Saga Purgly Postagem 26: A Máquina Possuída
Saga Purgly Postagem 26: A Máquina Possuída
Subtítulo: Quando o invisível interfere na mecânica: o estranho fenômeno na oficina da Vila Galvão.
Crescer em uma casa que era, ao mesmo tempo, um lar e uma fábrica, me deu uma visão de mundo onde a matéria era algo vivo. Mas houve um episódio na oficina do meu pai, Johann, que desafiou até a lógica mais rigorosa da engenharia húngara. Foi o dia em que a tecnologia e a mediunidade se chocaram de forma inexplicável.
O Ambiente de Criação
A oficina do meu pai era o seu santuário. Ali, entre tornos, fresas e o cheiro de óleo de corte, ele projetava as peças para os seus teares. Johann era um homem de exatidão, um gênio da mecânica que acreditava que cada engrenagem tinha o seu propósito.
Eu, o menino curioso, estava sempre por perto, observando o nascimento de máquinas do nada.
O Fenômeno Inexplicável
Lembro-me de uma máquina específica — uma peça de engenharia complexa que meu pai estava finalizando. Do nada, ela começou a apresentar comportamentos que não faziam sentido físico. Ela ligava sozinha, ou travava sem que houvesse qualquer obstrução mecânica. Meu pai revisava cada parafuso, cada conexão elétrica, e tudo estava perfeito. Mas, bastava eu me aproximar ou o ambiente ficar mais denso, e a "vontade própria" da máquina se manifestava.
Dizíamos, em tom de brincadeira que escondia um certo espanto, que era uma "máquina possuída".
A Antena Humana
Hoje, com o conhecimento que tenho da minha mediunidade e da presença de mentores como o Dr. Yuri Psikunov, entendo o que acontecia. Eu era (e sou) uma antena. A energia mediúnica, quando não canalizada, pode atuar sobre o campo eletromagnético e mecânico dos objetos ao redor.
Não era um "fantasma" querendo quebrar o trabalho do meu pai; era a minha própria energia, amplificada pelo ambiente de criação intensa, interagindo com a matéria. Aquela máquina não estava possuída por um espírito obsessor, mas sim saturada pela eletricidade espiritual que circulava naquela casa.
A Lição do Invisível
Meu pai, com sua mente prática, buscava o erro no metal. Eu, intuitivamente, sentia que o erro estava no ar. Esse episódio foi fundamental para eu compreender que a engenharia e a espiritualidade são duas faces da mesma moeda: ambas tratam de energias e de como elas são conduzidas.
Ali, no meio da sucata e do óleo, eu comecei a perceber que seria um engenheiro diferente. Alguém que não apenas conserta o que se vê, mas que entende a força invisível que faz tudo girar.

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