005), ainda, explicam a prática avaliativa como integrante do processo de democratização do ensino. Segundo esses autores:
O atual sistema avaliativo é antidemocrático.
A permanência do educando nas instituições educacionais, neste processo, depende do resultado de avaliações que muitas vezes trazem uma reprovação incoerente com os pontos salientados como democráticos.
A proposta mais cabível seria a adaptação do modelo atual, que utiliza a avaliação classificatória, por um modelo diagnóstico de avaliação.
O ideal, neste contexto, seria a substituição por um modelo que permita averiguar em que estágio encontra-se o desenvolvimento de aprendizagem do discente, para que seja possível acompanhar as suas dificuldades, ajudando-o então a superá-las.

Avaliação de primeira geração.
O ato de avaliar se referia a uma progressão, ou seja, tinha como finalidade medir o rendimento escolar do discente ao longo do bimestre e/ou semestre. A avaliação, neste sentido, era um instrumento de mensuração de primeira geração.

SINAES substituiu o Provão em 2004
A avaliação da Educação Superior é uma realidade no contexto educacional brasileiro. A implantação desta proposta se iniciou na década de 1980 com a realização do Exame Nacional de Cursos (Provão), contudo, no início de 2004, foi promulgada a Lei 10.861 que implanta o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
O SINAES analisa as instituições, os cursos e os desempenhos dos estudantes.
Os processos avaliativos do Sinaes são coordenados pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).



Inexiste avaliação como resultado de negociação em geral
Quando dizemos que a avaliação é o resultado de um processo de negociação entre avaliados e avaliadores, nos referimos que:
O termo negociação pode ser traduzido, neste contexto, como interação entre o aluno e o professor, isto é, momento em que os mesmos poderão refletir sobre o conteúdo estudado sem se preocuparem com a atribuição de nota.
O aluno, nesse sentido, é um sujeito ativo, ou seja, participa de todo o processo avaliativo como o autor da própria avaliação, pois discute, argumenta e interage a partir do saber adquirido.

Para isto é preciso haver maturidade recíproca.
Hoffmann (2003) considera a ação avaliativa como uma espécie de atividade mediadora, ou seja, processo no qual tanto o aluno como o professor discutirão a partir de suas ideologias, como uma troca mútua, sobre a construção do conhecimento. Nessa perspectiva, avaliar requer construir o conhecimento a partir do diálogo crítico e da interação social.
A criação de uma avaliação a partir de critérios e objetivos pré-estabelecidos.
Uma avaliação que seja mais integrante e integradora do ensino e da aprendizagem através de uma prática pedagógica participativa.
A possibilidade do acompanhamento contínuo e gradativo da aprendizagem do aluno.

Paulo Freire
Quando Paulo Freire (1996, p. 47) menciona que "saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" se refere à ação docente que busca interceder o saber de forma a dinamizar o processo tradicional de ensinar: professor - conhecimento - aluno.
Neste contexto cabe ao educador, ser:
O mediador do conhecimento.
O responsável por preparar o aluno aos diferentes eventos sociais.
O sujeito quem cria ponte entre o conhecimento empírico do aluno com o científico, ou seja, não é o único detentor do saber em sala de aula.

Montesquieu
Para Montesquieu, a educação era imprescindível para a construção da sociedade e do "eu" como cidadão.

Platão
Segundo Platão, o homem que possuía algumas qualidades como a educação era quem deveria guardear a polis (cidade).


Finalidade da Ciência: compreensão. O controle é através da atividade científica.
Para Marconi e Lakatos (2011), alguns conceitos da Ciência, entre outros são: a acumulação de conhecimentos, o conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza. Os autores comunicam, ainda, que a ciência é verificável e, portanto, falível.
A ciência não se reduz à atividade de proporcionar o controle prático sobre os fenômenos da natureza. Esse poder de controle é alcançado pelo homem em decorrência dos objetivos e funções da atividade científica.
A principal causa que leva o homem a produzir ciência é a tentativa de elaborar respostas e soluções às suas vidas, assim como para os seus problemas, mas, que também, o levem a compreensão do mundo que o rodeia e de si mesmo.

Ensino-Pesquisa-Extensão.
Ao conceituarmos esses termos, procuramos estabelecer um conhecimento prévio dos mesmos e suas principais características, a fim de promover um entendimento com relação à indissociabilidade desses três conceitos.
Com relação ao ensino, é preciso que esse não se limite aos espaços físicos da sala de aula, mas a relação com os demais espaços fora desse ambiente.
Uma das atribuições da pesquisa é a articulação dos conhecimentos adquiridos na Universidade com a sociedade. Nesse sentido, é preciso que o pesquisador esteja em constante diálogo com a realidade na qual está inserido.
O propósito final da extensão, que é uma prática acadêmica adquirida no ensino e na pesquisa e que interliga a universidade com a sociedade, é o de contribuir para a resolução dos problemas existentes numa sociedade em constante transformação.

Conhecimento científico
Com relação ao conhecimento científico, podemos inferir que esse é complexo e não pode ser analisado de forma isolada ou fragmentada. Isso equivale a dizer que as características individuais do conhecimento científico estão intrinsecamente ligadas umas às outras
Com relação ao ideal da objetividade e a verdade semântica, é correto afirmar que a pretensão é que as teorias científicas representem a fidedignidade do mundo, assim como a exigência e o confronto da teoria com os dados empíricos.
No que diz respeito à objetividade do conhecimento científico, a ciência exige o confronto da teoria com os dados empíricos, mas esses últimos fatores não garantem por si só a objetividade do conhecimento científico, pois essa objetividade não isenta os erros de interpretação de provas.

Informação sim, plágio não.
[...] Apesar da importância da participação dos alunos nas pesquisas científicas, assunto que emerge como princípio basilar e inquestionável a ser considerado, é o uso cada vez mais frequente da desprezível técnica de produzir conhecimento científico baseado em ideias alheias, plagiando contribuição pessoal de quem se propõe a produzir conhecimento científico sério (TAGATA, 2008, pp. 116-117).

A evolução informacional, que está disponível no ciberespaço, contribuiu para facilitar as pesquisas acadêmicas, pois com apenas um toque na tela do computador, celulares, tablets etc., podemos acessar informações.
O acesso instantâneo produziu facilidades que não existiam antes do advento do computador, no entanto, essa facilidade e praticidade não podem contribuir para potencializar a prática desordenada como justificativa para plágios em pesquisas acadêmicas.

Plágio: Omissão da fonte primária.
Umas das questões que é alvo de preocupações e discussões acerca da formação do professor pesquisador e suas atividades de pesquisa, diz respeito à ética profissional, à socialização e divulgação dos conhecimentos produzidos.
As constantes transformações tecnológicas e informacionais aglutinadas com o processo de globalização, por um lado, facilitaram o acesso à informação ao conhecimento, mas por outro lado intensificaram práticas indevidas, muitas vezes, considerada como roubo intelectual.
O ato do plágio é considerado por alguns como um comportamento que está em desacordo com a legislação ou como um caráter consciente do empréstimo e das omissões de fonte primária. Acrescenta-se, ainda, que o plágio se caracteriza com a apropriação ou expropriação de direitos intelectuais.

A curiosidade é a base da pesquisa
No que diz respeito ao professor pesquisador e o contexto da globalização, é importante destacar que a produção do conhecimento não se submete a meras metodologias reprodutivistas, mas exige a busca pela totalidade que só pode ser alcançada com uma formação diferenciada dos alunos e que atenda novas exigências.  No que diz respeito às características de um ensino com pesquisa é preciso que esse instigue a produção do conhecimento, que pode ou não acontecer de forma imediata e reflexiva do pesquisador, mas a curiosidade deve mover o aluno para um pensamento divergente em busca da explicação dos problemas vivenciados pela sociedade.  Uma metodologia que atenda às necessidades da sociedade do conhecimento deverá levar o aluno a aprender de forma diferenciada, no sentido de promover nos alunos a defesa das suas ideias, o ato de criticar, de ser um bom observador e de ser capaz de questionar. A pesquisa e a investigação devem excluir atos intermitentes e de isolamento, para que atendam ao objetivo da junção entre o ensino e a pesquisa o que levará o professor a ser um contínuo investigador. O contexto histórico da produção do conhecimento não pode ser desconsiderado no ensino com pesquisa. O conhecimento deve ser encarado como algo provisório e relativo, pois a realidade não é de fácil entendimento.


Plano Nacional de Extensão Universitária
No que diz respeito ao ensino, discute-se e aprofunda-se um novo conceito de sala de aula, que não se limita ao espaço físico de dimensão tradicional, mas compreenda todos os espaços dentro e fora da universidade [...] (Plano Nacional de Extensão Universitária, s.d.,v.1, p.2).
Para que se tenha um entendimento das reais necessidades da sociedade e a complexidade da sociedade, é preciso que os alunos tenham uma formação que pontue a importância da teoria e da prática. Esse entendimento nos permite refletir que a prática para se desenvolver e produzir suas consequências necessita da teoria.
É importante que as situações de sala de aula, ou seja, o ensino, promova e privilegie o envolvimento do aluno com a realidade que o circunda, ciente de que essa realidade é contraditória e é constituída por problemas complexos. A partir desse entendimento, a integração e a relação de teoria e prática devem estar voltadas para atender as reais necessidades da sociedade.
Na sala de aula, o trabalho de professores deve estar voltado para o desempenho de um conjunto de funções que ultrapassem a tarefa de ministrar aulas. A ênfase está sobre os contornos desse novo espaço privilegiado a realidade do aluno, uma aprendizagem condizente técnico-informacional, assim como o desenvolvimento da comunicação e do conhecimento.

Ciência visa a  solução de problemas pelo método científico
[...] A ciência objetiva tanto o conhecimento em si mesmo quanto as contribuições práticas decorrentes desse conhecimento (GIL, 2002, p.17-18). [...] diferentes ciências necessitam de classificação tanto para atender a sua ordem de complexidade, quanto para estar de acordo com o seu conteúdo (MARCONI; LAKATOS, 2011, p.5).
Os conceitos de ciência abrangem, entre outros, o estudo de problemas que só podem ser resolvidos mediante método científico, assim como demonstrar as suas aplicações práticas, visando um conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza.

Conhecimento de censo comum.
O homem, ao nascer, está preso à sua existência. Esse entendimento diz respeito ao conhecimento de senso comum que nos informa, ainda, que o homem interpreta e dá significado ao mundo que o rodeia de forma existencial.
O conhecimento de senso comum é geralmente típico do camponês, que é transmitido pela experiência pessoal, por meio da educação formal, de geração em geração, é baseado na imitação e na cultura de cada grupo. 
O conhecimento de senso comum é transmitido de geração em geração por meio da imitação, da educação formal e da experiência pessoal.

Paulo Freire: Pesquiso para constatar...
[...]. Pesquiso para constatar, constatando intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade (FREIRE, 2008, p.29).
Para alguns professores é preciso que haja uma formação para a pesquisa. Esses mesmos professores informam que a partir da expansão dos programas de pós-graduação houve um forte crescimento de pesquisa tanto para alunos como para professores.
Domínio teórico, habilidade de manuseio de dados, capacidade de descobrir relações dadas na realidade, o estabelecimento de uma relação de diálogo com a realidade, a construção do conhecimento novo e agente de mudança na sociedade são características para a formação do professor pesquisador.


Vigotsky
O desenvolvimento e aprendizagem descrito por Vygotsky: Uma das atividades infantis que tem estreita relação com o desenvolvimento é o brinquedo.
A teoria de desenvolvimento cognitivo de Vygotsky postulou os conceitos: Internalização e zona de desenvolvimento proximal.

Para Vygotsky, o homem é moldado pela cultura que ele próprio cria; é por meio da relação com o outro que ele se desenvolve.
 
Ao se aprender a linguagem específica do nosso meio sociocultural, transformamos radicalmente os rumos de nosso próprio desenvolvimento.
Os conhecimentos a serem adquiridos são materializados nas obras humanas.
Vygotsky inscreve a questão do desenvolvimento cognitivo em uma perspectiva ao mesmo tempo histórica e cultural.
A característica predominante da hipótese na psicologia da educação é a noção de que os processos do desenvolvimento não coincidem com aqueles da aprendizagem, mas os seguem.

A Zona de Desenvolvimento Proximal é a diferença entre o que a criança já realiza sozinha e o que não consegue, mas aprende a fazer com ajuda de alguém mais experiente.
Na escola, a criança entra, orientada pelo professor, no caminho da análise intelectual e do pensamento científico e estabelece novas relações cognitivas com o mundo.
A aprendizagem ocorre dentro de uma zona de desenvolvimento proximal.

Epistemologia de Piaget
A construção de esquemas se explicaria pelo processo de adaptação com seus dois pólos complementares, assimilação e acomodação.

Inicialmente, as assimilações aos esquemas reflexos são apenas motoras e, progressivamente, a partir desses esquemas iniciais, desenvolvem-se estruturas mentais ou cognitivas.

Ao processo de ampliação ou modificação de esquemas (assimilação), Piaget chama de acomodação. 
Na perspectiva de Piaget, o desenvolvimento intelectual normal do indivíduo envolve assimilação e acomodação.

A Teoria piagetiana sobre o desenvolvimento da criança apresenta períodos ou estágios definidos, caracterizados pelo surgimento de novas formas de organização mental.

O período pré operacional se caracteriza por: Quando a criança, dentro de uma função egocêntrica, atribui à criação e/ou explicação dos fenômenos naturais à vontade ou ação humana.

O período de operações concretas se caracteriza por:
Reversibilidade das operações.
Capacidade da criança em raciocinar sobre o mundo de forma mais lógica e adulta.
Este estágio se estende dos 7 aos 12 anos, aproximadamente.
É neste período que são estabelecidas as bases para o pensamento lógico.

No período operatório formal, as estruturas cognitivas da criança atingem seu nível mais elevado de desenvolvimento.

Para a corrente cognitivista, a aprendizagem é o processo de organização das informações e de integração do material à estrutura cognitiva.


Piaget desenvolveu suas pesquisas e, sua teoria, recebeu o nome de Epistemologia Genética, em que seu foco principal era o sujeito epistemológico, o qual foi estudado pelo método clínico desenvolvido pelo próprio autor. 

Sobre a Epistemologia Genética, os fatores necessários para que o desenvolvimento ocorra, são:
1-Maturação, 
2- Experiências e 
3- ambiente social.

Educação por competências
Na Tendência Pedagógica para o Mercado, notamos que um dos reflexos dessa perspectiva é a Pedagogia das Competências, nesse caso, a escola "deve" formar para o mercado de trabalho. 
A profissionalização, nesta tendência, visa à formação técnica em detrimento da formação humana.
A formação profissional passa a corresponder às exigências do mercado. O útil ocupa espaço significativo, de interesse pessoal, individual em detrimento do coletivo das relações humanas. O novo modelo de sociedade impõe mudanças na educação.

Pedagogia Histórico-Crítica - Demerval Saviani e João Luiz Gasparin.
A pedagógica Histórico-crítica é estudada com vigor pelo autor Demerval Saviani e aplicada com vigor pelo autor João Luiz Gasparin. 
Dessa forma, tem-se o materialismo histórico como método de análise das contradições sociais demandados do sistema de produção capitalista. 
Assim, a compreensão de história se dá a partir do desenvolvimento material e das condições materiais humanas.
No Brasil, tem sua afirmação no final da década de 1970, quando surge em decorrência de necessidades percebidas na prática dos educadores daquele momento.
 Os pressupostos presentes na pedagogia histórico-crítica são da concepção dialética da história, que considera as contradições sociais e a produção da existência humana por meio do trabalho.
O homem, ao transformar a natureza, se transforma pelo trabalho. O trabalho, então, caracteriza o princípio educativo que vemos em Gramsci, ou seja, o trabalho transforma as relações sociais e humanas, humaniza.


Críticas à Educação Por Competências - Foco senso comum e pragmático.
A preocupação com o lado humano dos seus alunos é uma característica da Tendência Pedagógica Psicologizante.

"A pedagogia das competências, se realizada sob a perspectiva pós-moderna, torna-se conservadora em dois sentidos:

1-  porque assume e se limita ao senso comum como lógica orientadora das ações humanas; 

2- porque reduz todo sentido do conhecimento ao pragmatismo" (RAMOS, 2006, p. 293)

O foco é o mercado de trabalho.

A Pedagogia das Competências visa à formação técnica em detrimento da formação humana. A prioridade é formar para o mercado de trabalho.
A pedagogia das competências é, na contemporaneidade, a pedagogia da Sociedade do Conhecimento, da Sociedade Pós-Industrial ou da Sociedade Pós-Moderna.
A Pedagogia das competências apoia-se na concepção positivista, na qual a ciência está na neutralidade e objetividade da educação.
A pedagogia das competências faz parte da sociedade pós-moderna, promove o ensino centrado em desenvolver habilidades e competências, as quais os "cidadãos" precisam adquirir para atuarem com eficácia e eficiência no mercado de trabalho.

Sociedade do Conhecimento, recurso para a produção
Atualmente é comum ouvirmos o termo Sociedade do Conhecimento. "Uma característica marcante destas sociedades está em que o conhecimento teórico, bem como os serviços de diversas ordens, baseia-se no conhecimento, portanto, tornam-se imprescindíveis para qualquer atividade econômica" (RIBEIRO, 2012, p.26).
A expressão Sociedade do Conhecimento não pode ser reduzida ao conceito de Sociedade da Informação, mas está estreitamente relacionada por depender de sua infraestrutura. A Sociedade do Conhecimento envolve a capacidade de se produzir, processar e disseminar conhecimento que promova o desenvolvimento.
A primeira definição da Sociedade do Conhecimento foi proposta por Peter Drucker e Daniel Bell no início dos anos 70. Porém teve ascensão na década de 90 com a propagação das novas tecnologias da informação e comunicação. A Sociedade do Conhecimento tem sua base nos organismos internacionais que comandam e regulam o desenvolvimento a partir de perspectivas político-econômicas para manutenção do individualismo, da competitividade, da concorrência e da exclusão.
Nesse modelo de sociedade, o conhecimento é o bem maior, é o principal recurso para produção e criação de riqueza, de crescimento e bem-estar da população, dessa forma, torna-se imprescindível para qualquer atividade econômica.

Sociedade Contemporânea
A sociedade contemporânea passa por transformações constantes em todos os setores. Nessa sociedade se efetivam cada vez mais as relações com o capitalismo. Algumas características da Sociedade Contemporânea são:
Aumento da produtividade, da concorrência, lucro e bem-estar.
Dinâmica de poder, privilégios, status e interesses cada vez mais individuais.


Racionalismo, capacidade de distinguir a aparência da realidade
Segundo Chauí (2005), modernidade era o conjunto de ideias e de valores que haviam norteado a filosofia e as ciências desde o século XVIII até os anos de 1980, e que estão representados no campo do conhecimento e no campo da prática. 
No campo do conhecimento tem-se o racionalismo que implica em confiança no poder da razão, sendo esta a razão instrumental ou a razão crítica.
Ainda em relação ao campo do conhecimento, tem-se o racionalismo a fim de distinguir entre aparência e realidade e para conhecer e transformar a realidade.

Globalização
Se recorrermos a uma definição que se aproxime do significado econômico do termo globalização, podemos associá-lo à universalização das atividades econômicas, sociais e culturais. 

Assim sendo, referenda uma determinada inserção econômica, política e social de todos os países no mercado internacional, nas trocas econômicas, políticas e sociais (ZANARDINI, 2008, p. 60).

O processo de globalização fez com que houvesse uma estreita relação entre os países, principalmente no que diz respeito, às questões comerciais.

Após a queda do socialismo, consolidou-se o capitalismo iniciando a era da globalização, principalmente, econômica e comercial.

O aspecto cultural da Pós-Modernidade, ou a sociedade Pós-Industrial, inscreve-se no quadro da globalização como um conjunto de valores que norteiam a produção cultural subsequente.
Globalização pode ser considerada um conjunto de valores representados pela multiplicidade de elementos sociais e econômicos e pela fragmentação, que traz como possibilidade a inclusão de diversas culturas, propiciando o acesso cada vez maior dos sujeitos ao mercado consumidor, numa sociedade denominada pós-industrial.

Educação Tecnicista
A contribuição do caráter tecnicista da educação se efetiva por volta de 1968, quando da definição de políticas culturais no país e importação de abordagens metodológicas pragmáticas advindas do exterior, principalmente da Europa. 
Desde então, esta tendência desenvolve-se com seus desdobramentos, primeiro no setor industrial, depois, por consequência, na educação (RIBEIRO, 2012, p.37).
Nessa tendência, valorizavam-se os conhecimentos práticos voltados para a profissionalização, visto que se buscava atender as demandas do mercado. 
Valorizavam-se as funções técnicas e o conteúdo, nessa tendência, assume uma dimensão instrumental.

A Escola como Instituição
A escola caracterizada como instituição, retrata o compromisso com a sociedade. 
Levar a instrução pedagógica sistematizada a partir de objetivos a serem atingidos, demonstra sua especificidade, à medida que trabalha os conhecimentos historicamente produzidos pelos homens. 
Conhecimentos estes representados por meio dos conteúdos escolares.
A escola, vista como instituição, tem como objetivo trabalhar o conhecimento científico, ou seja, não é qualquer saber que caracteriza a especificidade da escola.
O conhecimento trabalhado na escola deve ser elaborado, sistematizado, trata-se da cultura erudita e não do conhecimento do senso comum ou empírico.

Processo de Ensino Aprendizagem na Pedagogia Histórico-Critica.
Pagina 159  Livro:Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica, quinta edição revista, publicado pela editora Autores Associados.www.autoresassociados.com.br ,2012
Gasparin, João Luiz

Pesquisa, Pergunta
PRÁTICA: NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO ATUAL
1- Introdução.
2- Prática Social Inicial.
Leia, Recite
TEORIA: Zona de Desenvolvimento Imediato
3- Problematização.
4- Instrumentalização.
5- Catarse.
Reveja
PRÁTICA: NOVO NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO ATUAL
6- Prática Social Final.
(em vermelho, texto nosso: Como estudar, método dos Freis Beneditinos ensinado a mim pelos meus pais)


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