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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Porque as pessoas mentem no dia a dia

Porque as pessoas mentem




Porque pessoas mentem
A verdade… ou a Mentira
Muitas vezes durante o dia nos pegamos contando pequenas mentiras, ou percebemos que algumas pessoas mentem muito: contam histórias mirabolantes ou histórias totalmente coerentes. Porém, após um tempo, descobrimos a verdade.
Perceber que uma pessoa está mentindo pode ser uma tarefa difícil. Muitas vezes o mentiroso acredita em sua própria mentira. O que geralmente se ouve no consultório: “eu não minto nunca”, ou “me senti muito triste por perceber que esta pessoa que eu confiava tanto mentiu”. Isso é muito mais comum do que imaginamos.
Por isso lanço a pergunta: Por que essa pessoa está mentindo para você?
O primeiro passo para entender o comportamento de alguém que mente é entender o porquê dessa pessoa estar mentindo e qual a razão para ela se comportar dessa forma. A mentira é um tema de interesse para diversas áreas da sociedade.Frequentemente programas de TV tentam identificar pessoas que mentem, e na ciência como fonte de pesquisa, que objetivam responder o motivo pelo qual o ser humano mente.
Segundo Pereira, Brasileiro, Brachi e Albuquerque (2006) há muito tempo cientistas pesquisam sobre a mentira. Este comportamento possui diversas explicações metodológicas. E, em algumas dessas pesquisas, cientistas colocaram na prática a observação e efeito da mentira no organismo dos seres humanos.
Segundo Sidman (1999), existem agentes de controle como educação, religião, governo e sociedade. Esses agentes controlam os comportamentos dos indivíduos aumentando a probabilidade de mentir diante de algumas situações, ou de falar a verdade, pois quando nos sentimos controlados por algo nos limitamos a ser verdadeiros por medo de uma possível ameaça.
Os indivíduos que na sociedade se inserem controlam os comportamentos uns dos outros, gerando consequências boas ou ruins. São essas consequências que diante da sensibilidade do indivíduo aumentam ou não a possibilidade de acontecer novamente, ou seja, um comportamento reforçado haverá maiores possibilidades de ser mantido, e um comportamento punido ou reforçado negativamente obtém menores chances de se manter no ambiente, considerando que o indivíduo possui uma história de vida e uma história de relação com o ambiente.
Diante dessa relação, os indivíduos aprendem novas formas de se manter no ambiente de maneira segura, sem coerção. Entretanto, esta forma não é a forma mais segura. E obter reforçadores positivos não é sinônimo de comportamentos adequados ou assertividade do sujeito. Sendo assim, o indivíduo busca várias formas de evitar “problemas” ou fugir deles.
A mentira pode ter algumas explicações, como por exemplo, uma forma de fugir de um controle, de alguém que ameaça e dá bronca; ou uma forma de fazer com que o indivíduo sinta-se melhor diante de suas fraquezas. Algumas consequências desses comportamentos geram subprodutos (sentimentos). Ou seja, o sujeito que obtém reforçadores negativos, sendo eles broncas e castigos, provavelmente emitirá comportamentos de esquiva ou fuga. Estes comportamentos poderão ser mantidos se o agente controlador continuar emitindo comportamentos que punam o sujeito.
Ao longo do tempo essas consequências podem fazer o sujeito medroso e ansioso. Então, onde a mentira ocorre para que o sujeito evite punição, pode-se nomear como uma forma de “contra controle” para o sujeito que tenta incessantemente cessar esta forma de “choque” em comportamentos.
Quando a ideia é facilitar a vida, pode-se entender como as contingências da vida de um sujeito na sociedade podem ter consequências diversas. Neste caso a mentira está relacionada com as contingências sociais e o controle, pois diante do aprendizado que o indivíduo agrega ao longo de sua vida, controlar pode se tornar uma das funções de suas relações com o ambiente.
A mentira pode ser relacionada a algumas situações em que a pessoa percebe estar sendo ameaçada por outra. Essa ameaça pode ser bronca, um castigo, ou a retirada de algo bom na vida daquela pessoa. Podemos exemplificar com a ameaça de uma namorada ao namorado: “se você sair com seus amigos hoje a noite eu irei para a balada com minhas amigas”. Dessa forma o namorado se sentirá ameaçado e responderá “tudo bem, vou ficar em casa”, porém o namorado está mentindo e irá para um bar com os amigos depois que a namorada já não poderá mais encontrá-lo. Neste caso, o namorado evitará o término do namoro e ainda conseguirá fazer o que deseja.
A criança quando ameaçada também agirá de forma defensiva, como exemplo a mãe diz: “se você não comer frutas na escola, não ganhará aquele presente”, e então a criança na hora do intervalo pega sua maçã e joga no cesto de lixo. Essa criança evitará bronca e receberá o presente esperado. É evidente que a maçã não é nada atrativa no intervalo da escola.
A mentira é um objeto de estudo, na qual é tratada como algo errado, pois gera consequências negativas na vida do individuo, contanto que este seja descoberto. Se o individuo mantém suas mentiras em sigilo, provavelmente não será punido, mesmo sabendo que mentir pode trazer consequências negativas. Por essa razão, muitas vezes, ao mentir, algumas crianças são reforçadas por este comportamento, pois as pessoas podem dizer: “que bonitinho”, ou apenas reforçar a mentira “você tem 20 cadernos coloridos! Que legal”. Dessa forma o comportamento verbal possui uma imensa importância nesta pesquisa, pois verbalizar ao positivo ou negativo diante de uma mentira pode trazer consequências ao sujeito chamado pela sociedade de “mentiroso”.
Em síntese, quase todas as pessoas mentem todos os dias, ou já mentiram. Contudo, precisamos entender: por que essa pessoa mente? Para controlar os outros? Para deixar feliz quem ama? Ou para fugir de algo ruim? Quais são os valores da verdade para o mentiroso? Talvez esta pessoa ainda não saiba as consequências de suas mentiras.
Esta resposta podemos encontrar através de uma análise funcional do comportamento de quem está vivendo sob mentiras. Ao perceber esta situação, precisamos analisar o quanto as mentiras de seu parceiro ou filho estão atrapalhando no dia-a-dia.
Autora: Natacha Barbosa (Psicóloga CRP 06/109800)

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