Capítulo 43 parte 2 Astarte
Capítulo 43 parte 2 Astarte
A figura de Astaroth (ou Asttaroth, conforme a grafia que você utilizou)
é uma das mais complexas do esoterismo, possuindo duas
faces distintas que se transformaram ao longo dos séculos:
uma divindade feminina antiga e um poderoso duque
infernal na tradição medieval.
Considerando seu interesse por temas como a Magia do Caos
e a Sociedade Philaletes, essa figura é especialmente relevante
por representar a transição de arquétipos entre diferentes eras.
1. A Origem: A Deusa Astarte
Antes de ser catalogado como um demônio,
o nome deriva diretamente da deusa fenícia
Astarte (equivalente à Ishtar mesopotâmica).
Papel Original: Era a divindade da fertilidade,
do amor sexual e da guerra.
Demonização: Com a expansão do monoteísmo,
muitas divindades pagãs foram integradas
à teologia cristã como demônios. O gênero da entidade
foi alterado de feminino para masculino nesse processo.
2. Na Demonologia: O Grão-Duque do Inferno
Nos tratados de magia cerimonial, como a Goetia
(A Chave Menor de Salomão), Astaroth ocupa um lugar de destaque:
Hierarquia: É descrito como um Grão-Duque muito poderoso,
que comanda 40 legiões de espíritos.
Aparência: Tradicionalmente representado
como um anjo coroado, de aparência pálida,
montado sobre uma besta infernal (dragão ou serpente)
e segurando uma víbora.
Conhecimento: Ele é conhecido por ensinar
ciências liberais e por dar respostas verdadeiras
sobre o passado, presente e futuro. Ele também
discute a queda dos anjos e a criação do mundo.
3. A Conexão com seus Estudos
Embora Astaroth não apareça explicitamente no seu manuscrito
da Sociedade Philaletes de 1785 (que foca em Saint Germain
e na Gnose), ele faz parte do mesmo universo de estudos ocultistas:
Busca pela Verdade: Assim como os Philaletes buscavam
a união gnóstica e a libertação da ignorância, figuras
como Astaroth em grimórios representam a busca pelo
"conhecimento proibido" ou oculto.
Arquetípico: Na Magia do Caos, Astaroth
pode ser visto como um arquétipo da sabedoria
que reside nas sombras, sendo invocado para auxiliar
em descobertas intelectuais ou científicas.
Curiosidade: Na demonologia clássica, diz-se que Astaroth
só responde a quem se aproxima dele com um anel de prata
protetor, devido ao seu "hálito fétido", que simboliza a
dificuldade de lidar com verdades cruas ou pesadas.

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