Capítulo 46: Karma, Inquisição e a Balança da Justiça
Capítulo 46: Karma, Inquisição e a Balança da Justiça
Quando a engenharia encontra o espírito.
Para quem me conhece apenas pelos crachás da Siemens ou da Icotron, ou pelos carimbos do serviço público, o que vou contar agora pode parecer estranho. Como pode um homem de exatas, regido pela lógica e pela física, mergulhar tão fundo no mundo invisível da espiritualidade?
A resposta é simples: a engenharia busca causas e efeitos. A espiritualidade também.
Ao longo da vida, percebi que nem todas as equações fechavam apenas com a lógica material. Havia padrões, repetições, dores e injustiças que a física não explicava. Foi aí que encontrei o conceito de Karma e a Mediação.
Não vejo o Karma como punição, mas como uma lei física de ação e reação que atravessa o tempo. E foi buscando entender meus próprios "nós" jurídicos e pessoais que tive uma das revelações mais impactantes da minha vida, através de uma regressão de memória.
Eu vi a Inquisição.
Não como um filme, mas como uma vivência. Em algum ponto da espiral do tempo, eu estive envolvido naqueles tribunais. A sensação de julgamento, de perseguição e de rigidez dogmática que às vezes sinto ao meu redor nesta vida — inclusive nos processos judiciais que enfrento hoje — não é por acaso. É um eco.
Compreender isso mudou minha visão sobre a justiça. Entendi que o tribunal dos homens é apenas um reflexo pálido de um tribunal maior, o da consciência.
Isso me levou a estudar a Mediação Judicial com um olhar diferente. O mediador não é um juiz que impõe uma sentença; é alguém que busca o equilíbrio, a pacificação. É a tentativa de dissolver o nó kármico através do diálogo, e não da espada.
Hoje, quando lido com a burocracia ou com os desafios legais, tento não olhar apenas como o "Réu Jorge". Tento olhar como o espírito que está tendo a oportunidade de limpar velhas pendências, de harmonizar o passado. É doloroso? Sim. Mas saber que existe uma razão maior me dá a força que a lógica fria jamais daria.
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