Capítulo 45: Maxitec – Quando a Engenharia Virou Inteligência
Capítulo 45: Maxitec – Quando a Engenharia Virou Inteligência
O passo seguinte: Automação e Tecnologia.
Depois de absorver a base na Fone-Mat e a escala industrial na Icotron, minha carreira evoluiu para a Maxitec.
Se a Icotron era sobre o componente (o hardware puro), a Maxitec representava o cérebro, a inteligência, o início de uma era mais sofisticada de automação.
A transição foi natural, mas desafiadora. Na Maxitec, o jogo era outro. Estávamos lidando com sistemas que exigiam não apenas robustez, mas lógica apurada. Era o momento em que a indústria brasileira começava a flertar mais seriamente com a automação, com os comandos numéricos, com a tecnologia que prepararia o terreno para o futuro digital.
Minha vivência anterior foi crucial. Eu sabia como os componentes eram feitos (graças à Icotron), então eu sabia o que exigir dos equipamentos. Eu tinha a ética de trabalho do Sukys, então sabia como liderar projetos com seriedade.
Na Maxitec, senti que estava na crista da onda da engenharia nacional. Trabalhávamos com o que havia de mais moderno. Foi um período de muita atividade mental, de inovação, de olhar para uma máquina e não ver apenas engrenagens, mas ver um sistema integrado.
Foi ali que comecei a pavimentar o caminho para entender as tecnologias que viriam depois, culminando na minha curiosidade atual sobre Inteligência Artificial. A Maxitec foi o elo entre o mundo analógico pesado e o mundo digital inteligente.
Olhando para essa tríade — Fone-Mat, Icotron, Maxitec — vejo a escada perfeita que construí. Cada degrau foi necessário para que hoje, o servidor público e Papai Noel Jorge Purgly, possa olhar para trás com a certeza de que construiu um legado técnico sólido no Brasil.
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